John chutou o pneu do carro e depois uivou de dor, Carly saiu do carro com o cabelo louro desgrenhada e os grandes olhos de coruja inchados, ela passou as costas da mão nos olhos e olhou para o namorado com desprezo:

—Não desconte no carro, se sabe que você é um péssimo motorista! -ela exclamou tirando da bolsa um espelho e se começou a se admirar. Tobias voltou da casa a alguns metros de distancia, ele foi pegar algumas ferramentas para trocar o pneu, o porte atlético o fazia correr velozmente entre as arvores.

—Trouxe o que precisamos!-ele exclamou jogando um bando de ferramentas nos pés de John.

Eles são irmãos, Tobias é o mais velho, possui cabelos bem negros e pele morena, é muito alto e pratica esportes como um viciado. John é mais baixo, é louro e magro, detesta tudo que tenha haver com esportes e prefere se dedicar aos cálculos, e tem o Doley, realmente se chama Jason más preferimos nossa serie de apelidos... Duli, Dooli, Dolinho entre outros... Jason é o mais alto, as pernas são finas e longas, os braços nem se falam, ele é o mais calado, serio e não conhecemos muito ele, se juntou ao grupo a pouco tempo.

Os pássaros da floresta cantavam uma canção capaz de fazer todos dormir tranquilamente, enquanto os meninos consertavam o pneu e davam um check-up no carro, eu e Carly observávamos a paisagem. Jason surgiu distante com sua Kawasaki negra cortando a floresta como um raio, se não soubéssemos que era ele com certeza pensaríamos que era algum assassino, bandido ou sei lá o que, mas Jason era tão inofensivo quanto uma folha mal tinha opinião própria Carly sempre o chamava de mané ou imbecil.

—Lá vem ele pagar de idiota! -Carly sussurrou.

—Carly!-exclamei em desaprovação.

—Não, não venha defende-lo -Ela berrou levantando o indicador – Você sabe que ele é lerdo, manezão, e burro!

—Ele não é burro!

—Só por que te ajudou em física quântica? -ela fez uma careta -Você é inteligente, mas fica se fazendo de burra Harper!

—Eu não sou...

—Oi!-Jason surgiu em nossa frente.

—Oi, esquisitão! -Carly disse com um sorriso egocêntrico.

—Carly pare! -sussurrei.

Ela deu de ombros e saiu, Jason ainda estava parado em minha frente me encarando com seus grandes olhos negros, e cílios perfeitos, sua pele sempre pálida, o cabelo desgrenhado meio louro meio castanho se moviam conforme o vento balançava, ele sorriu.

—Olá!

—Oi!-sussurrei sem graça.

—Ainda bem que você me ligou, vou seguir viagem com vocês!-Ele exclamou.

—Isso é bom!-disse ficando vermelha, já sentindo as bochechas queimarem.

—Não!-Carly gritou -Ele não!

Jason riu.

—Ele vai conosco! -John disse encarando Carly.

—Ta!-ela sussurrou e entrou no carro batendo os pés.

Carly é bem mimada, seus pais são muito ricos e ela faz questão que as pessoas saibam, ela estudava em colégio de freiras, mas depois de uma certa “crise” no escritório ela começou a estudar em escola pública e me conheceu, eu meio que fui a protetora dela, fiz ela começar a jogar futebol e ela iniciou o vôlei sozinha, já que é tão alta quanto a professora Greene que tem mais ou menos 1,72 de altura. Fora as chatices, Carly é muito boa pessoa, extremamente sensível e chorona.

—Quer vir na moto comigo? -Jason perguntou.

—Nunca montei em nada parecido! -Sussurrei sem graça, acho que como Carly diz “Sou pobre ao absurdo”

—Não dá medo, você segura em mim! -Ele me convenceu.

—Tudo bem!

Seguimos a viagem, a estrada se tornou de terra depois de uns 15km, e enfim chegamos a mansão.