Se você esta lendo isso significa que ainda, eu não estou morto. Eu fiz essa gravação enquanto estava na busca pela arma de um certo cara chamado Hermes, espero que não me encontre com ele, porque se acontecer o “bagulho vai fica doido”.

Meu nome é Gregório, mas todos me chamam de Greg. Eu morava em Nova York até o meado de novembro, quando meu pai me expulsou de casa. Entenda não é que ele não me amasse, mas a vida dele corria perigo junto a mim, já que eu era atacado por vários “monstros”, e literalmente falando, eram amigos, parentes, todos, até alguns professores. Acho que só sobrevivi até hoje graças a alguns domínios, que parecem estar na minha vida desde sempre, tiro com vara, diálogo e dom com plantas, eu toco na planta e ela vira venenosa, eu me sinto a Vampira dos X-mem. Enfim, eu ainda não disse como sou bem, sou magro, alto, tenho 16 anos, meu cabelo é castanho claro e meu olho tem as cores de penas de pavão, meu pai, que é biólogo, diz que isso tem respeito à minha mãe, ele diz que é a única coisa que eu recebi dela, fora o dinheiro, ele dizia que ela havia morrido quando eu nasci, mas depois eu descobri que ela me abandonou...

Dito isso voltemos a historia. Eu já falei que fui expulso de casa? Ah, sim? Então tudo certo, depois disso tem toda uma historinha, que se for necessário eu conto, e fui parar na casa da minha tia, fiquei lá até o final de novembro, quando as coisas começaram a ficar estranhas, entenda, minha tia e minha prima, sua filha, são exatamente iguais, negras em relação à pele, cabelo, tudo, exceto os olhos, os da minha prima são vermelhos e da minha tia dourados, mas voltando, o topo do absurdo foi quando elas começaram um interrogatório, que não irei descrever, sobre um caduceu, eu nem imagino o que seja isso, mas elas falaram que eu havia roubado, e o prazo pra entregar estava acabando, até aí poderia ter sido simplesmente um erro, comum, o pior foi quando as vozes delas começaram a engrossar e começaram a crescer garras em suas mãos, e der repente eu estava de frente para duas BATWOMAN. Graças aos meus talentos especiais eu estou vivo, caso contrario, não quero pensar nessa hipótese.

Eu só sei que eu queria sair dali, ir para qualquer lugar o mais longe que fosse, consegui despista – las e fui para aeroporto, onde comprei a passagem pro primeiro voo que sai – se, e esse era o voo para o Cairo. Foram as piores quinze horas da minha vida, o avião não parou de passar por turbulência, eu sentia como se a cada espaço percorrido pelo avião, existia alguém me observando. Enfim consegui dormir e como de costume tive um pesadelo. Nele eu estava com uma roupa toda rasgada, oque jamais iria acontecer, já que eu tinha a herança da minha mãe, meu pai me disse que quando minha mãe foi embora, depois de mentir um bom tempo sobre sua morte, ela deixou uma grande mesada pro resto da vida, parece que ela era como uma rainha e tinha muito dinheiro, mas isso e um caso especial, voltando ao sonho, eu estavam em uma sala com vários tronos, gigantes, e parecia que seus donos estavam brigando por um assunto muito familiar, o tal caduceu, essa palavra de novo, mas eu não entendo o que isso poderia ser uma arma nuclear?

Bem, depois disso, acordei e tentei ficar tranquilo, afinal eu não poderia ser o motivo de uma briga. Nós desembarcamos e enfim eu estava no Cairo e a sensação de que estava sendo vigiado não passava nem por um segundo. Hospedei-me em um hotel, com a grana da Mamãe, e depois fui passear. Mas o que eu estava pensando, em curti no Egito? Estava totalmente enganado, a sensação de vigiado era maior e logo que entrei no museu do Egito Antigo dei de cara com a minha tia, minha prima vinha logo atrás de mim, pus me a correr. Como elas chegaram tão rápido ate aqui? Elas me monitoraram a viajem inteira? Estou com muito medo agora.

Depois de tanto correr, eu estava quase embaixo de um obelisco, e minha alma inteira me mandava sair dali, e com toda sua força, mas pra onde eu correria? Se fosse pra trás certamente seria pego por elas, mas foi quando avistei um homem negro de terno branco, óculos pretos e com uma vara, que parecia um cajado na mão, que me desesperei, o desespero aumentou, meu corpo não correspondeu, minha mente não correspondeu, nada correspondia, fiquei paralisado o que deu tempo que elas chegassem perto de mim, perto demais até, eu estava desarmado, não tinha como me defender. Graças a Deus aquele homem estava ali, e atirou nas com aquele troço, mas depois de ver isso só me lembro de ser atirado ao alto e cair no chão encima de um monte de pó, no lugar onde estavam minha tia e minha prima, depois vi o mesmo chegando perto, depois eu estava quase desmaiando, sem ninguém para me defender daquele grande homem, que agora me carregava em seus braços e, desmaiei.