O chefe

32 Estou no inferno por acaso?


Notas iniciais
Oi oi pessoal, olha quem reapareceu. Quero começar agradecendo a ALD e a I love twilight que recomendaram a fic. Muito obrigada, amei as palavras e fico muito contente de ver o carinho de vocês com a fic, espero que gostem do capítulo pois dedico a vocês ♥ Bom pessoal, quero agradecer a todos que comentaram pois sem vocês não teria fic pois são os comentários de vocês que me motivam a continuar. Muito obrigada ♥ Bom, sem mais demoras, é isso, espero que gostem do capítulo e boa leitura ♥

Estou no inferno por acaso?

▬ Bella ▬

— Você só pode estar de sacanagem com a minha cara – falei irritada. Minha vontade era arrancar com brutalidade o cordão do meu pescoço – Caralho Edward, isso deve custar mais que meu carro.

Alice, que ainda estava próxima de nós, riu escandalosamente atraindo minha atenção e a de Edward. Ficamos os dois a olhando e eu não entendia o que era tão engraçado.

— Querida, é um diamante, olha o tamanho disso – falou apontando para o pingente de coração em meu pescoço – Isso custa mais que seu carro, sua casa e você inteira. Nem se você vender o rim e o coração no mercado negro voc... – ela se interrompeu de falar ao ver o olhar irritado, beirando assassino que Edward lançava a ela. Alice sorriu totalmente sem graça – Eu vou deixar vocês terem a discussão de vocês em paz.

Seguindo os passos de Rosalie, ela correu para algum lugar da casa. Fiquei observando Alice sair do nosso campo de visão e era impressionante como a família Cullen era um poço de discrição... só que não. Estavam Rosalie, Esme e Alice com a cara encostada na janela vendo a nossa eminente discussão, não poderiam nos ouvir, mas estavam nos vendo.

Que amor gente, estou fazendo barraco na casa dos pais do meu namorado e não tem nem uma semana que começamos a namorar. Que delícia.

Deixei de focar nas três futriqueiras e virei meu rosto encarando Edward que estava com a cara mais lavada do mundo. Lhe lancei -o que eu acredito ser- a minha melhor cara de decepção.

— Por favor, me diz que isso não é um diamante – falei apontando para o cordão em meu pescoço.

— Não é um... – ele parou de falar e franziu o cenho como se pensasse em algo – Quer saber? Foda-se. É um diamante sim, comprei na Tiffany’s em Nova Iorque, é uma peça de edição limitada e consequentemente, exclusiva. É isso.

Minha boca se abriu em surpresa. Ele com certeza estava curtindo com a minha cara. Não é possível. Quando percebi que ele estava falando sério, meu primeiro intuito era de estapear a cara dele até que ficasse toda vermelha, o que não ia demorar muito já que ele era muito palmitinho, mas ao invés disso, levei minha mão até o fecho do maldito cordão.

— O que você está fazendo? – perguntou confuso.

— Tirando isso de mim para poder te devolver.

— O que caralhos eu vou fazer com esse cordão, Bella?

— Enfiar no rabo – ironizei e após conseguir tirar o cordão, o estendi para que ele pegasse – Não sei, mas pega. Não posso aceitar.

— Joga no lixo então – ele tentou parecer que não se importava, mas estava visível que ele tinha ficado chateado.

Ah pronto. Agora vou ter que consolar o bonito que decidiu ficar ofendidinho porque eu não aceitei o presente que não custou os 20 dólares que eu achei que custasse e que eu quase perdi...

— Puta que pariu – falei surpresa levando uma das mãos a boca – Eu quase perdi um diamante no mar. Eita caralho.

— Agora você sabe o porquê do meu desespero.

— Tá vendo? Eu não tenho nem capacidade cognitiva pra ter um negócio desses. Agora pega que eu sinto que vou quebrar ele só por segurar – segurei sua mão tentando lhe entregar, mas ele puxou sua mão de volta e a colocou no bolso da calça que vestia.

— Qual o seu problema em aceitar? – perguntou visivelmente ofendido – É um presente que eu comprei pensando em você e porra, não posso comprar o caralho de uma joia pra minha namorada.

— Edward, o problema não é “comprar uma joia” – ironizei as últimas palavras fazendo aspas no ar – O problema é o valor da joia. Caralho, isso é um diamante, isso custa mais que meu salário anual, melhor falando, nem se eu trabalhar minha vida inteira consigo pagar por isso...

— É o dinheiro que te preocupa? – questionou ao me interromper.

— Não... sim... talvez... também – respondi confusa – Eu não posso te dar presentes assim, Edward.

— Eu não estou com você pelas coisas materiais que você pode me dar, Bella – ele se aproximou ainda mais de minha me puxando pela barra da minha blusa para mais perto de si.

— Eu também não estou contigo por causa disso, na verdade, só estou com você porque você é gostoso pra caralho e toda vez que olho pra sua cara irritante e bonita eu sinto vontade de sentar em você até não ter mais força nas pernas – Edward sorriu torto tocando minha bochecha, seu hálito quente tocando meu rosto me provocou uma imensa vontade de o beijar, mas a conversa estava séria. FOCO BELLA, FOCO – Mas não é justo comigo você fazer isso. Eu não tenho como te dar presentes caros assim e você me dando faz eu me sentir mal porque fica desbalanceado e eu não me sinto bem com isso.

— É só um cordão, Bella – ele tentou se explicar – Eu vi, achei bonito, pensei que combina com você e comprei. Você é minha namorada, eu vou ver as coisas, vou pensar em você e vou querer te dar. Não vou poder te dar nada?

— Vai – afirmei – Mas me dá coisas tipo flores, chocolates, almofadas, sapato, um bichinho virtual, um cacto, uma suculenta, sei lá, eu sou fácil de agradar, até se você chegar com um chaveiro que brilha eu vou ficar emocionada. É fácil me impressionar.

— Eu não quero te dar um cacto, você vai matar ele – revirei os olhos enquanto ele ria.

— Isso só aconteceu uma vez e eu tenho certeza que comprei um cacto doente – me defendi – De qualquer forma, não posso aceitar esse cordão, não agora, por favor, pega ele de volta – tentei novamente lhe devolver, mas ele parecia disposto a não colaborar comigo.

— Ok – respirou fundo após ver que eu insistiria em não ficar com a joia – Eu pego o cordão de volta se você prometer que da próxima vez que eu te der, você vai o aceitar sem reclamar.

— Mas aí depende da sua definição de próxima vez né, bonito – cruzei os braços o olhando séria – Acha que eu não sei que quando eu terminar de prometer isso você tentar me dar de novo?

— Droga – ele praguejou – Você já foi mais desligada, Isabella – falou me fazendo rir da cara que ele fez – Mas falando sério, essa é minha condição pra pegar o cordão de volta.

— Tudo bem, desde que o seu ‘próxima vez’ seja um próxima vez decente, eu aceito.

Edward fez uma careta para demonstrar todo seu descontentamento, mas pegou a joia de minhas mãos e guardou-a em seu bolso da calça. Triste porque eu já tinha me afeiçoado ao cordão, mas não me sentia bem agora que sabia que era um diamante.

— Você já foi menos insuportável, Bella – falou assim que guardou o cordão no bolso.

— Querido Edward, foda-se.

— Grossa.

— Seu sapo.

— Fiona.

— Sapo master.

Ele riu ao se aproximar e beijar minha testa, segurou minha mão em seguida me puxando para dentro da casa. Impressionante que agora até Carlisle tinha se juntado com as três futriqueiras e ficaram os quatro observando minha conversa com Edward. Agora eu sei porque ele é tão fofo...queiro.

[...]

Pouco antes do jantar ser servido, que inclusive, me questiono porque jantam tão cedo já que ainda são 18:32h, Edward estava em algum canto aleatório da casa ajudando Nat com o dever de casa e eu ainda confabulava sobre como eu ia resgatar meu hamster de volta, mas parecia uma missão impossível já que Carlisle não soltavam o Convergir por nada nesse mundo e ainda insistia em o chamar de ‘Quinoa’. Que infernos de nome é esse gente?!

Suspirei vencida, acho que eu perdi mesmo o Convergir pro pai de Edward... perdi não né, fui roubada. Fiquei mexendo no celular já que Edward me alertou sobre ficar sozinha com Esme, Alice e Rosalie.

Incomodada era pouco para expressar como eu estava me sentindo. Tanya não parava de me encarar e no começo, eu achava que eu estava com alguma coisa na cara, mas depois de passará mão em mim inteira para tentar me ‘limpar’, percebi que eu não tinha nada em mim, então foi aí que comecei a me incomodar. Ninguém nunca falou pra ela que é feio encarar os outros?

— Mas o que foi, caralho? – perguntei incomodada.

— Estou avaliando bem a que tipo de pessoa Edward está submetendo a minha filha – respondeu.

— Como se vocês importasse né querida?! – ironizei.

Tanya que estava um pouco mais afastada, me olhou com os olhos semicerrados e caminhou devagar e elegantemente até fica próxima a mim.

— Agora pronto, a pirralha vai querer ditar o quanto eu gosto e me importo com minha própria filha sendo que você sequer me conhece – riu irônica – Querida, ponha-se no seu lugar. Eu sei que você é a nova namoradinha dele, mas contenha-se, a mãe da Natalie sou eu e não é você, que mal chegou e já quer sentar na janela, que vai dizer o quanto eu me importo ou não com a minha filha, entendeu?

— Ei – exclamei ofendida – Eu não sou pirralha, tenho 26 anos, não sou tão nova assim.

— Uau que idosa – Tanya ironizou – Realmente os papéis estão invertidos aqui, você é a papa anjo da história.

— Vá pro inferno, Tanya – respondi irritada.

Mulherzinha chata.

— Olha aqui idosa fake, nós duas podemos ter um grande problema ou manter uma boa convivência – sua fala me chamou atenção – Primeiro de tudo, vamos nos dar muito, muito mal se você ao menos pensar em destratar minha filha – abri a boca para responder, mas ela foi mais rápida em continuar – O que eu sei que não acontece, caso contrário Edward já tinha te posto pra correr a muito tempo. Segundo, vamos ter um grande conflito se você inventar de frescar comigo pelo fato de que meu hobby favorito é ver seu macho passar raiva.

— Oi? – questionei confusa

— Você é lerda hein – ela revirou os olhos – Não tenho e nem quero nada com seu namoradinho, mas eu adoro pra caralho irritar ele porque ele é muito estressadinho e tudo tira ele do sério. Então você vai me ver muito quando falar com ele usar os termos “amorzinho”, “querido” e essas coisas porque sei que irritam ele, além do que, estou me mudando de volta pra Seattle pra não ficar longe da Nat, então, eu vou ser bem mais presente – explicou enquanto olhava pra sua unha – De qualquer forma, não quero seu homem, mas tente frescar comigo e me impedir de tentar fazer ele ter um AVC e aí querida, aí nós vamos ter um problema.

A olhei sem entender. Depois a louca sou eu?

Eu hein.

— Então tá né – eu que não ia ir contra a doida.

— Ótimo, eu até fui com a sua cara.

— Obrigada?

— Você é muito grudenta, eu hein – Tanya simplesmente caminhou para fora da sala de estar indo para a sala de jantar – Já Esmeralda? Que anfitriã ruim você é, hein – Tanya falava com Esme ao chegar na sala de jantar e só pude ouvir a voz de Esme ao fundo.

—Você nem foi convidada para o jantar. Se reclamar demais, eu te deixo sem comida alguma. Você é pior que barata, difícil de se livrar, Deus me livre – prendi o riso ao ouvir a voz de Esme falando com Tanya.

Acho que realmente, o passa tempo favorito dela é irritar os Cullen e olha, ela consegue.

[...]

— Espero mesmo que você tenha gêmeos Rose – Esme dizia empolgada para a filha – Eu quero essa casa cheia de netos ouviu? Isso vale pra você também Alice, já está na hora de você deixar sua cria no mundo, o tempo está passando e você está ficando cada dia mais velha. Daqui a pouco faz 36. Quer ser mãevó por algum acaso?

Gente?! Depois eu que não tinha filtro nenhum nessa vida.

Alice a olhou com a expressão horrorizada enquanto Rosalie ria.

— Melhor nem ter filho – Tanya falou atraindo a atenção para si – Se for pra contaminar a humanidade com a sua cria, melhor permanecer como está.

— Vai ver se eu estou na esquina sua girafa albina – Alice mostrou a língua para a loira que gargalhou alto.

— Já entrou nessa vida? Imaginei mesmo que uma hora isso aconteceria, mas melhor deixar a profissão, você não é grande coisa, o lucro vai ser baixo.

— Vai pra puta que te pariu, Tanya – Jasper respondeu visivelmente irritado – Mulher chata do caralho.

— Eu vou te ignorar, mas lembre-se que você não foi convidada para estar aqui – Esme falou olhando para Tanya como se fosse a estrangular aqui mesmo.

— Mas você ainda pode me chama para seu quarto – Tanya piscou para Carlisle que revirou os olhos – Sabe, eu olho pra você e me sinto até cansada, dá uma vontade de sentar.

— Desculpa querida, mas eu já sento nele – Esme respondeu debochada – Sento tanto que quem consegue me tirar dele já pode ser chamado de rei Arthur.

— Eu também sento no colo do meu avô – Nat disse empolgada com a ideia de se incluir na conversa.

Carlisle, Esme e Tanya olharam totalmente sem graça para a pequena e Edward lançou aos três um olhar repreensor.

— Oh fofinha – disse baixinho passando a mão em seu cabelo – Isso é meio que conversa de adulto.

— Ah. Que chato – ela deu de ombros enfiando uma garfada da sua comida na boca.

— De qualquer forma isso vale pra você também, Bella – Esme chamou minha atenção – Eu quero muitos netos, ouviu? Quero essa casa cheia.

— Oh – agora eu quem estava sem graça – É que eu meio que não quero ter filhos, então...

Com exceção de Edward e Nat, todos se viraram para me olhar. Esme e Carlisle estavam com a boca aberta em surpresa, Jasper sussurrou um “uuuhh”, Alice parecia chocadíssima e os pais de Edward estavam em puro estado de choque.

Uma risada ecoou pela ampla sala de jantar e ao virar para o lado. Era Tanya quem gargalhava.

— Ora, ora, quem é a nora favorita agora? – ela ria tanto que uma lágrima escorreu pelo canto de seu olho.

— Esqueci de te falar – Edward aproximou a boca do meu ouvido falando baixo para que apenas eu escutasse – Não é pra falar pros meus pais que você não quer ter filhos.

— E você só diz isso agora? – briguei com ele que sorriu sem graça e sussurrou um ‘foi mal.’

FOI PÉSSIMO, já que eu passei quase meia hora com Carlisle e Esme me contando as maravilhas de ter filhos na expectativa que isso me fizesse mudar de ideia. Foi traumatizante.

— Para de rir de mim, filho da puta – reclamei após Esme me mostrar o vigésimo vídeo de bebês e Edward rir da minha cara mais uma vez – Não é engraçado.

— Desculpa, é engraçado sim.

— Meu cu que é engraçado – revirei os olhos – Você diz isso porque não foi com você.

— Claro que não. Você acha mesmo que eu falei pra ela que não quero ter outro filho? Não sou trouxa, ela que se iluda.

Dei um murro com força em seu peito.

— Ai caralho – ele esfregou o local e seu rosto se contorceu em uma careta – Isso doeu, sua grossa com mãos de homem.

— É? Lembre das minhas mãos de homem quando eu masturbar você.

— Aí vai voltar a ser mãos de mulher.

Lhe mostrei o dedo do meio. Ele sabia como me irritar, o filho da mãe riu da minha cara, beijou minha bochecha e se achou no direito de deitar a cabeça em meu colo. O que ele acha? Que eu ia ficar fazendo cafuné na cabeça dele?

Pois ele estava certíssimo, foi exatamente o que eu fiz.

Tirando a tentativa de me converter em ser ‘mãe’, o jantar tinha sido até agradável. Sim, agradável, não tranquilo já que Tanya para irritar Esme ficava se oferecendo para Carlisle e este, por sua vez, apenas a ignorava. Ela também implicou muito com Alice e Rosalie e o que me surpreendeu foi ver que Nat passou quase a o tempo inteiro abraçada a mãe e Tanya parecia muito contente com isso.

Não sei que tipo de problemas ela e Edward tem com ralação a filha, mas Tanya realmente pareceu se importar com Natalie, a ajudou cortando carne pra ela, arrumou o cabelo dela quando Emmett após brincar com ela a bagunçou inteira e parecia realmente preocupada com o bem estar da filha. Aí, esse povo ainda vai me enlouquecer, certeza.

Na volta pra casa, Edward foi comigo pois iríamos ver a questão do contrato de compra do imóvel. Ele veio em seu carro e eu vim no meu com ele chegando alguns poucos minutos depois de mim.

Assim que cheguei em casa, tirei meu sapato pois o salto estava me matando e tirei o sutiã em seguida. Libertador. Não existe nada melhor no mundo que apoia um longo, estressante e cansativo dia de trabalho, chegar em casa e tirar o sutiã. É melhor que sexo.

Mentira, não é não. Mas é tão bom quanto.

— Bella, para de tentar me seduzir, nós temos que ver a questão do contrato – Edward falou ao me abraçar por trás e suas mãos irem direto para os meus seios por cima da blusa.

— Eu gosto de você todo pervertido assim – me virei de frente pra ele – Mas vamos logo ver o contrato.

— Claro, eu estava conferindo e não há... – ele parou de falar franzindo o cenho e parecendo confuso, olhou ao redor da sala e olhou pra mim novamente – Você está ouvindo esse barulho?

— As vozes da sua cabeça? Não eu... – arregalei os olhos ao ouvir o barulho que Edward falava sobre – MEU DEUS O CONVERGIR – gritei alarmado indo até minha bolsa e pegando meu hamster lá de dentro.

Segurei meu filho peludo nas mãos e fiz um carinho em sua miúda cabeça. Edward me olhava com os olhos arregalados e a boca aberta em surpresa.

— Mas que porra? – perguntou chocadíssimo – Você roubou o rato de Carlisle?

— Na verdade, ele que tentou roubar meu hamster, eu só o peguei de volta, o nome dele não é Oscar e nem Quinoa, é Convergir, ele estava assustado em ficar longe de mim e eu o peguei de volta. Inclusive, vou querer a gaiola dele de volta, ela foi cara pra caramba e eu que paguei por ela. Eu teria a nota fiscal pra comprovar, mas eu joguei fora então... – dei de ombros esfregando meu rosto no meu bichinho.

— Você é inacreditável – ele balançou a cabeça como se afastasse algum pensamento – O diabo desse rato sempre dá um jeito de infernizar minha vida.

Eu hein. Homem estranho.

Após colocar o Convergir em uma caixa e fazer furos na caixa para ele não morrer sem ar, fui conversar com Edward sobre a questão do contrato. Ele esclareceu melhor os pontos em que eu fiquei com dúvida e apesar disso, eu ainda estava receosa.

— Não sei – falei mesmo após Edward dizer que era um bom investimento – O preço desse lugar tá abaixo do preço de mercado. Algo me diz que vai dar ruim Edward. Não quero, acho melhor procurar outro lugar.

— Você não gostou do lugar? – perguntou parecendo confuso.

— Gostei, gostei pra caramba. Gostei tanto do lugar que quero tatuar ele na minha testa, o problema é que eu to achando esse valor muito baixo, não é estranho pra você?

Edward ficou alguns minutos em silêncio, parecia concentrado pensando em alguma coisa. De vez em quando, ele franzia o cenho ou passava a mão no cabelo, eu me limitei a ficar observando suas expressões sem me mexer ou falar nada pois ele estava tão gostoso que minha real vontade era deixar esse assunto pra depois, sentar nele e ficar sentada nele até o mundo acabar.

— Realmente – falou após uns momentos calado – Mas a corretora que está lidando com a venda é uma amiga de longa data, sempre que preciso de algum imóvel é com ela que eu trato e a empresa na qual era trabalha é renomada e respeitada no ramo, além do que, eu já conferi todos os termos desse contrato. Acha que eu te deixaria assinar algo que tivesse chance de dar errado?

— Por que faz tanta questão que eu compre o lugar? – questionei curiosa.

— Sendo honesto, eu não poderia ligar menos pro lugar – falou jogando o contrato sobre a mesa de centro da sala e virando-se completamente em minha direção para me olhar enquanto fala – A minha insistência é em você começar por algum lugar. Cada dia que você não começa logo a pôr em prática seus planos com sua confeitaria é um dia que você perde e honestamente? Eu acho que você está perdendo tempo trabalhando comigo, você deveria estar investindo no que que você realmente quer fazer.

— Apesar das raivas que eu passo e especialmente que você me faz passar, eu gosto do meu trabalho – me defendi.

— Até acredito que goste, de verdade, mas Bella, você cursou administração pensando em quando fosse começar seu negócio. Você diz que não gasta seu salário e que põe em uma poupança por não saber o que fazer com o dinheiro, mas eu não acredito nisso, realmente acho que você está esse tempo todo juntado dinheiro para o dia em que você começasse e por Deus, você é realmente boa fazendo doces, eu já os provei e digo seguramente que são bons e você me conhece, sabe que eu não falaria nada apenas para te agradar pois não é do meu feitio – seu tom de voz agora era um pouco mais alto e isso fez eu me encolher onde estava sentada.

— Por que estamos tendo essa discussão?

— Porque você tem medo de começar – ele praticamente gritou, ao perceber que estava elevando a voz, ajeitou sua postura no sofá e pigarreou desconfortável em seguida – Desculpe, eu me excedi – assenti concordando – Mas isso não torna meu argumento menos verídico. Você só está adiando isso por medo de começar e eu me pergunto, o que você teme?

TUDO. ABSOLUTAMENTE TUDO.

— EU NÃO SEI – gritei – Não sei tá legal? Pra que mexer em time que já está ganhando? Eu já estou bem no meu trabalho, inclusive não recebo mal, obrigada, mas pra que mudar isso? Já pensou eu começo um negócio, invisto todo meu dinheiro nisso e dá errado? Eu não quero ter esse tipo de decepção. Provavelmente ia entrar em uma profunda depressão – me afundei no sofá cobrindo o rosto com uma almofada.

Queria gritar, mas eu não estragaria minha voz -que já não é grande coisa- dessa forma. Se for pra foder minha garganta, faço isso me entupindo de sorvete... ou pondo Edward na boca.

— Eu posso citar bons motivos nos quais não daria errado...

— Então pode começar – o interrompi soando mais grosseira do que eu realmente gostaria – Porque pra mim só diz isso porque namora comigo e tem aquele lance que é socialmente exigido que namorados se apoiem.

— Quero que exigências sociais se fodam – respondeu – Cago e ando pra qualquer tipo de exigência social. Falo isso porque é verdade. Mas se quer motivos, eu te dou, primeiro, é um ramo alimentício, não tem como dar errado, sempre tem alguém com fome e sempre tem alguém querendo algo doce pra comer. Basta você colocar ‘gourmet’ no final do nome e pode elevar o preço em até 3x que as pessoas pagam com um sorriso no rosto achando que estão economizando. Segundo caso escolha esse lugar – apontou para o contrato – É uma região movimentada, próxima a diversos centros comerciais, as pessoas que trabalham naquela região iriam atrás de um lugar pra comer e os restaurantes dali são sempre cheios, terceiro, você tem formação e capacidade suficiente pra administrar um negócio. Por Deus Bella, você tem especialização em gestão empresarial. Você se prepara pra isso a mais tempo do que eu sou capaz de saber, posso te dar mais motivos, mas já provei meu ponto.

Já provou que é um insuportável, isso sim.

— Escuta – ele chamou minha atenção segurando minha mãe e fazendo com que eu olhasse pra ele – Se você não quer começar agora porque não gostou do lugar e acha que pode encontrar um lugar melhor, então está tudo bem, só não deixe de fazer porque tem medo do que pode acontecer. Você nunca vai saber se vai conseguir se não meter a cara e fazer o que tem que fazer.

DROGA DE HOMEM CONVINCENTE COMO O INFERNO.

Comecei a ponderar os prós e os contras disso. Eu estava assustada como o inferno e estava com um medo desgraçado de começar, dar errado e me decepcionar depois. Eu não queria passar por esse tipo de situação, apesar de tudo, eu estava bem no meu trabalho atual e é isso, pra que modificar? Sabe aquele ditado, ‘nunca troque o certo pelo duvidoso’? Ele me definia nesse momento pois...

— Para de dificultar sua vida, Bella – Edward falou chamando minha atenção.

FODA-SE.

— Me dá aqui a porcaria desse contrato – pedi irritada soando extremamente rude.

Edward não pareceu se importar com isso. Ele tinha um grande, irritante e malditamente feliz sorriso estampado na cara quando me deu os papeis do contrato. Ele sorria tanto que parecia que o rosto dele ia rasgar e eu espero que rasgue mesmo. Ele praticamente me coagiu a comprar o imóvel... tá, ele não me coagiu, mas vou culpar ele pois caso algo dê errado, eu preciso ter alguém pra culpar.

Temerosa, receosa, com um pé atrás, assustada e trêmula assinei o contrato de compra. Enquanto eu estava me tremendo toda, Edward mantinha em seu rosto uma expressão extremamente feliz. Após assinar tudo que eu tinha pra assinar, larguei a caneta e ficamos Edward e eu nos olhando. O silêncio na sala era dominante e apenas o som de nossas respirações eram escutados.

— Como você se sente? – ele foi o primeiro a quebrar o silêncio.

— Tá igual pra mim – falei sinceramente e levemente decepcionada – Achei que fosse me sentir diferente, chorar de emoção ou no mínimo desmaiar, mas tá tudo na mesma.

— Quando a compra estiver oficialmente concluída, talvez você se sinta diferente.

— Talvez – concordei – Obrigada – falei atraindo sua atenção – Apesar de você ter gritado comigo, inclusive daqui a pouco fico com raiva por isso, obrigada por me incentivar. Ainda não tem nada concreto, mas esse primeiro passo aconteceu graças a você porque se dependesse de mim, eu ia pensar, pensar e nunca ia concretizar nada que fosse.

— Se quer me agradecer, agradeça começando a pôr seus planos em prática. Palavras sem ações são inúteis, Bella – fechei a cara pra ele.

— Grosso. Custa dizer ‘obrigado, não foi nada’? – bufei irritada cruzando os braços.

— Não custa, mas também não retiro minhas palavras. Ponha seus planos em prática.

Mostrei o dedo do meio pra ele. Que homem chato.

— Eu amo você – falei.

Apesar de ele ser chato, eu amava mesmo ele.

— Eu sei – respondeu tocando minha bochecha com o polegar.

Edward deu um daqueles sorrisos tortos que ele dá, esse inferno de sorriso imbecil que me deixa toda boba. Merda. Acabei rindo de volta e ele me puxou para perto dele, esmagando seus lábios nos meus em um beijo cheiro de carinho, cuidado, admiração e paixão. Retribuí com a mesma empolgação que ele... ou um pouco mais, já que eu me mexi no sofá sentando em seu colo com uma perna de cada lado do seu corpo. Suas mãos percorreram desde a minha coxa e vagarosamente subiram até minha cintura onde ele infiltrou as mãos por dentro da minha blusa causando arrepios em minha pele ao sentir seu toque.

O ar poderia ter me faltado, mas a vontade de manter minha boca nele estava longe de passar, por isso, quando nossas bocas se separaram, desci com os beijos pelo seu maxilar até chegar no seu pescoço. Edward suspirou alto e um grunhido contido em sua garganta foi audível.

— Ouvi dizer que sexo de comemoração só perde pro de reconciliação – disse enquanto minhas mãos trabalhavam em desabotoar sua blusa.

— Então a gente transa agora e quando terminar brigamos e fazemos as pazes só pra comprovar se isso é verdade – concordou me puxando novamente até nossos rostos ficarem na mesma altura e reivindicou meus lábios para si.

Não vi quando nos livramos de nossas, na verdade, só me dei conta que estava sem roupa quando Edward abocanhou meu seio me arrancando um gemido alto. Eu adoraria passar mais tempo deixando-o brincar comigo e eu o provocar o levando ao limite, mas eu passei o dia doida para transar com ele e agora quem estava beirando o desespero sou eu. Sem cerimônias, rolei no sofá ficando por cima e ele me deu um dos seus melhores sorrisos safados.

— Estamos com pressa hoje, Isabella? – perguntou com a voz rouca.

Não respondi, apenas lhe dei um sorriso malicioso enquanto segurava seu membro, que já estava pronto para mim, em minha mão o guiando até minha entrada. Eu até tentaria provocar um pouco, mas eu estava mesmo desesperada para o sentir em mim.

Edward segurava firme em minha cintura para me dar apoio e guiando meus movimentos, gemi alto quando sentei totalmente nele e me senti ser completamente preenchida por ele. Edward jogou a cabeça para trás abafando um gemido e murmurou um palavrão.

Puxei seus lábios para os meus em um beijo urgente. Lambi seu lábio inferior pedindo passagem que logo foi concedida, Edward entreabriu a boca me permitindo explorar sua boca. Ele retribuía o beijo com a mesma urgência que eu tinha. Uma de suas mãos subiu por minha costa seguindo a linha da minha coluna. Isso fez com que eu suspirasse alto e minha pele reagisse a ele.

Espalmei minhas mãos em seu peito para conseguir apoio enquanto aumentava o ritmo dos meus movimentos sobre ele. Ambos gememos alto com o atrito e quanto mais eu o sentia, mais dele eu queria sentir.

— Adoro quando morde a boca fazendo essa cara de safada enquanto cavalga em cima de mim – ouvi a voz rouca de Edward e abri os olhos para o olhar – E a visão fica melhor quando seus peitos se mexem desse jeito.

Edward impulsionava os quadris para frente investindo fundo e com mais força em mim. Mordi o lábio garrei seu cabelo com força -até demais- para abafar um grito quando seus lábios rodearam meu mamilo. Eu poderia ter a boca desse homem em mim pra sempre e nunca ia me cansar.

— Se você... – parei de falar quando ele forçou o peso do seu corpo sobre mim invertendo nossas posições e ficando por cima – Se continua assim eu não vou me segurar, Edward.

— Então não se segure – ordenou.

Edward pegou uma das minhas pernas a erguendo e apoiando em seu ombro, ele aumentou a velocidade das investidas, tirando e colocando tudo de novo forte e duro, exatamente como eu gostava. Com a outra perna, enlacei sua cintura o forçando mais para mim.

— Vem comigo, Isabella – Edward demandou – Você é minha e eu quero que goze comigo.

— Sim – respondi sem saber ao certo o que dizia.

Estava concentrada demais em todas as sensações que dominavam meu corpo para pensar no que falei. Eu poderia ter falado 'abacaxi' e não ia nem saber. O ritmo acelerado que ele investia em mim fez com que eu cravasse minhas unhas com força exagerada em suas costas quando atingi o clímax.

— Hum... você tá me apertando todo – ele gemeu em meu ouvido.

Edward impulsionou o quadril para frente uma vez mais em um movimento rápido e forte e logo estava liberando seu prazer em mim.

Eu preciso mesmo fazer um tratamento para asma. Ele quem fez a maior parte do serviço e quem estava morrendo era eu. Que absurdo, eu ainda não cheguei nem nos 30, imagina quando chegar. Edward tombou para o lado me puxando para deitar em seu peito.

— Ai caralho, eu amo mesmo você – falei ofegante afundando meu rosto na curva do seu pescoço.

— Eu também – respondeu com sua voz e respiração plena.

Deus, eu preciso mesmo seguir a rotina de exercícios dele.

Estranhei que ele disse ‘eu também’. Isso significava que ele também me amava ou que ele também se amava? Isso é tão relativo. Eu poderia interpretar como qualquer coisa, inclusive ‘eu também tô cansado’, ‘eu também tô com sede’ dentre outros. Um ‘eu também’ abrange tanta coisa. abri a boca para questionar, mas ele foi mais rápido levantando comigo no colo e me segurando pelas coxas me distraindo e fazendo perder o foco.

— Agora vamos repetir isso no banheiro pois eu estou doido pra te chupar inteira.

Ok, ele conseguiu mesmo me distrair e eu preciso mesmo começar uma academia urgente. Não tenho o mesmo fôlego e disposição dele, mas ainda assim, eu me forço a acompanhar o ritmo pois ele é o próprio demônio da luxúria/deus do sexo e é isso, sigo plena.

[...]

O resto da semana passou extremamente arrastado. Levei o contrato para Victoria e apenas dois dias depois, a compra estava finalmente concluída. Eu consegui juntar um bom dinheiro trabalhando com Edward e especialmente fazendo hora extra, mas o principal era o fato de que meus pais fizeram uma poupança para mim, para quando eu entrasse na faculdade tivesse como pagar meus estudos e bom, eu consegui uma bolsa de estudos integral.

Mesmo com a bolsa, meus pais disseram que o dinheiro era meu e me passaram a conta e a senha. Como durante a faculdade eu trabalhei e o governo pagava meus estudos, eu não cheguei a de fato mexer na minha poupança, deixei acumulando no banco e os juros que renderam fizeram com que o valor só crescesse, por isso, hoje, eu podia seguramente pagar pelo valor do imóvel sem a necessidade de fazer uma hipoteca e mobiliar minha pequena confeitaria. Certo que eu não começaria com muito, mas começaria com o essencial.

O problema: conseguir o essencial.

Essa semana, Edward me fez o ‘favor’ de me entupir de trabalho no escritório. Sério, ele nunca me encheu tanto de trabalho e olha que meu primeiro ano aqui foi um completo inferno. Eu não conseguia parar por um momento, nem para sentar, comer, beber água ou respirar. Até quando eu estava no meu horário de almoço eu não conseguia comer pois estava tão atarefada que só de pensar em protelar por cinco minutos que fosse eu já entrava em desespero.

Ele gritava comigo a cada dois minutos e tudo que eu fazia estava errado, ele reclamava e me mandava refazer. Eu já estava acostumada com esse humor do cão dele, mas estava acostumada antes de nós nos envolvermos. Agora que ele era meu namorado, eu só conseguia ficar puta da vida com ele. Eu estava tão irritada com ele que durante a semana, eu só o vi fora da empresa uma única vez pois não queria nem olhar pra cara dele.

O pior de tudo é que eu não conseguia sentar para fazer cotações sobre as coisas que eu precisaria para começar minha confeitaria pois estava até o talo de trabalho pra fazer. Ainda tentei fazer em casa, mas estava chegando tão cansada que quando chegava só conseguia pensar em ir dormir.

As empresas na qual eu fiz as cotações para os equipamentos como vitrines, freezers, mesas e essas coisas só atendiam em horário comercial e nesse horário, eu estava atolada de trabalho.

Não consegui contratar ninguém para fazer a reforma do lugar que eu comprei pois novamente: EU ESTAVA ATOLADA ATÉ A ALMA DE TRABALHO pois Edward achou bonito voltar a ser o chefe demônio encarnado, só que 3 vezes pior.

Ele não falava mais comigo, ele gritava. Eram sempre palavras ácidas e só essa semana eu já fui chamada de incompetente por mais vezes do que já fui durante todo o período que trabalho aqui. Estava pior pois antes, ele deixava isso implícito, mas agora ele falava com palavras e em alto e bom som.

— Isso tá uma porcaria, Isabella – ele falou grosseiramente jogando irritado os contratos que ele me fez redigir essa manhã – Estão horríveis. Você já foi mais competente. Sua incompetência está me dando nos nervos.

Mordi minha língua para não dar uma resposta atravessada. Tinha que lembrar que ele era meu chefe e eu precisava do emprego.

— Desculpe – falei entre dentes – Vou refazer.

— Não precisa, se for pra sair essa porcaria, prefiro que não faça – respondeu ácido – Só está atrasando a empresa e me fazendo perder tempo. Chame a Jane, vou designar esse trabalho a ela.

O olhei de boca aberta. Em 2 anos e 11 meses que trabalho aqui, Edward já foi filho da puta pra caralho comigo, mas nada se compara a como ele estava sendo essa semana.

— AGORA ISABELLA – gritou dando um soco na mesa, o som me fez sobressaltar de susto e sair do transe – Você ficou surda por acaso, porra? Chame a Jane e saia da minha frente. Sua cara está me irritando como o inferno.

Se eu tivesse uma faca agora em minhas mãos, eu com certeza cometeria um crime, mas iria presa com um sorriso no rosto. Me virei para sair dali sentindo meu sangue ferver e não era de raiva, era de ódio.

— Se você bater a porra dessa porta...

— Por que você está sendo tão cuzão comigo? – o interrompi grosseiramente e foda-se – Você já foi muito filho da puta comigo, mas caralho. Essa semana você está de parabéns. É aplausos que você quer? Então toma – bati palmas ironicamente pra ele – Parabéns, ele é o chefão, dono da porra toda. Macho alfa pra caralho. Uau, estou até impressionada.

— Você não é paga para ser irônica, Isabella – respondeu sem dar importância alguma para minha raiva – Contenha-se e faça o seu trabalho. Guarde seu show para quem quer que queira ver.

— Quer saber? – falei engolindo o nó que queria se formar em minha garganta e a insana vontade de chorar que me atingiu – Que se foda. Eu vou fazer o que quer que você mande, vou fazer calada pois você tem razão, sou paga pra isso e vou fazer meu trabalho sem falar um ‘ai’ que seja. Mas nós dois – gesticulei dele para mim – Acabou, entendeu? Eu não quero mais olhar pra sua cara um minuto a mais do que o necessário. Eu não quero ter que sair daqui e olhar pra sua cara e na verdade, quero esquecer que você existe ou que nós tivemos qualquer coisa que seja. Então chefe, pode deixar que vou chamar a Jane, com licença – apesar da vontade de lhe mostrar o dedo do meio, apenas sorri polidamente e lhe dei as costas.

— Bella – ele me chamou, mas ignorei. Ouvi quando ele suspirou alto e novamente, ignorei – Isabella.

Com a mão na maçaneta da porta, me virei para ver o que ele queria. Se ele fosse me dar alguma ordem, eu iria acatar, se ele quisesse conversar eu ignoraria, afinal de conta, acabei de deixar claro que nós dois não tínhamos mais nada.

— Você está desperdiçando seu tempo, talento e competência trabalhando aqui – falou por fim.

— Você precisa que eu faça algo, senhor Cullen? – usei meu tom profissional e fingi que ele não disse nada.

— Droga Isabella, não ouviu o que eu disse? – ele passou a mão no cabelo nervoso e esfregou o rosto com as duas mãos tão forte que seu rosto inteiro ficou vermelho – Eu não quero ver você presa nesse escritório fazendo algo só porque você claramente já se acomodou e tem medo de começar a fazer algo seu, não entende?

Ah pronto. Agora ele acha que ele sabe o que é melhor pra mim e por isso se sente no direito de me destratar? Quero mais é que ele se exploda inteiro.

— Então, o senhor não precisa que eu faça mais nada? – falei novamente desconsiderando o que ele disse.

— Isabella?

— Sim, senhor Cullen – Edward desviou o olhar para sua mesa e respirou fundo.

Esperei até que ele falasse alguma coisa, mas ao invés disso ele levantou o olhar me olhando com os olhos em fenda. Parecia pensar alguma coisa e por um segundo, um breve segundo, seu rosto se contorceu como se ele tivesse sofrendo com alguma coisa, mas isso durou apenas um segundo pois logo seu rosto voltou a ficar sério. Aquela expressão de ‘o empresário todo poderoso’ estampou seu rosto. A mesma expressão implacável que fez com que eu o apelidasse de ‘o lúcifer de olhos verdes’.

— Você está demitida.

(Continua...)

Notas finais
FOGO. NO. PARQUINHO. Hmmm, Bella percebendo que nunca ouviu um 'eu te amo', ela dando um chute na bundinha branca do Edward e ele demitindo ela. Que coisa hein jovens... Bom, espero que eles se resolvam logo, rsrsrsr. Aaaah, gente, eu estou com outra fanfic (beward também), quem se interessar se chama 'Ao acaso' e é essa aqui: https://fanfiction.com.br/historia/787529/Ao_acaso/ Bom, é isso. Me contem o que acharam, o que vocês acham que vai acontecer e qual vai ser a reação da Bella. Amo saber das teorias de vocês, rsrsrsrs. Me contem ♥ É isso, quem quiser ficar por dentro dos spoilers que eu to sempre soltando, é só me seguir no twitter: @winterdxs Eu falo algumas besteiras lá mas é só, ignorar, hihihihi, ou não, podem interagir comigo também, rsrsrs. É isso, vejo vocês no próximo cap ♥ 29.02.2020