Acordei num salto, haviam retirado a bala de mim, mas eu ainda sentia muita dor. Mary estava do meu lado, lendo o meu blog em seu tablet.

– Mary? — chamei

– John, que bom que acordou. Não faça esforços, pode piorar.

– Estou bem — menti, mas deu pra ver pelo olhar dela que ela já sabia que eu não estava bem.

– O que aconteceu com você? Por que o balearam?

– Longa história. Onde estamos?

– No St. Barts. Depois que sra. Hudson e eu chegamos aqui, liguei para Lestrade e falei o que aconteceu. Ele foi na Baker Street para ver como estava lá depois do ocorrido e quando chegou, encontrou você baleado no chão.

– Ah, certo, mas não tinha mais ninguém lá? Só eu?

– Sim, Lestrade revirou a casa inteira e não achou ninguém, só você.

Nessa hora, Greg entrou.

– Olá, John. Soube que está bem e vim fazer uma visita.

– Só uma visita?

– Bem, algo mais, quero que responda à algumas perguntas. Isto é, se puder. Os médicos disseram para você não fazer muito esforço. Foi recém-operado.

– Tudo bem, estou bem.

Ele fez umas 05 perguntas sobre o que havia acontecido e eu as narrei do jeito que aconteceu.

– Meu Deus, não sabia que Sherlock... nunca havia passado isso pela minha cabeça.

– E nem na minha, mas temos que fazer alguma coisa, Molly e Sherlock são reféns de Moriarty, e ouvi coisas muito horríveis que Jim poderia fazer com Molly se Sherlock não o obedecesse. Ah, mais uma coisa, quero que traga aqui Billy Wiggins.

– Billy Wiggins? Quem é esse?

– Um amigo de Sherlock.

– Ele tem algo a ver com o caso?

– Não, mas vai ter. Traga-me ele, Lestrade, por favor. Procure-o por todos os lugares de Londres.

– Certo, então. — Ele saiu do quarto meio perturbado.

– Mary? — chamei

– Sim, estou aqui.

– Pode me fazer um pequeno favor?

– Claro, o que quer?

– Pode me dar o meu telefone?

– Seu telefone?

– Sim, estava no meu casaco.

– Na verdade, está aqui na minha bolsa, os médicos tiraram sua roupa e me deram suas coisas, aqui está.

– Obrigado.

– O que vai fazer?

– Ligar pra uma pessoa.