O chefe

28 Simpatia para o diabo


Notas iniciais
Oi pessoal. Tudo bem com vocês? Espero que sim, rsrsrs. Voltei com mais um capítulo ♥ Inclusive, parece até que alguns de vocês andaram lendo meus rascunhos pois estavam até acertando o que aconteceria, rsrsrsrs. Bom, quero agradecer a todos que comentaram no último capítulo, vocês fazem meu coração muito feliz ♥ E falando nos comentários do último capítulo, juro que entre hoje (momento que estou postando o capítulo) e amanhã eu respondo. Tem sido dias corridos, mas vou responder todos, prometo ♥ Enfim, e isso. Espero que gostem e boa leitura ♥

Simpatia para o diabo

▬ Bella ▬

— Eu estou entediada – reclamei quando já estávamos com duas horas de voo – Não consigo assistir filme, não consigo ler, não consigo dormir. Tudo me incomoda, eu odeio voar, tenho medo de estar no avião e nada me distrai. O tempo não passa, por isso Isaac Newton disse que o tempo era relativo – enrolei uma mecha do meu cabelo no dedo – E antes que baixe o espírito de professor em você, eu sei que quem disse isso foi Einsten, mas eu acho esse nome feio e prefiro o outro nome.

— Você é inacreditável – ele balançou a cabeça como quem afasta um pensamento – E você acha que está ruim pra você? Tive quase seis horas de voo de NY pra Seattle e agora estou em mais um voo de quase seis horas pra Miami. Alguém está ruim e não é você.

— Você só se fode – ri – Ao menos a vida é justa. Obrigada, Deus.

Edward apenas revirou os olhos, me ignorou e se acomodou melhor em seu assento fechando os olhos em seguida. Ownt, ele fica tão fofo aqui calado, sem falar um ‘ai’ e parecendo que está dormindo. Nem parece que é o próprio diabolino em pessoa. Não me contive e peguei o cobertor que fora fornecido pela companhia aérea e nos cobri, me infiltrando nos braços dele e ficando ali deitadinha em seu peito.

Senti quando ele deu uma risadinha baixa e passou os braços ao meu redor me aninhando em seu peito.

— Não fala nada não, você vai quebrar o momento – falei quando senti que ele abriria a boca pra falar alguma coisa.

Provavelmente seria algum comentário sobre eu ir deitar por livre e espontânea vontade com ele. Ele apenas riu mais, porém não falou nada. Eu tinha razão, ele ia fazer algum comentário bosta e eu ia querer bater nele. Tô aprendendo a interpretar ele. Eu tô muito Taylor Swift naquela música que ela diz ‘eu posso te ler como uma revista’, pena que como é o Edward, eu pulo algumas páginas.

[...]

— Ei, acorda – Edward tocou meu ombro me chacoalhando devagar – Bella, acorda. Chegamos.

Poxa, meu cochilo estava tão bom, tão bom que decidi ignorar ele. Continuei com os olhos fechados onde eu estava e torci para se eu me fizer de sonsa, ele parar de falar e me deixar em paz.

— A comissária de bordo pediu pra você roncar mais baixo, está incomodando os outros passageiros – ele falou baixo em meu ouvido.

Abri os olhos no mesmo instante e olhei ao meu redor vendo que muitas pessoas estavam saindo do avião e quando olhei para Edward, ele tinha um sorriso divertido no rosto. Estreitei os olhos pra ele e lhe dei um tapa forte no braço.

— Para! Eu não ronco. Seu mentiroso de uma figa – falei com raiva.

Claro que eu ronco, mas não iria admitir isso.

— Ok – ele deu de ombros – Vamos?

Concordei com um aceno de cabeça. Levantamos e nos direcionamos à saída da aeronave. Edward vinha atrás de mim e logo passou um braço ao redor da minha cintura me abraçando por trás enquanto andávamos. Pra mim ele só queria me encoxar, mas eu não tinha nada a reclamar. Saímos do avião e nos dirigimos até a saída do aeroporto onde Edward alugou um carro por ali mesmo.

Ele nos levou até a o hotel em que ficaríamos e como chegamos pela madrugada. Eu só queria tomar um banho, vestir meu pijama e dormir. Me afundei no meu assento e apenas fechei os olhos. Acordei alguns minutos mais tarde com Edward me chamando e eu estava parecendo um zumbi, apenas o segui e nesse momento, se ele estivesse me vendendo pro tráfico humano, eu nem ia saber pois estar mais dormindo do que acordada.

Quando chegamos ao quarto que ficaríamos, eu percebi duas coisas: eu não tinha trago nada comigo, logo não tinha como fazer minha higiene íntima e bucal e o outro detalhe era que ele reservou apenas um quarto. Isso significaria que iríamos ficar nós dois o final de semana inteiro ocupando o mesmo ambiente.

Uma coisa é ele ir dormir comigo uma noite e na manhã seguinte ir embora ou irmos fazer nossas atividades, outra coisa bem diferente era ficar tão juntos assim durante todo o final de semana. Privacidade pra quê né amado?

— Estou daqui ouvindo seus pensamentos – a voz de Edward me trouxe de volta a realidade – O que te aflige? – perguntou sentando na cama e tirando seus sapatos os jogando em algum lugar do quarto.

— Nós vamos dividir o mesmo quarto todo o final de semana? – soltei de uma vez – Sério? Não sei se gosto disso. Seria quase como se estivéssemos morando juntos, isso é meio que demais pra mim, não gosto. E outra, eu não tenho nada aqui comigo, como eu vou escovar meu dente? Deus, eu sei que sua intenção foi boa, mas caralho, custava me dizer ao menos pra preparar uma bolsinha com algumas coisas dentro? Eu não tenho nem calcinha limpa pra vestir agora. Vou ter que lavar essa que eu vim, deixar secando e usar amanhã. Eu não tenho NADA aqui comigo e ainda tem essa questão de ficarmos no mesmo quarto. Ai, não gosto. Não quero.

Edward me olhava com um sorriso divertido nos lábios e nossa, ele parecia tão mais alto agora. Ele caminhou até onde eu estava, se abaixou pegando minhas mãos e me puxando para cima. Aaaaahhh, isso explica porque ele estava tão alto. No meu momento de surto, eu acabei me sentando em um cantinho do quarto. Eita.

— Eu acho – ele começou falando com a voz divertida enquanto me abraçava pela cintura e eu deitava a cabeça em seu peito – Não, eu tenho certeza, isso. Eu tenho certeza que a sua alma é mais atribulada que a minha.

— Para. Eu estou falando sério – reclamei.

— Bella, eu engatei literalmente duas viagens seguidas sendo que a primeira delas foi a trabalho e estressante pra caramba e estou em uma linha tênue entre um incômodo na cabeça e uma puta de uma enxaqueca. Vamos fazer assim, você toma um banho comigo, nós deitamos, vamos dormir um pouco e amanhã, quando acordarmos mais relaxados você surta o quanto quiser tá bom?

— Vou poder surtar à vontade?

— Sim.

— Então tá.

Eu não sou tão sem consideração assim. Levei Edward para o banheiro, enchi a banheira com água quente, salpiquei uns sais de banho que prometiam ser relaxantes e nos conduzi até a banheira. Ele parecia realmente cansado, suas costas estavam tensas e tentei lhe fazer uma massagem, mas pela forma como ele parecia estar gemendo de dor e não negou quando eu disse que achava estar o machucando, resolvi parar.

Dei nele um banho tentando o ajudar a relaxar e só então notei que por ser um hotel 5 estrelas, na pia do banheiro havia de cortesia alguns itens de cortesia como fio dental, pasta e escovas de dente. Ótimo, ao menos meu dente eu escovo antes de dormir. Fomos dormir em seguida e acordamos já passava do meio dia.

Acordei até triste pois perdemos o horário do café da manhã e daí eu senti como se tivesse desperdiçado dinheiro. Não que o dinheiro fosse meu, mas aquela história, é uma refeição a menos na minha vida. Fomos almoçar em um restaurante de frutos do mar próximo à praia. Tivemos um almoço tranquilo e eu escolhi um petit gateau como sobremesa.

— Eu trouxe sua lembrança de Nova Iorque – Edward falou empolgado.

Olhei pra ele e podia sentir meus olhos brilhando de animação. Larguei minha sobremesa toda em cima da mesa e praticamente pulei em cima dele.

— O que é? Cadê? Não espera, deixa eu adivinhar – pedi quase quicando em minha cadeira de tanta animação – É um globo de neve com a estátua da liberdade? É um chaveiro escrito I♡NY? É uma blusa escrito isso? Meu deus, são tantas opções que parece que minha cabeça vai explodir. Que é? Eu acertei?

Ele apenas balançou a cabeça negativamente e tirou do bolso uma caixinha pequena prateada. Por favor Deus, que tenha aí dentro um chaveiro escrito I♡NY. Praticamente tomei de suas mãos a caixa a abrindo com rapidez. Tive que controlar muito, tipo... MUITO minha cara de cu quando eu vi um cordão ali dentro.

Quer dizer, o cordão era bonitinho, parecia delicado, tinha um pingente de vidro bem bonito em forma de coração e tá, era bonito. Mas não era um chaveiro escrito I♡NY e eu queria o chaveiro. Gente, ninguém nunca disse a ele que quando você vai a Nova Iorque você leva essas coisas clássicas? Sério, eu aceitaria até um globo de neve com a estátua da liberdade dentro. Sendo honesta, até a grama do Central Park em uma sacolinha eu aceitava.

— Ah que bonito – falei tentando não demonstrar todo meu desapontamento – Eu amei.

Eu podia ser atriz.

— Gostou mesmo? – perguntou super feliz sem se dar conta da minha decepção, apenas maneei a cabeça sinalizando um ‘sim’ – Fique receoso que não gostasse. Não sei bem como é seu gosto, mas escolhi pensando em você.

Se tivesse pensando em mim, traria o chaveiro.

— É muito bonito – não menti, o cordão era bonito.

— Deixa eu pôr em você.

Lhe entreguei a caixa com o cordão -que não era um chaveiro clássico de Nova Iorque- e me virei de costas pra ele levantando meu cabelo. Assim que colocou o cordão, Edward beijou minha nuca e sério, eu juro que senti todos os cabelos do meu corpo se arrepiarem. Fechei os olhos prendendo um suspiro. Eu realmente gostava da sensação da boca dele na minha pele. Coisa boa do inferno.

Após terminarmos nosso almoço, decidimos ir até uma loja comprar algumas coisas tipo roupas de banho, roupas, protetor solar, sandálias e coisas básicas assim, especialmente porque eu estava na praia e de salto.

— Vou levar essa pra você – falei mostrando a Edward uma sunga branca com flores verdes, vermelhas e amarelas.

— Nem fodendo que eu uso um negócio desses – respondeu fechando a cara pra mim – Usando sua pergunta, eu por acaso sou uma piada pra você?

— O que foi? Eu gostei, acho sexy.

— Não vou usar.

— E essa? – mostrei outra sunga – Essa não tem estampa.

— Eu realmente não vou usar uma sunga verde chamativo.

— É verde neon.

— Caguei.

— Você é tão difícil de agradar – revirei os olhos me dando por vencida e pegando uma sunga preta – E essa?

— Essa eu uso.

— Eu estava te fazendo um favor escolhendo uma que favorecesse seu tom de pele. Você é branco como um palmito, vai brilhar no sol. Com uma sunga preta, vai só chamar atenção.

Acho que já dá pra imaginar que a reação dele foi me mostrar o dedo médio, correto? Era previsível, ele faz isso muitas vezes no dia.

Tentei comprar pra ele um óculos de sol também, mas ele recusou todos os modelos que eu escolhi e escolheu ele mesmo um óculos todo preto, sem graça e sem brilho nenhum. Antipático.

Claro que se eu escolhi a sunga dele, ele se sentiu no direito de escolher um biquíni pra mim também. Edward escolheu um biquíni amarelo, minúsculo e eu tenho certeza que essa calcinha foi feita pra ficar dentro da bunda e eu já o sentia incomodando mesmo antes de vestir. Até pensei em recusar e dizer que não iria usar isso pois iria morrer de vergonha, mas foda-se. Eu não moro aqui, nunca mais vou ver essas pessoas na vida e resolvi seguir o conselho que Renée me deu um tempo atrás: mostrar um pouco de pele. Já que eu nunca faço isso, por que não fazer agora?!

— Se você tirar essa carteira do bolso, eu juro que enfio ela no seu rabo – falei quando chegou nossa vez de pagar e vi que Edward já se preparava pra tentar pagar tudo.

— Puta que pariu, não vai dizer que vai fazer esse drama agora?

— Querido eu faço até um barraco se preciso for – disse em tom de desafio – Não vou deixar você ficar pagando tudo por mim, o único jeito no qual eu dependo financeiramente de você é pra você não me demitir, fora isso, sou completamente independente e posso pagar por minhas coisas.

— Eu só estou tentando ser gentil, por que você dificulta até isso? É papel do homem pagar pelas coisas sabia? – bufou irritado – Quer fazer o favor de deixar eu ser o homem aqui?

Meu cu que ele vai ficar com o orgulho de macho dele ferido por isso.

— Quer ser gentil para de gritar com todos no trabalho – rebatei – E não. Eu deixo você ser o homem sendo gentil e abrindo a porta pra mim, puxando a cadeira pra eu sentar... passou disso já não gosto.

Me virei para o balcão onde a atendente passava os itens e Edward fechou a cara pra mim olhando para o outro lado. Também ignorei quando ele disse para que passasse as coisas dele separado pois pelo menos esses ele queria pagar. Qual é, ele já pagou o hotel, o carro, o almoço e as passagens. Pelo menos as roupas eu pago.

— 367,95 dólares – a moça do caixa anunciou o valor.

Mais um pouco e ela anuncia meu infarto também. Caralho, estou comprando roupas feitas por moças cegas e virgens do alto do himalaia? Caralho. Vão roubar os presos. Edward me olhou com um sorriso convencido no rosto e me apressei em passar meu cartão. Qual é. Eu recebo bem, não gasto meu dinheiro, sou apenas bem mão fechada, isso não quer dizer que eu não posso pagar pelas coisas. Está escrito ‘pedinte’ na minha testa por acaso?

Suspirei pensando nos 367 dólares que foram e não voltariam mais. Eu ia sugerir voltar para o hotel, mas meus olhos foram para outro lugar e minha mente teve uma ideia melhor.

— Vamos entrar ali – apontei com a cabeça para o sex shop que estava do outro lado da rua.

Um sorriso safado se formou no rosto de Edward e eu já podia imaginar sua mente divagando em muita safadeza.

— Agora está falando minha língua – concordou.

— Ótimo, vem – o segurei pela mão – Vamos comprar pirocas de borracha que tremem.

— Para de ser estranha. Você sabe como me broxar hein, puta que pariu – reclamou.

Claro que eu tinha falado isso de brincadeira, só esqueci que ele não tinha senso de humor.

[...]

— Põe isso na cesta – Edward me entregou um potinho pequeno.

Olhei na embalagem e eram as hot balls. Hm... interessante. Coloquei também na cesta de compras uma tal de ‘raspadinha do beijo’, era uma raspadinha que ao raspar, ela indicava um lugar do corpo no qual devia ser beijado.

— Que porra é essa? – sussurrei para mim mesma vendo a embalagem de um produto que se chama ‘pó mágico da bruxinha loka’.

‘É um energético em pó para misturar na bebida e deixar seu parceiro (a) com muito mais tesão. Proporciona também mais energia...’.

— Ai não – praticamente gritei soltando a embalagem de volta na prateleira.

Deus me defenda. Edward já tem uma energia e fôlego do cão na hora de transar, se eu dou um negócio desse pra ele, ele me banda de vez.

Coloquei mais algumas coisas como caneta comestível, aquelas bolinhas twister funcional também completaram a cesta, segundo o que diz na embalagem, ao aplicar no local desejado, as sensações mudam: esquenta, esfria, vibra e pulsa. Me parece interessante.

— Que tal? – Edward apareceu do meu lado, me olhando sugestivo enquanto segurava uma bisnaga azul.

— Anestesiante anal... – li o rótulo em voz alta e me arrependi em seguida. Até senti minhas bochechas corarem e olhei pra baixo constrangida – Para...

— Ah, você nunca fez...

— Já – o interrompi – Mas para, eu fico tímida.

Isso é verdade. Eu sempre fico tímida quando o assunto é sexo anal. Eu sei que no sexo não se deve ter tabus quando tudo é consensual, mas mesmo assim...

— Então, que tal tentarmos? – sugeriu novamente com sua empolgação voltando.

— Não...

— Tem certeza? Prometo que faço com carinho – falou com a voz rouca extremamente sedutora.

Droga. Ele vai acabar me persuadindo a levar isso. Merda. Fui persuadida. Não respondi nada, apenas tomei a bisnaga da mão dele e enfiei na cesta debaixo de todas as outras coisas. Ai a minha portinha de trás...

Depois de eu concordar em trazer o tal do anestesiante anal, Edward estava com um sorriso irritante de orelha a orelha estampado na cara. Homens, sempre tão previsíveis. Revirei os olhos com o pensamento e continuei olhando o que tinha ali de novidade... o que pra mim era tudo já que eu nunca tinha entrado e um sex shop.

Continuei varrendo o lugar com os olhos e me aproximei de uma parede na qual tinha várias algemas de metal revestidas com pelúcia com várias estampas. Eu quis levar uma que era de oncinha, mas claro que o bonitinho ao meu lado barrou minha ideia dizendo que era ‘broxante’, tentei levar a de estampa de tigre, mas também fui barrada. Inferno. Assim não sobra nenhuma legal.

— Olha, eu estou levando a porcaria do anestesiante anal. Eu vou levar a algema rosa sim – reclamei quando ele tentou mais uma vez barrar minha escola da pelúcia da algema.

— Porra Bella, por que você não leva a preta?

— Porque se eu quisesse levar a preta, eu levaria a preta. Vou levar a rosa e você vai ser algemado com algema rosa sim e se reclamar fica o final de semana inteiro sem sexo – ameacei.

Edward fechou a cara, mas concordou. Homens, sempre se cagam de medo quando percebem que vão ficar sem sexo. Me empolguei e trouxe uma venda também. Vamos testar aquela teoria de que quando você perde um sentido, os outros se afloram.

[...]

— Eu estou me sentindo humilhada, ridicularizada e exposta – reclamei após uma onda me arrastar de novo para a praia e eu tentar a todo custo cobrir meus peitos para não mostrar demais.

— Você está se sentindo ridicularizada? – Edward perguntou irônico – Você não para de dizer que eu estou parecendo uma banana de sunga e você que está se sentindo ridicularizada?

Prendi o riso e me mantive séria.

— Sim – não durou muito, eu logo ri – Mas é sério Edward, você é todo branco, tem pintinhas na costa e algumas no peito. Fica todo gostosinho nessa sunga. Parece uma banana sexy.

— Eu vou te ignorar porque no momento eu só consigo olhar pra sua bunda nesse biquíni – falou vindo até mim e me levando de volta para onde a água cobria até pouco abaixo dos meus seios – Quando a onda vier, pula junto com ela pra você não ser levada.

— Mas eu pulo.

— Tem que pular em sincronia e não pular antes – explicou – Se você pular antes, quando pisar no chão de novo a onda te leva, você não vai ter apoio.

Fiz uma careta mostrando todo meu descontentamento. Eu e o mar não estávamos em sincronia, eu pulava, a onda vinha e me levava de volta pra praia. Tinha areia até no meu útero de tanto que já fui rebolada pra praia, quase mostro os peitos umas três vezes e já me afoguei com uma onda que veio que fez eu dar três cambalhotas na água, inclusive, tinha esquecido como a água do mar é salgada. Pois não é que é verdade que tem sal nela?! Chocante.

Edward me segurou pela cintura e quando uma onda estava vindo, ele me impediu de pular me segurando com mais firmeza, até que quando ela ficou próxima o suficiente, ele disse ‘pula’ e pela primeira vez no dia, eu não fui arrastada para a praia.

— Ai que demais – comemorei – Parece que hoje é o dia que os humilhados estão sendo exaltados.

Edward iria falar alguma coisa, mas desistiu quando eu o agarrei o puxando pelo pescoço para conseguir o beijar. Enrosquei minha perna em seu quadril e logo estava com as duas pernas ao redor do seu corpo e com ele me segurando pela coxa.

Os lábios dele estavam salgadinhos graças a água do mar e tentei ignorar o fato de que os peixes transavam e cagavam no mar, inclusive as baleias, o cocô delas não deve ser pequeno. Após conseguir ignorar esse fato, puxei o cabelo de Edward com força, adorava puxar seus cabelos enquanto o beijava. Ele tinha as mãos firmes em minha coxa apertando com força e uma de suas mãos subiu apertando minha bunda e em seguida continuou subindo até chegar a minha nuca, onde me segurou me trazendo para mais perto, como se ele quisesse que nossos rostos ficassem ainda mais próximos. Fomos interrompidos por uma onda que passou jogando fortemente água em nossos rostos, mas Edward manteve o equilíbrio não nos deixando sermos arrastados para a praia.

— Quando a onda vier, pula – brinquei quando fomos forçados pela mãe natureza a interromper nosso beijo.

— Se eu pulo com você no meu colo, eu fico de pau duro – respondeu com um sorriso safado no rosto.

— Você já está de pau duro – provoquei rebolando em seu colo forçando o atrito entre nossos sexos separados apenas pelas roupas de banho. Malditas roupas – Vamos pra praia.

— Tá foda – respondeu rápido me impedindo de sair do seu colo – Eu tô de pau duro, não vou sair agora.

— Então a gente fica por aqui mesmo – ataquei seus lábios novamente.

Segurei seu lábio inferior o prendendo entre meus dentes em seguida. Edward sorriu e grudou sua boca na minha com sua língua experiente explorando minha boca com volúpia. Sentia suas mãos debaixo da água passando por meu corpo e por mais que eu quisesse muito, seu toque não era tão ousado quando eu queria então eu teria que fazer alguma coisa. Passei minha mão por entre nossos corpos e tentei o tocar intimamente, mas Edward me parou segurando minha mão impedindo de continuar.

— Bella, não. Está cheio de criança na água – falou preocupando olhando ao redor – Eu tenho uma filha pequena, não ia gostar de a levar pra praia e ter gente perto praticamente transando na água. É falta de respeito com as crianças.

Tão politicamente correto, tão amorzinho e tanta vontade de bater nele. Inferno! Eu só queria fazer indecência na praia. Droga de Miami beach que está infestada de gente. Você joga no google e vê um monte de foto da praia vazia, acha que é assim na vida real, chega aqui é gente até não querer mais. Me sinto enganada.

Respirei fundo e saí do seu colo para lhe dar mais ‘espaço’ para que ele ‘relaxasse’, vulgo, amolecer o pau. Pronto. Fiquei um pouco longe dele apenas conversando banalidades e de vez em quando jogando água na cara dele e me divertindo com a cara de brabo que ele fazia. Apesar disso, ainda sentia em meus lábios o gosto dele todo salgadinho pela água do mar e olha, era a coisa mais gostosa que eu já tinha experimentado. Ele devia ficar salgadinho assim sempre.

Decidimos sair da água pois ela começou a ficar realmente muito cheia e isso estava me incomodando. Saímos da água e Edward segurava minha mão, estávamos parecendo um casal de namorados. Achava bonitinho, mas ainda me incomodava. Eu ia puxar minha mão de volta, mas comecei a reparar no olhar de cobiça e desejo que algumas mulheres lançavam a ele e como isso me incomodou profundamente, ao invés de soltar sua mãe, eu segurei mais forte e ainda me aproximei mais enganchando meu braço no dele.

— Possessiva, gosto disso – falou com um sorriso debochado no rosto.

Revirei os olhos pra ele. Era só o que me faltava ele se vangloriando em eu estar com ciúmes pela forma como olhavam pra ele e... ei, por que ele está reparando na forma que as outras mulheres olham pra ele? O olhei de cara feia o fazendo rir mais ainda, ele falaria alguma coisa, mas logo se calou e franziu o cenho como se estivesse se questionando sobre alguma coisa.

— Bella – seu tom de voz demonstrava preocupação – Cadê seu cordão? O que eu te dei?

Passei a mão pelo pescoço e não o senti. Sorri amarelo pra ele completamente constrangida por mal ter ganhado o presente e já ter perdido. Viu? Se tivesse me dado o chaveiro isso não teria acontecido.

— Ops... – falei sem graça – Acho que deve ter caído no mar.

— Caído no mar? – repetiu aumentando a voz e passando a mão no cabelo de forma nervosa – Bella aquilo é um di... – ele se interrompeu subitamente de continuar falando e o olhei confusa – Um presente que eu te dei pensando justamente em você e você perde?

— Desculpa? – sorri tímida – Em minha defesa, eu não sou muito cuidadosa, normalmente eu perco as coisas. Não foi de propósito.

— Eu sei, eu só... – ele balançou a cabeça passando a mão no cabelo de novo olhando para o mar de forma triste e inconsolável – Ai meu rim, coração e dois olhos da cara.

Oi? Ele falou comigo?! Ué gente, não entendi. O que o rim e o coração têm a ver com isso? Bom, de qualquer forma, não falei mais nada. Ele parecia bem triste com a perda do cordão, eu também estava, eu até tinha gostado do presente. Agora que passou a decepção por não ser um chaveiro do clássico I♡NY, eu até tinha gostado, pena que não durou muito. Vou procurar um modelo igual na internet, comprar e depois dizer que achei.

Euzinha, caradepau.com, eu mesma, prazer.

Foi um pouco difícil tirar Edward dali daquela parte da praia já que ele queria voltar pra água e procurar o cordão. Coitado, na mente dele isso era uma piscina. Não sei pra quê tanto drama, ele não deve ter gastado mais que 20 dólares no cordão, daqui uma semana a estar preto do mesmo jeito. A mãe natureza só está adiantando o serviço.

— Passou, passou – acariciei suas costas e mais uma vez, tentei o consolar por conta do cordão que foi perdido. Coitado, acho que ele não sabe lidar bem com alguém perdendo um presente – Eu compro outro igual, ponho na mesma caixinha e te dou pra você me dar ele de novo, tá bom? Não fica mais triste.

Ao ouvir minhas palavras, Edward apenas gemeu de frustração e baixou a cabeça a apoiando em seus joelhos. Tadinho da minha bananinha, está desolado.

Passado o -inexplicável- trauma de Edward com o cordão -ao menos ele parecia já ter superado- resolvemos aproveitar bem nosso sábado na praia. Ainda conseguimos nos divertir, ou quase já que de vez em quando ele ficava triste ao lembrar do cordão e eu já estava começando a ficar puta com isso.

Nadamos um pouco mais, Edward reclamou das fotos de biquíni que eu o obriguei a tirar pois eu queria exibir que estava em Miami para os meus amiguinhos e rivais da faculdade que achavam que eu era a ‘menos sucinta ao sucesso’ na faculdade e enquanto eles mal a mal saíam de Washington, eu já tinha ido à Finlândia e agora estava em Miami posando de biquíni em Miami beach. Fodam-se coleguinhas da faculdade.

— Mas você tem mesmo que postar essa foto? – Edward falou com a voz triste ao ver que eu escolhia um filtro para aplicar em uma foto minha de biquíni deitada de costas na areia e a calcinha do biquíni estava praticamente dentro da minha alma de tão dentro da bunda que estava.

— Sim – respondi sem olhar pra ele – Você escolheu o biquíni, escolhas e consequências. Aceita, lúcifer.

— Honestamente eu não lembrava nem que as pessoas da praia iam te ver com isso, quem dirá que você ia postar uma foto dessas – reclamou de cara fechada – Bella, sua bunda está toda a mostra.

— E se continuar reclamando eu tiro uma de topless e posto com a legenda ‘free the nipples’* – sorri e ele fechou ainda mais a cara, mas nada disse.

Postei minha foto e antes que eu pudesse me manifestar, meu estômago fez isso primeiro denunciando minha fome.

— Vamos comer? – Edward perguntou ao ouvir o godzilla em minha barriga.

— Tá, mas vou comer pouco, não estou com tanta fome assim – dei de ombros.

Edward me olhou irônico com a sobrancelha arqueada e eu fingi que não era comigo. Minha barriga poderia ter roncado alto, mas eu ainda seria uma mocinha elegante.

Amarrei minha canga na cintura, Edward vestiu sua bermuda, colocou sua blusa no ombro e como eu não queria areia entrando em minha sandália, a enfiei na bolsa. Fomos até um dos quiosques que não estava muito cheio e pegamos uma mesa que ficava na parte de fora do pequeno pseudo restaurante.

Já era fim de tarde, faltavam poucos minutos para as seis da tarde e de onde estávamos, eu tinha a esperança de ver o sol de pondo, mas eu nunca lembro se o sol de põe no leste ou oeste e mesmo se lembrasse, não faria diferença, não sei pra que lado fica e não tenho uma bússola então... me restava torcer para o sol se por onde estava o mar estava. A visão seria bonita.

— Bella? – Edward chamou minha atenção e só então notei o rapaz que anotaria nossos pedidos parado me olhando – O que vai querer?

— Hum... – peguei o cardápio a minha frente correndo os olhos por ali – Vou querer apenas uma porção grande de fritas, uma dessa porção média de camarão ao alho e óleo, uma casquinha de siri, um hamburguer e uma porção de salada e uma coca zero pois estou de dieta – pensei melhor – Não, corta a salada, não sei como os legumes foram lavados. É isso. Obrigada.

O rapaz anotou os pedidos e saiu logo em seguida, Edward me olhava surpreso.

— O que você pediu? – perguntei tentando mudar o foco de mim.

— Hamburguer e fritas, eu achei que eu que estava com fome.

— Eu pedi para nós dois – sorri amarelo.

Eu pedi só pra mim mesmo. Ele que peça pra ele se quiser.

— Você combina com a praia – falou do nada me deixando surpresa – Fica muito mais bonita aqui, é quase como se a praia fosse seu elemento natural.

Own, que brega.

— Obrigada? – sorri – Eu gosto da praia. Sempre gostei do sol, pena que as praias de Washington são meio pombo.

— Já ouviu falar na praia de La Push?

— Mais ou menos, mas nunca fui.

— Vou te levar lá. Nat adora aquela praia. Não é grande coisa, mas quebra um bom galho.

— Desde que você não queira ir no inverno – dei de ombros sorrindo agradecida.

Eu não ia reclamar de ir à praia. Adoro praias.

— O sol está se pondo – ele falou apontando com o queixo para trás de mim.

Virei o rosto para olhar e notei que o pôr do sol estava sendo exatamente como eu havia imaginado. Ele se pondo atrás da água do mar, iluminando a água com uma coloração laranja e uma iluminação no céu ao atingir seu ponto entre o dia e a noite.

— Vem cá – Edward tocou em minha mão me chamando.

Não pensei muito, apenas fui e ele me puxou para sentar em seu colo passando o braço ao meu redor e juntos ficamos olhando o dia sendo substituído pela noite. Era o crepúsculo mais lindo que eu já tive o prazer de presenciar. O azul do dia e o escuro da noite em um perfeito gradiente construindo a paisagem perfeita por cima do mar. Simplesmente magnífico.

Contagiada pela aula crepuscular que adornava a praia, peguei meu celular pondo na câmera e colei meu rosto no de Edward tirando uma foto nossa. Eu sorria abertamente e Edward tinha um sorriso torno nos lábios e seus olhos ficaram bem destacados na foto. Não contive um suspiro ao olhar para a foto, tinha ficado linda. Essa era nossa primeira foto juntos. Porque eu estava pensando nisso não sei, mas essa nossa primeira foto.

Coloquei o celular de volta na mesa e no mesmo instante, a tela do celular de Edward se acendeu quando uma mensagem de Esme chegou. Contudo, o que me deixou surpresa/sem palavras/ ‘oi?’ foi ver que seu papel de parede era a foto que eu lhe enviara quando ele estava em NY, uma foto minha e de Nat deitadas juntas.

— Não vou trocar – ele foi mais rápido em falar ao ver que eu olhava para o celular mesmo após a tela se apagar – Antes que dê chilique, o celular é meu e ponho a foto que eu quiser.

— Ah vai trocar sim – falei sentindo o desespero tomar conta de mim – Para. Tira minha foto daí, deixa só a foto da Nat, ela que é sua filha.

— E você é minha na... – ele se interrompeu de falar e desviou o olhar para a mesa – Não vou trocar.

— Para Edward – reclamei levantando do seu colo e voltando para minha cadeira – Troca. Não tem porque pôr uma foto minha e já pensou o povo da empresa vê essa foto aí?

— Por que eles mexeriam no meu telefone?

— Aliás, por que você implica tanto com o Riley. Isso é ciúmes? – ele assentiu concordando – Idiota. Riley é um amigo, diferente de você, eu fiz amigos ali sabia? Para de infernizar ele.

— Não dá.

— Por que? – questionei curiosa cruzando os braços e os descruzei ao ver que Edward ficou distraído demais olhando meus peitos.

— Já criei gosto por infernizar ele. Aquele ali já está fodido na minha mão – deu de ombros.

— Assim ninguém vai gostar de você, sabia?

Ele franziu o cenho pra mim.

— Mas eu não os pago pra gostarem de mim, pago pra fazerem seu trabalho. Se gostam ou não isso é problema deles, não meu. O problema é meu quando não fazem seus serviços.

— Você é um antipático sabia?

— É?

— É.

— Cara Isabella, foda-se – respondeu irônico.

Fiquei com tanta raiva que como resposta fiz o que ele adora: mostrei o dedo do meio pra ele. Com as duas mãos. Só não o xinguei pois o rapaz chegou com os nossos pedidos. Sortudo.

[...]

Após um banho relaxante, aproveitei que tinha secador no banheiro e sequei bem meu cabelo. Infelizmente Edward tomou banho primeiro e tirou dele o gosto salgado que eu tanto tinha gostado. Sequei meu cabelo e quando peguei o pente para o pentear, vi o cordão que Edward havia me dado em cima da pia do banheiro.

— Olha aqui – fui até o quarto com o cordão na mão.

Edward olhou pra mim sem entender e quando viu o que eu tinha em mãos, ele praticamente se ajoelhou no chão do quarto e agradeceu aos céus. Acho que ele só não fez isso porque é o próprio diabo encarnado e se fizesse isso, seu corpo entraria em combustão espontânea.

— Puta merda. Achei que nunca mais ia ver esse cordão de novo – ele suspirou aliviado – Vamos fazer assim – ele pegou o cordão da minha mão e foi até a escrivaninha ao lado da cama pegando a caixa que ele veio e o guardando ali dentro – Você não usa mais ele quando for entrar na água. Apenas quando estiver em solo firme tá ok?

— Tá – dei de ombros sem entender o motivo no qual ele fazia todo esse drama.

Eu hein. É muito drama pra uma bijuteria que não custou nem 20 dólares. E eu achando que a mão fechada era eu.

Peguei -disfarçadamente- a sacola da Victoria’s Secret e decidi que agora era o momento ideal para usá-la. A vesti ajustando em meu corpo, garantindo que ela ficaria nos pontos certos. Como era fio dental, ajeitei bem a lingerie em meu bumbum e ajeitei meus peitos deixando-os mais destacados na lingerie. Como na bolsa que eu trouxe eu tinha o básico de maquiagem, leia-se um batom e um rímel, foi o que eu passei. Não custava nada ficar bonitinha né?!

Após conferir que estava tudo no lugar, tudo certo e eu estava bonita, saí do quarto. Edward não me viu, ele estava no celular rindo para o aparelho e parecia distraído. Pigarreei alto chamando sua atenção. Quando seu olhar recaiu sobre mim, seus olhos se arregalaram e ele abriu a boca em surpresa e logo olho para o celular de novo.

— Tchau Nat, depois falo com você – disse apressado.

Mas pai eu...

Ele simplesmente desligou a vídeo chamada na cara da filha.

— Puta que pariu – falou largando o celular longe e sem se importar quando ele caiu no chão.

Eu me importei. O celular é caro. Quase choro apenas com o barulho dele no chão... e o celular nem é meu.

— Você quer me matar. Tenho certeza – falou com o olhar vidrado em mim.

— Eu quero fazer muitas coisas com você, Edward – usei a voz mais sedutora que consegui – Mas te matar é a última delas.

Caminhei -o que eu espero que tenha sido- sedutoramente até a sacola do sex shop no qual fomos mais cedo e tirei de lá algumas coisas, inclusive a algema e a venda que eu trouxe.

— Aqui oh, dá pra me algemar aqui – Edward empolgado até demais sugeriu a cabeceira da cama como loca apropriado.

Ótimo lugar.

Ele mesmo se apressou em tirar sua blusa e fui até ele levantando suas mãos e as prendendo para cima com as algemas na cabeceira da cama. Feito isso, liguei a lanterna do celular e coloquei um papel fino por cima apenas para deixar uma pouca iluminação e desliguei as luzes do quarto.

Edward tinha o olhar fixo em mim e analisava cada movimento meu. Subi em cima da cama onde ele estava e devagar, tirei sua roupa deixando-o nu e permiti com que meus dedos tocassem nele durante o processo.

— Caralho – esbravejou ao meu toque.

Olhei inocente pra ele e arremessei suas roupas longe. Subi e cima dele sentando em suas coxas com uma perna de cada lado do corpo dele.

— Vamos ver onde você vai ser beijado – fale pegando uma das ‘raspadinhas’ do beijo que eu havia trago – Vou raspar três vezes.

Usei a unha para raspar um dos espaços.

— Boca – li o local no papel – Começamos bem. Gosto da sua boca.

Me inclinei sobre o seu corpo tomando seus lábios em um beijo cheio de luxúria. Desenhei o contorno dos seus lábios com minha língua, Edward entreabriu a boca em um claro convite para que eu aprofundasse o beijo. Coisa que eu fiz de bom grado, sugando sua língua e arrancando um rosnado baixo dele.

— Vamos ver o outro lugar – disse quando me afastei deixando seus lábios.

Edward tinha seu olhar escurecido. Ele não falava nada, apenas me deixava dominar a situação e eu estava adorando isso. A luxúria e o desejo estavam evidentes em seus olhos agora escuros do mais puro prazer.

— Pescoço – li o novo local indicado – Interessante...

Apoiei as mãos na cama ao lado do seu corpo e me inclinei sobre ele evitando o tocar muito. Edward virou o rosto deixando seu pescoço todo exposto para mim. Ele estava com uma barba rala por fazer e eu achava isso incrivelmente sexy e atraente. Depositei meus lábios atrás de sua orelha em um beijo lento e fui descendo devagar em beijos de boca aberta por toda extensão do seu pescoço, deixando beijos molhados em toda sua pele exposta e intercalando os beijos e algumas mordidinhas no local.

Um gemido preso em sua garganta fizeram um som que me excitou muito e por isso eu continuei dando um pouco mais de atenção a essa parte do eu corpo.

— Caralho, Isabella – gemeu com a voz grossa e o som grave da sua voz foi sentido por meu sexo que pulsou querendo o sentir ali.

Mas seguiria firme em meu propósito.

— Próximo – raspei mais uma vez um quadradinho – Olha que interessante – virei o cartãozinho para ele olhar – Virilha.

Um gemido contido foi ouvido e eu sabia que ele tinha gostado do local. Pena que eu seria malvada e não daria atenção aonde ele mais queria. Ao menos não agora.

Saí de cima dele e me posicionei no meio de suas pernas. Seus olhos ainda estavam presos aos meus e isso só fez a umidade no meio de minhas pernas aumentar. Beijei o interior de suas coxas subindo até sua virilha e evitando tocar em seu membro. Era apenas para o torturar.

— Você não está na virilha, Isabella – protestou ao notar que eu apenas o provocaria.

Lembrei do que ele fez comigo quando estávamos na Finlândia, quando me torturou e me levou a loucura apenas porque eu ‘não estava sendo uma boa garota’. Como dizem, o mundo dá voltas e hoje e o dia dessa volta.

— Não sei se você merece, Cullen – falei com a voz sedutora, mas mantenho minha cara de inocente – Você não tem sido um bom garoto ultimamente. Tem se comportado tão mal... – deixei a frase morrer e passei a língua em sua virilha, mas não nele.

— Porra! – exclamou fechando os olhos com força.

Quem disse que a vingança não era boa? Me sinto plena me vingando. Inclusive, acho a vingança muito, muito prazerosa.

Saí de cima da cama e o olha de Edward me acompanhava pra onde quer que eu fosse e em qualquer movimento que eu fazia, nada passava despercebido por seu olhar atento.

— Mas mesmo você sendo tão indisciplinado, eu ainda vou ser boazinha com você – pisquei pra ele.

Fui até meu celular e coloquei baixinho o instrumental de ‘Buttons’ do Pussycat Dolls pra tocar. Ao perceber o que eu faria, um sorriso sacana se moldou aos lábios finos e perfeitos de Edward. Seu olhar atento, ficou ainda mais atento em mim.

Sem pudor, timidez ou vergonha alguma, permiti que meu corpo se mexesse no ritmo da música que tocava. Passei a mão desde o meu cabelo descendo pela lateral do meu corpo, sensualmente e bem devagar. Subi com as duas mãos por meu corpo chegando até meus seios e os apertando, deixando um gemido baixo passar livre por minha garganta.

Virei de costas pra ele e com as mãos, levantei os cabelos deixando minhas costas expostas e rebolando o mais sensualmente que conseguia. Ele não falava nada, mas ouvia alguns rosnados vindo de onde ele estava e esses sons me deixavam incrivelmente excitada. Levei as mãos até o fecho do sutiã de renda vermelha que eu usava e devagar, sem deixar de mexer os quadris ao ritmo da música, o abri.

Virei novamente de frente pra ele e devagar, quase em câmera lenta, passei uma das alças do sutiã por meu braço e em seguida, fiz o mesmo com a outra alça, tirando completamente a peça e a derrubando no chão.

— Seus peitos são bonitos pra caralho – falou com os olhos fixos em meu colo – Caralho como eu amo voc... seus peitos – se interrompeu falando – Como eu amo seus peitos.

Eu nem prestava atenção no que ele falava. Estava apenas excitada demais e queria continuar meu showzinho.

Sorri pra ele, mas dessa vez, sorri maliciosa e não inocente. Mais uma vez, deslizei as mãos pelo corpo e apertei novamente meus seios.

— Me solta – exigiu – Chega. Não tem mais graça. Me solta. Eu preciso pegar em você.

Óbvio que eu ignorei seu pedido. Devagar, deslizei a mão até minha pequena calcinha e virei de costas pra ele enquanto a descia por meu corpo. Eu adorava essa sensação de poder que eu estava sentindo agora com Edward algemado, sem poder fazer nada e eu completamente dominando a situação. Eu sentia como se eu estivesse dominando o diabo e adorava cada segundo dessa sensação. Era quase como se eu estivesse fazendo uma simpatia para o diabo.

É isso, eu estava fazendo uma simpatia para o diabo.

Terminei de passar a pequena calcinha por minhas pernas a retirando por completo do meu corpo e ficando completamente nua. Os olhos de Edward estavam desejosos, transbordando luxúria e ele estava em um visível estado de transe.

Me afastei um pouco mais para que ele tivesse uma visão mais ampla de mim e subi uma perna a apoiando na cama e abrindo minhas pernas. Levei os dedos a minha boca os chupando e em seguida desci com eles tocando meu clitóris e gemendo com o contato. Ouvia a respiração ofegante de Edward, mas não via nada pois tinha fechado os olhos para me sentir melhor.

Massageei meu nervo inchado em movimentos circulares e não pude e nem quis prender os gemidos que passavam livres por minha garganta. Levei esses mesmos dois dedos até minha entrada encharcada e me penetrei curtindo a sensação de eu mesma me dar prazer, mas não perderia a chance de o provocar.

— Edward, se você pudesse sentir o quão molhada eu estou... – falei com a voz baixa e a respiração arfante – Eu estou tão pronta pra você.

— Caralho Isabella, me solta daqui – demandou com a voz grossa, autoritária.

Que pena que eu que estava no controle. Continuei ignorando seu pedido e trabalhando com meus dedos em mim. Edward gemia e a cada gemido vindo dele, eu me sentia mais animada para me dar prazer, contudo, eu não queria gozar comigo mesma, queria gozar em seu pau, mas isso esperaria um pouco. Subi novamente na cama, pegando a sacola com as coisas do sex shop e tirei de lá uma das hot balls que eu comprei e como elas eram comestíveis, escolhi a de sabor de morango que havia trago.

Li rapidamente as instruções de como usar e comecei pegando uma delas e deixando com que o óleo de massagem ali presente caísse sobre o peito definido de Edward. Espalhei o óleo bem pelo local aproveitando para fazer uma massagem provocante nele ao deslizar minhas mãos por seu peito. Espalhei o óleo por seu peito, abdome e desci com o líquido até seu membro, o espalhando por ali e utilizando para o masturbar.

Desci e subi com minha mão por toda extensão do seu membro. Meus movimentos eram devagar e sem pressa, exatamente como ele sempre fazia comigo.

— Porra – gemeu impulsionando o quadril para frente.

— Adoro ver você indefeso assim – provoquei – Completamente a mercê das minhas vontades.

— Isabella – suspirou alto quando eu o bombeei com mais força – Quando me soltar e eu te prender aqui... – não continuou sua frase pois logo eu havia substituído minhas mãos por minha boca – Caralho!

Suguei a cabeça rosada de forma lenta. Em seguida, passei a língua por toda extensão, desde a sua base até a glande ouvindo um rosnado vindo dele, sorri com isso. Adorava saber que eu causava esse tipo de reação nele.

Coloquei seu membro em minha boca o máximo que pude, uma mão apertava sua coxa e com a outra eu massageava suas bolas. Edward empurrava seu quadril em minha boca e esse era o máximo que ele conseguia já que tinha suas mãos amarradas.

— Porra, porra, porra – gemeu – Que vontade de segurar esse seu cabelo com força e foder essa boquinha gostosa.

Com seu membro fundo em minha boca, apenas pisquei pra ele. Deslizei todo seu pau em minha boca, engolindo tudo que conseguia e o tirando novamente, repetindo esse processo por mais três vezes. Passei a língua bem na cabecinha, na fenda sentindo o gosto do seu pré gozo e me saboreando com o gosto dele.

— Isabella – gemeu fechando os olhos com força e jogando a cabeça pra trás – Porra. Eu não vou durar muito.

Apenas sorri. Dei uma atenção especial às suas bolas com minha mão enquanto minha boca se ocupava com seu membro o chupando e engolindo tudo o que cabia em minha boca. Não demorou muito para que eu sentisse seus músculos se contraindo e seu líquido quente preenchendo minha boca. Engoli todo seu prazer sentindo seu gosto agridoce descer por minha garganta.

Edward tinha os olhos fixos em mim, um sorriso sacana no rosto e estava suado e ofegante.

— Você safada me enlouquece – apesar de ele estar ofegante, sua voz permanecia firme.

Diferente dele, se eu falasse minha voz estaria trêmula e como eu estava no comando, não queria ter a voz falha, então apenas pisquei pra ele. Fui novamente até as coisas que comprei e peguei de lá a venda.

— Hoje eu vou te privar da visão – anunciei me aproximando dele para por a venda em seu rosto – Dizem que quando você fica sem um sentido, os outros se afloram, vamos testar isso hoje.

— Sou todo seu – falou sedutor – Pode me testar a vontade, desde que você sente em mim e rebole bem gostoso no meu pau.

— Ah querido, eu com certeza vou sentar em você – concordei enquanto colocava a venda cobrindo seus olhos.

Após me certificar que a venda estava bem colocada e ele não enxergava nada, segurei seu membro já duro novamente em minhas mãos o masturbando, até faria isso por mais tempo, mas eu estava sedenta por mais. Queria sentir ele dentro de mim. Grosso e duro, exatamente como ele era.

Me posicionei em cima dele, guiando seu membro até minha entrada pulsante, sedenta por atenção e sentei nele me sentindo ser completamente preenchida por ele. Foi impossível não soltar um grito de prazer quando o senti por completo em mim. Eu quase podia ouvir o coro de aleluia. Nossos gemidos se misturavam no ambiente resultando em uma melodia erótica que era nossa e apenas nossa.

Espalmei as mãos em seu peito em busca de apoio e comecei a subir e descer em seu pau. Meu ritmo começou devagar, lento e ritmado, mas conforme eu sentia as ondas de prazer tomando meu corpo e conforme eu ouvia os gemidos e rosnados esganiçados que Edward soltava, eu me sentia cada vez mais dominada pelo prazer e com isso, aumentei a velocidade dos meus movimentos, cavalgando nele freneticamente como se todo contato e atrito não fosse suficiente. Eu queria e precisava de mais.

Prazer em estado bruto. Era exatamente assim que eu estava. Dane-se, eu estava louca de tesão e estava adorando isso.

Mesmo sem muito apoio, Edward ainda conseguia mover seu quadril o impulsionando para cima e dando o contato que eu queria. Eu estava tão perto do ápice do prazer...

— Caralho – ouvi a voz grave de Edward – Essa venda é espetacular, vou usar ela em você mais tarde.

Sorri ao imaginar tudo o que ele poderia fazer comigo usando a algema e a venda. Maravilhas.

Edward ainda estocava em mim enquanto eu me movia para cima e para baixo, deslizando em seu pau me sentindo ser abandonada e preenchida novamente a cada vez que eu estrava e saía dele. Essa sensação estava me levando ao limite e honestamente, eu não duraria nada.

Meus músculos foram se contraindo e logo eu senti o violento e intenso orgasmo tomando conta do meu corpo. Edward investiu em mim mais algumas vezes e chegou ao orgasmo também. Sentia meu corpo fraco e parecia que meus músculos tinham virado gelatina.

Meu coração saltava frenético em meu peito e meus cabelos estavam grudados em minhas costas e no meu rosto devido ao suor. Um sorriso orgulhoso brotou em meu rosto. Essa definitivamente tinha sido a nossa melhor e mais sensorial transa, mesmo que eu estivesse com livres movimentos e com os olhos bem abertos. A visão que eu tinha de Edward algemado, vendado e bêbado de prazer era algo fora do comum. Definitivamente faríamos isso mais vezes.

Sem sair dele, me debrucei em seu corpo deitando meu corpo em seu peito enquanto esperava minha respiração se normalizar.

— Melhor transa de todas – Edward foi o primeiro a quebrar o silêncio.

Mordi os lábios sorridentes e abri a boca para concordar com ele.

— Caralho, como eu te amo – falei na empolgação e apenas quando ele ficou em silêncio eu percebi o que tinha dito.

Puta que pariu.

Puta que me pariu.

Que merda eu acabei de falar?

Meu coração batia como louco em meu peito e dessa vez era devido ao nervosismo e desespero. Edward não disse nada e eu quis me chutar por ter falado uma besteira tão grande como essa. Puta que pariu, acabei com nosso contrato.

O silêncio que se instaurou no quarto era ensurdecedor. Eu juro que podia ouvir até o som do tic tac do relógio da recepção do hotel. Merda, merda, merda. Como eu sou burra.

— Bella, me solta aqui – mais uma vez nesses poucos minutos, ele foi o primeiro a quebrar o silêncio.

Relutante, querendo morrer ou enfiar minha cabeça em algum lugar, levantei de cima dele e fui até a mesinha onde havia deixado a chave da algema. Droga. Péssima hora para dividirmos o mesmo quarto, péssima hora para estar do outro lado do país e muito longe do meu quarto e hora mais péssima ainda para existir.

Com as mãos trêmulas e certa dificuldade, coloquei a chave da algema na fechadura e a abri. Edward terminou de liberar suas mãos e tirando a venda em seguida. Estava um silêncio constrangedor e como o clima já tinha ido todo embora, me cobri com um lençol. Estava completamente sem saber o que falar e encarava o chão como se ele fosse a coisa mais interessante do mundo.

— Vem aqui – Edward me chamou esticando a mão em minha direção.

Puta merda. Quem está alimentando o Convergir? Caramba, eu vou matar meu rato de fome... e sede. Eu nem lembro se dei comida pra ele ontem. Meu Deus, eu vou matar meu bichinho.

— Bella – Edward chamou minha atenção novamente.

Droga. Péssima hora pra lembrar do Convergir.

Ainda sem jeito, mas sabendo que não teria como fugir dessa conversa, ignorei a mão dele estendida pra mim e fui até a cama para sentar ao seu lado, mas diferente do que eu imaginei, ele me puxou para sentar em seu colo antes que eu pudesse sentar na cama.

— Ei, por que você está tão tensa? – questionou com naturalidade – Ainda sou eu, Bella. O mesmo cara que você faz questão de comparar ao próprio diabo e o cara que você passou o dia falando que parece uma banana.

Ok, isso me fez rir e relaxar um pouco. Não sei o que eu esperava, mas certamente não era essa reação.

— Acho que agora nosso contrato foi quebrado – sorri sem graça.

— Que se foda esse contrato – sua voz estava um pouco mais alterada – Eu já estava de saco cheio dessa merda. Foda-se. Por mim taco fogo nele agora mesmo. Bella – ele virou meu rosto para olhar pra ele – Como você pode não ter percebido que eu sinto o mesmo por você?

Olhei pra ele sem entender o que ele queria dizer. Meu cérebro estava muito dividido agora. Nele, John tocava uma música, eu estava preocupada com a alimentação do Convergir e ainda tinha essas palavras desconexas de Edward. Era tudo ao mesmo tempo. Dava até dor de cabeça.

— Eu te falei tantas vezes que gostava de você, naquele dia na casa dos meus pais eu falei que se você quisesse poderia ser minha mulher e caralho, eu tenho sua foto como papel de parede do meu celular. Sério mesmo que não percebeu nada?

Inclinei a cabeça para o lado exatamente como um cachorro faz ao ouvir um som desconhecido e maneei um ‘não’ com a cabeça.

— Nunca fui mais explícito pois você tende a surtar pelas coisas e eu não queria te assustar – explicou pacientemente.

— Hum... e agora? O contrato ainda vale ou...?

— Porra, que se foda esse contrato. É um saco te ter pela metade.

Abri a boca para perguntar se ele se referia a metade de cima ou a metade de baixo, mas daí fechei pois percebi que ele poderia estar sendo metafórico. Olha o mico que eu pagaria.

— Lembra daquela aposta que fizemos que você disse que eu poderia pedir qualquer coisa que você faria? – perguntou.

Oh droga. Merda. Eu tinha esquecido. Ele vai pedir minha alma agora, não vai? Não sei se eu estou pronta pra fazer um pacto com o próprio lúcifer, especialmente se for pacto de sangue. Como resposta, sinalizei um ‘sim’ com a cabeça.

— Eu disse que não ia te pedir na hora pois você não estava pronta. Não admitia o que sentia nem a si mesma, quem dirá pra mim – falou e eu já até me perdi na conversa, mais ou menos, eu estava 30% perdida apenas – Mas vou cobrar agora.

— Ah...

— Na verdade, vou pedir, mas vou te dar o direito de escolha. Eu poderia apenas exigir, mas não é algo que eu queira por força então você pode aceitar ou não.

Fiquei esperando-o falar, mas o silêncio continuava reinando enquanto ele me olhava e eu já estava nervosa.

— Fala caralho, tô ficando incomodada – pedi quase aos berros – O que você vai pedir?

— Bella...

— Não enrola rei do inferno, fala logo o que você quer.

A essa altura, eu já estava praticamente devorando minhas unhas. Ai que nervoso. Edward olhava pra baixo e quando levantou seu olhar encontrando o meu, um sorriso torto moldou seus lábios. Seus olhos eram gentis e suplicantes ao mesmo tempo. Sentia meu coração dando piruetas em meu peito e até meu oxigênio estava escasso.

— Bella – ele segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos e me olhava profundamente nos olhos. Era quase como se ele pudesse enxergar minha alma – Namora comigo.

(Continua...)

Notas finais
POR FAVOR NÃO ME MATEM. É isso. Esse é meu pedido. rsrsrsrs Bom pessoa, essa cena da Bella sendo a primeira a dizer o 'eu te amo' já estava escrita desde o sétimo capítulo. Eu já tinha planejado em ela ser a primeira, em ela ser a que não conseguiria manter a boca fechada (já que desde o começo o Edward sempre soube disfarçar bem e contornar a situação) e que o Edward a pediria em namoro por conta disso. rsrsrsrs. No primeiro dia em Miami e a Bella quase mata o Edward de desgosto fazendo ele acreditar que ela tinha perdido o colar de diamantes que ele deu a ela, rsrsrsrs. Gente, esse foi apenas o sábado deles, ainda tem o domingo, rsrsrsrs. Enfim, é isso. Comentem o que acharam do capítulo. ♥ Me sigam no twitter, lá estou sempre soltando um spoiler e juro que sou legal, podem interagir comigo também, rsrsrs: @winterdxs É isso. Vejo vocês no próximo capítulo ♥ 17.02.2020