O assassino do meu pai
3 Noivo
Notas iniciais

O assassino do meu pai
Capítulo 3
Por Teylla
O amor não possui e não se deixa possuir, pois o amor basta-se a si mesmo. (Khalil Gibran)
Something lately drives me crazy
has to do with how you make me
struggle to get your attention
calling you brings aprehension
Super psycho love — Simon Curtis
Havia entrado de qualquer maneira em sua residência na noite anterior. Suas vestes estavam espalhadas em cada parte do quarto e trajava apenas um blusão branco juntamente com uma calça qualquer que encontrou na sua poltrona.
Bebericou a taça de vinho que se encontrava em cima de sua estante e suspirou.
Tinha muitas coisas para resolver, espreguiçou-se e levantou de sua cama indo em direção à porta. Desceu as escadas e viu seu mordomo.
— Boa tarde mestre, optei por não te acordar, já que você aparentava estar bem cansado — disse o mordomo.
— Tudo bem Octus, você fez bem. — Natsu bocejou.
— O Sr. quer que eu peça para que preparem seu banho? — perguntou.
— Sim, por favor — respondeu.
— Então, com licença Sr. — O mordomo se curvou e saiu.
Natsu foi até seu escritório e sentou-se na cadeira, o piso de madeira deixava o ambiente mais bonito, o papel de parede se destacava dando um destaque especial aos toques dourados na mesma.
A maioria dos objetos era de madeira, mostrando a elegância do mesmo.
Ajeitou suas folhas de papel oficio e os colocou de lado ao batidas leves na porta.
— Entre — ordenou e logo as batidas cessaram, abriram a porta cuidadosamente.
— Sr. seu banho já está pronto — disse Octus.
— Obrigado Octus — agradeceu e foi para o lavabo.
Sua banheira estava bem espumada e com água quente, expulsou todos do seu banheiro e despiu-se entrando com tudo. Seu corpo relaxou ao toque da água.
Lembrou-se do seu compromisso à noite e sorriu.
* * *
Lucy terminou de arrumar suas coisas com a Virgo, levou-as para o Hall e ficou a espera de seu tio, ao vê-lo se consertou.
— Pronta para ir? — Gildarts perguntou indo para o seu lado.
— Sim — Lucy respondeu dando um pequeno sorriso.
— Ótimo — retrucou e virou-se para Loki. — Obrigado por tudo meu rapaz.
— Hm... foi o meu trabalho — retrucou.
Gildarts riu fraco. — É verdade não é... — disse com a cabeça baixa.
Loki ficou quieto.
— Loki — Lucy chamou e ao ver que ele se aproximou, prosseguiu. — Muito obrigada por tudo, obrigada por nunca ter abandonado o papai, eu lhe devo muito — agradeceu.
— Tudo bem Srta. Lucy, como eu disse ao Sr. Gildarts, foi apenas o meu trabalho — retrucou Loki.
— Sim... Mas... Muito obrigada, de verdade — agradeceu novamente com sinceridade e olhou para o chão corada.
— Não precisa agradecer Srta. Lucy — disse.
— Tudo bem... Bom, vamos titio? Já terminei o que tinha que fazer.
— Claro Lucy — respondeu Gildarts.
Lucy e Gildarts foram na frente e logo atrás Virgo andava segurando sua mala recém feita. Entrara na carruagem e havia outra menor com as bagagens.
A viagem havia sido silenciosa, Lucy não se permitia ter uma boa conversa com o tio, não queria falar nada por um bom tempo.
Ao contrário dela, Gildarts queria muito conversar com sua sobrinha, saber das coisas que aconteciam com ela e tudo mais, se sentiu constrangido por não ter essa liberdade, lembrava-se de como brincava com ela quando a mesma era menor e soltou um suspiro infeliz.
Dentro do automóvel só se ouvia a respiração profunda de Lucy, a mesma encarava o céu distraída. Virgo apenas ficava quieta no seu canto para não chatear os seus amos, queria entender o motivo de sua patroa-amiga não aceitar seu tio.
Não demorou muito para que chegassem à mansão de Gildarts, ao passarem por um parque de árvores — muito bonito por sinal — avistaram um grande portão preto com o sinal da família Heartfilia e logo Lucy acordou dos seus pensamentos.
A carruagem parou na entrada e logo surgiram várias cabeças correndo para atendê-los, Lucy riu ao ver a pressa dos empregados e sorriu ao ver como eles eram felizes trabalhando ali. Um rapaz surgiu no meio deles para abrir a porta, seu cabelo curto e repicado dava um ar de seriedade, seu uniforme estava todo arrumado.
Lucy agarrou a mão oferecida pelo rapaz e desceu do automóvel seguida de Virgo, alguns empregados ajudaram com as bagagens. Gildarts falou com todos ali presente e chamou sua sobrinha.
— Essa aqui é a Lucy, minha sobrinha de quem eu havia falado, ela morará conosco daqui em diante — disse com um sorriso e logo todos se curvaram para ela.
— Olá. — Sorriu.
— É ela que irá se casar com o Sr. Dragneel? Uau! — Alguém perguntou na aglomeração, o que deixou Gildarts alerta.
— Como? — perguntou Lucy surpresa.
— Nada minha sobrinha, vamos entrar — pediu Gildarts.
Lucy assim que pôs os pés dentro do casarão não pode deixar de admirar a grandiosidade do lugar. O grande lustre de cristal, pendurado no centro no hall de entrada, dava um ar aristocrata ao lar de seu tio. O piso totalmente com ladrilho branco estava bem limpo e o cheiro de lavanda parecia estar na casa toda.
— Gorete! — chamou Gildarts.
— Sim Sr. Heartfilia? — uma mulher baixinha apareceu ao lado dele, seu cabelo aparentemente curto estava preso em um coque, perguntou.
— Poderia guiar à minha sobrinha ao seu quarto e logo após levar a criada dela para conhecer o quarto onde ficará? — perguntou.
— Claro! — respondeu. — Por favor Srtas. me sigam — pediu e logo começou a subir as escadas.
Logo atrás de Lucy e Virgo haviam alguns rapazes com as bagagens. Gorete levou-as para um quarto muito bonito, a decoração era fofa e aconchegante.
— Aqui é seu quarto Srta. Lucy — disse Gorete.
— Oh... É muito bonito — Lucy deixou escapar.
— Sim, ele é, antes de tudo Srta. Lucy o jantar será servido daqui a pouco, aparentemente teremos um convidado, então irei apenas mostrar o quarto de sua criada e a trarei de volta para cá — disse e se curvou. — Com sua licença.
Gorete saiu do quarto e Virgo foi atrás.
Lucy olhou atentamente para seu quarto, sua cama era grande e bem bonita, o forro era amarelo-ouro e dava um Tchan ao local. Seu piso de madeira clara, combinava muito bem com a parede bege. Olhou as malas e ficou pensativa de como seria daqui pra frente.
Sentou-se na sua cama à espera de Virgo e não demorou muito para sua porta ser aberta de novo.
— Lucy, seu quarto é perfeito! — disse alegremente.
— Não é? Estou apaixonada! — falou ao olhar o quarto todo novamente. — E o seu? É confortável?
— É sim, gostei de lá — respondeu com um sorriso. — Mas, isso é outra história! Preciso te arrumar logo, você terá a visita de alguém importante.
— Pessoa importante? Quem? — perguntou Lucy.
— Eu não faço a mínima ideia de quem seja, mas... — respondeu pensativa. — Tenho que te arrumar de qualquer maneira!
* * *
Lucy não teve muitas dificuldades em se arrumar, estava com um bonito vestido de seda em tom de vinho e um coque meio frouxo. Ouviu algumas batidas na porta e disse um “entre”.
Abriram a porta devagar, era Gorete.
— Srta. Heartfilia, eu apenas quero avisar de que o jantar já está pronto e seu tio á espera lá embaixo.
— Gorete... O convidado já chegou? — perguntou Lucy meio receosa.
— Não Srta. Heartfilia — respondeu com um sorriso.
— Ah... obrigada — agradeceu.
Lucy desceu as escadas e foi guiada por Gorete até a sala de jantar.
O cômodo era igualmente lindo, a mesa bem grande dava a entender que era um lugar para recepcionar pessoas bem importantes.
— Lucy, está linda! — disse Gildarts ao vê-la.
— Obrigada tio — agradeceu com um sorriso.
— Oh, por favor, sente-se. — Apontou para a cadeira vazia ao lado dele.
Lucy se sentou e sorriu.
— Titio, quem é que estamos esperando para o jantar? — Lucy perguntou curiosa.
Gildarts congelou por um instante, havia chegado a hora da verdade.
— Lucy... Há algum tempo atrás, o seu pai fez um acordo... sobre o seu casamento e... — parou antes de continuar para observar a expressão de sua sobrinha, ela estava pálida e gélida.
Casamento? Perguntou-se em pensamento.
Quando Gildarts ia continuar, foi interrompido por Gorete.
— Ele chegou Sr. Gildarts — avisou.
— Obrigada Gorete, pode chamá-lo por favor — pediu.
— Claro senhor.
Lucy travou, seria a hora de conhecer o seu futuro noivo provavelmente. Escutou os passos se aproximando e fixou seu olhar na porta.
Seu olhar pousou sobre um homem de cabelos rosados que se encontrava parado com um sorriso encantador. As feições eram finamente esculpidas, a roupa escura continha adorno e ele tinha uma presença tamanha, os olhos cor de esmeralda eram profundos. Logo lembrou-se quem era ele:
O assassino do seu pai.
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