O diário de uma filha de Hades

9 O show - parte 1 ou o prólogo


Notas iniciais
Só pra avisar, que do mesmo jeito que atualizo aqui, atualizo no outro site de fanfics. anyway são 2 da manhã. tá aí.

16 de Outubro

Nico estava no acampamento novamente. Desde quando aquele projeto de sombra visita tanto aqui?

– Lia, não acha que está esquecendo algo? — Ele cantarolou do banheiro enquanto fazia suas coisas de Nico. O que eu posso estar esquecendo? — Pense bem, pequenininha.

Poderia ser a nova temporada de Game of Thrones? Não, ainda estão gravando...

Talvez um novo sabor de Nerds? Não sei, a Wonka sempre inventa algo novo...

– O show, sua idiota! — Nico gritou impaciente. Ai meus deuses, quando seria? E acho que minha euforia só aumentou, porque meu chalé estava uma bagunça. Parece que um cão infernal entrou aqui e resolveu mexer em tudo. Onde será que estava? — Dentro da gaveta do lado da sua cama...

Ele ria apoiado na porta do banheiro enquanto via eu me desesperar pra achar os ingressos. Eram... Amanhã? Como assim? E ainda tinha um ingresso de sobra, já que um eu vendi para o Shawn. Quem eu levaria?

– Niquito, meu irmão lindo, quem eu levo pra esse show? — Mordi o lábio e ele recostou a cabeça na porta.

– A Mary?

– Não, briguei com ela. Ordinária. — Nico me encarou e começou a rir da minha cara raivosa.

– Você pode perguntar quem no acampamento quer ir, ué... Aí, sei lá, faz um concurso ou coisa do tipo e escolhe alguém.

Pior que não era uma ideia muito ruim. Então juntos, fomos conversar com as filhas de Afrodite. Por que elas? Pois nada melhor do que falar com aquelas meninas pra espalhar alguma coisa.

– Um show? Mas... Isso não é coisa do demônio? — Olhei-a debochada.

– Meu pai é o rei do inferno. Isso é só um show. Enfim, passe, pomba-rola!

Ela revirou os olhos e jogou os cabelos pra trás, indo falar com alguns filhos de Deméter. Em algumas horas, lá estava eu, no refeitório, com meio mundo me chamando porque queriam ir ao show do meu Nickelback.

Já estava ficando cansativo, então mastiguei o último pedaço dos meus waffles e levantei sem dizer um pio. E, andando rapidamente para qualquer lugar que não tivesse gente, alguém me chamou e eu, do jeito que sou muito inteligente e graciosa, me virei pra saber quem era, não vi uma pedra — maldita pedra — e caí com tudo no chão.

– Deuses, tinha que ser essa Lia. — Shawn correu até aonde eu estava e sorriu. Essas pessoas que só querem saber de rir da desgraça dos outros... — Vem, pega no meu pescoço que eu vou te levar à enfermaria.

– Eu... — Me ergui com dificuldade, mas disfarcei a minha vontade louca de chorar e querer gritar pela mamãe. — Estou perfeitamente bem.

Comecei a andar — leia arrastar minhas pernas -, mas não consegui dar uns três passos porque tropecei de novo e, dessa vez, alguém amparou a minha queda.

– Eu não preciso da sua ajuda, lesado! Saia daqui.

– Certeza que está perfeitamente bem? — Cruzei os braços e empinei o nariz, me recusando a ir com ele. — O.k. Fique aí.

Ele me soltou e começou a andar para longe. Droga, era difícil levantar, então vamos nos arrastar! Não deve ser muito difícil também, cobras fazem isso... Minhocas também...

Talvez eu possa virar uma minhoca...

– Você me irrita, Lia. — Shawn me pegou nos braços. — Não fale nada, estou irritado com você.

E o balanço ali estava tão gostoso, minhas pálpebras foram fechando... Fui pensando em...

– Unicórnios flamejantes! — Aonde eu estava? Esfreguei meus olhos e percebi os risinhos no fundo da sala aonde aparentemente estava.

– Menina, você ronca, sabia? — Shawn riu da minha cara. Ele estava ao meu lado e montava um cubo mágico. Tirei-o de suas mãos e joguei pela janela.

– Você é o próximo. — Falei com minha voz de Darth Vader, e comecei a rir pois ele ficou por uns dois segundos realmente assustado. — Faz quanto tempo que estou aqui?

– Três longas horas... — A porta se abriu e um filho de Apolo que vestia um jaleco entrou.

– Ah, acordou Lia? — Olhei-o com escárnio. — Ótimo, se já está grossa como sempre já pode desocupar os leitos. Tem gente bem mais necessitada... — Ele falou, cutucando uma cutícula.

No fim, todos tivemos de sair, porque o garoto ficou meio estressado e começou a brilhar demais, o que causou uma dor de cabeça nada bonita em todos nós — eu, Shawn, James e Chris, espantosamente -. Dali, eu não pude evitar que todos fossem ao meu chalé e bagunçarem mais do que já estava bagunçado.

– Você poderia me levar, né? — Chris sussurrou no meu ouvido. Deuses, se segura...

– Eu... É... Olha, um passarinho! — Tentei sair correndo, mas dessa vez ele me segurou.

– Por favor! Vou ficar te devendo umas. — Droga, é impossível se controlar com aquele loiro. Assenti com a cabeça, ele me deu um abraço e um beijo.

Na boca.

Tá, foi quase, no cantinho, mas cara... Nós nos beijamos! E enquanto minha Lia interior dançava que nem uma cheerleader, Chris já tinha ido embora há muito tempo.

Eu vou no show com o Chris!

Notas finais
Frisando que são 02:27 e eu postei isso aqui. Mereço uns reviews pela consideração por vocês hunf