Notas iniciais
Iae pessoal, atrasado de novo me desculpem, tive um Natal animado, cortei a mão kkkkkkkk. Espero que tenham sido boas as suas festas. Boa leitura.

A carruagem parou em frente a uma antiga loa que agora não tinha nada, até a placa tinha caído. Totalmente entregue ao mofo e ao tempo. Ciel estava sentado olhando para o local que ia entrar com uma cara de nojo e relembrando tudo o que aconteceu essa manhã, a carta, o corpo, Alois, o medo e o acordo, será que Alois iria realmente cumprir o acordo? Ciel pensava consigo mesmo, ele não tinha nenhuma razão pra cumprir esse pacto então porque?

Sebastian abriu a porta da carruagem e abriu espaço para seu mestre passar, Ciel usou sua pequena bengala em formato de "T" para apoiar-se quando desceu da carruagem.
– Vamos Sebastian- Ciel disse- Precisamos tirar o máximo de informação possível.

Sebastian não respondeu com palavras apenas lançou um sorriso e seguiu seu mestre até o antigo estabelecimento, ele abriu a porta que rangeu por estar arrastando no chão o lugar tinha cheiro de livro velho, mofo e poeira, eles andaram até um comodo vazio, não dava pra supor o que aquilo foi um dia, existiam um punhado de opções, o chão era de madeira desgastada com exceção de um ponto no centro do comodo, a madeira estava quase nova.
– Abra Sebastian- Ordenou Ciel.

Sebastian foi até o local e levantou a madeira nova, o espaço que se abriu no chão era grande suficiente para entrar uma cama de solteiro em pé, grudado a parede do espaço tinha uma escada de mão. Sebastian desceu primeiro e estendeu a mão para segurar Ciel que pulou de uma vez, ele não via razão para sujar suas luvas negras, em frente a eles tinha um corredor longo, largo e semi-iluminado, de cinco em cinco metros apareciam no teto lampadas chinesas forma de balão iluminando parcialmente o caminho.

Sebastian arrancou uma e levou consigo para iluminar o caminho, no final do corredor um portão com um olho mágico, Sebastian bateu no portão e uma pessoa do outro lado olhou e abriu.
– Boa tarde conde Phantonhive- O homem de origem chinesa porém de traços americanos ficou de lado e curvou-se.

Ciel não respondeu a cortesia apenas seguiu seu caminho, logo em frente tinha uma cortina de contas soltando fumaça pelas várias brechas, Sebastian passou a mão na cortina para suspende-la e Ciel passar e ele foi logo atrás. Antes o lugar cheirava a mofo agora cheirava a fumaça que saia da boca das dezenas de pessoas jogadas e espalhadas tendo delírios em algum lugar confortável em suas mentes por causa da droga ingerida, as pessoas eram quase como uma cerca humana caída ao redor de um tapete, o lugar era um salão enorme e quadrado, a pessoa que eles vieram procurar estava sentada numa cadeira parecida com um trono real, ele estava do outro lado do salão afastado apenas alguns metros da parede, um tapete azul trilhava um caminho reto até lá. No caminho estavam as pessoas, pequenas chaminés soltando fumaça após fumaça sentadas ou deitadas em pequenos retângulos de pano colorido dos lados do tapete, humanos com sorrisos vazios e zombeteiros encaravam os visitantes enquanto eles caminhavam, o anfitrião estava olhando no fundo dos olhos de Ciel desde o começo então quando ele ficou próximo o homem sentado disse:
–Ciel Phantonhive, que surpresa o que faz aqui?
– Ouviu falar do assassinato, Lau?

Lau é um nobre chinês e membro da máfia de Xangai. Ele é o líder de uma facção de ópio e chefe de um escritório no Reino Unido, ele tinha um sorriso falso que dava a impressão que ele estava sempre feliz mas não enganava todo mundo, só era difícil saber o que ele estava pensando. Ele usava uma roupa típica do seu país, era parecido com um vestido azul marinho com uma linha grossa e vermelha seguindo diagonalmente do lado esquerdo da cintura dele até a gola, as mangas eram largas e tão longas que passavam da sua mão e tinham uma parte branca no fim.

– Sim, eu ouvi, parece que o estado dele era horrível mas o que tem a ver? Você não veio contar notícias.
– Não não, eu só quero saber o que tem passado pelas suas mão e olhos esses dias.
–Nada demais, só alguns carregamentos de ópio *( Suco espesso que se extrai de várias espécies de papoulas soníferas e usada como droga, consome-se mascando ou fumando e causa euforia e delírios)- Ele falava com uma calma que até assustava e o sorriso não saia da sua cara.
–Preciso de mais informações sobre isso agora- Ciel conhecia mentiras e sabia que Lau estava mentindo, só tinha que saber em que parte.
– Ora Conde...- Lau se levantou e foi até Ciel, bem perto- não posso dar informações sobre quem eu faço negócios, eles confiam bastante no meu sigilo sou um homem que vive do dinheiro, dinheiro que no momento eles me dão.

Lau estava tão perto de Ciel que dava pra ele sentir sua respiração, calma como se aquilo fosse uma conversa de amigos e aquela calma irritava Ciel.
– Olhe, eu preciso dessa informação e você tem que me da-la. — Ciel estava gritando mas nem percebia.
– Eu já disse, dependendo do que você souber eu posso perder meu negócio, olhe todas essas pessoas, não acho que elas ficariam felizes se isso acabasse.
Acha que eu ligo?- Ciel abaixou o tom de voz e retribuiu o sorriso- Estou fazendo algo importante e ninguém pode ficar no caminho.

O olhar de Lau era de puro desdem ao desejo de Ciel, ele não tinha nada a ver com isso, só queria acabar logo aquela conversa chata e se sentar novamente.
– Você não é jovem demais pra se meter nesse tipo de coisa? Digo, você deve ter apenas uns 14 anos Ciel, crianças não deviam se meter em assunto de adulto.

Aquilo foi o ápice pra Ciel, nada o mais irritava do que ser chamado ou comparado a uma criança, mas em vez de explodir e atacar Lau ele apenas sorriu.
–Pelo visto as pessoas aqui são importantes pra você.
–Claro, são meu ganha pão.
–Então seria uma pena se alguma morresse- Ciel encarou bem Lau com um sorriso expressando pura insanidade.
–Você não faria...- Lau se assustou com o olhar de Ciel.

Ciel fechou o rosto novamente pra sua expressão séria, fechou os olhos e deu a ordem:
– Sebastian, mate um.

Sebastian se moveu mais rápido do que qualquer um poderia ver, no mesmo instante ele estava de frente a sua vítima, uma mulher jovem sentada com as roupas escorregando de seu corpo quase mostrando seu sutiã. Sebastian tocou no topo da cabeça da mulher com a mão esquerda e levantou-a e com a mão direita retirou uma faca comum de cozinha e girou num arco perfeito encravando a faca na garganta da mulher, ela estava perplexa, não sentia nada por causa da droga e nem deve ter visto direito a morte vir até ela. O sangue espirrou do seu pescoço e acertou no drogado que estava no retângulo ao lado do dela, sangue fez ele despertar e ver a situação claramente, o corpo da mulher caiu de lado com os olhos abertos e sufocando-se no seu sangue até que criou uma poça no pano, o sangue ficou tão espesso que estava preto.
– Então, vai me dar o que quero?- Ciel estava sorrindo de novo, só coisas desse gênero conseguiam arrancar um sorriso verdadeiro dele.
– Bem, você nunca está satisfeito, sempre tem que arrumar problemas.- Incrivelmente Lau estava calmo e sorridente como se nada acontecesse.
– Só quero provar que gente como você não pode ficar no meu caminho.
–O.K. vou dar a informação que quer, mas como disse, sou um homem de negócios, você vai ter que repor o lucro que ela ia me dar. Nada aqui é de graça, Conde.
–Isso não é problema, agora me dê o que quero.

Notas finais
Bem pessoas, to me despedindo por um loooooongo tempo de vocês, vou aproveitar as férias longe e não vou postar até Fevereiro. Umas boas férias pra vocês.