_pode abrir os olhos agora – falou Apolo para Barbara – e conheça seu novo lar.

_nossa! É tudo tão lindo. – disse Barbara

Apolo a pegou no colo e a rodou. Eles deram um longo e demorado beijo e Apolo disse:

_eu amava essa ilha quando nasci. Morávamos eu, minha mãe e minha irmã aqui. Quando elas se foram essa ilha ficou seca e sem vida e eu nunca mais voltei aqui. Agora eu tenho você e minha vida tem sentido novamente.

_isso foi tão lindo! Onde estamos exatamente?

_estamos na ilha de Delos, na Grécia.

_essa ilha é sua?

_sim, herança de meu pai.

_Você deve ser muito rico.

_digamos apenas que eu tenho trabalhado por séculos para conseguir isso.

_você trabalha com o que?

_ Faço muitas coisas. Sou meteorologista quando faz sol, sou artista, treinador físico, medico e de vez em quando trabalho no circo como vidente.

_por isso você é tão rico. Você faz de tudo.

_mais do que você imagina.

Já era noite e eles estavam em uma ilha com muitas colunas gregas derrubadas e um palácio enorme dourado, que poderia ser feito de ouro de tão brilhante, se erguia no meio delas.

_aqui é o meu palácio, atrás dele corre um rio e seguindo o seu curso tem uma cachoeira. Do outro lado do rio fica a área onde tem mais animais. Eles não atravessam o rio. Só vá para lá quando quiser caçar. Mais adiante tem as montanhas e a fonte de néctar. Ao lado do palácio fica o pomar e para o outro lado tem... Ruínas antigas de uma cidade que tinha aqui muitos anos atrás. Elas são tão interessantes que não quis tira-las. A frente do palácio fica a praia. Alguma pergunta? – disse Apolo

_tenho uma. O que quer dizer com néctar? – falou Barbara

_como? – disse Apolo fingindo que não entendeu a pergunta

_você disse: “Mais adiante tem as montanhas e a fonte de néctar”. O que quer dizer com néctar?

_como eu posso lhe explicar? Já ouviu falar de fontes de cerveja e vinho?

_sim.

_néctar é uma bebida deliciosa que eu inventei. Mas não beba mais do que um copo por dia e divida esse copo em pequenas doses. Mais do que isso faz mal.

_quanto mais conversamos mais eu vejo o quanto você é incrível.

_venha conhecer o palácio. – falou Apolo

Barbara entrou e o palácio que era incrível por fora era maravilhoso por dentro.

_me segue – falou Apolo subindo a escada para o andar superior – quero te mostrar uma coisa.

Barbara subiu junto com Apolo e eles entraram no quarto.

_é aqui que iremos dormir. – falou ele deitando na cama – porem creio que ainda é muito jovem para eu fazer o que quero.

_e o que você quer?

_casar com você! Esperarei você completar dezoito anos e então selaremos nossa união em matrimonio.

_Ai meu deus Apolo, você quer mesmo se casar comigo?

Nunca – pensou Apolo, mas em vez disso disse:

_é claro!

_obrigada – respondeu Barbara deitando-se ao seu lado (apenas deitando, não pensem besteira).

_preste atenção. Amanhã eu vou trabalhar bem cedo e volto ao por do sol. Saia do palácio, explore a ilha, banhe-se na cachoeira e divirta-se. Apenas volte ao palácio antes de eu voltar.

_e se aparecer alguém aqui?

_não seja tola, ninguém vira. Eu prometo.

_certo então. Boa noite. – disse Barbara dando um beijo na boca de Apolo

_boa noite. Vejo você amanha.

Barbara dormiu profundamente e teve um sonho que mudaria sua vida:

Ela estava em uma caverna escura e havia um trono ali. Um homem estava sentado ali a encarando.

_Barbara? – perguntou o homem

_como sabe o meu nome? – perguntou a menina assustada

_sou seu pai Barbara, sei de coisas que você nem imagina.

_você é meu pai?

_sim Barbara. Alguém ou alguma coisa fez você esquecer-se de mim, de seu irmão e de seus amigos. Não deixe que eles alcancem seu objetivo.

_do que está falando? – perguntou Barbara enquanto um estranho vento a empurrava fortemente para longe do homem em direção a uma porta.

_lembre-se de quem você é.

Barbara acordou assustada. O sol brilhava lá fora e Apolo havia saído.

Ela levantou se e tomou um banho frio. Enquanto a água escorria ela lembrou-se do sonho. Lembre-se de quem você é, palavras que ficaram gravadas em sua cabeça. Será que aquele homem era mesmo seu pai. Saindo do palácio ela encontrou um arco e uma aljava com três flechas encostado-se a uma árvore. Ela viu uma macieira e escolheu a maior e mais vermelha maça. Apontou e disparou a primeira flecha contra o alvo. Na mosca. A maça exatamente na mão de Barbara.

_bela mira – disse uma voz grossa atrás dela

Ela olhou assustada para trás e viu o menino que disse ser seu irmão.

_o que faz aqui? Como me encontrou? O que quer comigo? – perguntou Barbara apontando o arco para ele

_calma, eu só quero conversar com você. Por favor. – pediu ele

_por que devo confiar em você?

_porque quando você estava dormindo aquele dia eu poderia ter te machucado. Mas não fiz nada. Quero te explicar por que.

_entre – disse Barbara abaixando o arco

_Apolo esta? – perguntou o Nico

_não, ele foi trabalhar.

_como é namorar um deus?

_do que está falando?

_ah você sabe.

_não, não sei. Apolo é muito legal, mas não sei se chamaria ele de deus.

_ele não contou a você?

_contou o que?

_vamos entrar Barbara. Temos muita coisa para conversar.

Notas finais
Apolo está dando raiva até em mim que sou a escritora. respondam a pergunta por favor: vocês acham que Apolo está agindo certo mentindo para barbara?