O melhor está por vir
11 Capítulo 11
Notas iniciais
O turno inteiro ninguém percebeu nada, Hodges se comportou perfeitamente, não disse uma palavra se quer, e eu consegui me concentrar no caso, claro não 100%, mas o bastante para acharmos um suspeito, a empregada, ela foi à loja um pouco antes da morte do senhor Calvin Phaier, foi só até ai que a câmera de segurança registrou, a saída dela não foi registrada, pois a câmera foi quebrada. Ela nos disse onde foi logo depois que saiu, verificamos, e era verdade, estava em uma lanchonete com uns amigos, porem alguma coisa não estava certo, pois pediu um advogado, então precisamos continuar verificando.
Nesse momento, o turno acabou, porém Greg precisava terminar um relatório, e entregar para DB ainda hoje, então estou aqui na minha sala esperando, mexendo no computador, na verdade só olhando para a tela, estou nervosa, muito nervosa.
–Já esta de castigo? – me assustei, quando vi Sara abrindo a porta do meu escritório.
–Não, só estou – o que eu estou fazendo? Nada, então é melhor não mentir para ela – Na verdade eu mesma me coloquei de castigo.
–Por que? – questiona, já se sentando.
–Não sei como falar com o meu pai – respiro fundo.
–Primeiro você precisa se acalmar.
–Estou calma – digo tentando fingir, na verdade acho q estou querendo convencer a mim mesma disso, porque para Sara não deu muito certo, ela levanta uma sobrancelha e fica me analisando. Respire, apenas respire Morgan – O que você acha, que meu pai vai fazer?
–O que eu acho? – repete pensativa – Não tenho ideia, ele pode matar os dois, ou só o Greg – diz sorrindo – Trocar você ou ele de turno, ou dar os parabéns.
–Na verdade tudo já passou pela minha cabeça.
–Bom além de todas essas coisas, que já citei, ele pode dar um soco no Greg, seria legal – olho assustada, mas ela já estava rindo – Só estou brincando.
–Não brinca com isso – digo tentando achar algum ar para respirar, estava cada vez mais nervosa.
–Relaxa, vai dar tudo certo.
–Espero que sim.
–Onde está o Greg? – finalmente pergunta.
–Terminando um relatório, eu acho.
–Vocês vão falar com o DB hoje também?
–Acho que não – digo, olhando para o relógio, quase quinze minutos que estou esperando-o, onde ele ta?
–Porque não?
–Porque o Greg esta demorando muito – digo, sentindo a cada minuto, que minhas mãos, estão geladas, cada vez mais, e mais – E creio, que a conversa com o meu pai, não vai ser de toda agradável.
–Porque não? A relação de vocês dois não esta boa?
–Esta, é que ele é o xerife, e tem que pensar no bem do laboratório, não no meu apenas.
–Antes de ser o xerife, ele é seu pai, pense assim pode ajudar.
–Espero que ajude.
–Vai dar certo.
–Espero que sim – digo respirando fundo.
Escuto um barulho na porta, vejo Greg, entrando com um sorriso nervoso no rosto.
–Atrapalho? –pergunta se aproximando.
–Não, eu já estava de saída – responde Sara se levantando, mas volta a olhar para mim – Sei que não disse muita coisa para você, mas pensa no pouco que eu te disse – comenta, eu assenti com a cabeça, então ela da um sorriso – Boa noite, e boa sorte – diz, indo em direção da porta, então ela para, e nos olha com um sorriso divertido no rosto – Boa sorte, para os dois – então sai e fecha a porta. Greg me olha, como se não tivesse entendido.
–Ela descobriu – digo me levantando e caminhando até ele – Vamos enfrentar a fera?
–Vamos – responde me beijando de leve – Vamos – repete respirando fundo.
–Relaxa – digo tentando acalmar, mais a mim do que ele.
–É agora ou nunca não é?
–Sim – comento.
–Ótimo – caminha até a porta, abrindo-a, para que eu poça sair primeiro.
–Obrigada – digo.
–Não por isso – seu sorriso ainda era de nervosismo, mas não podia culpa-lo eu também estava nervosa.
Caminhamos pelo corredores do laboratório, sem dizer uma palavra um para o outro, acho que estávamos nervosos o bastante, para não conseguirmos dizer nada, mas também, por sabemos que não importa o que o outro diga, não vai adiantar muito, só vai aumentar a ansiedade.
Chegamos em frente ao escritório do meu pai, olho para Greg, que me olhou também, forçando um sorriso, mas agora parecia apavorado, assim como eu, respiro fundo antes de bater na porta.
–Pode entrar – meu pai responde, depois de dois segundos, aproximadamente, respiro fundo antes de girar a maçaneta, é agora ou nunca, então que seja agora.
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