O destino de um shinigami em preto
3 Uma marca
Notas iniciais
O dia se arrastava. A maioria dos shinigamis do departamento já sabiam de tudo, mas não ousaram em dar um pio. Grell estava no seu último relatório do dia, depois de muitos. Ele batia as unhas compridas na mesa fazendo Ronald Knox querer esbofetear seu superior.
–Grell Senpai? Poderia...Por favor fazer um pouco menos de barulho, obrigada. Provavelmente terei de fazer hora extra hoje. –Esbravejou.
–Quantos ainda tem Ronald?
–Cinco. E o expediente já vai acabar. –Disse se apressando para tentar acabar a tempo.
–Não corra, me de dois tudo bem? –Disse puxando dois relatórios da mesa do outro. –Já acabei os meus.
–Hum...bom humor? Aconteceu algo noite passada foi? –Disse dando uma cotovelada no ruivo que resmungou.
–Não Ronald, apenas deixe-me terminar isso.
Quando o expediente acabou, Ronald terminava o ultimo relatório e Grell o esperava sentado em cima de sua mesa. William como sempre, foi fiscalizar se havia alguém ainda em cada setor, passando pelo o do ruivo ele piscou e deixou um papel cair no chão propositalmente, mas como Knox estava concentrado, nem percebeu;
“Estamos nos comunicando muito desse modo certo?
Apareço a noite.
Ass:
William T. Spears.”
Grell sorriu, e arrastou o Ronald para fora da sala trancando tudo.
–Já acabou? Pois bem!
[...]
William foi arrastado para dentro do quarto. Pensou em esbofetear o ruivo, mas seu corpo estava petrificado. Pensou em dar meia volta e ir embora, mas não conseguia.
–Senhor Sutcliff, o que acha que está fazen... –Foi calado com mais um beijo do ruivo.
–Você deveria ser um pouco mais como em suas cartas...só que mais erótico. –Disse retirando os óculos do mesmo e jogando e algum canto. –Certo Wiru?
–Meus óculos Grell!
–Você não irá precisar deles agora. –Disse com um sorriso malicioso no rosto. –Ah não ser que você queir...
–Agora você que deverá calar a boca. –Sussurrou voando na boca de Grell que sorria.
–Hum...Não pense que ira tomar suas iniciativas. Minha vez de retribuir hunny.
–Aguentei muito tempo ser rir de suas besteiras, não é agora que irei. –Falou vendo Grell fazer um bico.
–Só estamos nós dois aqui, não me importo.
–Se estamos só nós dois aqui, não é isso que queres fazer não é meu pequeno pervertido.
Ele rapidamente ia desabotoando a camisa de Grell, em quanto o ruivo o despia. Ia deixando chupões nos lugares a onde passava, como se marcasse território. Grell segurava os gemidos o máximo que podia.
Os dois ofegantes, Quando Will foi tirar a única roupa que cobria uma parte de corpo de grell, o ruivo congelou.
–Uhm....Wiru? –Sussurrou Grell.
–Que foi ruivo?
–Eu...Eu nunca fiz isso antes. –Falou escondendo o rosto entre as mãos.
–Mas quantas vezes vi alguns do departamento saindo daqui?
–Exato Will. Chegávamos até essa parte, e eu dizia isso. Todos iam embora rindo da minha cara. –Disse se sentando com um olhar triste. –Pode ir se quiser...Eu não...Não ligo.
–Venha cá. –Disse pegando grell no colo e o aconchegando em seu peito. –Olha, eu já disse que te amo? –Perguntou e o ruivo apenas concordou levemente com a cabeça. –Então ficarei honrado em ser o primeiro a fazer isso com você.
–Wiru...-Falou com alegria na voz. –....Fico feliz que seja você também.
–Não precisamos fazer isso agora se você não quiser certo? Não se sinta pressionado -Falou docemente afagando os longos cabelos vermelhos.
–E-eu quero Wiru...Tudo bem! –Falou já puxando William para outro beijo.
–Nem parece a pessoa frágil de um segundo atrás.
–Nem parece a mesma pessoa que me batia antes! –Falou fazendo o moreno o fuzilar com o olhos.
–Cala a boca Sutcliff. –Disse fazendo as costas de Grell baterem com um baque na cama, que gargalhou.
Will dava beijos no membro do amado ainda por cima de sua roupa íntima que se contorcia. Will sorria levemente fazendo Grell pirar mais ainda por ver um pequeno sorriso no rosto de um shinigami tão frio.
Beijava o membro do ruivo, que puxava seus cabelos e gemendo alto. Abocanhou de vez o membro fazendo Grell gemer alto o nome dele e ouviu Eric Slingby socar a parede do dormitório ao lado.
–Aqui. –Disse dando seus dois dedos para Grell que olhou confuso. –Chupe por favor.
–Agora....Você....Sem....Mais....Preliminares! –Gritou entre arfadas de ar.
–Tem certeza? –Disse só vendo Grell com as bochechas da cor do seu cabelo assentir. –Pode doer.
–S-SIM WILLIAM! EU QUERO VOCÊ AGORA! –William se assustou mas pegou nas coxas de Grell e as posicionou em torno a sua cintura.
O segurou um pouco para não forçar demais a entrada dele, mas penetrou de uma vez. Grell arranhou as costas dele fazendo sair um filete de sangue do arranhão.
–Se quiser que eu pare, apenas me diga. –Disse olhando para Grell que ficou em silêncio. –Acho que isso foi um não.
–Apenas...Um minuto. –Disse com os olhos marejados. O moreno mesmo totalmente excitado, respeitava seu ruivo. Logo o ruivo, como sendo bastante pervertido, já estava rebolando no colo de William. –Esta tudo bem. –Sussurrou com uma voz rouca fazendo William pirar. O moreno segurou a cintura de Grell e movimentou vagarosamente para cima e para baixo fazendo sair pequenos gemidos de dor misturados com prazer da boca do ruivo.
–Não reprima-os, Geme mais, geme meu nome ruivo. –Disse mordiscando a orelha de Grell que arranhava as costas do mesmo.
Era um rigoroso inverno, mas o quarto estava tão quente, que nem um dos dois sentia frio. William tentava não deixar que sons vergonhosos saíssem de sua boca, mas foi em vão. O único barulho que dava de se ouvir no quarto era os gemidos do ruivo e o som de suas coxas batendo constantemente uma com a outra.
–MAais, mais rápido Wiru!- Logo William acertou no ponto de grell que gemeu alto, que provavelmente, todos de seu corredor ouviriam. William tapou a boca do Grell com a mão livre que apenas assentiu, com a outra começou a masturba-lo. –Wi-Wiru! E-eu vou....
–Apenas mais um pouco meu lindo... –Sussurrou em seu ouvido. Ele assentiu mas não pode segurar por muito mais tempo. Logo os dois gozaram, William caiu por cima de Grell que aproveitou para roubar alguns beijos do amado. O ruivo estava sonolento, então William saiu de cima de si, acomodou Grell em seu peito e o deixou dormir.
[...]
William acordou mais cedo que o normal, para ter tempo de tomarem um banho calmo juntos. Olhou o outro dormindo, com pena de acorda-lo, mas seria pior para os dois se chegassem atrasados. Levantou antes, botou a banheira para encher e foi acordar ele.
–Bom dia minha princesa. –Disse o beijando na bochecha que resmungou um pouco, algo sobre horário, mas William não conseguiu entender. –Vamos, levante-se. Preparei um banho para nós.
–Nó-Nós? –Perguntou esfregando os olhos, com as bochechas da cor de seus cabelos.
–Sim meu lindo, nós. –Disse o pegando no colo que choramingou um pouco. –Eu avisei não avisei? Ia doer menos. –Falou fazendo o outro o fuzilar com o olhar.
–Não importa mais, poderia me soltar? Eu sei andar sozinho. –Disse se debatendo só fazendo Will o prender mais forte em seus braços. –Não? Okay. É muito cedo Wiru, está bastante escuro ainda!
–Colabore por favor. –Disse entrando na banheira botando Grell sentado de costas para ele que já pegou a esponja e afastou os longos cabelos ruivos fazendo Grell protestar.
–Não, Will...Não! –Disse segurando os cabelos, mas em vão. –Wiru...
William ficou em choque e com oque viu e com um pouco de raiva.
–Grell quem fez isso, e como eu não vi isso ontem a noite? –Disse com raiva, mas viu que Grell tremia. –Grell...? GRELL SUTCLIFF ME EXPLIQUE ISSO! –Disse o abraçando. –Quem foi?!
Ele se referia a duas grandes cicatrizes localizadas na nuca de Grell que percorriam até um grande pedaço de suas costas em direções opostas. O ruivo deixava algumas lágrimas escorrerem, mas logo, as limpou. Não queria mostrar sinal de fraqueza aquele que confiou nele.
–Eu passo muita maquiagem, todos os dias, mesmo não precisando. São marcas que eu quero esconder principalmente de mim mesmo. –Disse suspirando. –Foi uns caras daqui do departamento, não doi, nem me importo.
–As duas? –Perguntou com raiva, fazendo Grell se encolher por William ter o apertado. –Desculpe minha princesa.
–Tudo bem Wiru. Uma delas, foi com uma briga com um certo demônio. Não se importe com isso.
–Eu me importo, posso ser rígido no trabalho, mas quero lhe tratar como a dama que merece ser tratada. Apenas me diga se foi aquele Sebastian que vivia correndo atrás? –Disse com ódio no olhar.
–Você sabe que eu nunca amei ele certo? –Disse recebendo um olhar frio. –Certo. Sim, foi ele. Mas está tudo bem agora.
–Porque nunca disse isso? –Disse ouvindo uma risada alta. –Oque foi?
–William T. Spears, você me dava surras sempre que me encontrava. Porque deveria contar isso? –Perguntou rindo.
–Hey, em primeiro lugar, sobre o pessoal do departamento, deveria contar mesmo assim. Pois eles seriam repreendidos. E em segundo, estamos a mais de um mês juntos, eu deveria saber.
–Lembra quando eu disse que o forte aqui não era eu e sim você? Esse é meu sinal de fraqueza, as minhas marcas inapagáveis. Sempre estarão comigo, junto pela eternidade. Saiba que a pessoa em que mais pensa, pode ser a que menos reage.
“Eu não sou tão assim como diz. Eu sou fraco Will. Não sou corajoso ou algo do gênero. Eu te amo Wiru, acredite em minhas palavras mesmo não sendo tão sutis como as suas. Tem marcas em mim inapagáveis, e elas demonstram que eu tenho uma grade fraqueza.”
Lembrou-se da carta do ruivo. De pensar que eram apenas marcas mentais. As gotas de seus cabelos, eram lágrimas. Sentiu um aperto do peito, sorriu pelo novo sentimento e o abraçou forte. O consolou mesmo que o ruivo mal precisasse, mas sabia que era oque o ruivo mais queria.
–Venha, vamos nos arrumar, mais um dia nesse mundo começa. –Disse o beijando e o ajudando a sair da banheira.
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