Notas iniciais
Boa leitura estrelinhas! (R/f) - Refrigerante favorito. (S/n) - Seu nome. Histórias também publicada no Spirit Fanfiction e no Wattpad: UravityStar

Era final da tarde, o céu ensolarado dava adeus para os cidadãos de Musutafu enquanto as estrelas da noite surgiam brilhantes e receptivas. Sentada a mesa do bar da liga dos vilões, olho a minha volta procurando meu namorado que estava atrasado, hoje fazia um ano que nós estávamos namorando e até agora não tenho nenhum sinal dele. Será que o Dabi se esqueceu de que dia era hoje? Kurogiri aparece detrás do balcão e me entrega um copo com (R/f) e o bebo ansiosa. Quem diria que logo eu me apaixonaria por um vilão, a Ochaco vivia me falando que eu ficaria com o Bakugou devido as nossas constantes brigas, já que de acordo com ela os opostos se atraem. Porém o meu instinto me dizia que não era ele a pessoa certa, Kacchan era como um irmão para mim, sem contar que ele gostava da Utsushimi Camie. Perdida em pensamentos me recordo do dia em que conheci o Dabi.

Flashback on.

Após um dia exaustivo de treino no acampamento das Pussycats, resolvi caminhar por entre a floresta. Enquanto observava a natureza a minha volta, ouço um som de batida em um tronco de árvore e me assusto. Coloco-me em posição de defesa até ouvir outro som abafado atrás de um pinheiro.

— Merda. — Ouço alguém falar baixinho e me aproximo lentamente do som.

Curiosa, caminho em direção a voz e pergunto:

— Que… Quem está aí? — O silêncio permanece até que resolvo o quebrar. — Não adianta se esconder, apareça.

Ouço um suspiro e vejo sair por detrás da árvore, um homem de cabelos pretos com manchas arroxeadas espalhadas pelo corpo. Seu rosto tinha vários piercings de cartilagem de prata e grampos cirúrgicos. Logo reconheço o vilão e me afasto do mesmo.

— Da-Dabi. — Sussurro. Observo o vilão se sentar apoiando as costas na árvore e resmungar de dor. Percebo que a sua perna direita estava ferida e sem pensar corretamente me aproximo dele e analiso o ferimento. — V-Você está sangrando, se não estancar isso aí, pode ser fatal a você!

— Jura? Eu não fazia ideia. — Ele responde irônico revirando os olhos e lanço um olhar de repreensão. — O que uma aspirante a heroína está fazendo aqui a essas horas?

Respiro fundo e digo:

— Não lhe devo satisfação. — O respondo. Ele acha mesmo que irei lhe dar informações? Vejo ele arquear as sobrancelhas e encarando suas orbes azuis me afundo em seu oceano imenso. Após alguns segundos que mais pareceram horas, volto a sã consciência e respondo. — E-Está bem, os treinamentos daqui são cansativos, mas são importantes para o nosso desenvolvimento. E precisava respirar um pouco de ar livre, entende?

Ele assente e pergunta:

— Qual o seu nome criança?

— Eu não sou uma criança!! — Grito inflando as bochechas. — Tenho dezoito anos.

— Jura? Pensei que fosse uma, devido ao seu tamanho minúsculo. — Dabi responde.

— Tamanho não é documento. — Respondo brava cruzando os braços. — Apenas entrei na U.A um pouco tarde. Se quiser, eu tenho aqui comigo algumas faixas para cobrir o ferimento e água para limpar.

Flashback off.

Naquele dia, enquanto o ajudava com o machucado, os vilões invadiram o acampamento na tentativa de sequestrar o Bakugou. Dabi recebeu um chamado de seus colegas para os ajudar e se despediu de mim. Resolvi não falar aos heróis que tinha me encontrado com ele. E pensar que tive que lutar contra o mesmo em seguida...

Um mês depois do ocorrido enquanto caminhava pela cidade a noite, após uma festa na casa da Yaoyorozu, percebo que havia me perdido. Tento ligar o celular para procurar a localização no GPS, porém, a bateria havia acabado e suspiro. Para piorar a situação o universo resolve conspirar a meu favor fazendo gotas de chuvas caírem do céu. A chuva começa a engrossar e os trovões clareiam a noite me assustando. Resolvi correr a procura de um abrigo até que paro num beco escuro. Me encosto no muro para recuperar o fôlego, uma hora depois a chuva ainda não havia passado e já me encontrava encharcada com a roupa colada no corpo. Começo a tossir até que sou surpreendida por uma voz.

— (S/n)? O que faz aqui no meio da chuva? Desse jeito vai pegar um resfriado.

Viro-me para trás e vejo Dabi. Ele se aproxima de mim me observando de cima a baixo, o que me deixa corada e viro o rosto de lado tentando esconder a vergonha.

— Me perdi… — Sussurro e sentindo um incômodo espirro. — Atchim!! Você tinha que falar.

— É melhor você ficar num lugar seco. — Dabi fala. — Me siga. — Faço o que ele diz entrando mais no fundo do beco e vejo uma porta. Dabi a abre me indicando para entrar. Percebo que o local era um bar e surpresa arregalo os olhos ao ver diversos vilões no ambiente.

— A-Aqui é onde a liga se esconde? — Pergunto.

— Espero que mantenha isso em segredo se não teremos que te sequestrar. — Diz o Dabi.

Tomando coragem eu digo corada:

— Confesso que não me importaria se fosse você a me sequestrar. — "Nossa, de onde tirei essa coragem?" — Penso, Dabi sorri maliciosamente.

— Então quer dizer que posso fazer isso mais vezes? — Dabi pergunta sorrindo, resolvo ficar em silêncio e ele prossegue. — Quem cala consente.

Tempo atual:

Sou tirada dos pensamentos ao sentir um toque em meu ombro, viro-me da cadeira e vejo Dabi. Imediatamente Inflo as bochechas e ponho as mãos na cintura.

— Onde estava? Você sabe que não gosto de atrasos. — Falo. — Ainda mais se tratando de hoje.

— Sinto muito, precisei passar num local antes. — Dabi observa os vilões a sua volta e sobe no balcão chamando atenção de todos. — Ei figurantes, tenho algo importante a falar. — Com a atenção tomada, o silêncio prevalece e Dabi desce do balcão. — Vou ser direto. — Ele tira do bolso de sua calça uma caixinha preta me fazendo arregalar os olhos e continua. — (S/n), aceita se casar comigo?

Após alguns segundos absorvendo o pedido, coro e grito:

— Sim!!! — Abraço Dabi e sou surpreendida novamente com um beijo fogoso.

— Esperem! — Somos interrompidos por Shigaraki e nos separamos. — Dabi, ela é uma super heroína e você um vilão, estão loucos? Isso não vai dar certo.

Ignoro o Tomura e pergunto ao Kurogiri:

— Kurogiri, você pode fazer o papel do padre. O que acha Dabi?

— Por mim tudo bem. — Os dois respondem em uníssono.

— Tsc, desisto. — Shigaraki sussura. Com o pedido de Dabi, nós dois comemoramos a noite toda.

Contínua…

Notas finais
Estrelinhas, espero que tenham gostado!