Notas iniciais
Bom, quem ta gostando?

O céu estava completamente negro, não havia lua nem estrelas e nuvens ameaçavam chuvas com um forte vento frio, tudo estava escuro e os insetos saiam para passear, normalmente essa época do ano no Texas era um calor insuportável, os hospitais lotavam de turistas passando mal, Carly estava calada, mas cada movimento seu era desesperado John estava sentado com a cabeça baixa tentando formular alguma ideia, Tobias olhava para fora de uma pequena janela de vidros quebrados –deixava seu medo muito claro- e eu tentava disfarçar meu nervoso andando de um lado a outro e passando a mão entre os cabelos. O único que estava calmo era Jason, sempre trancado no quarto lendo não se importava se íamos embora ou não, mas acontece que somente eu tinha visto aquelas duas pessoas e eu não queria piorar o clima dizendo que tínhamos "companhia" más pelo comportamento deles pareciam já saber.

—Onde está Jason?-Carly perguntou de cabeça baixa e com voz rouca.

—No quarto, eu acho!-respondi.

—Será que esse garoto só sabe ficar lendo?-ela se levantou gritando, em seguida foi em direção ao quarto.

—O que ela vai fazer?-Tobias me perguntou, dei de ombros e a segui, ela deu um chute na porta a mesma se abriu e bateu furiosamente na parede.

—Escute aqui seu...

Mas ele não estava lá, ela olhou em volta procurou-o com os olhos e não encontrou nada.

—Onde ele está?-perguntei.

John entrou no quarto, arqueou as sobrancelhas pensou em perguntar algo porém desistiu.

—Tobias, pegue a lanterna e olhe ao redor da casa, veja se encontra Jason más não se distancie!-Gritei para ele, que obedeceu, John envolveu Carly em um abraço apertado. Me dirigi a parte da frente da casa, não vi o Tobias muito menos o Jason, a luz da outra casa estava acesa Jason poderia estar lá.

—Carly, John vou até a outra casa não vou demorar, fiquem aqui!-Gritei e bati a porta com força.

O vento estava frio, cruzei meus braços e abaixei um pouco a cabeça tentando me manter aquecida, nunca tinha sentido no Texas tanto frio quanto naquela noite, eu estava de calças más parecia que estava andando de saia no polo norte e brincando na neve com meias 3x4. Segui o caminho até a outra casa, chegando na porta o cheiro de gás invadia tudo, o cheiro me causava um incomodo na cabeça e parecia queimar meus pulmões. Abri a porta vagarosamente, o cheiro de gás ficou mais forte, as luzes começaram a falhar.

—Jason!-chamei.

Subi as escadas, olhei lá para fora pelo vidro e apenas vi a luz da casinha, continuei subindo e parei no corredor.

—Tobias!-chamei com voz tremula.

Não respondeu, olhei quarto por quarto, todos vazios e com cheiro forte de gás más faltou o ultimo... Segurei a maçaneta gelada, a porta de madeira pesada com aquele cheiro insuportável, empurrei com força. Me deparei com um homem de costas, alto, usava uma jaqueta preta e as calças escuras apertadas e desbotadas, as botas negras estavam sujas de lama e imitavam um daqueles coturnos, o cabelo era desgrenhado e tinha poeira sobre ele.

—Ei!-soltei sem querer, adoraria que ele não soubesse que eu estava ali.

Ele se virou um pouco, segurava uma faca ensanguentada e limpava com um pano imundo, abafei um grito, ele usava uma mascara como se estivesse sido feita de pele humana com algumas partes rasgadas, perguntei a mim mesma se aquilo não era o rosto dele.

—Você!-ele rugiu em furia.

Meu corpo, minha mente e todos os meus sentidos so pensavam em uma coisa: Correr.

Sair correndo pelo corredor com ele atrás de mim, o corredor era extenso para uma garota que corria devagar e curto para um homem que dava longos passos, cada passo era como se houvesse um estrondo irritante e ele estava prestes a me segurar pelo ombro, cheguei nas escadas, continuei correndo más meus pés pareciam falhar sentir um ardor no tornozelo seguido por uma dor aguda, me faltou oxigênio e meus pulmões pareciam fechar. Tropecei no meu próprio pé e cai, rolei pela escada sentindo uma dor insuportável na coluna, minhas costelas estalaram e me fizeram gritar, parei de rolar no ultimo degrau não conseguia me mexer a dor invadia cada centímetro do meu corpo, meus cabelos estavam espalhados por meu rosto e eu procurava ar para respirar, ele descia sutilmente rindo de mim e a cor dos seus olhos pareciam pular do preto ao azul escuro, ele me olhou com desprezo e logo em seguida me deu um chute, senti meu estomago se mover, ele me tirou do chão e me apertou com força, se eu estivesse em um bom estado iria me bater ate ele me largar, talvez chuta-lo, ele continuava a rir admirando minha dor, então me lançou com toda força contra a parede de vidro, sentir o vidro pinicar minhas costas friamente, meu corpo parecia ir com toda força, ao contrario do que mostrava nos filmes não vi a minha vida inteira em segundos, apenas sentir uma dor enorme vindo de dentro de mim quando meu corpo atingiu o chão e tudo ficou escuro.

Notas finais
Comentem o que acharam e deem suas expectativas sobre a fic... amo voces, anjos!