O massacre da serra elétrica-2016
1 Prologo
Notas iniciais
Ele se arrastava pelo corredor, o ferro que ele usava como bengala fazia um barulho agoniante, entrei na sala do condutor de energia... nunca me importei com as dicas de meu pai sobre energia e agora teria que cortar todos esses fios enfileirados em um painel imenso, ele continuava a se arrastar e sibilava palavrões entre dentes. Observei a TV, as câmeras estavam gravando e eu tinha menos de dois minutos antes que o maníaco chegasse, arrombasse a porta e simplesmente me matasse como ele fez com os outros. Mas o destino não costuma ser muito gentil e me colocou dentro logo de uma sala, mas por incrível que pareça isso é bom, se eu for esperta cortarei parte de um desses fios, e darei um curto espaço de tempo para fugir da mansão, entrar no carro e dirigir para cidade e nunca mais voltar. Coloquei meu plano em ação, cortei alguns fios azuis e vermelhos e as câmeras dos corredores A e B apagaram indicando o corte de energia, agora eu tinha meu tempo, ele gritava furiosamente e parecia acertar o ferro contra a parede, abrir a porta cautelosamente e sair correndo em direção ao corredor C que dá para a garagem.
O Volkswagen estava lá, o design antigo lembrava aqueles carros dos anos 80, entrei naquela coisa e procurei as chaves más nada... continuei a procurar más mesmo assim, nada. Fui surpreendida com um golpe, pedaços de vidro voaram sobre meu rosto, uma dor aguda invadiu meus ouvidos como se alguém estivesse me dado um murro, meu corpo estremeceu e minha cabeça foi para frente e para trás... algo muito forte arrancou a porta do carro e me puxou para fora, me lançou para o lado e acertei minha coluna contra a parede de cimento, algo frio pareceu derramar sobre mim, o cheiro... era gasolina... Ele era alto, tinha os cabelos desgrenhados, segurava um machado, usava uma máscara de esqui cinza-avermelhada, tentei me mexer mas era impossível, ele me olhava e sorria impiedosamente.. Como se estivesse se alimentando do meu desespero, lançou o machado para o lado esquerdo, moveu-se para frente para trás e apanhou uma serra elétrica que estava a centímetros de distância... entrei em estado de choque, o barulho e a risada como se estivesse me convidando para avançar.
—Faça as honras! -ele disse entre dentes.
A gasolina encharcou minha blusa e meu cabelo, eu estava ensopada, tentei arquitetar um plano, mas algo me disse “Corre”, hesitei, olhei para minha direita e avistei mais um galão de gasolina, mais ou menos cinco litros, eu conseguiria carregar, me movi poucos centímetros, agarrei o galão e corri desesperadamente.
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