Notas iniciais
Já, bem perto de começar a ação.

Tobias me entregou uma lanterna, Jason, Carly e John foram para a casinha do outro lado, era simples, pequena de madeira más eu esqueci do detalhe de avisar que alguém poderia estar morando lá, como o homem que vi hoje mais cedo. Fui para a parte de trás da casa tentando localizar os canos, Tobias apenas olhava em volta como se estivesse confuso.

—Um cemitério ali!-ele exclamou apontada para uns metros de distancia -Vamos lá!

—Eu não quero perturbar os mortos, Tobias!-respondi severamente e ele deu de ombros.

Continuei tentando localizar os canos, más nada, eu aprendi a consertar canos ou tubos de gás aos quinze anos, claro que eu não tinha todos os materiais necessários para aperfeiçoar mas daria meu jeito, o importante era conter o cheiro de gás. Mas não havia nenhum cano, o frio ficava mais forte a cada minuto congelando a ponta do meu nariz e deixando as minhas mãos como se eu estivesse as mergulhado em um lago de gelo.

—Você tem namorado?-Tobias perguntou.

—Não!-meu "não"soou ignorante e frio, e mais uma vez ele deu de ombros e continuou a olhar em volta. Me ajoelhei e afundei um pouco a mão na terra, nada dos canos, más se não havia canos de onde vinham aquele cheiro de gás

—Não usem fósforos ou coisas que façam outras coisas pegarem fogo!-ordenei a ele.

—Sim senhora, avisarei aos outros!-ele respondeu. Olhei de relance para trás dele, vi uma forma humana entre as arvores, era muito alto, cabelos desgrenhados, segurava algo na mão... A falta de drogas está me fazendo ter alucinações, de repente apareceu outra forma humana esse era menor alguns centímetros.

—Vá atrás dos outros, vou ver se encontro os canos!

Ele concordou percebendo meu mau humor e obedeceu, me escondi na sombra de uma arvore alta, pareciam ser dois homens, nós não estávamos sozinhos e se eles tivessem feito aquilo com o gás? arrancado os canos ou aplicado alguma substancia que pareça gás? Não sei. Resolvi ficar de olho, mas logo os dois sumiram, eu adoraria meu cigarro agora. Andei lentamente pela parte de trás da casa passando pela frente do cemitério, nenhum movimento estranho. Fui em direção a outra casa, a luz era fraca, a casa era de madeira mista e podre, facil de ser quebrada e arrombada, o cheiro de mofo cobria cada canto e tinha dois quartos. Carly já havia divido tudo, como sempre, havia um sofá furado e velho no canto e uma mesinha de vidro rachada bem no meio. Carly estava com John conversando algo e Tobias admirava as chaves do carro calculando em quanto tempo chegaria em casa. Jason não estava, deveria estar arrumando seu canto no quarto e lendo seu livro.

—O que vamos fazer?-Carly perguntou olhando para mim.

—Ir para casa!-Tobias se levantou respondendo e balançando as chaves do carro.

—esperar até o amanhecer!-disse John nervoso.

—Ir agora!-Carly exclamou colocando as mãos na cabeça.

Tobias revirou os olhos e fez que sim com a cabeça.

—Eu vou dar uma olhada no carro!-ele exclamou e antes que eu pudesse protestar ele saiu.

—Devemos ir agora!-Carly berrou e continuou -Esse lugar é estranho!

—È o Texas, tem que ser estranho!-respondi.

—Não!-John comentou estragando minha persuasão.

—Quero ir agora mesmo!-Carly bateu os pés.

Tobias entrou ofegando pela porta, o rosto assustado e pálido.

—O que houve?-perguntei.

—Nosso carro-ele começou.

—Diz logo-Carly gritou.

—OS pneus foram furados e os fios da bateria cortado!-ele respondeu.

—O que?-Eu, John e CArly falamos em coro.

—Algo quer a gente aqui!-ele comentou.