O filho Proibido

2 Um novo ponto de vista


Onde estou? Com quem estou? O que aconteceu?

Só me de lembro de estar correndo daquele homem de terno, após ele explodir a “minha tia e minha prima” transformando-as em poeira, e eu estava no chão, depois de dar um mega giro no ar. Depois disso só me lembro de estar aqui, onde quer que isso seja. Epa, vem vindo alguém aí. É aquele homem do terno.

- Quem é você?

- Quem é você, você que entrou em nosso domínio, seu filho de grego.

- Nosso domínio? O que é isso aqui? Uma área militar secreta? O que vocês querem fazer comigo? O que você usou pra transformar minha tia e prima e pó era arma? E como assim “filho de grego”? Meu pai é norte americano.

- Ah, sempre vocês. Primeiro, “nosso domínio” referindo-me aos egípcios, você sabe que não pode vir aqui! Só queremos interrogá-lo, para saber o que fazia aqui, o que usei não era arma e sim magia...

- Opa Magia?- Naquele momento eu comecei a ficar em curto, como se meu cérebro fosse “pifar” a qualquer momento, tudo que eu havia aprendido sobre “Magia não existe”, “magia é coisa de criança”, tudo isso era mentira? Ou ele estava mentindo pra mim? Eu só sei que eu vi aquilo em funcionamento, e o pior transformou as duas, monstras, em poeira. Nesse momento comecei a sentir, novamente, dor de cabeça e então comecei a perceber que não estava enxergando com meu lado direito.

- Quem é você? Responda e não minta!

- Então, meu nome é Gregório, mas todos me chamam de Greg. Eu moro, ou melhor, morava, em Nova York, e por uma série de fatores meu pai me expulsou de casa...

- E sua mãe? Não disse nada?

- É complicado, eu não tenho mãe, ela me abandonou quando eu era apenas um bebe, meu pai dizia...

- O que ele dizia?

- Que ela traiu o marido e eu nasci...

- Ela traiu o marido?

- Sim.

- Então faz todo o sentido...

- O que faz sentido?

- Nada, apenas continue a história.

- Então, meu pai me expulsou de casa. Ah, foi ai que eu encontrei a minha tia, na verdade ela me encontrou, falou que ia me levar para pensar um pouco na vida, e no final ela e minha prima se transformaram em dois morcegos humanos, então, aí começaram a perguntar sobre um tal caduceu, o caduceu do mensageiro.

- Sobre o que?

- Sobre o Caduceu do Mensageiro. Você sabe o que é isso?

- Não sei sobre o caduceu! Mas sei que se é o que estou pensando, não vai ser nada bom você ficar aqui.

- Porque não vai ser nada bom?

- Nada moleque só continua a historia!

- Tá! Aí fugindo eu vim parar aqui no Cairo, eu achava tê-las despistado, mas estava completamente errado. Depois disso, só me lembro de te você me atacando. Porque você me atacou?

- Não sei, Agi por instinto.

- O que sou eu?

- Eu não sei ao certo, mas estou torcendo para não ser verdade o que imagino.

- O que você imagina? Ah, qual o seu nome mesmo?

- Meu nome é Amós, Conselheiro da Casa da Vida. E não importa o que eu imagino, pelo menos não agora.

- Amós, ou seja, lá o que você é, porque eu estou com essa faixa na cabeça, por que sinto tanta dor no rosto e não estou enxergando nada do lado direito?

- Você vai precisar ser forte para o que irei te contar. No nosso encontro, ao tentar matar aquilo, se já lá o que, o ataque, a magia, refletiu em você e te jogou ao ar, lembra?

- Sim, uma das poucas coisas que me lembro de e também de ver você as transformando em pó, me salvando, o que devo agradecer a você. Mas depois disso o que aconteceu comigo? O que vocês fizeram comigo?

- Nada, nós não fizemos nada. É que na queda, você perdeu a visão do lado direito.

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