O conflito de Hera

10 Perseguição implacável - uma ameaça venenosa.


Notas iniciais
Olá novamente leitor(a): Fico feliz em ter você nesse novo capítulo. Espero estar agradando vocês com essa humilde trama. Os reforços estão a caminho, nesse segundo dia de guerra. Atena, sentindo o cosmo de Jabu, teme pela vida dos seus cavaleiros e, com ajuda de Hércules, busca saber mais sobre sua inimiga. Ela também teme que a vida de outras pessoas ligadas aos seus cavaleiros estejam em perigo, enviando o próprio Grande Mestre para a missão. Como esses capítulos estão sendo agendados não tenho como saber quem estão deixando comentários nos capítulos anteriores, mas agradeço a todos. Comentários são muito importantes para nós, escritores. Então se você deixar sua opinião no final do capítulo eu vou amar (eu prometo responder depois). Eu percebo que existem muitos leitores fantasmas, então convido a você a deixar alguma coisa pra mim. Saber que você existe e que lê a minha escrita me deixaria muito feliz. Pode seu um oi, eu agradeço imensamente. :) Então, bora lá? Tenha uma boa leitura ^^

Aposentos Divinos

Enquanto os cosmos de seus cavaleiros queimavam pelo mundo, Atena se direciona até sua sacada, assustada com a energia que tinha sentido.

Jabu, tenho certeza de que esse é seu cosmo. Hera continua nos cercando de todos os lados. Primeiro Seiya, depois Ikki e Shun e agora você. Tome cuidado, cavaleiro de unicórnio, pois eu preciso de você”

— Atena?

— Em que posso ajudar, Hércules?

O semideus se encosta na parede do lado de fora, com os olhos fechados, como se buscasse as palavras certas para falar.

— Sei como se sente. Parece que não existe nenhuma escapatória das mãos de Hera. Mas saiba que para tudo existe uma solução e tenho certeza de que, junto dos seus cavaleiros, você vai encontrar uma forma de detê-la.

— Eu acabo se sentir o cosmo de mais um dos meus cavaleiros, que está fora do Santuário, em batalha. É o cosmo de Jabu, o cavaleiro de unicórnio. Isso me deixa aflita.

— Algo de especial nesse homem?

— Ele tem um aprendiz de cavaleiro e-

— Não confia nele? – Interrompe o homem. – Acha que ele pode falhar em proteger a armadura, o aluno dele e a você?

— Não, eu-

— Então não existe motivo para ficar preocupada. Seus cavaleiros chegaram até onde estão hoje porque sempre confiaram um no outro. Você, como deusa e líder deles, precisa dar o mesmo exemplo.

— Tem razão. Os reforços já devem estar chegando, então a verdadeira batalha vai começar.

— Acha que os presentes cavaleiros serão suficientes?

— Números não definem uma batalha como essa. Aliais, já que tocou no assunto, sabe algo sobre o batalhão de Hera? Preciso saber o máximo sobre ela, pois se a iniciativa do ataque for dela, meus cavaleiros saberão seus pontos fracos e poderemos ter alguma vantagem.

―Hera é muito esperta, não irá facilitar nessa batalha. – Hércules avisa.

―Nenhuma batalha é fácil.

O jovem se desencosta da parede e se apoia sobre o pequeno muro da sacada, deixando seu peso corporal sobre a perna direita, encosta seu dedo indicador da mão esquerda sobre seu lábio inferior e pensa um pouco, buscando recordar-se do máximo de informações relevantes sobre o exército de Hera.

― Bem, pelo que me lembro, o exército principal de Hera é composto por doze poderosos guerreiros, e, pelo que ouvi falar, sua força pode superar até mesmo a dos cavaleiros de ouro, já que a própria Senhora do Olimpo cede parte de seu poder para eles. Esses guerreiros se denominam Virtudes Supremas. ― Ele espera um pouco para sua irmã assimilar suas palavras. ― Ah, também há outro exército com menor poder, que se não me engano seus membros são chamados de Virtudes Suplementares. Apesar de serem mais fracos, devido ao seu grande número, frequentemente significam encrenca.

A deusa passa mais um tempo, assimilando toda a informação.

― Obrigada Hércules. Eu já sei o que fazer. – Responde, determinada, e se retira do local.

Descendo as escadas, a deusa surge na Sala do Trono, buscando pelo Grande Mestre.

— Shiryu?

— Aconteceu algo, Atena? – Questiona o patriarca, saindo de trás das cortinas de uma sala.

— Faça uma nova chamada aos cavaleiros de ouro para a reunião dourada. Faça a convocação dos presentes cavaleiros de prata, juntos dos lendários. Quero expor a todos os acontecimentos e o que ainda pode acontecer. Os cavaleiros de prata ficarão responsáveis pelos cavaleiros de bronze, instrução, organização e demais ordens.

— Como desejar.

— Notícias sobre Hyoga?

— No último contato ele estava a caminho do Graad Azul. Provavelmente que já esteja a caminho.

— Ótimo. Jabu também já deve estar a caminho. Os outros cavaleiros de bronze, como estão?

— Por exceção do Jabu, todos os outros já estavam aqui no Santuário: Nachi, bronze de lobo, Ban, bronze de leão menor, Geki, bronze de urso e Ichi, que foi promovido a prata de hydrus macho. Também foi enviado um chamado para June de camaleão e... Aquela outra pessoa.

— Acha que ela já está pronta?

— Somente o tempo nos dirá isso.

— E quanto a Ikki e Shun?

— Recuperados e prontos para seguir suas ordens.

— Shiryu... – A voz da deusa agora perdia o primor da autoridade e novamente ela parecia aflita.

— Sim?

— Você deve ir e deve ir agora.

— Ir para onde, Atena? Desculpe, mas não entendi.

— Você é um dos lendários, também está na lista de Hera.

— Mas eu estando aqui, como ela poderia me fazer algum mal? Teria que invadir o Santuá-

— Existe outra forma de tentar tirar você do caminho: pela dor do amor.

Agora o homem entendia e pronunciou, quase que gritando, o nome que correu em sua memória em frações de segundos.

— Shunrei!

— Vá com o Kiki para os Cinco Picos Antigos agora! Traga ela para cá. Enquanto estiver descendo, avise Seiya para ele ir para o Japão ver se Tatsumi está bem e como estão Miho e as crianças do orfanato. Se for preciso coloque um cavaleiro de bronze para defende-los.

— Imediatamente, Atena!

O patriarca fez uma reverência e saiu correndo, rápido como um raio, envolvido pela áurea do seu cosmo, agora dourada. Conversou com Seiya, na casa de sagitário, e foram os dois, novamente, pedir ajuda de Kiki para viajar com o tele transporte do ariano.

Cincos Picos Antigos, China

A cachoeira continuava o fluxo de água sereno daquele lugar e, junto ao lago que ela formava, um lindo arco-íris exibia suas cores. A água era tão limpa que se podia ver o fundo do lago, mas naquele momento o espaço estava agitado, pois uma jovem se banhava, totalmente nua. Os cabelos negros não estavam trançados dessa vez e, molhados, desciam pelas costas da mulher. Pelo corpo haviam algumas cicatrizes pelos ataques que havia sofrido pelos inimigos no passado. Ela não parecia se importar com aquelas marcas, aliais, ela não se importava com nada naquele lugar. Cultivava tudo o que podia crescer naquelas terras, o lago fornecia os peixes e, quando era preciso, ela ia até a aldeia ao pé da montanha para fazer compras que eram devidamente entregues em sua casa, junto da grande cachoeira de Rozan.

Terminava seu banho, se enxugando, e estava pronta para vestir quando uma estranha sensação lhe corre, como se estivesse sendo observada. Um arrepio correu pela sua espinha, naquela intuição, no sexto sentido, de que algo estava para acontecer e que certamente não era nada agradável. Se trocando rapidamente, ela corre em direção ao local onde sempre fazia suas orações. Sua respiração estava pesada, ela sabia que aquilo não era normal e um clarão perto da casa onde morava só a deixou mais arisca. Ela então pega uma vara de bambu, super-resistente, e certamente usaria da defesa pessoal que havia aprendido para se proteger, mas a voz que ouviu a fez largar imediatamente a arma de defesa e sorrir.

— Shunrei!

— Shiryu!

Os dois se abraçaram, num forte aperto, para em seguida se beijarem. Ela sabia que era dever dele proteger o mundo e ele sabia que ela corria perigo por isso, mas o amor que existia entre os dois deixava esses meros detalhes de lado.

— Está tudo bem com você? – Questiona ele, vendo a face assustada da mulher.

— Era você que estava me observando agora a pouco?

— Não, Kiki acabou de me deixar aqui.

— Então, se não era você, quem eu senti lá embaixo?

De repente, um odor de enxofre surgiu no ar. O cheiro horrível fazia os pulmões arderem e a garganta queimar.

— Bravo! – Disse alguém se aproximando, enquanto batia palmas sarcásticas. – Sua vivência com os cavaleiros lhe deu um bom conhecimento sobre como reconhecer situações diferentes. Devo dizer que seu sexto sentido, a intuição, é impressionante.

— Quem é você e como ousa assustar minha mulher?

— Ora, ora... Shiryu, certo? Eu sou um assassino. – Diz o ser, dando uma risada malévola ao fim da frase.

Um homem se aproxima, com passos largos. Sua pele era escura e parecia ser coberta por escamas. Não tinha o olho esquerdo, o que não impedia de sua feição passar um mal-estar para quem olhasse o seu olho amarelo. O traje que cobria seu corpo, e que parecia mudar de cor, lembrava uma cobra cruel, com sua cabeça e presas cheias de veneno em destaque no elmo.

— Devo dizer que sua mulher é muito bela, você tem sorte. – Fala ele, ao parar diante dos dois. – Eu sou uma das virtudes suplementares de Hera, Samael¹ de Víbora, e estou aqui para dar fim a sua vida, Shiryu.

— Shunrei, saia daqui. Kiki deve estar a caminho de novo, então assim que ele chegar parta para o Santuário.

— Mas, Shiryu.

— Eu vou ficar bem. Voltarei assim que tiver acabado com esse cara.

Mal as palavras são pronunciadas, o brilho novamente surge perto da casa e dele sai Kiki de Áries, junto de Seiya.

— Vá Shunrei!

— Shiryu, quem é esse? – Questiona o cavaleiro de áries ao ver o inimigo.

— Não tenho tempo para explicar, levem a Shunrei para o Santuário e não voltem aqui!

— Mas Shi- – Tentou argumentar o sagitariano.

— É uma ordem do Grande Mestre!

O ariano apenas assente, sob protesto de Seiya, e logo some do local, levando a mulher com eles.

— Então, Grande Mestre Shiryu... Saiba que aquele beijo foi uma despedida da sua queridinha. Hoje Hera vai brindar a morte! A morte do Grande Mestre, do lendário Shiryu!

Notas finais
1 - Samael: do hebreu, significa "Veneno de Deus". Príncipe dos demônios, líder dos anjos que foram expulsos do céu, chefe das forças de Sitra Achra e marido de Lilith. Samael tem pele escura e chifres. É identificado com Satã e a inclinação para o mal. É o principal acusador de Israel no céu, onde se opõe Miguel, o anjo guardião de Israel. Foi Samael quem enviou a serpente para seduzir Eva no jardim do Éden. Ele é ativo à noite e tenta os homens ao pecado. Quando pecam, eles aumentam o poder de Samael e permitem-lhe ganhar controle temporário sobre a Sechiná, trazendo calamidade ao mundo. Como ele simboliza tudo que é mau e impuro, seu mero nome, que significa "veneno de Deus", é evitado, e a ele se refere eufemisticamente ou de forma abreviada. A tradição cabalística o associa ao Leviathan. No Shabat e nas festas ele não tem poder sobre o mundo. E então leitor(a), gostou? Por favor, deixe um comentário sobre o que achou, o que mais gostou ou no que eu poderia melhorar. * A força dos soldados de Hera é assim tão poderosa? * Hércules vai continuar a ajudar Atena? * A deusa vai ser mais persistente e agir como verdadeira guerreira que era na mitologia? * Shunrei vai rezar pelo Shiryu? * E o Grande Mestre? Será que ele vai conseguir derrotar Samael? * Quão terrível pode ser o novo enviado de Hera? E o mais importante: * Por que a Shunrei gosta de nadas pelada? Descubra isso e muito mais no próximo capítulo. Você já sentiu o cosmo?