Não queria deixar minha cabeça criar aluçinações novamente, afinal, a ideia da Carly de vim para cá para me ajudar no afastamento das drogas tinha que servir bem, não podia ficar louca sem as coisas que cheirava e fumava, precisava ficar distante disso tudo. Desci as escadas apressadamente, já anoitecia de forma vagarosa, os meninos faziam bagunça na cozinha tentando coar o café e Jason se concentrava no seu livro. Ele sempre estava lendo, não importava a situação ele sempre puxava seu livro e começava a ler os meninos chavam ele de nerd, cdf e outros apelidos ele sorria disfarçadamente e voltava seus olhos para a leitura. Carly estava do outro lado da sala de frente a lareira, ela encarava Jason e voltava a olhar para o fogo fui em direção a ela, estava incrivelmente quieta o que significava que havia algo de errado.

—Oi!-exclamei baixinho ao lado dela.

—Os meninos estão na cozinha tentando alguma comida maluca, coando café!-ela disse suspirando.

—Comida maluca?-perguntei confusa.

—É o que a quimica faz na vida das pessoas, eles acham...-ela deu uma longa pausa -Divertido!

—E por que essa cara?-perguntei tentando olhar nos olhos dela.

Sutilmente, ela empurrou o cabelo louro para trás e o enrolou no topo da cabeça formando um coque desleixado, os olhos grandes encaravam a dança das chamas.

—Só uma sensação, nada demais!-ela finalmente respondeu, quando ela me dizia isso significava "Saia daqui, eu quero ficar sozinha" levantei e fui em direção a Jason que logo me encarou com seus grandes olhos negros.

—O que está lendo?-perguntei sentando no braço macio e palido do sofá.

—A capa!-ele respondeu sem tirar os olhos do livro.

—Esta tudo preto, não tem nome!

—Ah,sim -ele respondeu, fechou o livro e voltou a abrir .

Ele voltou a ler e esqueceu que eu estava ali, estava agindo como meus pais, bom faz tres anos que não tenho interação com eles por causa das drogas más é avida.

—O nome?-perguntei a Jason elevando o tom de voz.

—A vitima!-ele respondeu

—Fala sobre o que?

—Assassinos em serie, loucos, psicoticos, vou para o quarto!-ele respondeu, levantou, olhou sorrateiramente para mim e subiu as escadas em direção ao quarto.

BOOooM.

Algo na cozinha explodiu.

Carly se levantou urgente e correu para a cozinha, eu a segui, os meninos explodiram algo que tinha haver com o gás, a testa de John sangrava sultimente no canto direito e Tobias havia entrado na despensa.

—Que cheiro de gás!-Carly gritou tapando o nariz.

—Não podemos ficar aqui assim!-Tobias exclamou abrindo a janelinha da cozinha.

—Tem uma casinha a alguns metros daqui!-Jason surgiu na porta me dando um susto, ele usava camisa e calças negras que entravam em contraste com o cabelo escuro.

—Aquela coisa ridicula?-Carly gritava com raiva.

—Isso ou ficar aqui respirando gás!-ele respondeu e Carly concordou com a cabeça.

—Mas primeiro vão pegar suas coisas, John limpe o sangue da testa, vou dar uma olhada nos canos de gás para ver o que aconteceu!-exclamei e todos tomaram suas posições, Tobias ficou comigo.