O cão e a aranha da rainha.
1 Capítulo 1
Era tarde da noite nas ruas de Londres, já passavam das dez horas a cidade estava quase vazia, todas as pessoas que passavam de lá pra cá e enchiam essa metrópole estavam em suas casas dormindo ou esperando a manhã chegar porque não conseguiram vencer a insônia, e as almas que ainda vagam na cidade são moradores de rua sem casa para voltar nem cama para encostar a cabeça, pessoas que já perderam a fé que tinham em si mesmas ou em alguma força maior e agora se arrastam por aí e são tratados como lixo pelo resto da humanidade. Mas ao longe virando a esquina um ser muda o ambiente de todo aquele lugar, um homem corre suplicando ajuda aos gritos para qualquer um que o ouça mas não demora muito para que ele caia de exaustão no chão sujo, as lágrimas fogem de seu rosto e escorrem pelas suas bochechas empoeiradas e seus cortes, o homem desconhecido ainda tenta gesticular um pedido de ajuda mas seus ferimentos são tantos que ele só consegue cuspir mais um pouco de sangue antes que dê um ultimo suspiro e deixe que os ceifadores julguem e levem sua alma, infelizmente quase ninguém o ouviu e os que o ouviram acharam ser só mais um bêbado sendo expulso do bar como acontecia uma vez ou outra por lá, mas esse não era o caso, porem só pela manhã que os cidadães perceberam o seu erro.
Era uma manhã calma na mansão Phantomhive. Sebastian já estava acordado terminando de fazer o café de Ciel, foi acordá-lo, entregou-lhe o jornal e o arrumou, após isso ouviu um barulho na porta e ao chegar lá só viu uma carta com o símbolo Real e foi imediatamente entregar para seu mestre como um bom mordomo:
-Jovem mestre, chegou uma carta para o senhor.
-Leia para mim, Sebastian.
o senhor tem certeza? A carta aparenta ser da rainha.
-Me dê isso aqui!- Ciel tomou a carta da mão de Sebastian. A leu e após alguns minutos seu rosto ficou sério como se tivesse algo incomodando sua mente e se levantou apressado da cadeira.
-Sebastian, vamos a cidade.
-Qual o motivo jovem mestre?
-Não importa agora, vamos logo.
Eles pegaram a carruagem e foram direto para o centro da cidade, Sebastian não entendia a situação direito já que Ciel não o tinha explicado nada, mas esperou pacientemente já que tudo seria explicado na hora certa. Eles duraram uns trinta minutos para chegar no cetro da cidade e quando chegaram viram um tumulto ao redor de algo e a polícia tentando conter as pessoas, Ciel foi se espremendo entre as pessoas até chegar no centro do grupo, viu um corpo coberto no chão e se dirigiu ao policial:
-O que houve aqui?
-Um homem morreu.
-Só isso? toda essa bagunça por um homem morto?
-É que alguns moradores de rua disseram que ouviram pedidos de socorro ontem a noite. Então pode ter sido um assassinato além de vários cortes de algo que eu ainda não descobri e vários hematomas espalhados pelo corpo.
-Como é o corpo?- Sebastian se intrometeu na conversa.
-O homem é jovem, tem cerca de vinte e três anos, é branco, tem cabelos castanhos, olhos claros, a vestimenta parece um saco de batatas e está descalço.
Tanto Ciel quanto Sebastian não entendiam a situação. O que diabos aquele homem tinha feito para merecer aquela punição? A linha de pensamento dos dois foi quebrada por uma voz familiar:
-Parece que vocês dois não fazem a menor ideia do que fazer hein?
-O...O que você está fazendo aqui?!-Ciel se assustou.
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