Notas iniciais
Gente... Eu queria pedir desculpas de coração por ter demorado 2343243 anos, mas pra mim esse capitulo seria um dos mais importantes da fic pra mim. Planejei-o por muuuuito tempo. Nao ta grande, mas por mim isso pode nos saciar {acho}, e o meu teclado bugou. Estou chorando horrores. Aproveitem.

Acordei com um rato mordendo meu tênis.

Onde estamos? Movendo minha cabeça — que doía pra caramba -, percebi que estávamos numa cela.

Chris soltou um suspiro e acordou. Já Shawn estava acordado, mexendo em alguma coisa que eu prefiro não saber o que é. Seus olhos se fixaram em mim, e depois de alguns segundos rolaram para o lado.

– Bom dia, Lia. — Chris puxou minha atenção, apertando minha mão. — Que mãozinha pequenininha!

Ah, sério? Eu, com meus 1,50 de altura vou ter uma mão gigante. Aham. Ele parou de rir quando percebeu que eu estava quase pra deixá-lo estéril.

– Ei, vocês, calem a boca! — Um lestrigão gritou e bateu com sua clava nas grades.

– É, isso aí! Calem a boca. — Outro gritou, muito mais feminino. A luz era mínima ali, mas esse "lestrigão" usava uma saia horrível com um biquíni gigante, e tinha uma peruca loira suja.

– Amor, não se estresse. — O que parecia ser macho falou delicadamente. Desde quando esses monstros são delicados? Oi?

Chris começou a rir ruidosamente. Sério, sem brincadeira, Chris é muito lindo, mas a risada dele é esquisita demais.

Os dois monstros entraram na cela e o puxaram pela camisa.

– Eu mandei calarem a boca! — Os dois começaram a socar Chris. Me desesperei e joguei a coisa mais próxima neles (lembra do rato?). Infelizmente, o rato entrou dentro da peruca do lestrigão, que começou a urrar. O outro soltou Chris e me encarou. — Você é a primeira que morre!

– Nem ferrando! — Shawn gritou. Aproveitei-me da distração e comecei um terremoto ali. Infelizmente, meus poderes estão bloqueados por alguma coisa. Estão mais fracos, na verdade.

Todos começaram a correr — que tipo de pessoa deixa uma cela aberta? — pelos corredores. Shawn gritava que não era pra eu jogar um rato no maldito lestrigão travesti, mas o que eu poderia fazer? Correr, talvez.

Chris segurou a mão que eu deixava livre, pois na outra segurava minha espada. Ele é um filho de Apolo curandeiro — ou seja, ele não é lá o melhor arqueiro do mundo -. Preciso protegê-lo.

Depois de passar por corredores e corredores, matar centenas de monstros nos quais eu nem lembro quais são e ficar empapada de sangue e pó de monstro, paramos em uma esquina aonde, finalmente, não tinha ninguém.

Desabei no chão. Minha respiração parecia a de um cachorro.

– Lia, você parece o poodle da minha tia. — Shawn riu, ofegante. Mandei-lhe o dedo do meio. Quem ele pensa que é para me chamar de poodle e ainda me jogar uma meia velha na cara?

Ridículo!

Chris ria da minha cara. Shawn ria da situação. E eu, já que não tinha o que fazer, ri também. Mas não por muito tempo.

Ouvimos algo se arrastar bem lentamente. Chiados.

E uma explosão, que nos atingiu em cheio. Cambaleei, mas... Eu não me machuquei.

Chris estava caído na minha frente, pedaços da parede destruída em seu corpo. Pesados demais, aliás.

– Lia, vamos! Não tem o que fazer! — mas não conseguia me mexer.

O loiro me chamou, a voz pequenininha.

– Ei Lilia – olhei-o. Por que essas coisas tinham de acontecer com o meu namorado? Poxa, Afrodite...

– Calma, vai ficar tudo bem, eu vou te...- Ele me interrompeu.

– Shh. – Tocou minha boca com os dedos sujos. Não liguei. – Nós dois sabemos o que vai acontecer.

– Não, não sabemos, é só um pouquinho de ambrosia aqui... – Enterrei ambrosia na sua boca. Ele engoliu, sorrindo. Pegou minhas mãos. Tossiu sangue. Shawn gritava, lutando com os monstros, mas naquele momento eu realmente não queria sair dali.

Mesmo machucado, cheio de sujeira, sangue, fedido e cansado, Chris brilhava. Deuses, que menino bonito.

Ele apertou meus dedos mais forte. Correspondi. Nesse momento, eu odeio ser filha de Hades. Sentia sua alma, dourada como o seu cabelo, querendo ir embora.

O abracei, tentando fazer com que o inevitável não acontecesse. Nós dois sabíamos que não ia adiantar.

– Lilia – ele me chamou – Não se esqueça do quanto eu amei você. – e, num esforço que nem eu conseguiria ter, me beijou. Eu molhava sua bochecha com as minhas lágrimas. O mundo parou. O aperto da sua mão se afrouxou, seus olhos desfocaram. Seus lindos olhos azuis não tinham mais vida.

Gritei como nunca tinha gritado e uma fenda se abriu no solo. O chão tremeu. Chris, meu Chris. Por que justamente ele tinha que morrer? Por que não eu?

Esqueletos pularam da fenda e mataram os monstros, mas eu só conseguia chorar sob o peito de Chris. Shawn veio ao meu lado.

Viajamos nas sombras, levando o meu amor. Quero dizer, o seu corpo, pois ele já se foi.

Chris me deixou.

Notas finais
Sei que muitas não curtiam o Chris, mas... Eu amava ele! (claro, o Shawn não se compara). Vou sentir falta do loirinho, e acho que só eu vou mesmo. Ate o próximo.