O estranho caso de Sherlock
10 Capítulo 10
Depois da Scotland Yard, só havia uma pessoa a quem eu recorreria, Mycroft. Disquei seu número e logo ele atendeu.
– Sim?
– Mycroft? Sou eu, John.
– O que houve, John? Conseguiu descobrir algo sobre meu irmão?
– Na verdade, eu soube sim.
– Então, diga-me.
Nessa hora, Lestrade entrou com Wiggins.
– Eu ligo depois, Mycroft — então desliguei o telefone, deixando o irmão de Sherlock sem entender nada.
– Aqui está ele, John — disse Greg
– Dr. Watson, realmente as coisas dão a volta por cima — disse Billy
– O que quer dizer com isso?
– A torção em meu braço feita por você foi vingada!
– Certo, vamos esquecer isso. Preciso de sua ajuda.
– Tomara que não envolva torções.
– Certamente, não.
– Certo, o que quer?
– É sobre Sherlock.
De repente, o olhar de Wiggins mudou de gozação para preocupação.
– O que tem Sherlock?
– Mary, Greg, posso ter uma conversa a sós com Billy?
– Claro — Mary me deu um beijo e puxou Lestrade pra fora.
– Bem, não sei por onde começar.
– Com o início, lógico, faz meses que não vejo Sherlock.
– Fui baleado por causa dele, na verdade.
– Como assim?
– Olhe, a única coisa que eu posso lhe dizer é que ele está ajudando Moriarty em alguma coisa e quero apenas que fique de olho nele, pode fazer isso por mim?
– Por você?
– Por mim e por Sherlock, pode?
– Vou tentar, mas não por você.
Ele me olhou, saiu da sala e fiquei pensando se ele iria mesmo me ajudar. Dormi um pouco, quando acordei estava sendo colocado numa cadeira de rodas por 2 rapazes.
– O que é isso? — perguntei.
– bem, dr. Watson, temos uma ótima notícia para você — disse o médico que estava me atendendo — Foi liberado, poderá ir para casa, mas precisa descansar durante, no mínimo, 20 dias.
– Ainda bem — falei — Obrigado.
O médico pediu ao enfermeiro para que me levasse ao andar de baixo, onde Mary estava a minha espera. Descemos pelo elevador e me encontrei com minha esposa na recepção.
– John -disse ela, me dando um abraço de leve — Tenho uma coisa para dizer. Vamos ficar alguns dias no 221B.
– Que bom! — falei sorrindo. Eu realmente amava o 221B, me sentia mais confortável lá.
O enfermeiro nos deixou dentro de um táxi, ele me levou na cadeira, já que eu não poderia fazer muito esforço. Depois que eu entrei no veículo, ele se despediu e voltou para o hospital levando consigo a cadeira.
– Mary, por que você quer me levar ao 221B?
– Tem uma pessoa muito especial querendo vê-lo.
– Quem é?
– Não posso dizer, é surpresa.
– Boa ou ruim?
– Acho que os dois.
Quando ela terminou de falar, estávamos a menos de 20 metros de casa. Depois que havíamos chegado, desci do táxi, com a ajuda de Mary, ela pagou e o taxista logo foi embora. Mary ofereceu seu ombro para eu me apoiar nele, e eu aceitei. Já que eu ainda tinha a chave, abri a porta e entramos.
– Onde está a sra. Hudson?
– Depois eu falo com ela, John. Agora você tem que subir, tem uma visita, lembra?
Subi na frente, eu já estava muito melhor do que ontem. Mary veio atrás de mim. Quando cheguei e entrei, levei um susto, e dos grandes.
Sherlock Holmes estava sentado em sua poltrona tomando café.
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