Notas iniciais
Olá galera, demorei né? PC novamente no concerto, mas acho que essa é a última vez, espero kk Obrigada a todos, todos que comentaram. Boa leitura

Cobra tomou Jade no colo enquanto o rapaz beijava e chupava o pescoço da jovem, com certeza deixaria marcas no pescoço da garota e ele adorava ideia. Cobreloa jogou Jade na cama enquanto arrancava a camisa social e jogava longe.

– Belo tanquinho.- Comentou Jade antes de avançar na boca do rapaz.

Jade estava com uma blusa de botão, que o rapaz rasgou fazendo os botões pularem longe. Poderia ter aberto, mas era muito botão, Jade também não ligou para blusa. Na verdade, estava em um conflito consigo mesma, em deixar se levar pelo desejo ou empurrar o rapaz. Se ela fizesse isso, teria que matá-lo, pois Cobra não a deixaria viva depois de interromper uma transa. O problema é, Jade é forte o suficiente para acabar com Cobra?

Os pensamentos da garota foram interrompidos quando Cobra abocanhou um dos seus seios. Sentiu seu corpo todo se arrepiar quando sua pele entrou em contato com a boca quente do rapaz. Jade havia tantas vezes sonhado com aquilo… sonhado com o proibido. Jade podia ter todos os garotos que quisesse, nenhum a recusaria. Isso ela tinha certeza. No entanto, aquele em sua cama, era o seu objeto de mais desejo, justamente aquele que ela não deveria odiar.

Cobra afastou a boca dos seios da garota e desceu beijos pela barriga lisinha de Jade. Cobra queria a morder, sentir sua carne, sentir sua dor e desejo. Era complicado ter aquilo que almejava todas as noites, que seu corpo pulsava e ao mesmo tempo odiar essa mesma coisa. Era como dormir com o inimigo. Cobra arrancou a saia da garota e a jogou longe. Empurrou a calcinha da garota para o lado e introduziu dois dedos dentro da garota e a observou se arquear. O rapaz conhecia Jade mais do que a si mesmo e sabia que igualmente a ele, a garota se culpava por estar com ele e que provavelmente, haveria uma avalanche. Não se importava, era Jade, a garota que o assombrou a adolescência inteira. Cobra aumentava o ritmo a frequência que sua sanidade gritava que aquilo era errado. A garota suspirava alto e arqueava as costas.

Jade reuniu forças e puxou a mão de Cobra de dentro de si. A garota notou sua cara de confusão e sabia que ele não a impediria de parar com aquilo. Jade o puxou e o beijou ficando por cima de Cobra. Jade arrancou a calça e a cueca do rapaz e se sentou vagarosamente por de Cobra e começou a rebolar. Com apenas a calcinha de Jade, o contato era quase torturante.

O rapaz suspirava e Jade o notava sofrer por ela. Mesmo que estivesse queimando de desejo, poderia ficar nesse lenga lenga o resto da vida, só para ver a cara de dor de Cobra. Mas a verdade, era que a garota ainda estava se decidindo ainda sobre se queria ou não, se deveria se entregar ou não. Foram tantos anos reprimindo o desejo, que era quase uma profissional.

Jade parou de se esfregar em Cobra e o analisou. O rapaz não tinha o rosto perfeito como o de Henrique, na verdade, seu rosto era mais rustico, com marcas de brigas (Cobra nunca foi um filho exemplar, se metia em constante brigas e já chegou a andar em gangues), mas era exatamente assim que ela gostava dele.

– Que se dane.- Exclamou arrancando a calcinha e jogando no chão juntamente com suas outras peças de roupas.

Cobra entendeu aquilo como um passe livre e fez questão de não perder a oportunidade. O rapaz jogou Jade na cama e puxou uma das cochas da morena para si, enquanto seus lábios aplacava o gemido que a garota soltou quando Cobra a penetrou.

Jade era extremamente apertada e Cobra era bem avantajado, o que dava proporções bem agradáveis. O rapaz não esperou qualquer reação de Jade para começar com as estocadas fortes e profundas. Aquilo era maravilhoso, ouvir Jade gemer e enterrar as grandes unhas vermelhas na sua costa, sentir seu corpo dentro do da garota, o roçar das coxas torneadas da morena em seu quadril, o calor do corpo de ambos se misturando. Simplesmente maravilhoso. Havia sonhado e imaginado incontáveis vezes aquela cena. Era tão viciante, que Cobra alucinava de prazer.

Cobra era tão doente por aquilo, que tinha interrompido o beijo e encostado o ouvido próximo aos lábios da garota enquanto beijava o pescoço de Jade, só para ouvi-la gemer e pedir por ele. E ela gemia baixo, justamente para provocá-lo. No entanto, era um jogo, de era prazeres, mas era um jogo. Cobra aumentou o ritmo até ouvi-la gemer. Completamente louco.

Por fim ficaram naquele jogo de desejos e prazeres até ambos se satisfazerem. Assim que acabaram, cada um virou pro lado e se afastaram o máximo possível um do outro. Nenhuma palavra trocada e foi assim que o tédio e o cansaço embalaram o sono dos dois jovens.

(...)

Jade acordo e as lembranças da noite anterior lhe atingiram em cheio, a garota encarou Cobreloa deitado ao seu lado dormindo profundamente, não conseguiu sentir raiva. Poderia sufocá-lo com o travesseiro, mas não seria o bastante. Jade se levantou e caminhou até o seu enorme closed. Apanhou uma camisa comprida demais e se dirigiu até o final do closed. No meio do caminho apanhou uma caixa rosa e deixou se deslizar até o chão. Assim que abriu a caixa, sentiu o passado lhe culpar por aquilo que havia acontecido.

“Flash Back On

C&J

Jade tinha doze anos e acreditava que sua vida só não era perfeita, pois a perfeição não existia. O pai estava sempre a mimando de presentes, a porta da casa sempre estava aberta para festas da vizinhança, tinha boas notas na escola, ela amava Cobra e tinha certeza que ele também sentia o mesmo por ela, mesmo que nunca tivessem passado dos “melhores amigos”. E até a sua mãe, que antes costumava pegar no seu pé, agora passava dias no quarto trabalhando e raramente a via, e quando a via, a mãe sempre direcionava um sorriso para a filha e dizia “eu te amo, nunca se esqueça disso”. Não podia pedir mais do que aquilo.

Infelizmente, a vida não costuma gostar de pessoas felizes, e Jade soube disso quando adentrou o quarto da mãe para lhe entregar o convite de uma apresentação de balé e encontrou a mãe caída no chão junto com um frasco de remédio vazio. Overdose, suicídio.

Jade poderia ter o privilégio da dúvida do porquê da mãe ter feito aquilo, mas nem tudo são flores. Apesar do choque e do grito que ecoou pela casa inteira, a garota teve acesso a carta que a mãe escreveu justamente e exclusivamente para ela. E nada do que estava ali, fez a garota se sentir menos mal com a situação.

“De: Mamãe

Para: Jade

Olá minha filha, se você está lendo isso, é porque o meu plano tragicamente obteve sucesso. Primeiramente, quero que saiba que ninguém além de você, pode ter acesso a essa carta. Vai ser nosso segredo, ok?

Jade, você deve ter notado que eu me afastei e isso tem um motivo: seu pai está me traindo e não é paranoia da minha cabeça. Seu pai me traí a anos, sempre me traiu e esse nem o grande problema. Antônio nunca foi homem de uma mulher só, tinha várias e eu não me incomodava, desde que fosse a minha cama que ele sempre voltasse.

O problema mesmo Jade, é que ele se apaixonou por outra mulher e em breve irá pedir o divórcio. Eu não posso suportar, eu o amo!

Meu plano inicial não era esse, pretendia fugir com você, só eu e minha pequena Jade pelo mundo. Porém, notei que você não é minha aliada. Me perdoe Jade, mas a maior culpada disso tudo é você. Você trouxe a mulher que arruinou minha vida. Você trouxe os Cobreloa para minha casa. Seu pai está me traindo com a mãe do seu amiguinho.

Eu sinto muito filha, mas já notei que sou a fruta podre dessa arvore.

Eu te amo, nunca se esqueça disso. Adeus.”

Depois que leu aquela carta, nunca tirou da sua cabeça que foi ela quem matou a mãe. Com a culpa em seus ombros, se privou daquilo que a mãe mais almejava… felicidade. A felicidade de Jade, estava em Cobra, na amizade do garoto, no amor que ele tinha por ela. Iria fazer a odiar, querer matá-la. Ela jamais seria capaz de viver em um mundo onde Ricardo Cobreloa fosse feliz.

Flash Back Off”

Jade chorava e a culpa só aumentava pelo o que havia feito, sentia nojo de si mesma. Sua mãe com certeza a odiava onde quer que estivesse. De repente sentiu suas mãos, que até então puxavam seus cabelos em uma maneira de auto flagelação, e ser seguradas firmemente.

– Para, não faz isso.- A voz de Cobra invadiu sua mente a puxando daquele mar de lembranças.

Por um momento, Jade não pensou, apenas abraçou Cobra o surpreendendo, depois os braços fortes do rapaz a envolveram em um abraço reconfortante.

– Tá tudo bem, tá tudo bem.- Cobra alisava as costas de Jade a tranquilizando.- Agora eu tô com você, ninguém irá te machucar.

Notas finais
Bom, como eu disse, tinha uma tortura psicológica por parte da Jade e esse é o verdadeiro vilão da fic, o grande vilão, a própria Jade. Não especifiquei onde começava e onde terminava o hot, justamente porque tudo levava a crer que teria, desde o começo. A música do Imagine Dragons e era para ser esse o título da fic, mas acabei por mudar de ideia. Bem galera, é isso, comentem e qualquer coisa MP ou twitter @lovedmyidols Bjs, Tami