O chefe

25 Casa do inferno na companhia dos diabos


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim, rsrsrs. Dessa vez eu não demorei a voltar. Bom, quero agradecer a Leticia por ter recomendado a fic. Muito obrigada pelo carinho que tem com a história e pelas palavras, eu amei. Dedico esse capítulo a você como agradecimento e espero que goste ♥ Também quero agradecer a todos que comentam e acompanham a fic. Como eu sempre digo, a história existe graças a vocês ♥ e quer agradecer mais ainda pois chegamos aos mil comentários na Fic e vocês não sabem como isso me deixa feliz e o que isso significa pra mim, é isso, estou emocionada. Enfim, não vou enrolar muito, espero que gostem e boa leitura ♥

Casa do inferno na companhia dos diabos

▬ Bella ▬

Edward obviamente revirou os olhos pra mim. Que culpa eu tenho se eles são mesmo a família demônio?

Não vou negar, eu estava 50% incomodada por Edward entrar de mãos dadas comigo e 50% de mim estava gostando bastante de ter nossas mãos entrelaçadas assim. Contraditório eu sei, mas no fundo, eu só queria estapear ele. Não sei, quando ele e grosso eu quero bater nele e quando ele é fofo eu também quero bater nele, vai ver tudo que eu quero é ficar com as mãos nele, isso explicaria porquê minhas mãos convergem para seu corpo.

Convergir... essa palavra existe? É socialmente aceito? O que significa convergir? Essa palavra é tão bonita, eu devia usar mais vezes. Convergir. Convergir. Convergir. Ta aí, se eu tiver um cachorro, vou chamar ele de convergir.

— Cuidado – a voz de Edward alarmada – A porta é de vidro.

Ele tentou me segurar pela mão, mas já era tarde. Dei de testa na parede de vidro da grande casa e o barulho chamou atenção fazendo com que todos olhassem em nossa direção.

— Ela se bateu sozinha, eu não fiz nada – Edward já tirou o dele da reta.

Filho da mãe. Seu cavalheirismo está lá em baixo hein.

— Você está bem? – ele perguntou em voz baixa.

Fiz uma careta pra ele e o enviadinho do demo apenas riu. Esme caminhou até onde estávamos e olhou feio pro filho, o dando um forte e sonoro tapa no braço dele. Minha alma foi lavada.

— Não te eduquei assim seu nojento mal educado – Esme ralhou – Nem perguntou se ela estava bem, só foi tirando a culpa de cima.

— Perguntei sim – ele rebateu irritado – Bella, eu não perguntei se você estava bem?

Eu posso lavar minha alma um pouco mais.

— Perguntou não – menti bem na cara dura mesmo.

Edward fechou a cara pra mim e fez o seu gesto que entre nós, pelo visto estava virando gestinho íntimo já que ele me mostrou o dedo médio. Revirei os olhos pra ele. Pelo visto éramos duas crianças.

— FILHA DA PUTA – ouvi o grito de Edward e em seguida ele apertava uma mão na outra – Você está louca, mãe?

— Mostra esse dedo de novo que da próxima vez eu quebro ele – falou elegantemente e ajeitou seu cabelo para trás – Venha querida, vamos entrar – ela me estendeu a mão.

Segurei em sua mão e a segui até dentro da casa. Meu espírito infantil não podia deixar passar a oportunidade, me virei para trás e sibilei um ‘se fodeu’ sem som para ele, apenas mexendo os lábios. Claro que ele me mostrou de novo o dedo.

Assim que entramos, vi Alice Jasper, Rosalie, Emmett e Carlisle em uma mesa jogando baralho... acho que era poker, mas não sei e não será agora que eu vou descobrir.

— Vô porque o senhor não joga esses três ‘A’ que o senhor tem? – Nat perguntou curiosa olhando para as cartas de Carlisle.

— Já chega, sai de perto de mim – Carlisle falou mal humorado jogando suas cartas na mesa enquanto os demais riam – Você tá falando todo meu jogo. Quem te pagou?

— Pai, a Nat não se vende fácil, não é filha? – Edward defendeu pegando Natalie no colo e beijando sua bochecha.

— Tio Jazz me deu 10 dólares pra falar seu jogo. Ele estava cansado de perder – a pequena confessou.

Todos riram e Edward ficou constrangido.

— Assim você me ferra filha. Fica difícil querer te defender das outras vezes sabia? – Edward a colocou de novo no chão e ela sorriu – Só 10 dólares? Você não sabe negociar, tem certeza que é minha filha? Devia ter arrancado mais dinheiro dele.

— Ele ainda nem me pagou, esse caloteiro.

— Você me denunciou. Agora que eu não pago mesmo – Jasper negou.

Edward entendeu a mão pra ele.

— Pode pagar. Você já usou minha filha como bote expiatório – ordenou.

— A competência dela é duvidosa – o loiro se defendeu.

— Você estava ciente dos riscos ao contratar uma garota de dez anos pra fazer o serviço sujo. Só por corromper a personalidade dela, você já tem que pagar o dobro. Fazer isso é errado, por isso agora você a deve 20 dólares.

— Mas que absurdo – Jasper bufou.

— Se for considerar alguns fatores como corromper a personalidade dela, estimular a trapaça e a contenda, além dos possíveis desvios de caráter que você pode causar nela e os traumas que isso podem resultar, você já a deve 50 dólares. Agora pode pagar.

— Eu estou me sentindo roubado dentro da minha própria família – apesar de irritado, Jasper puxou a carteira e tirou uma nota de 100 dólares a colocando na mão de Edward – Quero meu troco.

— Fica como limite de crédito para qualquer dano emocional que possa eventualmente surgir – Edward respondeu orgulhoso.

— Eu sofri um prejuízo de 90 dólares e ainda nem entendi como – Jasper disse a Alice que sorriu pra ele passando a mão em seu braço para o confortar.

— Assim que você negocia com alguém, aprende pirralha – Edward disse a Nat que o olhava com os olhinhos brilhando.

— Agora me dá – ela tentou pegar o dinheiro das mãos do pai, mas ele foi mais rápido e guardou em seu bolso.

— Vai pro potinho das malcriações – falou sério e Nat ficou desanimada de repente.

— Potinho das malcriações? – só percebei que questionei em voz alta quando todos olharam para mim.

— Sim – Edward respondeu vindo até mim e passando o braço ao redor da minha cintura – Toda vez que Nat é malcriada, eu tiro 100 dólares da mesada dela, ponho em um pote e no fim do ano, no natal, pegamos esse dinheiro, compramos brinquedos e vamos distribuir em algum orfanato. Claro que eu compro mais, não uso só esse dinheiro. Natalie, de forma geral, é comportada demais para render muito no pote – explicou.

— Isso é tão... quem é você estranho? – franzi o cenho pra ele.

Ele riu da minha confusão e beijou minha bochecha.

— Para de encher o saco da Bella Edward – Alice como mágica brotou ao meu lado – Vem Bells, vamos falar de coisas mais interessantes.

— Tipo o que?

— Tipo não me questiona, só vem.

Se não me jogarem em um calabouço e sugarem minha alma estará tudo bem por mim. Me deixei ser levada por ela e Rosalie nos acompanhou. Fomos até o jardim da casa e nos sentamos próximo a piscina que tinha ali. Fiquei olhando pra água. Deu até vontade de me jogar nela de tão convidativa que estava.

— Desembucha – Rosalie foi a primeira a quebrar o silêncio.

Eu sabia que estavam falando comigo, mas eu me fiz de desentendida. Achei melhor fingir demência.

— Bella, você não irrita uma mulher grávida – Rosalie falou impaciente – Desembucha, você e meu irmão já estão oficialmente namorando ou andam passando muito adoçante no cu?

— Não estamos namorando – respondi até rápido demais.

— Sério? Vocês chegaram aqui de mãos dadas, ainda pouco ele estava te abraçando lá na frente de todo mundo e ainda te beijou. Tem certeza que vocês não estão namorando?

Bom. Nosso contrato parece um relacionamento, mas... merda, é complicado. Não estamos namorando. É isso.

— Vocês se gostam, por que ficam enrolando? – Alice perguntou – Vão ficar se enrolando até quando?

— Vocês não acham que estão querendo saber demais? – tentei desviar o assunto – Ei, é menino ou menina? – apontei para a barriga pouquíssimo, quase nada evidente de Rosalie.

— É não te interessa e responde a pergunta.

— Grossa. Você é mesmo irmã dele, mesmo gênio do cão.

— Eu sou amorzinho. Ele é o cão.

— Isso ele é mesmo – concordei – Olha não sei, não tenho resposta pra nada disso. Satisfeitas?

— Não, mas apreciamos sua honestidade – a loira sorriu – E eu ainda não sei, tenho uma consulta daqui duas semanas e só lá irei descobrir – falou emocionada acariciando a barriga.

Será que ela ainda vai ficar feliz com estiver toda inchada, parecendo uma porca e sem conseguir dormir direito?

Conversamos por bastante tempo até Esme se juntar a nós. A mulher é completamente louca, mas por incrível que pareça, sua presença é tão acolhedora e ela emana uma energia tão boa que eu realmente gosto de sua presença, mesmo ela falando besteiras o tempo todo.

Esme pediu licença e levantou dizendo que iria conversar com Carlisle e que serviria o almoço em breve. Assenti concordando e continuei conversando com Alice e Rosalie que contavam o que planejavam fazer essa semana e para onde iríamos já que eu havia concordado em sair com elas. Elas pareciam empolgadas, então deixei elas falando enquanto John tocava uma música qualquer pra mim em minha cabeça.

Levantei o olhar e pude ver que Edward estava na janela, ele estava escorado nela e olhava para baixo, provavelmente falava com Natalie. Deduzi isso pela forma como ele sorria e em como seus olhos ficavam pequenos de tanto rir. Definitivamente era com Natalie. Era engraçado ver ele assim pois sou acostumada com o Edward executivo todo capetão endiabrado metendo medo em tudo e todos. Ver ele não normal e familiar assim era estranho e fazia um negócio estranho com o meu coração. Era bom e por incrível que eu pareça. Eu gostava.

Por alguns segundos... ou minutos, me vi hipnotizada por ele. Caralho, como o homem é bonito. Mas não só isso, Edward é inegavelmente lindo, assim como todos nessa família é óbvio, gostaria muito de dizer que ele tem uma personalidade de ouro e que estou atraída por sua personalidade, mas daí seria forçar demais a barra. Nem eu sou tão iludida assim, mas não vou negar, tem algo nele que é como se complementasse algo em mim... não, minto. Eu já sou completa demais pra alguém precisar ‘complementar’ algo em mim, acho que transbordar é a palavra.

Eu sinto como se tivesse algo nele que me fizesse transbordar. Sabe aquela história de ‘ache alguém que te complete’? Então, eu já sou completa, por isso sou uma porção de batata fritas e não a metade de uma laranja, enfim, eu já sou completa. Sou um copo cheio, então, se fosse para eu estar com alguém, eu iria querer alguém que me transbordasse, transbordasse o meu copinho e por incrível que pareça, com Edward eu sinto isso. Eu sinto que ele me transborda e eu gosto como me sinto quando estou com ele. Estranhamente... eu realmente gosto.

▬ Edward ▬

— Edward, nojentinho amor da minha vida – quando ouvi a voz melodiosa de Esme, até tentei me esconder, mas daí já era tarde – Cadê meu lúcifer de olhos verdes? – ela veio até mim e colocou as duas mãos cobrindo meus olhos e as tirou em seguida – Achou.

Sério, fiquei olhando pra cara dela. Só podia ser brincadeira.

— Poxa amorzinho, você não ri – ela fez bico e me abraçou em seguida. Retribuí seu abraço e beijei o topo de sua cabeça – Você é tão ranzinza, eu diria que precisa transar, mas Alice já nos contou as novidades então...

Claro que Alice iria abrir a porra da boca dela. Revirei os olhos, mas me abstive de palavras.

— Filho, nós precisamos ter uma conversa séria, então vamos ter agora. O que está faltando para vocês se acertarem? Eu ainda quero mais netos sabia? No mínimo cinco.

— Mãe, eu posso te dar um gato e você cria de todas as sete vidas dele – bufei.

— Meu amor, não seja burro, gatos só tem uma vida. Isso de sete vidas é crença popular.

— Mãezinha, eu amo você, mas porra, a senhora sabe como me irritar – falei a apertando ainda mais em meu abraço a fazendo gargalhar alto.

— Ainda vamos conversar viu? Só não vai ser agora – Esme beijou minha bochecha.

Concordei apenas para encerrar por ali o assunto e em seguida, Esme foi verificar se o almoço já estava pronto.

— Vocês já estão namorando não estão? – Carlisle questionou sem tirar os olhos do seu maldito candy crush.

— É complicado...

— Sim. Você é complicado pra caralho – me interrompeu. Ele só podia estar testando a minha paciência – O que te impede de ser menos frouxo e pedir ela em namoro?

— Ele é um bundão.

— Frouxo pra caralho.

Emmett e Jasper se meteram na conversa falando juntos e eu mostrei o dedo do meio para os dois.

Intrometidos do caralho.

Foda-se essa merda também. Falei com Carlisle sobre o contrato que eu tinha com Isabella, ele ouvia atentamente. Eventualmente, Emmett ou Jasper interrompiam para repetir o quão ‘frouxo’ eu era.

— Honestamente, eu acho que você tem fetiche por mulher complicada.

— Carlisle, depois de tudo que eu falei, essa é a porcaria de conclusão que você faz? – falei e ele riu.

— Falando sério agora – ele ajeitou sua postura – Até entendo seu lado e você não querer quebrar o contrato, mas você tem que começar a ponderar se esse contrato está valendo a pena...-

— Está – o interrompi.

— Vou ignorar porque sua resposta foi tão mentirosa quanto ridícula – Carlisle voltou novamente seus olhos para a tela do celular onde ele jogava seu jogo – Que tal você tentar ser um pouco mais honesto com você mesmo. Está mesmo valendo a pena esse contrato?

Ponderei bem suas palavras. De certo modo, está sim. É como eu digo, é melhor a ter com restrições do que não a ter. sendo honesto, isso é bem bosta, mas é alguma coisa.

— Falando sério agora – Emmett chamou minha atenção – Só um cego não vê que vocês já estão apaixonados pra caramba. O que te impede de conversar com ela sobre vocês terem um relacionamento?

— Isabella é cega – pontuei o óbvio – Ela ainda não tem a menor do que sente e eu temo que se eu tentar mostrar isso a ela, ela vá se assustar e me afastar.

— Cara, vocês já estão em um relacionamento, vocês só não disseram isso em voz alta ainda – Jasper disse.

— Acho que ela ainda não percebeu que o que temos é bem mais do que apenas esse contrato – me afundei no sofá que estava sentado – De fato, é um relacionamento, mas ela é tão paranoica e surtada com relacionamentos que eu sinceramente acredito que ela apenas tapa os olhos para o que está ao seu redor. Não acho nem que seja proposital, apenas como se fosse um reflexo do seu subconsciente tentando se proteger de algo.

— E você espera que ela magicamente se dê conta e que tudo mude? – Emm perguntou irônico – Acredita também em papai noel e coelhinho da páscoa?

— Porra, vai se foder – joguei uma almofada nele – Não né. Eu tenho que minhas ações com ela mostrem que não é apenas um contrato que nos une, é...

— Nossas almas – Jasper ironizou colocando as mãos no peito de forma dramática.

— Eu estou começando a ficar puto – reclamei e os dois panacas gargalharam – Enfim, eu não espero que tudo mude do nada, espero apenas que ela perceba que a forma que eu ajo com ela é muito mais do que apenas o contrato porque pra mim, ela é muito mais que apenas sexo.

— Pra ela você é apenas sexo – Emmett disse casualmente.

Soltei o ar pela boca irritado. O mais foda de tudo é que ele tem razão, era exatamente assim que ela me via e parecia estar sempre querendo me lembrar disso. Isso era o que mais me irritava e toda vez que ela tocava no assunto da porra do contrato, eu ficava com um pouco mais de raiva.

— Você a trouxe para um almoço de família em um sábado. Não é possível que ela não se toque.

Fiquei encarando Jasper. Ele não se escuta enquanto fala? Claro que é possível. Não só é possível como ela realmente não parece perceber esses pequenos, porém significativos detalhes.

Antes que eu pudesse responder alguma coisa, Natalie, que inclusive eu nem lembrava que estava por aqui, entrou animada na sala e tinha um garoto maior que ela ao seu lado.

— Olha pai, eu chamei o Matt pra vir almoçar com a gente também – falou empolgada – O senhor lembra dele?

Ouvi a risadinha dos dois panacas que eu tenho como cunhados e até Carlisle riu.

Fiquei olhando para o garoto que insiste em ficar cercando a minha filha como se ela fosse uma ovelha e ele um lobo e meu olhar pra ele não foi dos mais amigáveis.

— Lembro – respondi com desgosto – Você não tem...

— Para de ser ranzinza, filho – Esme me interrompeu entrando de volta na casa seguida por Bella, Alice e Rosalie – Então você é o famoso Matthew?

— Famoso não sei, mas eu com certeza sou o Matthew, também conhecido como Matthew – brincou fazendo todos rirem... menos eu.

Foi bem sem graça na verdade.

— Seja bem vindo então conhecido Matthew – Carlisle o cumprimentou.

— Não liga pra aquele ranzinza não. Ele tem ciúmes da filha.

— Eu entendo, eu também tenho ciúmes da Nat – o pirralho respondeu com um sorriso escancarado no rosto.

Espero que o rosto dele rasgue.

— Pra você é Natalie – falei mal humorado.

— Para de implicar com o garoto – Bella que já estava a meu lado falou em tom de voz baixo.

Olhei pra ela com cara de poucos amigos, mas fui completamente desarmado ao vê-la sorrindo e quando me dei conta, Natalie estava ao seu lado e as duas estavam de mãos dadas. Puta que pariu, aí é pra foder de vez com meu auto controle. Eu já posso até sentir que a qualquer momento eu vou soltar a porra de um ‘eu te amo’, quebrar esse contrato, ela vai se assustar e vai dar alguma merda.

Estava cada vez mais difícil para mim não demonstrar o quanto eu já estava envolvido por ela, prova disso era que por ela estar ao meu lado, facilitou e muito que eu a puxasse para mais perto ficando a minha frente e enlacei sua cintura a abraçando por trás e apoiei o queixo em seu ombro. Não escondi o sorriso que se formou em meu rosto ao sentir sua mão por cima da minha.

Carlisle olhava para nós dois e tinha um sorriso travesso no rosto. Eu o conheço o suficiente para saber que esse sorriso significa que ele vai fazer alguma coisa e eu me conheço o suficiente para saber que isso é um detalhe que por hora, eu vou ignorar.

— Gostei de você, Matt – a voz de Bella me tirou do transe.

— Para de ficar do lado inimigo, você tem que ficar do meu lado – reclamei.

— Querido, eu já sou team Matt. Estou torcendo pra Nat crescer logo e namorar com ele – ela riu.

— Você nem brinca com isso, Isabella.

— Antes que o Edward tenha uma síncope aqui, vamos comer. Eu estou morrendo de fome e só estávamos esperando o Matt chegar – Esme anunciou.

— Esperando? – estranhei – Por que ninguém me contou que o cabelo de macarrão escorrido viria?

— Porque você ia dar piti, querido – Esme tocou meu rosto e jogou um beijo no ar.

Aparentemente todos escolheram ignorar meu descontentamento e felizes, se dirigiram até a sala de jantar. Bella tentou ir também, mas a segurei no lugar e esperei com que todos fossem e ficássemos a sós.

— Eu ainda não falei, mas você está muito bonita – a elogiei, virando-a de frente para mim e levando uma mão até sua nuca fazendo um carinho na região e sentindo sua pele se arrepiar.

Ela passou os braços ao redor do meu pescoço e deitou a cabeça no meu peito.

— Para de ser estranho, eu não sei lidar contigo sendo fofo assim – falou em tom divertido.

— Vou assumir que dessa vez é fofo de fofo mesmo e não fofo de fofoqueiro.

— É um pouco de tudo. Você é bem fofoqueiro mesmo – ambos rimos.

Toquei em sua bochecha quando ela levantou o rosto para me olhar e meu olhar se prendeu ao seu. Seus olhos eram completamente indecifráveis, eu não fazia ideia do que eles queriam dizer ou o que eles transmitiam. Não conseguia identificar nenhuma emoção ali presente com exceção da felicidade. Essa estava bem visível, clara e evidente. Ela estava visivelmente feliz e eu como o bom egoísta que era, escolhi acreditar que ela estava feliz por estar ali comigo.

— A gente já pode parar de se olhar? Você é alto e meu pescoço está doendo.

Não contive o riso. Bella é inacreditável. Me inclinei beijando-lhe os lábios e puxando seu corpo mais para perto de mim.

— Edward – Bella falou me empurrando para longe – Para! Sua família vai achar que nós estamos no maior amasso aqui na sala – disse ajeitando sua blusa.

Não era isso que estávamos fazendo?

Eu não iria perder a oportunidade. Quando Bella se virou para ir em direção a sala de jantar, ao ficar de costas para mim, dei um tapa em sua bunda e uma leve beliscada em sua carne. Ela se virou para me olhar assustada.

— Mas sim amadinho, virei mulher de malandro por acaso? – ironizou.

— De malandro eu não sei, mas pode ser a minha se quiser – disse debochado e pisquei pra ela em seguida, rindo alto e passando reto por ela a deixando com cara de tacho parada na sala enquanto me olhava.

Apesar do tom de brincadeira, falava completamente sério.

▬ Bella ▬

— Né, Bella? – Nat perguntou assim que entrei na sala de jantar.

Edward puxou uma cadeira para que eu sentasse e agradeci assim que sentei. Ele sentou na cadeira ao lado e ambos olhamos para Natalie afim de compreender sobre o que ela falava.

— O que? – perguntei.

Por baixo da mesa, Edward apoiou a mão na minha coxa e gente, era errado ficar excitada agora? Já transamos nessa casa, poderíamos transar de novo, eu não ia me importar... foco Bella, foco.

— Eu estava contando que nós dormimos na sua casa essa noite – explicou.

Apesar de todo meu constrangimento por a pequena linguaruda falar isso, eu apenas sorri. Eles que entendessem o que quisessem como resposta.

— Aí eu tava contando que você teve muitos pesadelos essa noite. A vovó perguntou como foram, mas eu não soube responder porque eu não perguntei...

— Então como você sabe que ela teve pesadelos – Rosalie perguntou interrompendo a fala da sobrinha.

Oh não. Pelo amor de Deus não.

— Porque ela passou a madrugada toda gritando e fazendo uns barulhos estranhos. Eu já estava incomodada, mas papai disse que eu tenho que ter empatia pelas pessoas, então eu compreendi o lado dela – sorriu orgulhosa de si mesma – E meu pai foi um cavalheiro, ele abraçou a Bella pra ela não ter pesadelos, mas não adiantou, tinha vezes que ela gritava ainda mais alto e tinha esses sons estranhos, as vezes eu ouvia até a voz do meu pai – ela deu de ombros e cortou a carne que estava em seu prato.

Todos estavam em silêncio, com cara de surpresos, boca aberta em surpresa e nos olhavam incrédulos.

QUE SILÊNCIO CONSTRANGEDOR DA PORRA.

Oh não. Eu posso jurar que todo o meu sangue se concentrou no meu rosto e depois meu sangue evaporou pois eu já sentia até minha pressão caindo e posso jurar que estava suando frio.

Thanos, querido. Por favor, deixa eu fazer parte daquela metade que você dizimou, é tudo que eu te peço. Doutor Estranho, por favor, volta aí no tempo, simpatiza com minha causa. Lilith amiga, me leva com você.

POR QUE A PORRA DE UM METEORO NÃO CAI AQUI AGORA? INFERNO!

— Com o que você estava sonhando, Bella? – a mini lúcifer não contente, ainda tinha que falar mais.

— HOHOHOHHO isso vai ser interessante – Emmett gargalhou alto – Ai, caramba ursinha – reclamou esfregando as costelas quando Rosalie lhe deu uma cotovelada.

Por favor, é só um meteorozinho. Cai aqui por favor.

— Devia ser muito ruim porque tinha todos esses sons estranhos que vocês faziam... – eu mesma vou matar essa garotinha ruiva de olhos verdes.

— AI FILHO DA PUTA – Esme gritou de repente sobressaltando em sua cadeira e olhou de cara feia para o filho – Tá me chutando porque, caralho?

— Desculpa, achei que era a perna da Nat – Edward respondeu sem graça.

— E ia chutar ela com essa força? Porra. Quebrou minha canela e ainda me chutou no osso seu infeliz.

— Por que o senhor ia me chutar? – Natalie perguntou surpresa e ofendida.

— O Edward punheteiro fazendo safadeza? O cara que fica só na punheta? – Emmett mais uma vez gargalhou alto – E eu achei que a Alice estava mentindo quando contou que... – ele se calou ao notar que Alice o fuzilava com os olhos.

JÁ POSSO MORRER.

— O que é punheta? – Nat perguntou com um sorriso no rosto.

— Você não vai querer saber – todos ficamos surpresos ao ouvir a voz de Matt respondendo.

Ele balançava a cabeça negativamente como se estivesse constrangido e notei que suas bochechas estavam coradas. Ele estava mesmo constrangido.

— Ah puta que pariu – Edward se irritou olhando brabo para o garoto – Se esse pequeno pervertido fizer isso pensando na minha filha eu juro que vou arrebentar a cara dele.

Oh Matt, me ajuda a te ajudar. O garoto ter se encolhido em seu canto e ter corado mais ainda não colaborou com a situação dele.

— Não senhor – ele respondeu tímido – Meu pai me deu uma revista...

— Ai gente, chega – Alice pareceu a mais sensata – O assunto é o Edward e a Bella, vamos nos focar? – sensata porra nenhuma.

Com isso, os olhos dos adultos voltaram-se para nós novamente e eu só conseguia pensar: ALGUÉM ME MATA.

— Com a Nat em casa? Selvagem – Emmett brincou novamente.

— Só tem essa carinha, não disse quem – Jasper que parecia o mais quieto e na dele, entrou na brincadeira.

— Ai filho, diz pelo menos que você é bom de cama – Esme falou preocupada.

— Não me faz essa vergonha não – Carlisle completou.

— Bella, ele faz você gozar todas as vezes que vocês transam? – a matriarca da família perguntou.

— Mãe, limites lembra? – agora o desgraçado resolve abrir a porra da boca dele? – Bella não e deu essa intimidade.

— Oh verdade... eu esqueci, desculpe – ela sorriu gentil – Quando você me der intimidade, va me responder isso?

Gente, repito... A MATRIARCA DA FAMÍLIA PERGUNTOU SE O FILHO DELA ME FAZ GOZAR e pelo visto espera uma resposta no futuro.

Baixei a cabeça e fiquei olhando para o meu copo com água... será que se eu enfiar o nariz aí, consigo morrer afogada? Isso me parece tentador nesse momento.

[...]

Surpreendendo a todos e a mim mesma, estou vivíssima como nunca estive antes. Pois eu não ponho mais meus pés nessa casa e nem olho mais na cara de nenhum deles. Isso foi humilhação demais pra mim. Nat querida, você me paga sua pequena diabinha.

Estava tão irritada que até Edward já despachei para longe de mim. Não queria ir embora, mas não queria socializar, então fui sentar sozinha no jardim. De vez em quando Edward me mandava uma mensagem perguntando se já podia vir aqui comigo e eu respondia que só se ele voltasse no tempo e impedisse Natalie de abrir a boca. Puff, crianças.

— Posso sentar aqui? – assustei-me ao ouvir uma voz próxima.

Levantei a cabeça tirando os olhos da tela do celular e vi Carlisle sentando ao meu lado. Então né, eu ia dizer que não, mas já que ele já sentou...

— Bella, acho que nós temos que conversar...

— Ah não – gemi em frustração – Eu já tive ‘a conversa’ com meus pais. Já foi traumatizante da primeira vez, não quero ter agora – pedi.

— Não é essa conversa – ele fez uma careta – Vou ser bem direto pois acho que você já percebeu que o ponto forte dessa família é ser direto e eu realmente não sei como começar o assunto.

Não meu querido, o ponto forte dessa família é ser E-S-T-R-A-N-H-O.

Sorri amarelo pra ele e esperei que ele falasse. Ele que veio com história de ter conversa, ele que fale.

— Você já parou para observar que você está apaixonada pelo meu filho? – Carlisle tinha um sorriso gentil no rosto enquanto falava.

Minha boca se abriu e fechou repetidas vezes até por fim só abrir. Eu não estava esperando por isso.

— Surpreendente né? – ele riu – Mas isso é tão óbvio para todos, mas parece que você é a única que não percebe então vim ser seu espelho e te ajudar a enxergar isso. De nada.

— M-Mas... mas... eu... eu não... – eu não sabia nem formular uma frase decente como resposta.

— Alice já me deixou a par da sua ‘situação emocional’ – riu brincalhão quando o olhei surpresa – Bella, você não percebe, mas já está fazendo parte dessa família e é bom saber que, não temos segredos entre nós e nossa sinceridade é bem... sincera beirando a invasão do espaço pessoal, mas sabemos respeitas os limites de privacidade – o olhei incrédula – Bom, alguns de nós sabem – se corrigiu sorrindo sem graça.

— Eu não estou fazendo parte da família, sem ofensas...

— Não ofendeu – me interrompeu, ainda com um sorriso muito gentil e acolhedor nos lábios – Mas você já está fazendo sim, só não percebeu. Falando em perceber, acho que outra coisa que lhe passa despercebido é que porra, Edward está totalmente apaixonado por você. Caralho, o cara tá de quatro por você e você nem percebe.

— Não, nós apenas... – merda como dizer que só transamos casualmente e nada mais?

— ‘Transamos’? – completou por mim em tom divertido e eu sorri ainda mais sem graça. SOCORRO DEUS, me ajuda – Isso também, mas olha onde você está. Em um almoço de família, na casa dos pais dele, em um sábado e com a filha dele. Se você fosse apenas um casinho que para ele é apenas sexo, você não teria passado nem pelo porteiro do prédio dele. Dormir no apartamento dele? Eu acho que não. Conhecer a filha dele? Isso minha querida, com toda certeza jamais aconteceria.

— Conheceria sim – argumentei.

— Sério? – arqueou uma sobrancelha desafiador – Você trabalha com ele há o que? Quase três anos, sim? – concordei com um aceno de cabeça – Faz quanto tempo mesmo que você sabe sobre a existência da Nat?

Ooohhhh, o homem tem um ponto. Faz todo sentido. Eu nunca soube sobre Natalie, apenas quando ele permitiu que eu soubesse sobre ela, mas ele a levou para a empresa... Edward é esperto... ele não a levaria para o trabalho se não quisesse que soubéssemos sobre ela. Merda, ele quis que eu soubesse da Nat... por que?

— Tenho razão, não tenho? – Carlisle falou orgulhoso e só consegui responder com uma careta de descontentamento – Não se assuste. Eu sei que é estranho se descobrir apaixonada por alguém, ainda mais quando esse sentimento era desconhecido para nós, mas eu tenho experiencia de vida, acredite em mim, vocês estão apaixonados e qualquer um consegue ver que é recíproco.

— Como ele estaria apaixonado se ele nunca falou nada sobre isso? – perguntei curiosa.

Era algo que eu gostaria de entender pois não fazia sentido para mim.

— E quem disse que apenas palavras demonstram isso?

— Os filmes?

Carlisle riu e balançou a cabeça a abaixando e após alguns segundos, a levantou novamente olhando para mim.

— Ações também mostram isso, sabia?

— Hum... sim?

— Bella, não vou te entregar tudo de mão beijada pois vai tirar a graça da coisa, mas... observe o jeito como ele te trata, o jeito como ele te olha. Observe como ele fala contigo... se você parar para observar esses detalhes, vai perceber o quanto ele está apaixonado por você e espero que você note logo que você também sente o mesmo por ele... agora... – ele se levantou e puxou o celular do bolso – Se você me der licença, meus níveis no candy crush não vão mudar sozinhos. Com licença.

Seguramente, eu posso dizer que essa foi a conversa mais aleatória de toda a minha vida. Alice e Rosalie deviam ter aulas com Carlisle sobre como dar conselhos amorosos. Esse papinho delas de ‘eu não posso dizer se você está apaixonada, ninguém pode’ é tudo balela. Carlisle veio aqui e disse, honestamente, achei até um pouco mais esclarecedor.

Olhei para o celular que estava em minhas mãos e abri a galeria de imagem. Procurei pela foto que tirei no dia do primeiro jogo de Natalie, a foto que tirei de Edward fazendo a maquiagem dela. Natalie estava de olhos fechados e Edward tinha um pincel na boca, um na mão e estava concentradíssimo pintando o rosto da filha. Lembro que no dia, achei uma cena engraçada, vendo hoje, acho uma cena bonita e resultou em uma foto muito, muito bonita.

Não vou negar, tenho conhecido um outro lado de Edward, um lado que não imaginei existir. De fato, ele consegue ser gentil, carinhoso, engraçado. Claro que isso tudo dentro da personalidade diabolística dele, mas do jeito dele, ele é tudo isso.

Que estranho, estava pensando mais cedo sobre o fato de que Edward não me completa, ele me transborda... eu também tenho me sentido diferente com ele, não nego. Carlisle disse sobre observar os detalhes, se for observar bem... Edward não me trata apenas como se o que tivéssemos fosse apenas sexo, ele me trata como alguém que ele quer por perto.

Acho que até mais do que isso, relembrei de todas as vezes que ele disse gostar de mim, da vez que transamos e ele me chamou de amor, como ele é paciente quando eu começo a surtar e dar show, como ele simplesmente saiu da festa de halloween da empresa dele apenas para ficar comigo. Lembrei também de como eu fui a única que ele deixou entrar e conseguiu ficar com ele quando Tanya levou Natalie, da forma como ele segura minha mão e entrelaça nossos dedos e principalmente da forma como ele me beija, caramba, o beijo dele é cheio de significados e só agora que eu estou percebendo isso? Porra, eu sou lenta ou o que?

Eu não posso falar por Edward, com base na forma como ele age comigo, eu posso inferir que Carlisle esteja correto e que ele esteja mesmo apaixonado por mim, mas só vou saber se ele falar né?! Quanto a mim, eu acho que eu realmente estou apaixonada por ele. Guardei o celular no bolso e corri para a entrada da casa, passando de fininho pela piscina onde Esme acariciava a barriga de Rosalie e Alice mexia no celular, ao longe pude ver Carlisle distraído no celular e Emmett e Jasper riam de alguma coisa e ao me verem, fizeram ‘joinha’ com a mão rindo mais ainda. Mostrei o dedo para os dois... eles riram mais. Eu sou mesmo uma piada pra essa família.

Assim que passei pela porta, pude ouvir uma música animada tocando e ao fundo a voz desafinada de Nat e a voz harmoniosa de Edward cantando junto com a filha. Eu juro que eu quase explodi de amor quando entrei e vi que Edward segurava Natalie no ar e a girava no ar dançando com ela a música que tocava e ambos tinham um grande sorriso no rosto. Vi que sentado no sofá, o amiguinho de Nat disfarçadamente tirava uma foto.

Oh Edward, você ainda vai passar tanta raiva com esse amiguinho dela. Me escorei no batente da forma e fiquei observando a interação dos dois até os olhos de Natalie cruzarem com os meus e ela sorrir pra mim me chamando com a mão fazendo com que Edward olhasse em minha direção.

Ele sorriu para mim e me chamou fazendo um gesto com a cabeça para perto deles. Lembrei de uma das poucas coisas úteis que Rosalie falou: não dificultar. Foi isso que eu fiz, não dificultei, fui até eles e Edward prendeu Nat entre nossos corpos, segurando em minha cintura e a pequena gargalhava alto.

— Sanduíche de Natalie – ele falou olhando pra ela que riu mais ainda.

— Vocês estão respirando meu ar – ela ria animada – SOCORROOOOOOO.

Confesso que isso me fez rir alto também. Era uma brincadeira simples, mas eu estava me divertindo.

— Mas eu quero comer a sobremesa – a voz de Emmett se fez presente – Falaram que o almoço ficou estranho e daí pulamos a sobremesa, quero agora.

— Tudo bem, vamos comer – Esme chamou – Tudo bem pra você já comermos, Bella?

— Por mim tudo certo – concordei.

— Você trouxe pavê de morango?

— Não... é trifle— respondei sem graça.

— Puta que pariu – Carlisle exclamou surpreso largando o celular longe – Ninguém pensou em me falar isso antes? Caralho eu podia ter comido isso antes.

— O maior pedaço é meu – Esme correu até a cozinha sendo seguida por Carlisle.

— A grávida sou eu, eu que tenho que comer mais, estou comendo por dois – a gêmea de Edward disse orgulhosa acariciando a barriga.

— Você vai ficar é gorda por dois, sua cara tá até mais inchada – Edward implicou fazendo com a irmã.

Rosalie fez uma cara de choro e seus olhos se encheram de lágrimas. Edward se desesperou, colocou Nat no chão e foi correndo até a irmã a abraçando e beijando sua testa.

— Tô brincando sua ridícula, você está linda, como sempre foi – ele tentou a acalmar.

— Você promete?

— Prometo.

— Então deixa eu ler sua mente – Rosalie colocou as duas mãos na cabeça de Edward e fez cara de concentrada por alguns minutos – É, parece que você está falando a verdade.

Quando se abraçaram, Edward girou o dedo ao lado da cabeça fazendo um sinal de ‘doida’ e Emmett o olhou repreensivo. Ele saberia o que enfrentaria em casa.

Esme e Carlisle nos chamaram para a sala de jantar e quando todos estavam servidos, não consegui comer em expectativa. Como eu tinha feito uma sobremesa de origem inglesa e bom, a família era da Inglaterra, eu estava em expectativa pelo que achariam.

— Caralho – Carlisle gemeu com a boca cheia do doce – Morri e fui pro céu. Isso está divino.

— Esse é definitivamente o melhor trifle que eu já comi na vida – Esme concordou – Onde você comprou Bella? Tenho que passar lá e experimentar as outras coisas.

— Ela que fez – Edward se apressou em responder e ele tinha a boca cheia da sobremesa – Quando tá novo fica melhor ainda.

— Você pode comer isso? – Jasper perguntou – Seu estômago é todo estragado.

— Bella comprou pra mim um remédio que faz eu poder – a fala dele fez com que todos olhassem para mim.

Ninguém falou nada, mas o sorrisinho estampado no rosto deles já dizia tudo.

— É, agora meu pai não peida mais quando toma leite.

— Seu potinho acabou de ganhar mais 100 dólares.

— Ah qual é papai, seu malvado – Edward riu da filha e quando ele não estava olhando, ela mostrou a língua pra ele.

— Bella, isso está maravilhoso – Rosalie elogiou – Sério, está melhor dos que eu já comi em Londres.

— É verdade – Alice concordou se curvando sobre a mesa para se servir mais um pouco – Eu poderia passar minha vida inteira comendo isso.

Só notei que segurava a respiração quando soltei o ar aliviada por terem gostado. Eu ainda era um pouco insegura quando alguém novo provava algo que eu fazia. Eu sei que sou uma doceira de mão cheia, mas sei lá, dá aquele friozinho na barriga e você no fundo, no fundo, quer que seus doces agradem a todos.

— Obrigada – disse tímida.

— Vocês não sabem, mas a Bella também é doceira – Edward encheu a boca para falar – E das boas, esperem só até ela abrir a confeitaria dela.

— Edward... – o belisquei por debaixo da mesa e o safado riu divertido.

— O que? – cínico como só ele, se fez de desentendido.

— Quando abrir, por favor, me passe o endereço pois eu vou lá todo dia só pra comer essa maravilha – Carlisle falou enquanto colocava mais da sobremesa em seu prato – Como você soube que trifle era meu doce favorito?

Não vou negar... meu ego foi lá em cima com os elogios. Foi melhor ainda pois como eu sei que eles são muito honestos com tudo e não tendem a falar nada apenas por educação ou só pra agradar alguém, eu sei que foram elogios sinceros, por isso fiquei tão feliz.

— E tá cheio de morangos – Matt disse animado pondo um na boca.

— Nããããããooooo.

— Oh céus

— Puta que pariu

— Alguém me mata

Todos disseram juntos ao mesmo tempo ao notar o sorriso crescendo no rosto de Edward. Puta merda, ele é o cara das piadas sem graça.

— Sabem qual é o único macaco que não come banana? – ele perguntou.

De repente, todos tinham as feições desanimadas pois sabiam que despertaram em Edward o tio da piada de fruta que habita nele.

— O morangotango – Matt respondeu gargalhando.

Edward olhou de cara fechada pro garoto e logo riu junto com ele e juntos fizeram um cumprimento com Edward dizendo em seguida um ‘eu ainda não gosto de você’.

Sim, ouvimos muitas piadas ruins de fruta, mas todos passam bem.

[...]

No final da tarde, Edward e eu estávamos sentados a beira da piscina com nossos pés pra dentro da água, conversávamos amenidades e ríamos que nem dois idiotas de tudo.

— Essa semana, eu vou te levar em um lugar – ele falou segurando minha mão entre as suas e levando ate sua boca depositando um beijo ali.

— Como se você vai estar e Nova Iorque?!

— Eu vou estar em Nova Iorque? – perguntou confuso franzindo o cenho.

— Sim, a trabalho. Spoiler de segunda feira – respondi – Mas enfim, trabalho a parte, onde você vai me levar?

— Para de ser curiosa, espera chegar o dia de eu te levar – ele riu – Na verdade, se Nova Iorque permitir, eu pretendo te levar em dois lugares.

— Onde vai ser?

— Depois o fofo sou eu.

— Mas você é mesmo fofoqueiro – afirmei.

— Você é tão chata – ele passou o braço por meu ombro e eu deixei a cabeça nele – Obrigado por ter vindo hoje comigo, eu realmente gostei da sua companhia.

— Eu sei – ri – E se não fosse por mim, você teria matado do coitado do Matt.

— O garoto pediu por isso, você tem que concordar comigo.

— Você é louco, isso sim.

— Talvez... – Edward deu de ombros e se militou a brincar com meus dedos que estavam entre suas mãos.

Corri meus olhos pelo jardim e deitados em uma das camas que tinha na parte coberta, estavam Carlisle ainda jogando seu jogo e Esme deitada em seu colo. Quando Carlisle levantou o olhar e me viu, ele deu um sorrisinho e piscou para mim.

Lembrei da conversa que tive com ele mais cedo. Ele não poderia estar mais correto, agora eu vejo e entendo bem, eu estou mesmo apaixonada por Edward. Por isso tenho me sentido diferente. Estou apaixonada por ele desde aquele dia em que transamos e eu senti que algo em mim estava diferente, naquele momento eu me apaixonei por ele.

Um grande sorriso se formou em meus lábios, estar apaixonada é uma sensação tão engraçada, sei lá, parece que eu estou bêbada...

— Do que você está rindo? – a voz de Edward me trouxe de volta dos meus pensamentos.

— Nada, nada – disfarcei.

Ele não pareceu acreditar, mas nada questionou.

Caramba, eu estou mesmo apaixonada por Edward Cullen, que coisa mais... se alguém me dissesse há três anos que eu me apaixonaria por ele, eu iria rir na cara da pessoa, mas hoje cá estou eu.

Ops... caramba. Eu estou mesmo apaixonada por Edward Cullen. Puta merda, alguém me segura porque eu acho que eu vou desmaiar. Eu não tenho nem estrutura para me apaixonar por alguém. Deus, me ajuda, porque minha pressão tá caindo e eu não sei lidar.

CARALHO, EU ESTOU APAIXONADA POR EDWARD CULLEN. Socorro Deus, o que eu faço agora?

Notas finais
AAAAA OBRIGADA CARLISLE POR ME PROPORCIONAR ESSE MOMENTO. Bella finalmente entendeu e descobriu que o que ela sente é porque ela está apaixonada pelo Edward, então amiga, se joga, não pensa muito no que fazer não. Um gif do edward e da nat dançando juntos pra ajudar vocês a imaginar como seria a cena que a bella viu dos dois. ( https://tinyurl.com/tpo6n6t ) se não conseguirem ver o gif me avisem que eu passo de novo o link. Alguém tem ideia de onde o edward quer levar a bella? são dois lugares, digam quais os seus palpites. Bom gente, é isso, eles são muito meu casal sim e é isso mundo. Espero que tenham gostado, não me deixem sozinha, digam o que acharam e o que acham que a Bella vai fazer agora. Me sigam no twitter, de vez em quando solto um spoiler por lá: @winterdxs Vejo vocês no próximo capítulo ♥ 07.02.2020