O Vingador Infernal
7 Baile
Notas iniciais
Na festa...
— Ei, cara! Soube que está trabalhando com umas coisas mais fortes essa noite –insinuei em voz grave com ênfase na palavra “fortes”.
— Pode esquecer, ele está fazendo jogo duro. – Uma moça falou, se virando para mim.
— Hum, aposto que ‘cê não iria gostar se essa história fosse parar na diretoria do colégio. – Eu me dirigi ao barman em tom de malandragem.
— Eu iria negar até a morte. Além disso, vocês não teriam como provar. – Ok, ele é difícil.
— Isso tudo é porque sou negro não é, seu racista!
— Olha aqui, o que você é afinal? Um centauro inútil? Um elfo? – Interrogou uma morena, ela estava junto com a garota. – Duvido que desvie um feitiço poderoso de uma bruxa.
— Ou melhor, duas. – A primeira moça se impôs. Ela era loira e fofa, como uma boneca.
— E a força de um bárbaro – completei, mentindo.
— Está bem, chega. Vocês venceram. – Ele buscou três copos e os serviu.
— Conseguimos! – Gritei em meio às conversas da multidão em nossa volta, todos rimos vitoriosos e bebemos o drinque.
— Eca! – Exclamou a morena depois de tomar a vodka – isso aqui é pior que uísque.
— Eu precisaria de bem mais que isso para curar minha mágoa – A loira falou fitando meu copo.
— Mas que foi divertido foi – Eu disse, ainda sorridente.
— Qual seu nome? – Ela perguntou.
— Gary. Gary Tablo. – Estendi a mão e eu a apertei, o observando. — Você disse que está magoada. O que houve?
— Eu... já volto! – A amiga morena falou em voz alta e se ausentando.
— Posso ir à toalete primeiro? Prometo que conto quando voltar. – Sunori sorriu deixando o bar, sem esperar por resposta.
Ela não voltou.
Eu sei, tive um crush rápido nela e ela me deu bolo. O que eu estava pensando?
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