Notas iniciais
Desculpem a demora. Quero agradecer os comentários feitos até o momento por Nameless, Grody forever, e CsiLove, adoro ler o comentários de vocês e saber que estão gostando da historia. Obrigada. Fiquem a vontade para comentarem e darem sugestões. Boa leitura e Até o próximo capitulo.

Só foi entrar no escritório do meu pai, para me arrepender e ter a absoluta certeza de que isso era uma péssima ideia, claro que ele poderia aceitar nosso namoro, mas sabia que isso teria um preço, seria Greg ou eu que trocaria de turno? Ou como Sara havia dito, ele poderia dar um soco no Greg, o que não seria nada legal, ou até mata-lo, ou fazer qualquer outra coisa. Mas agora é tarde de mais para se arrepender.

Meu pai estava terminando de preencher um papel, quando levantou a cabeça, para saber quem estava entrando, abriu um belo sorriso quando me viu, eu não pude fazer o mesmo, tentei, mas acho que meu sorriso foi mais de tensão, do que de felicidade, isso fez com que ele olhasse para Greg e o analisa-se, não ousei fazer o mesmo, então apenas observei sua expressão quando voltou a me olhar, parecia curioso, perdido e preocupado ao mesmo tempo.

Acho que isso tudo não demorou mais que uns cinco segundos, mas para mim foi quase que uma eternidade, só queria sair dali correndo, o que deu na minha cabeça de vir até aqui?

–Problemas com o caso? – ele perguntou finalmente.

–Mais ou menos, nossa única suspeita tem um álibi – responde Greg tentando parecer, normal – Já analisamos e foi confirmado.

–Bom tenho certeza que vão achar algo – meu pai comenta.

–Claro – responde Greg, para mim isso estava parecendo mais uma conversa sobre trabalho e claramente eu estava sobrando ali – Mas a algo estranho – é claro que há algo estranho, viemos até aqui para dizer ao meu pai que estamos namorando, e vocês estão falando sobre o caso, será que perceberam que eu não disse nenhuma palavra até o presente momento?

–E o que é? – pergunta olhando para Greg.

–Mesmo tendo um álibi forte, ela pediu um advogado.

–Talvez tenha culpa no cartório – comenta.

–Também acho, só temos que achar algo que prove isso.

–Continuem assim estão fazendo um bom....

–Greg e eu estamos namorando – digo de uma vez, meio sem pensar, e acabo interrompendo os dois, ambos se assustam e me olham, acabo de me arrepender, mas agora é tarde.

–O que foi que disse? – Abro a boca para dizer alguma coisa, mas simplesmente não sai nada, talvez eu devesse ter falado sobre o caso, da próxima vez vou me lembrar disso – Morgan o que foi que disse? – acho que meu pai estava confuso e bravo ao mesmo tempo, e isso, não é uma boa combinação.

–Desculpa – digo finalmente, o que estava pensando, agora que já fez a burrada, acalme-se Morgan, respire uma vez, e duas, três, quando isso tudo acabar vou precisar de um terapeuta – Desculpa, não queria dizer desse jeito, é que vocês não paravam mais de falar – começo a falar sem sequer respirar direito, claramente meu nervosismo começou a aparecer – Eu estava muito nervosa, na verdade ainda estou, por favor me desculpem – olho para Greg em busca de socorro, mas ele parecia mais atordoado do que eu, e estava mais confuso do que meu pai, ótimo, creio que estraguei tudo com isso, estraguei tudo com os dois.

Ficamos um segundo em silencio, minha vontade de sair correndo só aumentava, mas eu não podia fazer isso, tinha que arcar com as consequências.

– Ecklie... senhor... eu... quer dizer... – Greg tropeçava nas palavras, na verdade ele não sabia o que dizer.

–Tudo bem, me ponha a par dos acontecimentos aqui – ele parecia confuso e bravo – A quanto tempo estão juntos?

–Começamos a namorar ontem – respondo tremendo dos pés à cabeça, agora é a hora, que um de nós dois apanha, e acho que serei eu.

–É que queríamos que o senhor fosse o primeiro a saber – o primeiro, depois da Sara e o Hodges.

–Bom para começar, sentem, somos adultos aqui, e não estou lidando com dois adolescentes – comenta, enquanto obedecemos e nos sentamos — Não vou bater o matar nenhum dos dois. — ótimo uma coisa amenos para me preocupar – Primeiramente, Greg pode parar de me chamar de senhor – ele estava tentando parecer o mais natural possível, mas claramente estava nervoso também, queria saber o que estava passando pela cabeça do meu pai nesse momento.

–Tudo bem – comenta Greg, mas para si mesmo, do que para qualquer um de nos.

–Segundo, acho que estou um pouco emocionado – ok, o que eu perdi? – Nunca pensei que você traria um namorado pra falar comigo Morgan, você sempre foi tão independente.

–Acho que, sempre tem uma vez pra tudo – digo, sentindo minhas mãos ficarem cada vez mais geladas – E o que acontece agora?

–O que acontece agora? – ele repete.

–Imaginamos que o senhor, como o xerife, deve tomar alguma posição, a respeito disso – comenta Greg.

–E obviamente irei – diz – Sabem que não gosto de namoro no trabalho.

–Quem vai trocar de turno? – pergunto, não queria que enrola-se, já estava meio que claro, que mesmo com todo o nervosismo, queria muito resolver o mais rápido possível, nem que para isso, precisa-se escutar algo que não estava nos meus planos.

–Não entendi – meu pai comenta.

–Sabemos que não gosta de namoro entre colegas de trabalho, então pensamos que...

–Pensaram errado Greg.

–Tudo bem, agora sou eu que não estou entendendo – comento.

–Ninguém vai trocar de turno, até que eu tenha motivos para isso – de repente, sinto como se um peso enorme, fosse tirado das minhas costas, que bom, não vai nos transferir – Porém, como disse tenho uma posição a respeito disto.

–E qual seria? – a pergunta saiu, antes que eu sequer tive pensado, sobre isso – Desculpa, estou um pouco ansiosa.

–Obviamente terá mais pressão em cima de vocês, brigas serão inaceitáveis, se continuarem como estão, não haverá problema algum em vocês trabalharem juntos.

–É sério? – digo incrédula.

–Sim – respondeu me olhando.

–Eu não estou acreditando – digo tentando me controlar, não sei se ria ou chorava.

–Greg pode nos dar um minuto?

–Claro – ele se levanta e me da uma piscadinha enquanto se virava para sair. Quando Greg encostou a porta, meu pai se levantou e veio sentar-se ao meu lado.

–Você não sabe o quanto estou feliz de você ter vindo até aqui para me dizer que estava namorando.

–Por quê? O que há de errado nisso? – digo não entendendo o sentido de tudo aquele drama.

–Porque querida, isso mostra que nosso relacionamento, entre pai e filha, a cada dia, esta se fortalecendo mais.

–Acho que já resolvemos nossas desavenças.

–Claro que sim querida, claro que sim – diz me abraçando.

–Obrigada por tudo pai – digo me segurando para não chorar como ele.

–Não por isso, não vou prejudica-los no trabalho só porque estão juntos, vocês são uma bela dubla, deis de que andem na linha, não vejo problema no relacionamento de vocês.

–Vamos andar na linha, prometo – digo me afastando de seu abraço.

–Esqueci-me de dizer ao Greg que se ele te machucar, eu além de demiti-lo dou um jeito de prende-lo – brinca.

–Pode deixar, ele sabe – digo entrando na brincadeira.

–Ótimo, acho que ele ainda tem medo de mim.

–Claro que tem – digo com um sorriso – Acho que já vou indo então – digo me levantando.

–Claro – diz se levantando também – Até amanhã querida.

–Até amanhã pai – digo, dando outro abraço nele, nos afastamos, e caminhei ate a porta.

–Morgan? – ele diz, antes de que, eu sequer alcança-se a maçaneta, virei para olhá-lo – De todos desse laboratório, fico feliz por ter escolhido o Greg, é o cara que tenho certeza que vai te respeitar, e ele gosta de você, eu já sabia disso.

–Acho que todos sabiam, menos eu – digo com um sorriso – Tchau pai.

–Tchau filha.

Quando saio do escritório, vejo Greg no final do corredor sentado em uma cadeira, caminho até ele.

–Então como foi? – pergunta se levantando, logo depois que me viu chegando.

–Foi bem, nada de mais, está tudo bem.

–Que bom.

–Acho que a Sara estava certa, antes de ser o xerife, ele é meu pai.

–Não há duvidas em ralação a isso – diz me abraçando.

–Para onde vamos? – pergunto me afastando.

–Estava pensando em fazer um jantar especial para você, e depois improvisamos – diz sorrindo.

–Ótima ideia – digo sorrindo também.

–Amanhã conversamos com DB.

–Ok – digo.

Então saímos do laboratório, e fomos para a casa dele. Não importa o que aconteça, estávamos juntos, e nada naquele momento, importava mais do que isso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.