Notas iniciais
Voltei :P e agora toda semana até que essa história termine. Boa leitura.

–Aqui está- Lau entregou o papel dobrado nas mãos de Ciel. Eles estavam numa sala secundária ao lado do salão onde eles tinham se encontrado. Apesar da situação anterior, o ambiente estava bem calo entre eles, Ciel colocou o papel no bolso sem tirar os olhos de Lau, ele talvez estivesse esperando por um ataque repentino- Apenas lembre-se, nada pode ser dito sobre eu ter lhe dado essa informação.

Lau foi até a porta e a abriu, deu um passo e quando estava com metade do corpo fora olhou para Ciel:
–Tome cuidado, seria irritante se a pessoa que me deve dinheiro morresse. — O sorriso voltou ao rosto dele.
– Não se preocupe com isso, eu não vou.

Lau saiu e Ciel o acompanhou com Sebastian, eles seguiram de volta a carruagem enquanto Lau apenas olhava seu tapete sujo com manchas de sangue. Ciel entrou e olhou o relógio de pulso, eram quase quatro horas da tarde, ainda havia tempo para uma visita ao local que foi indicado. Ele tirou o papel do bolso e entregou a Sebastian.
– Me leve até lá.
– Senhor, esse é apenas o local que Lau se encontrou com o negociante, acha que realmente terá algo?
– Eu sinto que existe algo esperando por nós lá. Vamos!

Os chicotes bateram nos lombos dos cavalos e eles partiram.

Lau pegou o telefone grudado a parede e fez uma ligação:
– Alô? Olá, eu tenho uma notícia- Havia malícia na sua voz parecendo uma cobra- Alguém vai fazer uma visita ao nosso local, talvez ele seja útil.

Ele devolveu o telefone ao gancho e voltou pra sua cadeira, os olhos dele estavam vazios e distantes fitando a porta como se estivesse tentando ver através dela e um sentimento de apreensão tomou conta do seu rosto, algo interessante estava para acontecer e ele infelizmente iria ficar de fora e isso o deixava incomodo mas curioso.
–Ai ai, Ciel, se você não fosse tão obstinado, as coisas não chegariam a esse ponto. Mas isso não está mais em minhas mãos, não tenho que me preocupar.

A carruagem corria a toda velocidade cortando os carros e fazendo manobras ilegais, a felicidade de Ciel lá dentro era palpável. Ele queria tanto chegar logo, era como se ele estivesse tão perto da solução que suas mãos tremiam enquanto ele inutilmente tentava manter o equilíbrio se segurando na bengala. Eles estavam a mais de vinte minutos do local e logo o tédio lhe consumiria se não fosse Sebastian do lado de fora falando enquanto controlava a carruagem:
–Meu lorde, você está bem?- Ele estava desconfortável vendo aquele sorriso no rosto de Ciel, não sentia a mesma animação, mas sim, dúvida.
– Maravilhado eu diria, você não se sente assim?

Sebastian pareceu não ter ouvido a pergunta e se ouviu a ignorou.
–E, Alois, senhor, como será que ele está indo na própria investigação?
–Isso não é de meu interesse, Sebastian- Ciel não se agradou com a pergunta- De qualquer modo vamos nos ver mais tarde e juntar nossas informações. – O chicote bateu mais forte dessa vez, Sebastian via graça naquilo.

O céu já estava escurecendo e as nuvens estavam ficando pesadas e tomando um tom cinza agradável.
–Parece que vai chover, Jovem mestre. — Sebastian estava olhando para cima.
–Bom. Pelo menos algo para lavar essas ruas sujas e o sangue que vai jorrar.

Sebastian sempre gosta de ver esse sentimento sádico tomando conta de Ciel, era como tempero numa comida que era dele. Ele colocou os cavalos para correr e virou na esquina à direita.


Passos molhados andavam em círculo brincando nas poças de... Sangue. Alois esboçava de prazer ao ver tanto sangue junto, de tantas pessoas. Uma sombra apareceu na porta aberta desviando do líquido e ficando frente a frente com Alois, a figura tocou seus óculos com o dedo do meio para que ele se encaixasse no rosto.
–Não houve nenhuma resposta para nós, Majestade. Ninguém quis dizer palavra alguma. – Claude pegou um lenço no bolso do smoking e limpou as mãos ensangüentadas. Parecia que ele tinha acabado de cortar carne pra cozinhar, mas apesar do que ele fez, continuou inexpressivo como sempre.
–Infelizmente ou esse pessoal realmente ou não sabiam nada ou sabiam bem como fechar o bico- Alois suspirou com os olhos fechados e depois voltou a olhar para Claude com ânimo. – Pelo jeito você o certo.

– Sim, como Vossa Majestade ordenou. – Claude respondeu.
– Então a outra sala está do mesmo jeito que essa?- Os olhos de Alois brilharam.
– Sim. – Claude fez um aceno com a cabeça e virou de lado para Alois passar.
– Ebaaaaaaa! – Alois gritou e correu para o outro cômodo.
–Parece que os ceifadores terão muito trabalho esses dias. — Claude falou sozinho e colocou o pano no bolso da calça.

Eles saíram do alojamento que ficava no centro da cidade e entraram na carruagem enquanto o cocheiro os levava.
– Claude, você arrancou algo levando em conta todos que interrogamos hoje?- Alois perguntou
–O máximo que consegui foi que chegou um novo carregamento de ópio e outro está por vir. Eles juravam que era tudo o que sabiam.
– Quando exatamente?- Alois se balançava na carruagem como se estivesse numa cadeira de balanço. Sua roupa estava molhada pelo sangue principalmente nas mangas da calça e a borda da camisa. Ele estava feliz, muito feliz.
– Depois de amanhã, Majestade. – Claude continuava sério.
– Perfeito.
– Senhor vai desse modo para a mansão Phantonhive?
– Sim, Ciel tem que admirar o trabalho que tive.
Em alguns minutos eles chegaram a mansão de Ciel. Alois abriu a porta da carruagem e saiu correndo em direção a porta da mansão, a ansiedade estava matando ele. Com um clique a porta abriu e a ansiedade de Alois foi jogava ao chão, quem estava na sua frente era um garoto com calça e camisa surradas e um chapéu de palha na sua nuca segurado por uma corda que circulava seu pescoço.
– Hm... Quem são vocês? — O garoto na porta estava confuso.
– Eu sou... – Alois ia falando, mas Claude o interrompeu.
– Você é Finnian, certo, um dos empregados do Conde?
– Sim, eu sou o jardineiro da mansão da mansão. – Ele respondeu.
– Meu senhor é amigo do seu patrão. – Claude continuou.

Finnian deu um passo para trás para abrir a porta, mas hesitou quando percebeu o sangue na roupa de Alois. Ele se assustou, mas ficou sério:
– Não vou deixar vocês entrarem. – Ele estava olhando nos olhos de Alois.
– Como não? – Alois se irritou, para ele era inadmissível alguém negar algo, principalmente alaguem de um nível tão baixo.
– Não confio em vocês. – Finnian segurou uma das mãos na maçaneta da porta com força suficiente para amassar.

Alois tem regras severas com seus subordinados, ele não permitem que olhem nos seus olhos de maneira alguma, nem Claude podia, e Finnian estava abusando disso pois não tirava seus olhos dos de Alois.
– Ora seu... – Alois se mostrava assustador entre os cabelos loiros que desciam até seus olhos. – Eu vou lhe ensinar bons modos. Claude, fure os olhos dele.

Num movimento rápido Claude estava na cara de Finnian, a pupila dos olhos de Claude estavam roxas e ele estendeu os dois braços em direção aos olhos de Finnian, mas ele os segurou pelos pulsos e ergueu os braços de Claude.
“ Não pode ser verdade, ele tem força suficiente pra me segurar?” Claude pensou “ Mas isso deve ser o Maximo dele” ele abriu um sorriso tentando pensar em algo pra quebrar a defesa de Finnian, mas o pensamento dele foi quebrado logo que Finnian o empurrou a mais de vinte metros da portar com um único impulso. O cabelo loiro e fino balançava com o vento batendo do lado do rosto e as vezes escondia o olhar de tensão que ele estava.
– CLAUDE FAUSTUS VOCÊ ESTA BRINCANDO COMIGO?!! – Alois estava vermelho de raiva e gritava a plenos pulmões. – ME DEIXE PASSAR SEU IMBECIL! VOCÊ TERÁ PROBLEMAS SE NÃO ME OBEDECER!!!

Alois Deu um passo a frente com Finnian olhando sério de lado para ele, sua atenção estava em Claude que não caiu com aquele empurrão.
– NÃO ME IGNORE SEU ESCRAVO!
– Desculpe, mas não o deixarei entrar na casa do meu mestre- A voz de Finnian estava seca e rígida, como se estivesse dando uma ordem para uma criança.

Alois foi dar um novo passo, mas foi interrompido por um tiro vindo do topo da mansão que acertou onde ele ia colocar o pé.
– MAS O QUE DIABOS? – Alois já estava no limite
– Finnian não é o único empregado do conde. – Uma voz feminina respondeu do topo da mansão.
– JÁ CHEGAA!! – Alois sorriu de orelha a orelha ao falar as próximas palavras – CLAUDE, EU QUERO QUE VOCÊ MAT...
– BAAASTA!

A voz veio de dentro das árvores em frente a mansão. Todos ficaram parados até que Sebastian saiu andando das árvores carregando algo nos seus braços.
– Finnian deixe-os entrar nós o conhecemos, mas mantenha o olho neles, certo?
– Sim, Sebastian. – Ele estava sorrindo. – Mas isso no seu braço é... Oh meu Deus, conde Ciel! Você está bem?

Ciel estava nos braços de Sebastian com um ferimento profundo do lado direito do corpo.
– Claro que não. – Sebastian respondeu, ele estava calmo como sempre – Finnian, convide-os a entrar, eu vou pro quarto assim que puder tudo será explicado.
– Sim. – Finnian acenou com a cabeça e olhou para os dois rivais à sua frente com felicidade. – podem entrar

Alois e Claude entraram e ficaram na biblioteca, esperando alguém aparecer. Enquanto isso, Sebastian começava a operação em Ciel.