O dia em que te conheci (Imagine Dabi)
2 Escolha
Notas iniciais
Pov. (S/n)
Ontem antes de dormir refleti sobre as palavras de Shigaraki, ele está certo, não tem como uma heroína ficar com um vilão. Embora ame o Dabi, nós passaríamos por grandes problemas se os heróis descobrissem que estamos juntos. Com a decisão tomada sigo para a agência da Mirko e me aproximando do prédio respiro fundo e entro no elevador. Chegando na sala da heroína número cinco, bato na porta ouvindo um "entre" e me deparo com a Mirko fazendo abdominais num colchão pequeno.
— Bom dia Mirko. — A cumprimento, a heroína para o treinamento e se aproxima de mim sorrindo.
— Bom dia (S/n), veio procurar um trabalho? Hoje estou de folga, mas podemos sair para deter alguns criminosos. Estou ficando entediada aqui com o monte de papelada que tenho que resolver.
— Ah, seria legal mas… — Digo e suspiro. — Eu vim aqui por outro motivo, Mirko eu me demito.
Mirko arregala os olhos e pergunta:
— O que? Por quê?
— Motivos pessoais. — A respondo. — Desculpe, mas não posso lhe contar ainda, até outro dia, quem sabe… — Saio do prédio e volto para o meu apartamento.
Depois de um dia inteiro organizando meus pertences nas caixas, crio com minha individualidade uma dimensão de bolso e coloco as mudanças lá dentro. Tranco a porta do apartamento e após entregar a chave para o dono do prédio ando pela rua.
Enquanto observava os civis, sou surpreendida pelo som de uma explosão e vejo as pessoas se aglomerarem a frente. Curiosa, corro até o local e vejo o Ground Zero lutar contra três vilões cujo já vi na liga. Um era o Stain falsificado e os outros dois eram provavelmente outros seguidores dele.
Os três estavam com dificuldades em derrotar o Bakugou, o mesmo não dava brecha para eles. Foi então que tive uma ideia, corro para o meio da luta surpreendendo a todos e crio um portal a baixo de Bakugou fazendo ele ficar apenas com a metade do corpo para fora. Sorrio com a minha obra prima e digo:
— Sinto muito atrapalhar a luta rapazes, mas do jeito que estavam, iriam perder para o senhor explosivo.
— Shine! (S/n) o que pensa que está fazendo? — A bombinha atômica grita.
— O que devia ter feito a muito tempo. — Respondo. — Prestem atenção cidadãos de Musutafu, a era da heroína (N/h) acabou. Agora me chamem de (N/v). Cansei de ser heroína e não poder ficar com quem amo, até breve. — Faço um portal a baixo de mim me teleportando para o beco do esconderijo da liga. Ao entrar no bar todos olham para mim e confusa pergunto. — O que estão olhando?
Dabi se levanta da mesa e colocando um dos braços em meu ombro diz:
— Nós vimos a sua performance na Tv. Então agora é uma de nós? — Dabi sorri.
— Foi necessário para ficarmos juntos. — Digo ao meu noivo, coloco as mãos ao redor de seu pescoço e o beijo sendo correspondida.
Após passar o dia inteiro na liga ajudando Kurogiri com a limpeza, de noite Dabi me pede para seguir até seu quarto e ele mostra a cama improvisada feita de cobertores no chão.
— Por enquanto você ficará aqui até arrumarmos uma cama maior. — Dabi fala. — Pode ficar com a minha que eu deito no chão.
— Oh! Obrigada, mas você não vai ficar com dor na coluna? O quarto é seu, eu deito no chão.
— Não, você fica com a cama. — Dabi discorda.
— Você que fica. — Respondo inflando as bochechas. — Continuamos a discutir sem parar até que a Toga abre a porta do quarto.
A loirinha sanguessuga diz:
— Dabi, (S/n). Dá para ouvir os dois até na lua. Dividam a cama se esse é o problema, tem gente querendo dormir. — Ela fecha a porta deixando-nos sozinhos. Dabi senta na cama e sigo para o banheiro, depois de colocar um pijama que era uma camisola vermelha com renda rosa e uma bermuda rosa por baixo, envergonhada abro a porta e nossos olhares se encontram. Enquanto Dabi me observava de cima a abaixo, sentia meu rosto esquentar e viro-me de lado tentando esconder a vergonha. Ele se levanta caminhando até mim e parando a frente, Dabi pega uma mecha de cabelo a enrolando em seus dedos.
— Não precisa ter vergonha, você é linda. — Ele diz me fazendo corar mais ainda.
— D-Dabi. — Sussurro enquanto ele passava a mão em meu rosto. O moreno se aproxima e afasta meu cabelo deixando trilhas de beijos em meu pescoço fazendo-me arrepiar. Ele me empurra na cama ficando por cima de mim e me observa, hipnotizada por seus olhos azuis quebro a distância que nos separavam e o beijo sendo correspondida. Depois de alguns longos minutos a falta de ar se torna presente e cansada embarco no mundo dos sonhos.
No dia seguinte, a liga ajudou a organizar o nosso casamento separando as mesas e colocando as cadeiras em fileiras. Um tapete vermelho que não faço ideia onde encontraram ficava no meio da passarela e o altar seria o balcão de bebidas onde Kurogiri se encontrava. Mesmo não sendo um casamento oficial, muitos vilões compareceram e Toga coloca o celular para tocar com uma música de casamento. Seguindo a tradição, não tinha visto ele o dia todo e agora estava sendo acompanhada por Toga caminhando pelo tapete. Dabi sorria enquanto segurava as alianças. Me aproximando dele, Kurogiri faz um discurso enorme falando sobre o amor, união e do dia em que conheci Dabi até que chegou o momento esperado.
— Dabi, aceita (S/n) como sua legítima esposa?
— Aceito. — Ele fala sorrindo.
— (S/n), aceita Dabi como seu legítimo esposo?
— Aceito! — Digo chorando de felicidades.
Trocamos as alianças e Kurogiri diz:
— Agora pode beijar a noiva.
Dabi me puxa pela cintura fazendo-me sair do chão devido a minha altura pequena e beija-me necessitadamente arrancando suspiros meus.
Ouço aplausos dos vilões e gritos de Toga que fala:
— Não vejo a hora de conhecer meus futuros sobrinhos, será que vão puxar mais a (S/n) ou o Dabi?
Twice comenta:
— Coitadas das crianças se puxarem o Dabi ele é… — Dabi dá um olhar mortal a Twice e o mesmo engole em seco. — Deixa quieto.
Depois da mini cerimônia, Toga coloca uma valsa e Dabi puxando-me pela cintura dança comigo. A melodia era suave e doce, acompanho os passos dele olhando para os pés, pois era a primeira vez que dançava uma valsa. Dabi ergue o meu rosto e beija-me. Fecho os olhos e abraço a sua cintura enquanto rodopiávamos pelo bar. Olhando para Dabi agora tenho mais certeza do que nunca, ele e eu fomos feitos um para o outro.
Fim.
Fale com o autor