O chefe

38 Um inferno de coisas acontecendo


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim ♥ Bom, não vou falar muito hoje, apenas quero agradecer a todos que comentaram no último capítulo, vocês me fazem muito felizes e me motivam a continuar escrevendo ♥ Bom, de qualquer forma é isso, chegamos ao capítulo 38, espero que gostem e boa leitura ♥

Um inferno de coisas acontecendo

▬ Bella ▬

— Eu vou embora daqui pois eu não sou obrigada a aturar uma palhaçada dessas – reclamei tentando me levantar da maca em que estava.

— Deixa pra surtar depois Bella, por enquanto vamos apenas ver como estão nossos filhos, sim? – Edward disse tranquilamente.

Claro que ele está tranquilo, não é dentro dele que tem duas pessoas crescendo.

DUAS PESSOAS. DUAS PESSOAS.

— Acalme-se senhorita Swan – a médica falou prendendo o riso. Ah, ela acha engraçado é? Ela que tome no cu – O início da gravidez é um período delicado, evite se estressar ou passar por fortes emoções para não prejudicar o desenvolvimento dos seus filhos.

— Tá vendo Edward? Não posso me estressar, então para de me fazer passar raiva – óbvio que como resposta, ele ia me mostrar o dedo médio – Enfia no cu – respondi ácida antes de voltar minha atenção para a médica – Dá pra pelo menos ver o sexo dos bebês? Eu tenho que começar a pensar no nome.

— Ainda não, sua gravidez ainda está no começo, os bebês ainda estão formando seus corpos.

— E com quantos meses já se pode saber o sexo?

— A partir da 12ª semana já se dá pra ter um resultado mais preciso.

— Você me ouviu? Eu perguntei meses, não semana – fiz uma careta – Se eu quisesse saber semanas, tinha perguntado semanas.

— Grossa – Edward falou fingindo uma tosse.

Filho da puta.

Agora quem mostrou o dedo foi eu. Que homem irritante. A médica riu sem graça.

— A partir do terceiro mês já podemos começar a tentar ver se descobrimos o sexo.

Concordei com um aceno de cabeça. Ela continuou falando sobre mais um monte de coisa, precauções que eu devia ter, alimentação e mais um monte de ‘blá, blá, blá’. Espero que Edward tenha prestado atenção em tudo pois eu fiquei entediada e comecei a pensar em formigas andando enfileiradas.

Saímos do hospital e Edward me obrigou a ir até uma feira de produtos naturais ali próximo e comprou um monte de frutas, verduras e folhas, tudo orgânica. Ele tá achando que eu virei uma vaca pra comer tanta folha assim? Ele acha que eu virei uma herbívora pra comer isso de tudo de fruta e verdura?

Segundo ele, minha alimentação é péssima e a médica disse que eu tinha que me alimentar direito pois estava ‘fraca’.

— Você não ouviu a médica? – ele rebateu quando eu reclamei da quantidade de coisas saudáveis que ele estava trazendo – Tem que se alimentar direito. Você não tem apenas um bebê crescendo em você Bella, tem dois.

— Foda-se – respondi irritada – Olha essa quantidade de frango que você tá trazendo. Se eu comer todos os dias da semana tudo isso de frango eu vou pôr um ovo a qualquer instante. Eu quero carne, quero uma picanha bem gordurosa, quero uma costelinha de porco...

— Você não vai comer isso – me interrompeu – Bom, até vai, mas não todo dia e nem sempre.

— Oi pai, tudo bem? – ironizei – Você ainda não entendeu? Eu quero carne, quero bicho morto e pra mim, frango nem conta como bicho morto.

— Você tem uma variedade de saladas pra comer, Bella.

— Edward, se salada fosse bom, tinha rodízio de salada. Você por acaso já viu alguém falando “nossa, tô ansioso pra ir num rodízio de salada, não vou nem comer durante o dia”? Nunca ouviu, sabe por que? PORQUE É RUIM. Salada é acompanhamento, não refeição principal.

— Você não vai comer tudo o que quer – ele me ignorou e continuou andando pelo mercado colocando um monte de coisas estranhas no carrinho.

— Você não vai estar em casa, vai estar na empresa – sorri vitoriosa.

— Se preciso for eu entro de férias até você ter os bebês, trabalho em casa ou enquanto você estiver dormindo – meu sorriso morreu.

O resto das compras foi repleto de ‘eu’ passando raiva e Edward comprando um monte de coisa saudável. Salmão, atum, peito de frango... Pois ele que aprenda a cozinhar pois eu mesma me recuso a comer tudo isso. McDonald’s que me espere.

[...]

A noite, após o jantar, estávamos Edward, Nat e eu na cozinha. Antes de vir para casa, passamos na confeitaria para ver como estavam as coisas e eu trouxe de lá alguns doces para comermos. Eu comi os meus, os de Edward e só não comi os de Nat porque ela ameaçou me morder e pela cara dela, ela estava bem disposta a cumprir com a ameaça.

— Tá bom Bella, me solta – Nat reclamou me empurrando pra longe – Antes tava até legal, agora já ficou chato. Não sou mar pra você atracar em mim.

— Mas eu gosto tanto de você fofinha, quero te abraçar pra sempre – a apertei ainda mais forte em meus braços.

Não sei, Nat estava tão fofinha, me deu uma vontade incontrolável de a abraçar, beijar e mimar, me atraquei nela de tal forma que me recusava a soltá-la e só de pensar em soltar me dava uma tristeza e uma vontade de chorar. Merda, mal descobri a gravidez e já estou assim? Imagine como não serão meus próximos dias.

— Vai abraçar meu pai, me deixa em paz.

— Eu aceito – Edward falou abrindo os braços para me receber.

Fiz uma careta pra ele.

— Você não é criança, não te quero – ele apenas riu com minha resposta.

Edward nos olhava que nem abestado, como se estivesse vendo a cena mais maravilhosa do mundo. Não contive o revirar de olhos. Ele é muito emocionadinho.

— Já que eu fui claramente dispensada, vou beber água.

— Eu pego pra você – ele já ia se levantando quando eu o impedi.

— Não, deixa eu pego – falei me levantando – Eu quero levantar, esticar as pernas e andar. Estou me vendo em sono e vai que andando o sono passa?!

— Não vai passar – Edward deu de ombros – Está em formação, o sono é comum.

— O que tá em formação? – Nat perguntou curiosa.

— Minha vontade de ficar acordada – respondi antes de Edward.

A pequena apenas deu de ombros e não se importou muito com isso. Ainda mantivemos nossa decisão de ainda não comunicar Nat sobre a gravidez. Fui até a geladeira pegando um pouco de água, me servindo um pouco e me escorei na pia vendo Edward conversando animado com Nat e ela sorrindo para o pai, nem alguns segundo depois ela levantou e foi o abraçar. É visível o quanto Nat ama Edward e vice-versa.

Fiquei imaginando Edward segurando uma criança, mas agora uma criança nossa, claro que a vibe da minha imaginação foi quebrada pois eu estaria com um bebê nos braços também já que pelo visto eram dois que viriam. Toda vez que pensava nisso, eu me desesperava um pouco mais. Ainda é difícil acreditar que isso está mesmo acontecendo.

Quando foi que minha vida virou uma fanfic de qualidade duvidosa? A pessoa que escreve o que acontece comigo deveria levar umas boas bofetadas na cara pra ver se... ei, que cheiro é esse? Olhei em volta procurando de onde vem o cheiro, olhei para a pia e vi o sabão ali. Peguei a barra em minhas mãos o levando até meu nariz para cheiras. Esse definitivamente é o cheiro. Nossa, não é que é um cheiro agradável?

— Para pai – Nat ria animada – Ei, por que a Bella tá comendo sabão?

Instantaneamente, Edward se virou para mim e ao ver que eu estava com a barra de sabão na boca, praticamente correu até mim tirando a barra da minha mão (e da boca) a jogando de qualquer jeito na pia.

— Bella você está louca? Tem soda cáustica nisso – ele parecia bastante preocupado.

— Ah, mas estava tão cheiroso, parecia tão gostoso e agora toda vez que eu olho pro sabão eu sinto vontade de comer – fiz beicinho.

— Ok, você está proibida de chegar perto dessa pia.

— E você vai lavar as louças por acaso?

— Sim.

— Então me proíbe de chegar perto da máquina de lavar, tenho certeza que vou querer comer o sabão em pó também.

— Boa tentativa, não vai rolar.

— Droga.

[...]

Não posso dizer que os dias tem passado tranquilos, na verdade, atribulados é o que melhor define meus dias nos últimos quatro meses. Primeiro porque eu tenho feito um verdadeiro inferno da vida de Edward. Noite passada eu o fiz acordar duas da manhã e rodar Seattle inteira apenas para me trazer um chiclete de pistache que eu nem gostei e cuspi assim que coloquei na boca. Eu nem sei como ele achou um chiclete de pistache.

Outro motivo no qual eu tenho feito da vida dele é um inferno é porque eu sou desastrada, se eu sou desastrada, logo as coisas tendem a cair da minha mão e com essa barriga eu me recuso a me abaixar, ainda mais se considerar que como são dois, ela está o dobro do tamanho, mas o verdadeiro problema é quando Edward percebe que eu derrubo as coisas de propósito só pra implicar com ele.

Apesar disso, Edward nunca verdadeiramente reclama, ele bufa irritado algumas vezes, mas só. De forma geral, ele está sempre me olhando com um sorriso abobalhado no rosto e uma mania irritante dele é de passar a mão em minha barriga e conversar como se ele fosse ser respondido, contudo, não vou mentir, quando não tem ninguém olhando, eu também converso com minha barriga. Uma vez eu li que isso ajuda o bebê a reconhecer sua voz, vai que é verdade e os bebês só vão saber quem Edward é? Não posso permitir isso, eles têm obrigação morar de me amarem.

Algo que tem tirado minha paz é o fato de que ainda não contamos a Nat sobre a gravidez e apesar da minha barriga já estar com um tamanho bem... avantajado, ela não pareceu associar isso a uma gravidez. Não sei ao certo o porquê de não termos contado, apenas fomos adiando, adiando e permanecemos nessa mesma situação.

Eu não tenho conseguido ser tão ativa na confeitaria quanto gostaria. Eu ainda ajudava Emily e Bree a fazer os doces e tudo mais, contudo, eu me cansava com facilidade, minhas costas doíam e alguns cheiros me faziam querem vomitar e quando eu não vomitava, queria comer tudo, então, tenho ajudado Renée no caixa. John estava um amorzinho no seu primeiro emprego e ao fim do seu primeiro diz de trabalho, alguns meses atrás, Edward colocou 10 dólares no bolso do uniforme de John.

Ele provavelmente fazia isso apenas para me agradar, mas ele sempre colocava alguns dólares na roupinha de John, segundo ele, esse era o ‘salário’ do meu filho peludo que não respira. Na semana passada quando Nat e eu fomos contabilizar tudo, John já tinha mais de mil dólares. Eu me questiono o que ele vai fazer com todo esse dinheiro.

Era noite de sábado e estávamos Edward e eu no sofá na sala do apartamento dele, eu estava deitada entre suas pernas com as costas em seu peito. Edward passava a mão carinhosamente em minha barriga e assistíamos Natalie tentar adestrar o Colidir, que agora estava bem grandinho.

— TE SENTA SEU CACHORRO FEIO – ela estava irritada com o cachorro que a ignorava e ignorava seus petiscos também – EU VOU TE DAR COMIDA SE VOCÊ SENTAR. SENTA PELO AMOR DE DEUS.

— Vai ver é sua personalidade, filha – Edward brincou fazendo Nat o fuzilar com o olhar.

— Por que ele não me obedece? – ela sentou no chão visivelmente frustrada – Olha pra mim seu vira lata feio – chamou o cachorro que sequer a olhava.

— Nat, deixa o coitado em paz, você está a semana inteira tentando o adestrar, dá uma folga pra ele também – pedi já sentindo pena do meu filhinho de quatro patas e grande.

— Mas eu quero que ele me obede... AI MEU DEUS, O OSCAR – ela desembestou e levantou correndo indo até a cozinha – EU ESQUECI ELE NA GELADEIRA.

— VOCÊ O QUE? – me alarmei, mas ela não respondeu.

Tentei levantar e ir correndo atrás de Natalie, mas Edward me segurou no lugar dizendo para que eu me acalmasse. Seu eu conseguisse me acalmar eu estaria calma, porra.

Nat voltou alguns minutos depois com o Convergir enrolado em um guardanapo. Ele usava uma blusinha azul que mandamos fazer sob medida pra ele.

— Será que ele morreu? – ela perguntou confusa olhando meu primogênito peludo que respira.

— Provavelmente não, esse bicho não morre nunca... AI, PORRA – Edward gemeu de dor quando acertei meu cotovelo em sua costela.

— Por que ele estava na geladeira, Nat?

— Eu fui beber água e apoiei ele lá, aí eu esqueci dele – quando o Convergir mexeu a patinha, soubemos que ele estava bem e eu pude respirar aliviada – Bella, você está tão gorda, tem que parar de comer muito, você tá comendo que nem uma morta de fome, por isso tá gorda – Nat falou com uma careta enquanto me olhava.

Edward e eu nos olhamos sem jeito. Já estava começando a ficar meio difícil esconder a gravidez dela e acho que já estava na hora de falarmos. Edward se ajeitou no sofá saindo de trás de mim e sentando ao meu lado, eu ajeitei melhor meu corpo na nova posição.

— Nat filha, senta aqui comigo, vamos conversar – Edward a chamou.

Natalie sentou no sofá em frente ao que estávamos, mas Edward a puxou pela mão fazendo com que ela sentasse no colo dele.

— A Bella não está gorda, filha...

— Tá sim – falou interrompendo a fala de Edward – Olha o tamanho dela. Eu se fosse ela teria vergonha, ela tá gorda só na barriga, nem tá proporcional, tá feio.

Fechei a cara pra garota. Minh vontade foi tacar meu sapato na cara dela, mas tenho que lembrar que ela é apenas uma criança e eu a amo muito, mesmo que agora eu queira a estrangular.

— Filha, na verdade não é que a Bella esteja gorda, ela está grávida – Edward falou com tanta naturalidade e eu estava tão desesperada por dentro, não sei porque, mas estava.

— Como assim? – Nat inclinou a cabeça para o lado parecendo confusa.

— Ela está grávida filha, Bella e eu vamos ter um filho e você vai ter um irmãozinho – explicou com um sorriso.

Eu mordia o lábio nervosa enquanto via Nat ajeitar sua postura no colo do pai, mas ao invés de ela sorrir animada, como eu desejava que ela fizesse, ela franziu o cenho e olhou para minha barriga parecendo chateada e irritada.

— Eu não quero um irmão – ela falou após alguns minutos em silêncio – Eu não quero irmão me ouviu pai? Não quero.

— Filha, por que não? – Edward tentou colocar uma mecha do cabelo de Natalie atrás da orelha, mas ela empurrou a mão do pai para longe – Ei, por que você está assim?

Ela pulou para fora do colo de Edward indo para o outro sofá e nos olhando ressentida.

— Porque eu não quero um irmão, eu não quero ninguém, era pra ser só eu, não arranjar outro filho – notei que seus olhos se encheram de lágrimas e ela parecia estar querendo controlar a vontade de chorar.

Me encolhi no meu canto abraçando minha barriga e não falei nada. Eu não posso a julgar por ter dificuldade em aceitar a gravidez, eu mesma até agora não sei se aceito por completo, mas eu internamente esperava que ela aceitasse melhor ou que pelo menos não ficasse tão chateada assim.

— Mas ainda vamos ser eu e você, filha.

— Não vamos não, agora vai ter esse bebê que eu nem queria.

— Não fala assim princesa – Edward parecia decepcionado com a reação da filha – Você vai ser a irmã mais velha, vai poder ensinar tudo pro seu irmãozinho, brincar com ele...

— EU NÃO QUERO – gritou o interrompendo – Não quero nada, eu não quero nem que essa criança nasça.

Nesse momento meu coração acelerou de nervoso e eu que já abraçava minha barriga, abracei com mais força. A ideia dos meus bebês não nascendo me era muito dolorosa. Edward a olhou com o queixo caído de tão surpreso, mas logo sua feição mudou totalmente para uma feição aborrecida e enraivecida.

— Vai pro seu quarto – Edward falou sério – Considere-se de castigo e só saia de lá quando for pra pedir desculpas pelo que disse.

— Então eu vou ficar pra sempre lá – Nat bufou contrariada – Não vou pedir descul...

— Vai pro seu quarto.

— Tá vendo? Esse bebê nem nasceu e o senhor já tá assim comigo – as lágrimas que Nat estava prendendo começaram a rolar por seu pequeno rosto – O senhor nunca me colocou de castigo.

— Você nunca mereceu, mas agora está merecendo. Vai pro seu quarto.

— ODEIO VOCÊS – ela correu para fora da sala.

Fiquei tão chateada e me senti emocionalmente tão mal com a cena toda que corri para o quarto, pela minha visão periférica, vi Edward esfregando o rosto com as mãos ao se sentar no sofá. Quis trancar a porta e ficar lá trancada chorando, mas também queria que Edward viesse me consolar, mas só depois, agora eu queria ficar sozinha... não sei o que eu quero na verdade.

Me deitei na cama/bunda de coelho e apenas quando tirei o cabelo do rosto notei que meu rosto estava molhado. Droga, quando eu fiquei tão sensível?

Fiquei deitada de barriga pra cima, passei a mão sobre o meu ventre enquanto sentia minhas lágrimas escorrerem do meu rosto e molharem minha blusa.

— Oi, vocês já podem ouvir? – falei com minha barriga – Se puderem, não fiquem chateados, a Nat não quis realmente dizer isso. Ela tem 11 anos, fez em janeiro, ela vai ser a irmã mais velha de vocês, ela é filha do Edward, mas eu a adotei como filha do coração... ou irmã mais nova, vocês decidem – ri comigo mesma – Eu juro que eu não sei porque ela ficou tão chateada, normalmente ela aceita tudo de bom grado, hoje foi uma situação atípica, mas vocês vão amar ela, só espero que ela ame vocês também.

— Ela vai – ouvi a voz de Edward no quarto. Assim que nossos olhares se cruzaram, ele deu um meio sorriso triste – Também não sei porque ela agiu assim hoje – ele levantou os ombros como quem pede desculpa.

Edward veio deitar comigo na cama, mas ao invés de deitar ao meu lado, deitou em minhas coxas de forma que seu rosto ficasse próximo a minha barriga.

— Eu não sou travesseiro, sabia? – tentei brincar, mas tudo que consegui como resposta foi um sorriso triste forçado – Você está triste.

— Não tem como não estar, não esperava essa reação da Nat, até esperava que uma das reações fosse ela ficar chateada, mas não a ponto de desejar que eles não nascessem.

— Ela é criança Edward...

— Sim – me interrompeu – Mas ela já entende as coisas, não devia falar assim, me parte o coração a colocar de castigo, nunca precisei fazer isso. Eu estou muito chateado com ela.

— Amanhã eu tento falar com ela, deixa ela se acalmar hoje.

— Obrigado – o sorriso triste não saía de seu rosto, mas logo ele deu um sorriso um pouco mais verdadeiro – Você fica linda grávida, sabia?

— Ah claro, com essa barriga desse tamanho, estou maravilhosa – revirei os olhos.

— É sério, você nunca esteve tão linda quanto está agora e eu estou feliz pra caralho que você que vai ser a mãe dos meus filhos – sua mão pousou sobre meu ventre.

— Eu estaria mais feliz se não estivesse grávida, mas já que estou né – Edward deu um sorrisinho – Pelo menos é você, é como diz o ditado, se não tem tu, vai tu mesmo.

— Uau, obrigado pela parte que me toca.

— De nada, apenas trago verdades.

De vez em quando, Edward ainda parecia bem chateado e eu via que ele estava em um conflito interno querendo ir falar com Natalie, mas ao mesmo tempo querendo que ela pense “em suas ações” e ela mesma venha pedir desculpas. Sendo honesta, acho isso um pouco improvável e gostaria de ir lá falar com ela, mas primeiro que eu estava exausta, segundo que ela está no auge da sua raiva, ela vai é tacar uma pedra na minha cara se eu entrar lá.

Tentei ao máximo ficar acordada conversando com Edward, mas eu estava me sentindo tão exausta, tão exausta que enquanto ele falava, eu cochilava e depois acordava como se nada tivesse acontecido. Ouvi quando ele riu e disse para que eu dormisse, nem precisou falar duas vezes, ultimamente meu nome tem sido dormir, tanto que Natalie me apelidou de ‘Bella Adormecida’, um apelido digno, diga-se de passagem. Apenas me entreguei ao sono, meu corpo estava esgotado.

[...]

Na manhã seguinte, Edward anunciou que só iria para a empresa mais tarde, em torno de dez da manhã, ainda assim, ele levantou às cinco. Eu tenho certeza que ele só fez isso pois estava na esperança de Nat se desculpar e isso só me fez bufar irritada. Até parece que ele não conhece a diaba filha. Ela é uma cópia fiel dele, dois cabeça dura, ele não sabe que dois bicudos não se bicam? Ou será ‘dois bicudos não se beijam’? Bom, se esse for o correto, então é um ditado estranho pra se usar entre pai e filha.

Natalie teria ensaio com seu grupo de líderes de torcida e Edward não a deixou ir pois ela estava ‘de castigo’. Em um assunto totalmente aleatório, me deu uma vontade de dançar e mexer a bunda até o chão, mas só de pensar em me abaixar com essa barriga de quatro meses já me dá uma dor nas costas. Droga, agora eu vou ter que fazer Edward mexer a bunda até o chão, porque sabe... ele que está fazendo as coisas que eu quero, mas não posso fazer.

Renée e Esme dizem que se fosse apenas um bebê, minha barriga não estaria tão grande, mas como são dois...

Ah sim, voltando pro assunto da Nat, se ela já estava com raiva de Edward, após ela ser proibida de sair, ela ficou ainda mais furiosa batendo a porta do quarto com força. Falando em bater, minha vontade era bater com força na cara de Edward, por que inferno ele simplesmente não vai falar com a filha?

Natalie se recusou a comer alguma coisa e ficou trancada no quarto, já eram quase nove e meia da manhã e nenhum dos dois se falava, essa situação é ridícula, Edward é ridículo e Nat é ridícula, mas ela tem onze anos, então ela pode ser ridícula.

— Você é ridículo – acusei ao me levantar com dificuldade do sofá em que estávamos.

Edward me olhou com o cenho franzido, sua expressão ainda era triste, mas ele entendeu o que eu quis dizer. Entre entender e fazer algo, existe um abismo, já que o mimadinho nada fez e continuou olhando para o chão. Revirei os olhos irritada. Eu tenho que fazer tudo por aqui.

— Vai embora – a voz abafada de Nat soou de dentro do seu quarto quando bati na porta.

Já que quando eu faço/falo besteira Edward ou Nat apenas me ignoram, hoje é minha vez de ignorar. Parece que o mundo dá voltas não é mesmo?! Ri com a ironia do meu pensamento e ignorando seu pedido para me distanciar, entrei em seu quarto mesmo. Hum, parece que a pirralha ruiva não é tão inteligente assim já que não trancou a porta.

— Papai idiota, ele ficou com minha chave – ela murmurou quando entrei no quarto.

É, pelo visto parece que ela considerou se trancar aqui, apenas foi barrada por Edward. Quis rir, pra mim a situação é engraçada.

— O que você quer aqui? Vai lá curtir seu filho idiota – Nat dizia com a voz anasalada devido ao choro – Você é idiota também.

Natalie estava com os olhos vermelhos, nariz escorrendo e seus olhos estavam pequenos de tão inchados. Eca, criança quando chora é um bicho nojento. Deus me free. Mais uma vez abusando do meu ‘poder de ignorar’, ignorei sua cara feia e sentei em sua cama ao lado dela. Nat virou o rosto para a direção contrária. De repente me deu um cansaço e uma vontade de deitar, assim o fiz.

— Quer me contar o motivo de todo esse drama? – fui direta ao perguntar – Sabe, você tem usado muitas palavras feias em tão pouco espaço de tempo. Foram 3 ‘idiota’ e não se passou nem um minuto – a ouvi bufar, mas ela nada respondeu – Ótimo, então vamos passar o dia aqui no quarto, juntinhas, mas já aviso que gravidez deixa a mulher com gases e eu me entupi de leite, que dá mais gases ainda.

— Você é uma ladra de pais, você e seu bebê idiota – ela bradou irritada.

Melhor que nada né?!

— É? Por que? – desinteressada, questionei ao olhar pra minha unha.

Com o rosto vermelho e o olhar furioso, Natalie se virou pra me olhar. Tá, ela vai se irritar, mas pelo menos vai conversar.

— Você acha que eu sou idiota?

— É muito ‘idiota’ pra um pouco espaço de tempo.

— Eu sei o que acontece quando os pais tem outros filhos – ela ignorou o que eu disse – Eles abandonam e é isso que vai acontecer. Meu pai só vai querer saber desse bebê idiota e vai esquecer de mim...

— Essa é sua preocupação? – Nat e eu nos viramos para a porta vendo Edward encostado nela.

Ele caminhou pacientemente até a cama onde estávamos e arrodeou indo sentar perto de Nat e a puxando para sentar em seu colo. Ele acarinhava a cabeça da filha mexendo em seus cabelos e novas lágrimas rolavam dos olhos da pequena. Dizem que mulher grávida fica emotiva, euzinha estou zero emotiva pois a cena não me comove, mas alivia porque daí eles não brigando já é menos um estresse na minha vida.

— Você acha mesmo que eu um dia te abandonaria? – ele questionou olhando para a filha que chorava dramaticamente.

— S-Sim – ela gaguejou enquanto chorava – Eu já vi isso acontecer. O pai da Sarah teve outro filho e abandonou ela, ele até se mudou pro outro lado do país. Ele nem liga no aniversário dela e só posta foto com o bebê idiota dele.

— Eu nunca faria isso com você, filha – Edward a abraçou forte – Você sabe que eu te amo mais que tudo no mundo, eu morreria por você Nat e mataria alguém se preciso fosse, faria tudo por você. Eu nunca deixaria de te amar, nada no mundo vai fazer com que eu te ame menos – ele passou o dedo em seu rosto enxugando suas lágrimas – Filha, passei sua vida inteira te ensinando a ser honesta comigo e sempre me contar seus pensamentos, quando eu contei da gravidez, por que você não me disse o que estava pensando?

Nossa, eu queria tanto uma pipoca. Isso aqui tá melhor que Netflix.

— Eu não sei, eu só não queria que o senhor me abandonasse. A Sarah chora todo dia com saudade do pai, eu não quero terminar que nem ela, é patético.

— Empatia filha, lembra do que eu te digo sobre ter empatia com os outros? – Edward a repreendeu e ela sorriu sem graça.

— Eu lembro, as vezes só não coloco em prática – ela deu de ombros – Mas se o senhor não vai me abandonar e vai continuar me amando como diz, por que me deixou de castigo? Por que me manteve prisioneira no quarto?

Uau, que garotinha dramática. Já posso rir? Eu quero rir.

— Nat, você desejou que o bebê não nascesse.

— E daí? Eu tava triste, não queria que ele nascesse.

— Quando você deseja que ele não nasça, você está automaticamente desejando que ele morra – ela arregalou os olhos ao ouvir as palavras do pai – Nat, você desejou que o bebê morresse, sabe como isso é sério?

Natalie começou a chorar ainda mais. Gente, eu preciso rir. Péssima hora pra ter uma crise de risos? Acho que a hora é ruim sim.

— Mas eu não quero que ninguém morra – ela chorava – Eu não desejo a morte de ninguém, eu não sabia que tava desejando isso, eu achei que a cegonha só ia levar ele de volta pra longe ou dar pra alguém que quisesse ele.

— Ah é... a cegonha – Edward coçou a nuca sorrindo sem graça.

‘Ai Edward, você é tão patético’, revirei os olhos com o pensamento.

— Desculpa Bella, eu não quero que seu bebê morra – Nat parecia envergonhada – Eu não sabia que tava desejando isso, só desejo que você fique gorda.

Eu vou esganar essa pirralha.

— Bricadeirinha – ela praticamente gritou e sorriu sem graça – Já pai, já me desculpe, já pode parar de me beliscar.

Edward gargalhou alto quando eu lhe mostrei o dedo médio. Bem, o dedo pera pra Nat, mas não vou fazer isso com uma criança... mesmo que a criança mereça.

— Eu nunca vou deixar de amar você sua coisinha ruiva – Edward apertou Nat em seus braços que sorriu animada retribuindo o abraço – Nada nunca vai fazer eu te amar menos, deixar de te amar ou te abandonar, você vai ser pra sempre minha bonequinha e minha primogênita, não se esquece disso filha.

— Não vou esquecer papai, prometo.

— E sempre que você pensar alguma coisa, me fala, eu sou seu pai boneca, você deve confiar em mim.

— Tá bom – ela concordou – Não vai se repetir.

Own. Eles ficam tão fofinhos juntos.

— E tem mais uma surpresa – eu falei quebrando o momento dos dois. Nat e Edward olharam para mim e Nat tinha expectativa nos olhos enquanto sorria – São dois bebês.

O sorriso do seu rosto morreu.

— Ah não. Tão de brincadeira? Pai diz pra cegonha levar um deles. Pra que dois? A tia Rose já vai ter dois, deixa só ela ter dois.

— Boa pergunta Nat, boa pergunta – olhei para Edward que sorria presunçoso – Pra que dois?

Edward apenas mantinha seu sorriso orgulhoso no rosto. Ele realmente se orgulhava de ter conseguido me ‘amarrar’ com duas crianças. Ele é patético.

[...]

— Não faço nem ideia – respondi a pergunta de Esme.

Esme, Renée, Alice e Rosalie estavam me questionando sobre o sexo dos bebês. Ninguém sabia, todas as vezes que íamos fazer ultrassom, um dos bebês estava com a perna fechada e o outro estava com a perna na frente do sexo do outro bebê, então... ninguém conseguia ver nada. Mas ainda assim, as loucas achavam que eu estava ‘fazendo charme’ pra fazer uma ‘grande revelação’. Loucas.

— E se você disser que eu estou fazendo charme, eu vou chutar a sua cara – estreitei meus olhos para Alice.

Ela era a maior defensora dessa ideia absurda da ‘grande revelação’. Quero é revelar minha mão na cara de alguém.

— Você faria um favor a ela ao redecorar essa cara feia de formiga que ela tem – Tanya deu de ombros tomando sua limonada que ela orgulhosamente batizou com vodka.

— Ah, vai ver se eu tô na esquina sua gazela albina – Alice rebateu aturdida.

— Que eu vou te encontrar em uma esquina isso é óbvio – Tanya respondeu presunçosa causando ainda mais irritação em Alice – Agora, você e suas ofensas estranhas, olha, estão de parabéns, eu preciso te zoar pois você faz isso sozinha, anã de jardim.

Era domingo e estávamos todos na casa de Esme. Todos mesmo, até o Matt veio, ele estava em algum lugar idolatrando Nat enquanto ela o ignorava pra brincar com a Mad e a Mad pelo visto queria a atenção de Matt. Eu vou amar o barraco que isso vai dar quando eles crescerem. Sério, já adoro um triângulo amoroso futuro. Eu aposto que a Mad fica com o Matt.

Carlisle inventou de fazer um churrasco hoje e os homens estavam animados com isso, até Tanya ferir a masculinidade frágil deles e dizer que eles eram um bando de ‘maricas mimados’ pois só sabiam usar a churrasqueira elétrica. Como eu disse, isso feriu a masculinidade deles de tal forma que se sentiram mega ofendidos e decidiram que tinham que provar por A + B que sabiam SIM como fazer um churrasco de forma tradicional.

Resultado, eram quase três da tarde e eles ainda não descobriram como fazer o fogo. Até Charlie que eu imaginei saber um negócio desses não sabe.

— Devemos contar que eles precisam de carvão pra fazer o fogo? – Renée questionou olhando pra o bando de machos reunidos ao redor de uma churrasqueira tradicional que Edward saiu pra comprar.

— Pra que? Não é eles que ‘sabem como fazer fogo porque são macho’? – Tanya ironizou repetindo as palavras de Jasper – Deixa se foderem.

— Por incrível que pareça, eu concordo com a pata ossada – Esme concordou com Tanya que vitoriosa, erguei sua taça para Esme que retribuiu mostrando o dedo médio.

— Então Rose – mudei o foco da conversa – Já decidiu os nomes? Já estão pra nascer né? Você está enorme de gorda.

Rosalie fez beicinho, ela não suportava ser chamada de gorda e eu amava a lembrar que ela estava parecendo uma galáxia de tão grande.

— Em breve é você, filha da puta – rebateu ácida – E sim, já decidi e já estão pra nascer, estou finalizando o oitavo mês. De quantos meses você está?

— Sei lá, Edward que tá contando isso – dei de ombros – Da última vez que soube, eram quatro, mas acho que tá no final dele já indo pro quinto. Depois pergunta dele.

— Bella sempre foi tão afobada – Renée disse nostálgica – Ela nunca soube esperar nada, nem o nascimento, por isso nasceu de 8 meses – ela riu – Bella é tão afobada que já adiantou até o segundo filho – falou fazendo todas rirem.

— Quem diria que a miss ‘não quero ter filhos’ ia ter dois de uma vez – Alice riu.

— Foi praga minha – Esme disse orgulhosa – Quando ela veio com essa história de ‘não quero ter filhos’ desejei que ela tivesse gêmeos. Uma porra que vai ficar com meu filho e não vai me dar netos.

— Vão se foder todas vocês – mostrei o dedo médio das duas mãos para elas.

— Edward sempre colocando a semente maldita e indesejada dele nas pessoas – Tanya revirou os olhos.

— Olha sua galinha loira, você cale a boca que a única coisa de bom que você fez foi pôr a Nat no mundo – Esme rebateu.

— E a única coisa boa que você faz é quando fica calada agraciando o mundo de evitar ouvir sua voz irritante.

— Chega, as duas, estão me irritando – me virei para Rose de novo – Quais nomes você escolheu?

— Ryan e Megan – respondeu orgulhosa – Pra quando cresceram eu chamar de Meg&Ryan.

— Que bosta hein – dei de ombros quando ela me olhou irritada.

— E você, já escolheu os nomes?

— Não exatamente porque não sei o sexo deles – respondi bebericando minha limonada que eu torcia para que Tanya tivesse batizado também, mas ela não faria isso – Mas se for mulher, pensei em Adassaruana...

— Nem a porra que você vai pôr um nome desses em um filho meu – me assustei com a voz de Edward atrás de mim ao me interromper enquanto eu falava – Nem fodendo, Bella.

— Se for homem, pensei em Crisóstomo – o ignorei.

— Nem fodendo – ele repetiu.

— Eu que escolho os nomes, lembra? – disse vitoriosa.

— Enquanto você estiver no hospital se recuperando do parto, quem vai ir no cartório registrar as crianças serei eu – respondeu altivo arqueando uma sobrancelha todo exibido – Então é bom escolher nomes decentes – ele sentou na grama ao pé da cadeira em que eu estava.

— Graças a Deus quem vai registrar essas crianças é o Edward – Esme estava com a mão no peito e parecia que ia desmaiar.

— Deus é mais em nossas vidas – Renée concordou parecendo tão atônita quando Esme.

— Acho os nomes originais, super incentivo – Tanya concordou com um sorriso divertido.

— Viu Edward? A Tanya gosta.

— Claro que não sua idiota, eu estou curtindo com a sua cara – ela respondeu revirando os olhos – Esses nomes são ridículos e seus filhos te odiariam pra sempre.

— Ei Rose, por que você não põe Sharpay e Ryan? – sugeri ignorando a todos.

Óbvio que eles não entendem nada de nomes.

— Eu tentei, mas o Emmett insistiu que tinha que escolher o nome de um deles, aí ele escolheu Megan – ela fez uma careta.

Coitada.

— E quando vocês vão começar a fazer o quarto dos bebês? – Rosalie perguntou – Parece que não, mas o tempo de vocês está acabando, montar um quarto de bebê demora e quando vocês verem, o bebê nasceu e o quarto nem ficou pronto. O quarto do Ry e da Meg ó ficou pronto tá com duas semanas e eu comecei a fazer assim que descobri a gravidez.

— Mas você é tapada e não quis logo descobrir se eram gêmeos e daí quando descobriu, teve que refazer todo o projeto – Edward acusou.

— Imprevistos – a loira deu de ombros.

— Ah, vamos fazer quando descobrirmos o sexo dos bebês – sorri sem graça.

— Ai Matt, você só quer ficar perto de mim – desviamos nossa atenção para a voz de Nat que soava atrás de nós – Não quero segurar a sua mão.

— Você pode segurar a minha – Mad sugeriu estendendo a mão para o Matthew.

— Tá bom – ele concordou segurando a mão dela e Nat já olhou de cara feia pros dois.

Oh céus, eu estou tão animada para o barraco que isso vai ser quando eles tiverem uns 15 anos.

— Ah, oi ti... Edward – Mad disse envergonhada ao ver Edward.

Ela sente um puta medo de Edward e, bom, não dá pra julgar a coitada ne?! Edward é o próprio capeta, ele dá medo nas pessoas mesmo.

— Mad, eu sou seu tio – ele sorriu para garotinha – Vamos lá, pode dizer, tio Edward. Diga.

— Oi tio Edward – ela falou sem graça.

— Viu como não dói? – ele sorriu para a sobrinha que sorriu de volta.

— Oi tio Edward – Matt coitado, ainda tentava conquistar o amor de Edward, mas só conseguiu arrancar uma carranca dele.

— Eu não tenho sobrinho feio – respondeu ranzinza, mas levou um chute de Tanya – Oi Matthew – respondeu sem vontade.

Matt não se abalava com isso, ele se virou para Tanya com um grande sorriso no rosto.

— Tanya, você está cada dia mais linda – puxa saco.

— Obrigada querido. Você também está cada dia mais gato – ela elogiou de volta.

Nem preciso dizer que Tanya idolatrava o garoto e ela já deixou claro que tinha um grande interesse que Nat e ele namorem quando forem maiores. Isso deixa Edward putasso com ela. Eu só acho engraçado.

— Bella, você também fica cada dia mais linda grávida – uh, agora era minha vez de ter o saco puxado. Amo.

— Obrigada Matt, você também está uma graça – apertei sua bochecha.

Após o monte de cumprimentos e de as crianças beberam mais de sua limonada, lá estava Matt idolatrando Nat de novo. O garoto era morto de apaixonado por ela, tanto que agora estava com os braços ao redor do ombro dela, mas ao invés de ela o afastar como ela sempre faz, ela retribuiu o abraço dele. Nem preciso mencionar que a Mad ficou meio triste com isso, mas para não deixa-la triste, Matt segurou em sua mão de novo e Nat sorriu para a prima.

Só consigo pensar duas coisas: ‘que coisa mais estranha’ e ‘gente que bafão’.

— Montem o quarto dos filhos de vocês – a voz de Rosalie me tirou dos meus devaneios. Como resposta, eu apenas sorri sem graça pra ela.

Mandona.

[...]

Não tem como negar que algo que me preocupa como o inferno é essa questão do quarto dos bebês, não necessariamente pelo quarto em si, mas pelo que isso significa. Quer dizer, Edward e eu não moramos juntos apesar de ele sempre dizer que quer estar comigo sempre, que me ama, que quer construir uma vida comigo e essas palhaçadas todas, mas se ele quer tanto assim como ele diz, por que ele não me chama pra morar com ele?

Quero dizer, seria conveniente para nós dois e seria menos turbulento. Eu não vou ficar com duas crianças pequenas migrando entre a casa dele e a minha e seria ainda pior fazer dois quartos de bebê, um na casa dele e outro na minha. Tudo bem que eu não quero me casar, mas sabe, seria bacana morarmos juntos pra cuidar dos bebês. Se ele colocou os dois em mim, ele que lute e dê um jeito de estar aqui integralmente.

De qualquer forma, eu tenho pensado nisso desde quando descobrimos a gravidez, bom, já vamos ter dois filhos juntos, que mal tem em pensar coisas tipo ‘ah, acho que devemos morar juntos’? A questão é... por que inferno ele não pensa nisso também? Estou começando a surtar com isso e já teorizar mil coisas em minha mente e se eu for ser totalmente honesta comigo mesma... esse é com certeza o principal motivo no qual eu ainda não comecei a montar o quarto dos bebês.

Eu simplesmente não sei onde vamos montar o quarto. Somos namorados ou mais que isso? Devemos morar juntos? Quando foi a última vez que o Convergir comeu? Aliás, onde ele está? São muitas perguntas em minha mente e a única certeza que eu tenho é que o Colidir está obeso e não entra mais em sua roupinha de balé. Respirei fundo. Bem-vindo ao clube, amigo.

— Bella – Rosalie disse desesperada quando atendi ao telefone.

Vi que ela estava ligando insistentemente, tinha o que... umas dez ligações perdidas dela? Claro que fiquei vendo o celular tocar, mas não queria atender e depois mandaria uma mensagem tipo ‘ah desculpe, eu só vi que você ligou agora, queria falar comigo?’ e fingir que não era nada de mais, contudo, acho que 10 ligações é o suficiente pra dizer ‘amada, é importante, atende essa porra’.

— Oi Rose – respondi sem vontade – Aconteceu algo?

— Sim – sua voz era puro desespero – Bella, Edward sofreu um acidente de carro, ele está no hospital.

[...]

— EU QUERO VÊ-LO – gritei na recepção do Hospital Central de Seattle – EU PRECISO VÊ-LO, AGORA.

— Calma moça, eu prec...

— CALMA O CARALHO EU PRECISO VÊ-LO. EDWARD, EU QUERO VER EDWARD.

— Certo, quarto 407, quarto andar – a recepcionista um pouco assustada comigo acabou concordando.

Arranquei o crachá de ‘visitante’ de suas mãos e rumei para o quarto indicado. No momento em que Rosalie me ligou avisando sobre o acidente, eu quase morro e de quebra, tive a impressão que teria um aborto no meio da sala do meu apartamento e só teria o Colidir para me socorrer, mas ele está gordo e obeso e não levanta nem pra beber água, então eu morreria na sala mesmo.

Quando consegui me acalmar um pouco, peguei um taxi e vim direto para o hospital, estava sem condições para dirigir. O elevador levou uma eternidade para me levar até o meu andar, corri pelos corredores a procura do quarto 407 e ignorei as pontadas que sentia em meu ventre. Eu só precisava ver Edward.

No segundo em que entre no quarto, meu coração se apertou e meu mundo desmoronou inteiro. Edward estava deitado e estava completamente enfaixado. Meu deus, transformaram meu namorado em uma múmia, já que apenas seus olhos, nariz e boca estavam de fora. Ele tinha os olhos fechados e eu assumi que estivesse sedado. Senti as lágrimas se formando em meus olhos e com dor no coração, caminhei até sua cama.

Deus, ele está todo quebrado. Literalmente.

— Pode parar de graça, filho da puta – falei com a voz trêmula ao sentar do seu lado na cama... ou será maca? – Você prometeu que ia me ajudar com essas crianças. Tá pensando que é pôr dois bebês na minha barriga e depois inventar de morrer? Pode deixar de graça pro meu lado. Abre o olho, pode acordar – triste e com raiva da situação, dei um tapa com toda minha força em sua coxa para ver se ele acordava.

Me desesperei ao lembrar que ele deveria estar quebrado e sedado, mas quando o efeito passar, é capaz de isso doer como o inferno.

— Você ainda nem me chamou para morar com você, como quer morrer? – as lágrimas escorriam por meu rosto descendo por meu pescoço até molhar minha camisa – Droga Edward, não é você o cara do ‘puro cuidado no trânsito porque tem filhos te esperando em casa’? Cadê a porra do seu cuidado? Acorda, porra.

Claro que eu não obtive resposta alguma. Edward continuava inconsciente e as lágrimas escorriam sem cessar por meu rosto. Eu tentava ignorar as pontadas que sentia em meu ventre. ‘É tudo fruto do nervosismo’, era esse pensamento que fazia com que eu não me desesperasse. Decidi que só me desesperaria se eu sangrasse, não sei o que o sangue significa, mas dizem que se você está grávida, não deve sangrar.

Não sei quanto tempo passei ali sentada ao lado da cama dele junto com um Edward sedado e inconsciente. Podem ter sido cinco minutos ou cinco horas, não faz realmente diferença para mim.

— Quem é você? – uma mulher de aparentemente uns 33 anos, pouco mais alta que eu e de cabelos caramelo até os ombros questionou me olhando avaliativa – O que faz aqui?

— Eu que pergunto, quem é você? – questionei de volta.

A mulher abriu a boca para falar algo, mas quando seu olhar recaiu sobre minha barriga, notei como ela pareceu que iria desmaiar.

— V-Você está grávida?

— Não, engoli uma bola – revirei os olhos – Sério, quem é você e o que faz no quarto do Edward?

— Eu sou a esposa dele – respondeu.

Oi? Como assim? Gente?

O que tá acontecendo aqui? Que palhaçada é essa de Edward ser casado? Amada, me explica isso direito.

— Oi? – com tudo que se passava em minha mente, isso foi tudo o que eu consegui expressar.

— Escuta, quem é você? – a mulher questionou novamente.

— Olha, eu sou a Bella, sabe, Edward e eu namoramos... mas agora eu já não sei porque você tá aí toda com essa cara dizendo que é esposa dele e... – eu estava sem palavras – Como a família dele nunca mencionou isso? Sério, ninguém se preocupou em falar nada...

— Novidade – a mulher bufou – A família dele sempre me odiou e foi contra o casamento, Alice era a primeira a dizer que eu não era mulher pra ele – a mulher falou parecendo desolada – Eu sou Ana.

MAS QUE PORRA?

Edward se casou com a assistente que o acusou de assédio? Que merda?

— Eu achei que ele era fiel a mim, sabe? – a tal Ana estava arrasada e eu também estaria, se não estivesse confusa – Eu o aceitei com todo o passado que ele tem, o aceitei mesmo ele tendo uma filha com outra mulher que inclusive, é insuportável, eu aceitei ele como ele é e bom... – ela apontou para minha barriga – De quantos meses você está?

— Quatro? – respondi incerta – Que merda, amos ter gêmeos e eu descubro que meu namorado é um filho da puta traidor do caralho que me faz de idiota.

Eu estava sem saber o que fazer, falar ou pensar, que merda está acontecendo aqui?

Olhei para o corpo sedado de Edward na maca e senti a ira dominar meu corpo.

— Ah meu querido, é melhor você acordar agora porque você tem muito o que explicar – bradei irritada observando seu corpo enfaixado – Pois eu vou te matar com minhas próprias mãos e vou pessoalmente te entregar nas mãos de lúcifer, Edward Cullen.

— Eu te ajudo... espera, o que? – ela me olhou confusa – Campbell – falou apontando para a Edward.

— Hã?

— Campbell, Edward Campbell – a tal Ana apontava para Edward e me olhava sem entender.

— É o que?

— BELLA – a voz de Edward me chamou atenção. Virei de costas em direção a porta para ver um Edward esbaforido e com a cara vermelha me olhando desesperado – Graças a Deus, Bella.

— Que merda tá acontecendo aqui? – minha mente estava uma confusão – Por que você não está ali deitando e enfaixado? Você não sofreu um acidente de carro?

— Eu sinto muito, Bella – Esme entrou no quarto logo em seguida – Rose entendeu tudo errado.

— Alguém me explica alguma coisa por favor? – Ana e eu falamos ao mesmo tempo.

— Esme me ligou e eu disse que um adolescente bêbado filho da puta bateu na traseira do meu carro e que isso causou um engavetamento – Edward explicou – Não falei que eu sofri um acidente – ele olhou irritado para a mãe que olhava tudo sem graça.

— Eu comentei com Rosalie sobre o ocorrido, mas ela entendeu que Edward tinha se acidentado e estava no hospital. Calhou em de fato ter um Edward no hospital – Esme apontou com a cabeça para o (não meu) Edward.

— Oh graças a Deus – levei a mão ao peito aliviada – Moça, seu marido não é o meu namorado não, meu namorado é esse Edward aqui – apontei para Edward – Desculpe pelo mal entendido.

A tal Ana pareceu relaxar e tirar um peso das costas. Esme e Edward saíram do quarto do outro Edward e ainda pediram muitas desculpas pelo mal entendido com a esposa do outro cara. Gente, eu dei um tapão na perna do homem errado. Senhor...

Bom, ninguém pode provar nada.

— Com tudo isso, Rosalie ficou tão nervosa que acabou entrando em trabalho de parto – Edward explicou – Ela está na sala de cirurgia agora, vai ter cesária. Você está bem?

— Algumas pontadas na barriga, mas estou bem.

— O caralho que você está bem, vamos a...

— Para caralho – soltei minha mão dele – Sua irmã está tendo neném agora, vamos lá ficar esperando, Emmett deve estar surtando.

— Bella...

— Se eu me sentir mal eu aviso, pensa na sua irmã agora, seu egoísta – antes que ele se sentisse com a chance de reclamar, eu passei por ele não o dando chance de resposta. Liguei para Esme para onde estavam e me dirigi até o andar da maternidade encontrando por lá um Emmett nervoso e todo o resto da família lá aguardando por notícias. Bom é isso, é hora de Meg&Ryan nascerem.

[...]

— Em breve serão os nossos – Edward sussurrou em meu ouvido.

Estávamos em frente ao berçário vendo todos os outros bebês da vitrine. Rosalie ainda estava sedada e Emmett babava a vitrine de tanto que olhava para os filhos. Os dois tinham os olhos dele e os cabelos escuros como os de Emmett, adoraria dizer que tinham traços da Rose, ou dele e que eram lindos, mas... recém nascidos né, pra mim todos os bebês desse berçário parecem joelhos pra mim e isso inclui meus ‘sobrinhos por associação’. Recém-nascido não é bonito não gente e chora, chora muito. Eu hein.

— Você é muito emocionado – reviro os olhos pra ele – Queria ficar aqui para quando Rose acordar, mas eu estou me sentindo tão cansada e ainda tive toda essa forte emoção achando que você tava quase morto e que tinha uma esposa e eu era ‘a outra’.

— Você é tão absurda – Edward balançou a cabeça em negação – Não acredita em mim quando eu digo que pra mim você é única e que eu não tenho olhos pra mais ninguém?

— Sei lá, com uma barriga desse tamanho, nem eu olharia pra mim e olha que eu sou uma deusa – sorri convencida.

— Realmente é – ele se inclinou para beijar meus lábios – Vem, vamos para casa.

Nos despedimos de todos ali presente e Nat quis ficar pois queria conhecer os novos ‘priminhos’, mas pra mim ela só queria ficar por causa da Mad, as duas viraram inseparáveis... quero ver se vai ser assim quando cresceram disputando pelo Matt.

Barraco pra que te quero.

Falando nisso, Nat agora já estava aceitando melhor a ideia de ter irmãos, ela até sugeria nomes, mas eu não aceitava nenhum. Onde já se viu chamar uma criança de ‘Amanda’, ‘Ashley’ ou ‘Karen’? Isso lá é nome pra se pôr? Garota doida.

Minha rotina na confeitaria estava cada vez mais precária, eu já estava na metade do quinto mês e me sentia exausta, minha barriga pesava já não tinha mais tanto pique para as coisas como tinha antes, mas os negócios iam de vento em polpa. A confeitaria é muito bem frequentada, temos nossos clientes fixos e eu tive que contratar mais uma garçonete pois minhas duas adolescentes não estavam dando conta sozinhas, especial nas ‘horas de pico’.

Ainda assim, eu estava uma pilha de nervos me perguntando quando Edward me chamaria pra morar com ele, a questão do quarto dos bebês estava me preocupando e eu já estava para dar uns tapas na cara dele por me fazer esperar tanto.

Essa noite, ele me chamou para jantar em um restaurante elegante, eu não queria aceitar pois estava me sentindo enorme, mas ele me persuadiu a aceitar. Imaginem minha surpresa ao chegar no ‘The pink door’ e ver que o filho da mãe fechou o restaurante apenas para nós dois. Eu não sabia se isso era bom ou ruim. Bom pois eu estava enorme e me sentia desconfortável, ruim por que... ele estava com vergonha de mim? Por isso fechou o restaurante, pra ninguém ver como eu estava enorme? É isso, eu quero o divórcio.

— Não canso de dizer, mas você está linda – ele sussurrou em meu ouvido.

Seu hálito quente em minha pele me causando arrepios e uma sensação boa e familiar que apenas ele causava em mim. Tá bom, talvez eu não queira o divórcio.

— Percebi, você já repetiu isso umas quatro vezes – ri baixinho.

— Porque é verdade – ele sorriu um desses seus meio sorrisos que são a coisa mais linda que eu já vi na vida.

Ai que inferno, como eu amo esse homem.

Edward apenas riu quando eu pedi para mim mais da metade do cardápio e, bom, eu tenho como desculpa que como por três, mas ele não implicou comigo, apenas segurava minha mão e sorria. Claro que ele não me deixou tomar vinho, ao invés disso, fez com que preparassem para mim um suco de uva que fez um excelente trabalho em substituir o vinho.

Tínhamos conversas amenas, Edward dizia o quanto ele estava animado por ser pai novamente, ele dizia que queria uma menina que fosse parecida comigo e que tivesse meus olhos. Claro que eu achava isso bobeira, nossos filhos podendo ter olhos verdes ele quer que tentam os olhos mais comuns do mundo. Ele é burrinho, essa é a única explicação.

— Mas o principal motivo no qual eu te trouxe aqui hoje é outro – ele falou em meio a nossa discussão sobre ele ser burro por querer que os bebês tenham olhos castanhos.

— Ué, não foi pra me fazer comer igual uma morta de fome? – brinquei o fazendo rir.

— Ok, esse foi um dos motivos...

— Aliás, deixa eu te perguntar uma coisa... quando é que você vai me chamar pra morar com você? – ok, não era pra eu apressar isso, mas isso já estava me consumindo – Sério, acha mesmo que vamos mandar fazer dois quartos, um na sua casa e outro na minha? Isso é cansativo, não estou disposta a isso. Se não se decidir logo, vou mandar fazer o quarto na minha casa e você que se quiser vá até lá – bufei irritada cruzando os braços no peito.

Edward abriu um largo sorriso em seu rosto.

— Contei alguma piada por acaso? Está escrito ‘palhaça’ na minha testa? Vai se foder, Edward.

— Sua mãe tem razão, você é muito afobada mesmo – ele riu da minha revolta – Mas se não for assim, então é a mulher que eu amo – Edward tirou do bolso uma caixinha de veludo azul marinho – O principal motivo de eu ter te trazido ao restaurante está aqui.

AH PUTA QUE PARIU.

Caralho. Por que ele não pode só ser um cara normal e dizer ‘ei, já que vamos ter filhos, vamos morar juntos?’.

Ele precisa mesmo fazer isso? Graças ao bom pai esse restaurante não está cheio e assim não terei receio nenhum em lhe dizer que não, eu não quero me casar. Sério. A parte da gravidez acidental até entendo, mas a parte do casamento isso daí já não é acidental. Se eu não estou bêbeda e em Vegas, então não tem como ser acidental.

— Não – falei antes que ele pudesse falar alguma coisa – Olha, deixa de palhaçada pro meu lado, você sabe que eu não quero me casar, filhos, eu também não queria, mas essa parte a pra explicar ter sido acidental, mas isso de casamento? Daí já é demais pra mim, eu já cruzei um limite pessoal em minha vida. Essa história de casamento não é pra mim sabe? É só um pedaço de papel, isso não dita amor, não é capaz de dizer que nos gostamos, é só papel Edward. Só a porra de um pedaço de papel.

Edward me olhava com um sorriso no rosto e eu não conseguia parar de pensar no que ele estava pensando.

— Eu sei Bella, é só um pedaço de papel – ele concordou – Eu também não acredito em casamento e compartilho do seu pensamento de que não é esse pedaço de papel que vai definir o quanto nos amamos ou não, por isso que eu tenho pra você algo que é capaz de falar mais do que um anel e um pedaço de papel com nossos nomes – ele abriu a caixinha de veludo revelando uma chave prateada. Buguei, pra que a chave? – Eu faria isso hoje, mas você já é muito apressada de qualquer forma – ele riu – O que eu quero saber Bella, eu já tenho minha resposta pelo seu discurso, não o do casamento, o outro, mas eu quero saber se você não quer morar comigo e dividir sua vida comigo? Sabe, ouvi dizer que é maravilhoso dividir a vida com quem você ama.

Ah... pra isso a chave.

— Porra, achei que não fosse pedir nunca hein – até me jogaria em seus braços e o abraçaria, mas o peso da barriga impede isso – Você é devagar, Cullen.

— É que eu estava ajeitando uns detalhes – Edward levantou vindo se ajoelhar ao meu lado passando os braços ao meu redor e repousando sua cabeça em minha barriga – Serão três crianças agora, a contar com Nat, um apartamento fica pequeno demais para nós dois, comprei uma casa e era ela que eu estava deixando pronta.

— Sério? Eu gosto tanto de morar em apartamento, acho tão seguro – me lamentei.

— Eu sempre ponho a segurança em primeiro lugar, Bella, por isso vamos morar em King Country.

— Ai puta que pariu – o afastei para olhar em seu rosto – Você está louco? Sabe quanto custa uma casa lá? Edward, é literalmente milhões.

— E a nossa foram quase quatro – Deus, eu vou desmaiar – Especialmente porque é em um condomínio de casas de luxo, mas tem seis quartos e...

— E pode vender isso, você está louco? Edward isso é um absurdo.

— Não vou vender, Bella, acredite, nem mesmo comprando essa casa e a mandando reformar e a mobiliando inteira isso tudo nem foi capaz de causar um rombo na minha conta, fique tranquila.

— Caralho, você é rico ou o que? – ele me olhou divertido – Quero dizer, eu sei que é, mas porra. Não imaginei que fosse tanto, que banco você tá assaltando?

— Bella, eu sou CEO de uma multinacional que inclusive é a empresa da minha família, essa empresa tem filiais em mais de cinco países e é a maior dos Estados Unidos e a mais rentável, a economia de Washington inteira depende dessa empresa, você acha mesmo que eu não teria dinheiro?

— Sei lá, imaginei que tivesse, mas sabe... não tudo isso. Caralho, vai se foder.

— Você é muito boca suja, temos que melhorar isso.

— Foda-se. Quem não gostar que fure os ouvidos e não me vem com essa de ‘e os bebês’ porque eles vão ser bebês e nem vão entender.

— Certo – concordou com um sorriso divertido – Mas então, você vem morar comigo?

— Quando eu dizia morar, achava que era no seu ou no meu apartamento, não numa casa que custa mais do que todos os meus órgãos juntos no mercado negro. Agora não quero mais.

Edward revirou os olhos, mas após um tempo, conseguiu me convencer a ir morar com ele na nova casa. ao final do nosso jantar, ele me levou para conhecer o novo lugar. A casa era realmente linda e tinha esse imenso jardim onde ele me fez visualizar nossos filhos e Nat brincando, uma parte era coberta justamente pensando nisso, segundo ele. Tinha uma piscina bem grande também, o quarto de Nat já estava decorado, tinha dois quartos de hóspedes, o nosso quarto era maravilhoso e o que eu mais gostei foi a cozinha.

A cozinha era imensa, tinha de tudo. Edward disse que mandou a fazer pensando em mim e no quanto eu gosto de cozinhar, achei simplesmente maravilhoso. Ele então me levou até um outro cômodo, este era grande, bem amplo e iluminado, era uma suíte e o cômodo estava todo pintado de branco, ele disse que este seria o quarto dos nossos filhos e que no momento em que eu quisesse, começaríamos a decorar.

Senti meu peito inflar. De repente eu já estava super animada para morar aqui e para começarmos uma vida juntos. Edward me abraçou por trás apoiando as mãos em meu ventre e o queixo em meus ombros. Estávamos em silêncio, apenas observando o quarto e todas as possibilidades que teríamos para decorar.

Caralho, eu vou ser mãe... e de duas crianças ao mesmo tempo. AO MESMOTEMPO. Puta que pariu.

Suspirei alto e antes que eu pudesse pensar em dizer algo, senti algo em minha barriga, parecia uma pontada, mas não era uma pontada, era algo como... não sei, se estivessem me batendo, parecia um chute pra mim.

— Oi bebês – Edward falou com um grande sorriso no rosto e eu ainda estava sem entender o que estava acontecendo – Vocês também estão animados com o quarto de vocês?

— Que foi isso? – questionei curiosa/confusa – Aiiiii – gemi ao sentir esse negócio de novo.

— Eles estão mexendo – Edward ainda tinha um sorriso abobalhado no rosto – Essa é a primeira vez que eles estão de fato mexendo. Bella, eles tão chutando.

— Ei – olhei indignada para minha barriga – E nossa promessa do ‘você não me chuta e eu não te belisco quando nascer’?.

— Você é louca, mas surpreendentemente eu te amo... pra caralho – falou baixinho com a boca em meu pescoço enquanto suas mãos acariciavam minha barriga.

— Eu também amo você.

Edward apenas sorriu. Eles chutaram de novo e antes que eu pudesse ficar com raiva, agora que eu sabia que eram eles chutando, eu me sentia feliz. Nossa, nunca me senti tão feliz por me chutarem. Que coisa mais masoquista. Tirei as mãos de Edward de cima da minha barriga e apoiei eu mesma minhas mãos os sentindo mexer. Caralho, não é que isso é realmente mágico? Eu sou mesmo uma filha da puta emocionada.

[...]

— Isso são eles? – Nat perguntou desdenhosa olhando para a tela – Que bebês feios. Ainda bem que eu sou bonita, eles são feios.

Viemos fazer a ultrassom, eu estava quase no sétimo mês e ainda não tínhamos conseguido descobrir o sexo do bebê e eu não sou fã desse negócio de ‘quando nascer vai ser uma surpresa’, então eu estava irritada pra caralho com isso. Não saber o sexo estava prejudicando até a confecção do quarto, que inclusive, estava bem adiantada e em pouco tempo, estaria pronto para os receber.

Nat olhava sem entender para o visor e, bom, até hoje, nem eu mesma entendia, então...

— Filha, não precisa falar assim, são seus irmãos – Edward segurou a mão dela – Eles não são exatamente assim, isso é apenas para sabermos como eles estão.

— E estão bem?

— Melhor do que bem – a médica respondeu – E pelo visto hoje teremos novidades para os papais e para a irmãzinha também.

— Você me respeite que eu sou a irmã mais velha, irmãzinha é quem nascer por último – Nat brigou com a médica.

Eu amo essa garota.

— Ok – a médica riu sem graça – Bom, as boas notícias são que agora nenhum está mais com a perna na frente de nada e agora é possível ver o sexo deles.

— Então por que você ainda não falou? – eu já comentei que estava impaciente com isso de não saber o sexo? Pois é.

— Olha, se a senhora não falar logo, ela entra em combustão – Edward riu simpático – Então, pode pular pra parte em que você fala logo?

Mentiroso. Ele também estava morrendo pra saber e me usou só pra não falar que ele estava mais afobado do que eu. Panacão.

— Tudo bem – ela riu sem graça – Então sem muito suspense, são duas meninas, vocês terão gêmeos univitelinos. Parabéns.

Não pude deixar de sorrir, duas meninas. Espero que se pareçam com Nat, Natalie é linda e eu quero que meus filhos tenham mais sorte na genética do que eu tive.

— Tá vendo isso? – sussurrei para Edward o cutucando – Mais duas mulheres na sua vida para te enlouquecer.

Ele fez uma careta e gemeu parecendo pensar em algo.

— As mulheres da minha vida são completamente loucas – ele riu – Mas eu amo todas elas, menos a Tanya – ele refletiu – Mas vou amar nossas filhas também – Edward me fiou com seus olhos verdes e brilhantes queimando sobre mim – Obrigado, Bella, por me dar essa família e pelas nossas filhas, eu tô feliz pra caralho com isso e mal posso esperar por elas nascerem.

Sorri de volta para ele, eu também era grata por isso, mesmo que eu não quisesse ter filhos antes, agora já estava conformada com isso. Mãe aos 26. Oh céus, pensando melhor, não sei se estou acostumada com nada.

[...]

Eu tinha ido várias vezes visitar Rose e os bebês dela, eles eram lindos... agora que já passou um tempo e eles perderam essa cara de joelho. Durante a gravidez, Rosalie me forçou a aprender sobre gêmeos, os gêmeos dela eram bivitelinos, algo como serem dois óvulos que a mulher produz e serem dois espermatozoides totalmente diferentes e por isso tendem a ser diferentes, tipo ela e Edward, eles são dois espermatozoides diferentes, por isso possuem traços semelhantes, mas são totalmente diferentes.

Já no caso dos univitelinos, eles são um único espermatozoide que se dividiu em dois, por isso eles são ditos ‘clones’, eles possuem o mesmo DNA, mesmo tipo sanguíneo, mesmo tudo, tudo mesmo, só o que é diferente são as impressões digitais pois eles possuem contato com diferentes partes do útero. Não entendi o que isso quis dizer, mas sei que por conta disso, meus bebês serão idênticos, então se uma tiver olhos castanhos, a outra terá também e tudo assim.

Céus, que minhas filhas tenham olhos verdes, por favor.

Agora que eu já sabia o sexo delas, poderia começar a pensar nos nomes. Toda noite Edward. Nat e eu discutíamos sobre nomes. Claro que eu recusava as ideias deles e eles recusavam as minhas, foi só no final do oitavo mês que conseguimos entrar em um consenso sobre nomes.

— Já me decidi – falei por fim.

Nat conversava com minha barriga explicando que eu era ‘louca’ e queria dar nomes feios a elas. Edward tinha Nat no colo e eu repousava minha cabeça em seu ombro, já que um dos seus braços estava ao meu redor. Sim, estávamos nós três emaranhamos no chão da sala da nossa nova casa e eu amava esses momentos.

— Pelo amor de Deus, Adassaruana não – Edward gemeu de frustração – Qual você escolheu?

— Noralie e Sonyara – respondi orgulhosa.

Nat franziu o cenho e Edward repetiu o gesto.

— Diferentes, porém mais aceitáveis – ele falou por fim – Posso saber de onde surgiu esses nomes?

— Sonyara que é pra eu poder chamar ela de Sony, tipo ei Sony, vem aqui e daí eu fazer o trocadilho de Sony e Sonic e daí eu vou entupir ela com as coisas do Sonic e esse vai ser o personagem favorito ela.

— Ok... e por que Noralie?

— Não sei, ela tinha que ter um nome – dei de ombros – Mas a Sony já é a minha favorita, a Noralie que lute.

— Que coisa horrível de se dizer – Edward me olhava incrédulo – Bella, você vai ser mãe, mães não tem filhos favoritos.

— Claro que tem. Entre você e a Rose, quem você acha que é o favorito de Esme? Óbvio que é a Rose.

— Esme não tem favorito.

— Claro – concordei irônica – Se isso te ajuda a dormir a noite...

— Bella, você tem que amar as duas igualmente.

— Eu gosto mais da Sony, ela é mais descolada.

— Eu também gosto mais da Sony – Nat concordou.

Óbvio que ele ainda tentou me convencer do contrário, eu fingi concordar com ele, mas honestamente? Eu ainda gosto mais da Sony.

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Após o drama de decidir pelos nomes, ainda decidimos por sobrenomes. Nos Estados Unidos, é comum que o padrão de nomes sejam primeiro e segundo nome e o sobrenome é o nome do pai, mas aquela história, eu que tô sofrendo que nem uma filha da puta com as duas na barriga, vão ter meu sobrenome SIM. Então optamos por Noralie Swan Cullen e Sonyara Swan Cullen, pronto.

Na semana seguinte, resolvi fazer uma surpresa para Edward na empresa. Nat estava para a escola e eu soube que agora ele tinha um novo assistente, Caius Collins. Segundo Edward, ele é um incompetente que só lhe causa dor de cabeça, mas tudo bem, Edward também causa dor de cabeça em todos.

Eu estava com meu barrigão de oito meses e nunca mais pisei na empresa depois de descobrir a gravidez... bom, pelo menos não depois que minha barriga começou a aparecer. Eu meio que ainda não aceitava bem o que as pessoas diziam sobre meu relacionamento com Edward e era chato essa situação pois costumavam ser meus amigos. Só quem sabia da gravidez eram Ang e Jess e porque elas já foram me visitar várias vezes na confeitaria e em meu apartamento.

Notei que quando entrei, algumas pessoas me olhavam torto, ouvi alguns cochichos e sei que falavam sobre mim, apesar disso, ainda foram educados em me cumprimentar. Não entendo porque agem assim, não éramos amigos antes? O que inferno mudou?! Eu ainda sou a mesma Bella, que acha que Edward é a porra do lúcifer manifestado e que fala mal dele, a diferença é que agora eu falo mal dele na cara dele. Um inferno de coisas acontecendo na minha vida e eu ainda tenho que me preocupar com esse povo futriqueiro. Tenha santa paciência hein, eu não tô fazendo cosplay de Jó não minha gente.

— Noooossa você vai explodir – Jess brincou ao me ver – Caramba Bella, você está literalmente enorme. Quantos tem aí?

— Dois – apenas quando a vi arregalar os olhos que notei que ela não sabia que eram gêmeos.

— Essa me pegou de surpresa – Ang surgiu de trás de mim – Você ficou tão bonita grávida Bella.

— Obrigada – respondi sem jeito.

Conversei animada com Jess e Ang, elas informaram que Edward estava em uma reunião, mas que logo encerraria e sugeriram que eu fosse sentar na sala dele. Concordei prontamente pois puxa, com esse barrigão a vida tá difícil, eu quero sentar o tempo todo e nem todo tempo é em Edward.

— Uau, você não perdeu tempo – meu resquício de paz sumiu após ouvir a voz venenosa de Jane – Olha, devo admitir que eu não imaginei que alguém inteligente como Edward fosse cair no golpe da barriga, mas pelo visto, ele caiu como um patinho. Você é esperta Swan, precisa me ensinar isso.

— Pra você usar com um homem casado que está te enrolando e que está óbvio que nunca vai deixar a esposa pra ficar com você? – rebati ácida – Pra que? Seria inútil de qualquer forma.

— Colocar um bastardo no mundo só pra prender homem, Bella, Bella, isso foi baixo demais até pra você – ela sorriu maldosa.

Algo em suas palavras me deixou incrivelmente ofendida e essa algo foi ‘bastardo’. Ela está realmente ofendendo minhas filhas? E na minha cara? Ela tem sorte que eu não estou me sentindo fisicamente disposta para meter a mão na cara dela, pois essa é minha vontade.

— Olha aqui sua...

— Jane – fui interrompida de continuar falando ao ouvir a voz imperativa e imponente de Edward – Poderia repetir suas palavras, por favor?

— S-S-Senhor C-Cullen – ela gaguejou nervosa.

Ah, na minha frente é cobra e na frente do chefe se caga de medo né, filha da puta.

— Escute bem as minhas palavras – Edward soou ameaçador, poucas vezes na vida o vi tão irritado e soando tão ameaçador e frio como estava agora – Eu não te demito pois profissionalmente você sempre foi muito competente, mas isso que você acabou de fazer, chamando minhas filhas de bastardas e ofendendo minha mulher a acusando de golpe da barriga? Isso para mim não tem perdão. Acho bom você andar na linha, Jane pois se eu tiver que te demitir, eu me certificarei pessoalmente que você não arranje emprego nem servindo café em lanchonetes de beira de estrada, fui claro?

— S-S-Sim.

— Acho que você tem algo a dizer para Bella, não? – ele cruzou os braços no peito a olhando sério.

Vi no rosto de Jane o quanto ela não queria fazer isso, mas era isso ou o seu emprego. Seu orgulho estava no chão e não vou mentir, eu estava adorando isso, sim.

— Me perdoe, Isabella, não irá se repetir – falou com a voz esganiçada.

— Assim espero, Jane – me limitei a responder apenas isso.

Não vou dizer que está tudo bem e que eu a perdoo pois não sinto nada disso. Pelo amor de Deus, ela chamou minhas filhas de bastardas, eu ainda estou queimando de ódio.

— Suma da minha frente – Edward falou sério, rígido e imponente.

Não sei se foi impressão minha, mas posso jurar que vi algumas lágrimas escorrendo dos seus olhos. Uh, cair no ranço de Edward Cullen, é preciso ser muito burro pra fazer um negócio desses.

— Você está bem? – ele perguntou preocupado tocando minha bochecha.

— Sim – respirei fundo – Por que não a demitiu? Eu teria demitido.

— E perder a chance de a rebaixar para uma posição cinco vezes inferior a que ela ocupa, diminuir seu salário e a deixar aqui para que todos comentem o quanto ela foi burra e tirar dela a chance de passar por toda essa vergonha? Eu não sou tão bonzinho assim, demitir seria fácil demais – ele sorriu diabólico.

Eu sempre soube que ele era o próprio lúcifer.

Entramos em sua sala e eu decidi que sentaria em sua cadeira presidencial, ele que procure outra pra ele. Durante o dia, senti alguns incômodos na barriga, mas vinham e passavam, como tempo, foram ficando mais fortes, mais constantes e eu estava começando a me preocupar, mas Edward parecia concentrado e eu não queria atrapalhar, mas em algum momento enquanto eu me contorcia de dor, Edward pareceu notar.

— Bella, o que você tem? – num piscar de olhos ele estava ao meu lado – Bella, amor, responde.

— Não sei, estou sentindo tipo umas pontadas e tá constante, vem forte, passa e uns cinco minutos depois volta tudo de novo. Edward elas vão morrer?

— Há quanto tempo você está assim?

— Alguns bons minutos? – respondi incerta.

Eu não fiquei cronometrando por quanto tempo eu senti dor.

— Inferno Bella, devia ter dito antes. Você está tendo contrações, está entrando em trabalho de parto.

Ok, agora suas palavras me alarmaram.

— Vamos para o hospital.

— Não quero.

— Bella, isso não é questão de querer.

— É sim, eu não quero.

— Prefere as ter aqui no chão da minha sala? – ele revirou os olhos – Não seja absurda, vamos logo.

— AAAAIIIII – gritei de dor ao sentir mais uma dessas ‘contrações’ – Ok, eu acho que eu quero sim ir para o hospital.

— Não me diga – ironizou.

Como resposta lhe mostrei o dedo médio. É isso, minhas filhas vão nascer e agora eu serei mãe, é real e eu não sei se eu estou preparada pra isso. Me ajuda Deus.

(Continua...)

Notas finais
Nossa, tanta coisa aconteceu nesse capítulo que eu ainda estou em choque, rsrsrsrs. Mas é isso aí pessoa, agora oficialmente faltam apenas dois capítulos para o fim da fic ): Não sei vocês, mas eu estou arrasada com isso. Amo demais essa história e quando penso em acabar já fico chorosa. O que acharam dos nomes que a Bella escolheu? Ainda bem que o Edward não deixou ela escolher os nomes que era verdadeiramente queria hein, rsrsrsrs. Comentem, digam o que acharam, não me abandonem nessa reta final e eu juro que volto rápido (ou tento) ♥ Quem quiser, pode me seguir no twitter também, estou sempre por lá @winterdxs Falando em twitter, vou deixar aqui uma foto da Nat, do Matt e da Mad pra vocês: https://twitter.com/winterdxs/status/1241182823656103936 É isso, vejo vocês no próximo. 20.03.2020