O Viajante De Animes

47 Cap 7 Second Season!


Notas iniciais
Autor - Seria mais alguém ou apenas eu que baixei o Shadow of the Colossus e to jogando que nem doido? Willian - Eu também! AGRO! ( Serena assovia mas falha e acaba cospindo) Autor - ECA! Tira essa coisa do meu braço! Willian - Pera! Vo pegar um lenço! Serena sai correndo para algum lugar da casa. Autor - BOM! Peço desculpas pela demora na postagem dos capitulos, eu estava (estou) passando por uma fase ruim na minha vida. Entre aspas eu diria. Por isso eu acabo deixando a fanfic meio de lado de vez em quando.... Willian volta com um paninho e passa no braço do autor. Willian - Pronto! Autor - Nao faça mais isso! Willian - Desculpa! Prometo que nao tento mais assoviar. Autor - Bom... chega disso, o cap de hoje está ai. Enjoy minna!

Xx---Rina---xX

Vincent – Não quero mais saber de ver vocês duas lutando! Nunca! Ouviram?! Nunca!

E la estava eu escutando o que parecia ser um sermão, era a ultima coisa que a gente quer ouvir depois de um dia cansativo no colegio. Ou pelo menos era o que parecia até o momento. Eu já estava cansada de ficar naquela mesa com a minha família. Minha irmã me olhava assustada e meu pai estava furioso, ainda mais pelo fato de Naty ter perdido a luta.

Rina – Sim senhor...

Naty – Sim senhor...

Ele e aquela maldita capa de rei. Apoiou a cabeça em sua mão. Um criado chegou até a mesa com mais coisas de comer e serviu a todos. Meu pai suspirou.

Vincent – Ainda não entendi bem como você perdeu Naty...

Ela resmungou algo.

Naty – Ela me pegou pelas costas com uma magia estranha.

Eu suspirei.

Rina – E é claro que você esperava que eu perdesse, não é mesmo pai?

Ele me olhou com um olhar serio. Por um instante aquele olhar me lembrou o mesmo olhar de Uchiha Obito. Mas depois abriu um sorriso.

Vincent – De certo modo sim. Mas isso me deu a oportunidade de ver o quanto você cresceu minha filha. Isso de certo modo foi muito bom!

Naty – Você não vai ficar dando credito pra ela né pai?!

Falou ela subindo a voz.

Vincent – Claro que vou. Isso significa que quem está perdendo credito aqui é você, Naty.

Minha irmã me lançou um olhar demoníaco. Eu olhei para meu pai. Ele provavelmente pensava em me usar como algum tipo de assassino exatamente como minha irmã.

“Como se eu fosse mesmo ser sua arma...”

Meu pai se levantou da cadeira.

Vincent – Continue provando seu valor Rina, se continuar assim vou ter muito orgulho de você.

E ele se virou e saiu. Aquilo tinha me dado náuseas. E do outro lado da mesa minha Irma me olhava. Ela tentou se levantar, mas a ferida no estomago dela não permitia isso direito.

“Acho melhor eu começar a tomar cuidado com a comida... Ela pode muito bem estar envenenada.”

Isso poderia ser exagero. Mas não naquele castelo. Não na minha família.

Rina – Chega disso...

Murmurei. Eu me levantei e fui em direção a meu quarto. Assim que cheguei lá eu me dirigi ao closet. Mais a fundo dele, eu tinha adaptado uma sala de estudos com alguns equipamentos.

Eu me sentei na minha cadeira e continuei o que eu tinha que fazer. Eu tinha um tipo de diário de anotações aonde eu anotava vários experimentos que eu fazia. E ultimamente eu estava me concentrando no que poderia ser a minha cartada final.

Rina – Energia da natureza...

E anotei aquilo no diário. Eu estava desenvolvendo uma forma de Modo Sennin exclusiva para min. Eu vinha trabalhando naquilo havia algum tempo, desde que eu sai de Konoha eu peguei alguns pergaminhos secretos. Neles continham relatos de que o Primeiro Hokage, podia se utilizar de um modo sennin exclusivo e criado por ele mesmo. E além disso, Naruto havia descrito uma boa parte de seu treinamento para min. Eu tirei varias informações úteis da energia da natureza, inclusive seus riscos.

“Se ele consegue eu tambem consigo!”

Pensei fazendo algumas anotações. Pelo que parecia, não era necessário se basear em um animal, mas resolvi me basear no que mais se parecia comigo. Um felino.

...

...

...

Rina – Aaaahh!

Depois de um dia como esse, nada melhor do que um bom banho de banheira. Aquilo era excelente para quem queria esquecer os problemas. Deixei-me ficar boiando por ela...

Assim que saiu do banho, percebi que seria horrível voltar aos estudos. Resolvi dar uma volta por Heaven.

Botei uma roupa digna de minha pessoa. (Ropa da Rina), mas parei ao notar a minha bandana de Konoha em cima da mesa. Com um sorrisinho eu coloquei ela na cabeça e fui dar uma volta. Assim que saiu do castelo notei o tempo meio fechado. Poderia chover, mas eu ainda tinha algum tempo.

Eu fiquei andando pelas ruas, sem ir a nenhum lugar especifico. As pessoas me cumprimentavam e eu dava uma rápida resposta. Eu as vias andando apressadamente para evitarem a chuva que estava por vir. Eu já nem me importava mais com ela. Eu passava por muitos distritos da cidade, até que eu fiquei com fome. Eu comi um doce que vendia um senhor em uma barraquinha na rua, e me sentei na calçada. A chuva logo começaria, escutei um trovão, mas bem distante da cidade.

??? – Organizando os pensamentos?

Me virei para ver quem tinha falado e tomei um grande susto. Era o Lighting. Ele estava em sua aparência transformada desde o torneio. Eu não sentia ódio pelo que ele havia feito ao Willian. A culpa não era dele, e sim do meu pai. Mas eu não gostava dele.

Rina – É... Isso faz bem.

Ele se sentou ao meu lado, não sei se foi devido ao treinamento, mas eu conseguia sentir energia saindo dele.

Lighting – É... Realmente faz.

Ficamos em silencio por alguns instantes, aproveitei para terminar de comer meu doce, mas o ofereci ao Lighting. Ele olhou aqui com desgosto.

Lighting – Obrigado, mas não gosto de doces.

Rina – Você que sabe...

A chuva vinha chegando. Dava para ver ela vindo de longe.

Lighting – Você sente falta dele não é mesmo? Do Willian?

A chuva veio em um momento propicio. Gelada e calmante.

Rina – Isso não te interessa.

Ele deu uma risada.

Lighting – Talvez... Você pretende fazer algo a respeito?

Rina – Não.

Ele riu baixinho e se levantou e saiu andando na chuva. Por um breve momento os meus olhos me enganaram, mas de costas ele ficava bem parecido com o Willian quando tinha o cabelo prateado...

Eu fiquei parada na chuva por alguns instantes e me levantei para procurar um abrigo. Havia uma livraria café ali perto, do qual eu entrei.

Não haviam muitas pessoas dentro dela. Mas reconheci uma pessoa sentada bem lá no fundo. Era a garota misteriosa da minha sala. Eu fui até ela e me sentei na mesma mesa.

Garota – Olha, só. Se não é a Princesa Rina.

Aquilo me incomodou de algum jeito.

Rina – Onegai, me chame de Rina apenas.

Ela deu um sorrisinho.

Garota – Muito bem, Rina apenas.

Não resisti e dei uma risadinha.

Garota – Aposto que quer saber meu nome.

Eu ri.

Rina – Só se você quiser me dizer ele.

Garota – Muito bem então. Eu não falarei. O que faz na livraria hoje? Procurando abrigo da chuva?

Eu concordei com a cabeça.

Rina – Sim. E talvez quem sabe ler algo que me interesse.

Garota – Algo que te interesse? Tipo o que? Reprodução? Ou conhecimento do corpo?

Falou ela com um sorriso de quem estava se divertindo. Eu fiquei meio vermelha, me lembrando daquele dia com o Kirito. Eu não achava que ela comentaria isso depois de tanto tempo.

Rina – Não! Eu... Eu prefiro os livros de auto-ajuda.

Ela concordou e virou a pagina do livro que lia.

Garota – Por que auto-ajuda? Você não tem cara de que precisa de ajuda.

Aquilo me deixou meio curiosa.

Rina – E eu tenho cara de que?

Garota – Tem cara de quem gosta de fazer tudo sozinha e que não dá a mínima para os outros.

Rina – Mas a verda...

Garota – Contudo... Eu não te conheço bem o suficiente para dizer tal coisa. E além disso, vi você mudar muito durante os anos em que eu estudo naquela sala de aula. Vi em uma época em que você era uma patricinha metida e que esnobava de todos. Depois, ficava como uma fantasma nos corredores, evitando ser encontrada. Procurando um lugar solitário a onde ficariam apenas você e seus pensamentos. Mas agora...

Rina – Agora?

Ela ajeitou o óculos que usava.

Garota – Agora você parece diferente. Mais... como posso dizer? Sabia? Mudada? Mais... Focada? Desconfiada de tudo? Não sei nem dizer...

Aquilo me fez dar uma gargalhada. Eu jamais esperava escutar aquilo referindo a minha pessoa.

Garota – Silencio. Ainda estamos em uma livraria.

Rina – Desculpe.

Garota – Mas me responda. Por que os de auto-ajuda?

Rina – Por que... Naquela época em que eu era uma patricinha, eu precisava de ajuda. Quando eu era uma... fantasma... eu precisava de ajuda. E pelo que parece... ainda preciso.

Eu fiquei olhando para a mesa.

“Acho que eu confiei na pessoa errada...”

Pensei me referindo a Kirito.

“Mas... será que a culpa foi minha por esperanças nesse relacionamento? A gente sempre foi mesmo é amigo... Acho que nunca passou disso... Acho que fiquei com ciúmes dele...”

Mas percebi que ficar pensando naquilo nada adiantaria.

“Ações falam mais alto que palavras... Qualquer hora eu falo com o Kirito...”

Garota – Oh? Você ta com uma expressão pensativa.

Eu pisquei meio atordoada.

Rina – Mesmo? Desculpa, as vezes eu fico perdida...

Ela deu uma breve risadinha.

Garota – É de se notar... Para quem olha de fora, acha uma raridade uma pessoa como você, que parece uma metidinha, ter esses momentos de sabedoria.

Fiquei olhando para a cara da maldita garota enquanto ela lia o livro. Cogitei a possibilidade de prender ela em um genjutsu e fazer ela dançar de roupa intima no meio da rua.

“Maldita...”

Xx--- Willian---xX

Eu acordei meio tonta, mas descansada. Percebi que ainda estava com as mesmas roupas. Me levantei e olhei bem a onde eu estava. Parecia uma casa, e eu deveria estar em uma espécie de enfermaria. Reparei em Yzuma deitada em uma outra cama, assim como Yume, o que já me fez ficar aliviada. Haviam algumas pessoas em volta de uma grande mesa ali perto, e elas conversavam animadamente. Procurei alguém conhecido ali, e reparei em Yuno e Morrigan na mesa. Eu me pus de pé e reparei em uma sandália no chão que era muito parecida com aquela que os ninjas usavam. Eu a calcei e fui na direção da mesa coçando o meu olho por ainda estar sonolenta.

Willian – Errr... Oi.

Todos instantaneamente me olharam. Meus olhos se arregalaram. Vi pessoas que praticamente eram de vários animes, mas a grande maioria delas estavam com olhos vermelhos.

L – Como está se sentindo... Serena?

Eu pisquei meio atordoada, minha mão tremia, por que L. Lawliet tinha falado comigo.

Willian – E-e-eu... Você é mesmo o L?!

Em cima da mesa tinha um pratinho com alguns doces. Deveria ser ele mesmo. Ele me olhou surpreso. Ele estava sentado de seu jeito peculiar na cadeira.

L – Claro, até onde eu sei, eu sou eu.

Akise – Ryusaki-san, acho que ela ainda está meio confusa.

Eu olhei para o lado de L. Akise Aru me olhava com aquele sorrisinho.

Willian – Akise! Akise Aru!

Takagi – Então ela realmente não se lembra de nada? Isso é estranho...

Isabela – Por que as memórias dela ainda não voltaram, Morrigan?

Morrigan ficou pensativa.

Morrigan – Não sei bem. Talvez estejam bloqueadas. Vou tentar achar uma solução pra isso.

Temari – Então ela não se lembra de nada?! Ótimo!

Temari se levantou e veio andando em minha direção. Ela parou na minha frente.

“Que delícia de garota! Ela não era assim no anime...”

Temari – Escuta aqui garotinha! Quem manda por aqui sou eu! Ou seja você tem que obedecer as regras por aqui e...

Eu não terminei de ouvir ela falar por que alguém havia se jogado no meu pescoço. Eu dei um grito e eu e seja lá quem for caímos no chão. Era uma simples garota lindíssima com uma roupa de empregada, o que só isso já a tornava um colírio para meu olhos.

Mika – GOSHUJIN-SAMA!!! VOCÊ VOLTOU PRA MIN!!!

Isabela – Ei! Mika ! Deixa ela respirar!

Foi quando eu percebi que era a Isabela, uma das servas de Riser Phenex do anime Highschool DxD. Ela usava sua estranha mascara no rosto.

Takagi – E além disso quem disse que você manda aqui Temari?! Esqueceu quem deixaram no comando?!

Temari – Tenho mais experiencia do que todas aqui...

Morrigan – Não tem não! Nem de longe!

Yuno – Acho que antes da gente cair no fight a gente devia...

L – Cai no fight? O que é isso Yuno?

Yuno piscou surpresa.

Yuno – Ah! Gomen! Aprendi isso no mundo da Serena-chan!

Akise – Muito bem minna! Vamos primeiramente explicar o que se passa aqui para a confusa Serena!

Mika – Eu explico!

E a tal Mika sai me puxando até a porta, aonde foi interrompida por gritos.

Mika – O que foi?!

Takagi – A gente não ia explicar pra ela?!

Mika deu um sorrisinho sedutor que eu adorei.

Mika – Eu ia fazer isso lá no meu quarto!

Temari – Ai deus...

Morrigan – Ue, cadê a Reynalle e a Rias?

Willian – CADE A RIAS?!

Akise – Bom... Era isso que a gente queria te falar Morrigan-san... Ela disse que ia organizar algumas coisas no mundo dela e não voltou mais.

Willian – Ah... Só por que eu queria ver ela...

Yuno – E a Reynalle-san?!

“Reynalle também?! Mas o que eu tava pensando quando escolhi ela?!”

Pensei incrédula.

Takagi – Bom, a gente achou um bilhete do Willian debaixo da cama dela.

Eu cansei de ficar em pé e fui me sentar na cadeira enquanto escutava sons de protesto. Logo um papel branco foi colocado sobre a mesa, do qual Morrigan e Yuno leram, e depois eu peguei.

Reynalle

Como meu ultimo pedido antes de eu ir ao torneio, por você ser a minha primeira serva, eu gostaria e muito que você fosse fazer um treinamento especial em um anime chamado Kuroshitsuji. Ao chegar lá, peça informações e eu queria que você fizesse um treino especial com Sebastian Michaelis nesse tempo em que eu estou fora. Se ele se recusar insista! Diga a ele o quanto você ouviu falar dele e que estaria disposta a aprender com ele o que ele sabe.

Atenciosamente Uchiha Willian

Li aquela carta sem entender nada.

“Eu?! Um Uchiha?! Só pode ser zoeira! Não... Só pode ser milagre!”

Willian – Escuta... Ninguém vai me dizer o que ta havendo aqui?!

Morrigan – Pensei que já tivesse te dito!

Willian – É mas você não me disse que eu era um Uchiha!

Yzuma – Quem é Uchiha?

Eu olhei para o lado e vi uma Yzuma com uma cara de sono tão Kawaii que quase fui agarrar ela.

Eu acenei com o braço que nem uma retardada pra ela.

Willian – OLHA YZUMA!! EU TO FALANDO COM A TEMARI!!

Temari me olhou estranho, mas Yzuma arregalou os olhos.

Temari – Mas eu nem tava falando com você...

Yzuma – CARALHO! PUTA QUE PARIU È ELA MESMA!

Yzuma correu e agarrou Temari com um abraço. Temari gritava tentando se soltar.

Temari – MAS QUE DROGA È ESSA?! ME SOLTA GAROTA!!!
Yzuma olhou para o lado como um cão morto de fome.

Yzuma – OW MY GOD O L!!

Ela correu numa velocidade absurda e agarrou o L, que a unica coisa que fez foi pegar mais um doce do prato. Yzuma dava gritinhos de fangirl.

Yzuma – AW GOD! ISSO È UM SONHO!

Temari – Um pesadelo isso sim é que é...

L – Se você continuar me apertando eu vou deixar o meu doce cair!

Yzuma – Não tem importância! Eu te dou na boca!

Falou ela catando um monte de doces do prato e enfiando na boca dele, que acabou se engasgando.

Akise – Ryusaki-san!

Akise fez o erro de falar aquilo em voz alta. Yzuma olhou pra ele com uma olhar de fome de fangirl.

Yzuma – AKISE ARU!!!

Ela foi até ele correndo e o abraçou, cuja a única reaçao foi fazer uma cara de tédio.

Willian – Ei! Keep calm ai doida! Voce ta interrompendo algo!

Yzuma largou o Akise e veio ficar do meu lado.

Yzuma – Meu Deus, eu quero muito ver o meu Itachi agora!

Willian – Nossa, se você ver ele é capaz de você matar ele com essa loucura de fangirl adoidada.

Yzuma – Nop! Jamais mataria ele! Eu colocaria ele em um potinho de vidro e ficaria olhando ele pra sempre.

Temari – Alguém de um jeito nisso antes que eu de... Hoje eu realmente não to afim de matar ninguém...

Yzuma – Temari, você já catou o Gaara?

Willian – Nossa é mesmo! Eu sempre quis perguntar isso pra você!

Temari ficou vermelha.

Temari – N-não! Ele é meu irmão!

Willian – E dai? Nunca ouviu falar de incesto? Nossa eu já vi umas imagens de vocês dois.

Yzuma – Eu também, vocês ficam muito lindinhos juntos!

Ela começou a gagejar e ficou mais vermelha.

Willian – “Ah Temari, eu sempre te amei!”

Falei encenando o Gaara, Yzuma riu.

Yzuma – “Ah Gaara, eu também! Mas nosso amor é proibido!”

Willian – “Temari, quanto mais proibido melhor... Agora vamos lá pro chuveiro pra te mostrar minha técnica nova da lança da Areia...”

Falei caindo na gargalhada com a Yzuma. Temari deu um gritinho e abaixou a cabeça cobrindo ela com os braços.

Yzuma – E você L!

L – O que tem eu? Já não basta quase me matar no meu próprio doce?

Yzuma – É verdade que o Near é seu filho?!

Willian – Nossa! Sempre me perguntei isso!

L – Não. Ele não é meu filho. Ele é meu substituto no caso...

Yzuma – Ah ta. E você Akise! Você curte um yaoi né safadenho!?

Akise ficou com uma cara de perdido.

Akise – E-eu...

Willian – Ta na cara que sim! Eu lembro de quando você falo pra Yuno que gostava dele só que coisa além de amigos! Você gosta mesmo é duma cobra né safado!

Akise ficou vermelho, mas não negou nada, o que me fez rir mais ainda.

Morrigan – Mas por que vocês duas estão assim?!

Eu olhei pra cara da Yzuma e fiz um sinal de facção e engrossando a voz.

Willian – Porque nóis é du gueto, e nois é BR. E br é na zueira e no hue.

Yzuma riu e me acompanhou fazendo outro.

Yzuma – Sapporra ai memo mano. Aqui é elite dus loco ta ligadao?

Temari – É serio. Se for continuar isso, eu saio daqui e não volto mais.

Takagi – Será que vocês duas podem parar um pouco?!

Yzuma – Alá! Não é aquela do highschool of the dead que gosta do Hirano?

Takagi ficou vermelha.

Takagi – Eu não gosto do...

Willian – Não Yzuma-chan! Ela gosta é do Takashi! Ela adorava ver ele com o bastão na mão!

Takagi não tinha a onde enfiar a cara.

Willian – Alá viu ta até vermelha! Tu gosta memo é dum novim safado com o bastão na mão né?!

Takagi gritou. Yuno ria atoa no canto da sala.

Akise – Yuno-chan! O que ta havendo com essas duas!?

Yuno – Elas chamam isso de zoeira never ends.

Yzuma – Exatamente, pelo simples motivo de que...

Ela apontou para min.

Willian – Por que a zoeira never ends. Capitulo quatro, versículo oitenta e oito do salmo da zoeira. “ A onde houve uma zoeira...”

Yzuma – “Sempre hei de haver outra zoeira...” Belíssimas palavras Serena...

Willian – Pode crer...

Temari – SERÀ QUE DA PRA PARA COM ESSA MERDA DE ZOEIRA?!

Willian – UUUIIII!!!!

Yzuma – Sintomas de falta de sexo. Escândalos, gritos e loiras delinqüentes gritando.

Willian – Me responde Temari a quanto tempo você não da uns pega no Shikamaru? Ou você vai na mão mesmo?

Ela gritou de novo.

Isabela – Da pra calar a boca vocês duas?!

Yzuma – Ah! Essa não vale! Não sei de qual anime é ela!

Willian – Eu até sei, mas ela não da pra zoar. Que sem graça.

Yume – O que ta acontecendo aqui?

Uma Yume vinha com sua cadeira de rodas e parou perto da mesa.

Yume – Não da pra acreditar! Olha só essas pessoas!

Ela tinha um olhar vidrado.

Morrigan – Ótimo! Agora que a Yume-san acordou, posso começar a explicar o que a gente vai fazer...

Willian – Eu quero ir pra Konoha!

Yzuma – Eu também!

Todos ficaram olhando para nós duas, mas Yume deu um sorriso.

Yume – Eu também!

Isabela – É obvio que não...

Morrigan interveio.

Morrigan – Ta tudo bem Isabela. É bom que assim aquelas duas vão ter tempo de se lembrar do que aconteceu. Talvez rever aquelas pessoas faça a memória das duas voltar.

Takagi – Mas as duas são procuradas em Konoha...

L – Não são mais. Afinal, olha a aparência delas. Elas nem se parecem com o que eram antes.

Uma mão agarrou meus seios por trás, o que me fez dar um grito. Eu olhei para trás e era a Mika, atrás dela tinha um rabo bem parecido com o de uma demoninha que estava se agitando. Yzuma ao ver aquilo caiu na gargalhada.

Mika – Sugoi! São bem reais!

Willian – É claro que eles são reais! Larga eles!

Morrigan – Vocês querem mesmo ir a Konoha?

Yzuma – É claro!

Morrigan suspirou.

Morrigan – Ta certo. Mas não hoje. Vamos ver se com um tempo vocês conseguem recuperar a memória.

Eu olhei emburrada para a Morrigan. Eu queria ir a Konoha logo.

Willian – Poxa, que pena...

Yzuma – É mesmo… Espera, por que a gente tava dormindo? Não me lembro de ter entrado nessa casa antes.

Willian – Isso mesmo!

Morrigan – Vocês desmaiaram assim que entraram no portal. Achei bem estranho, visto que ninguém nunca desmaiou antes.

Yuno – Eu também. Tivemos que carregar vocês até aqui.

Yume – Ah, ta. Agora entendo...

Ficamos em silencio enquanto eles conversavam coisas entre si.

Willian – Bom... O que a gente pode fazer em quanto ta aqui?

Morrigan – Ah, o que vocês quiserem!

Yzuma – Hum...

Fiquei pensando por uns instantes e foi quando me dei conta de que ainda não tinha tomado banho. Eu rapidamente me cheirei, ainda tinha cheiro de sangue e suor. Eu fiz uma careta, mas logo ela mudou para um sorriso.

Willian – Tem algum lugar a onde a gente pode tomar banho aqui? Quero tirar esse cheiro de sangue.

Yzuma – Concordo com você.

Isabela – Tem alguns banheiros ali no corredor...

Eu sacudi a cabeça.

Willian – Não! Quis dizer tipo uma fonte termal ou algo assim. Sempre quis tomar banho naquilo.

Mika – Ah, tem uma não muito longe daqui. Você quer isso mesmo?

Eu fiz que sim.

Yzuma – Bom... Então eu fico com um chuveiro mesmo...

Willian – Ah não! Nada disso! A gente vai junta!

Ela me olhou estranho.

Yzuma – Juntas?! Nem pensar.

Willian – Ah para! Por que não? Isso vai melhorar nossos laços de amizade! Ou algo assim...

Yzuma – Sem essa! Você não é totalmente uma mulher, se é que me entende sabe...

Eu fiquei com o rosto vermelho. Ao meu lado Yume ficou confusa.

Willian – Eu sei! Mas juro que não tento nada. E eu entro antes pra vocês não me verem.

Ela ergueu a sobrancelha.

Yzuma – “Vocês”?

Eu ri e olhou para a Yume, que fez uma careta.

Yume – Ah não...

Willian – Você vai também! E nem pense em resistir!

Morrigan – Já que vocês vão tomar banho juntas, nós também vamos!

Eu olhei para a Morrigan e para as garotas lindíssimas que nos cercavam. Isso seria tipo um céu na terra para min.

Takagi – Serio? Eu não to muito afim...

Isabela riu.

Isabela – Vai negar um banho com a Goushujin-sama?

Takagi ficou me olhando esquisito por alguns segundos e depois suspirou.

Takagi – Ta...

Yuno – Otimo, também preciso de um banho descente.

L – Espera, mas e a gente?

Falou ele se referindo a ele mesmo e ao Akise.

Temari – Vocês vão ficar aqui junto comigo.

Morrigan – Ah, vamos Temari, vai ser legal!

Temari – Não.

Morrigan – Vamos!!

Temari – Já falei que não!

Mika – Vamos! Onegai!

Temari – Ah! Ta bom! Vocês são problemáticas...

Eu olhei para trás e fiquei encarando a Temari, dei uma risadinha. Ela me olhou feio.

Temari – O que foi?!

Willian – Nada não!

Mika – Vamos!?

Morrigan – Ah! Ryusaki, Akise-kun, por favor providenciem um quarto para as duas! Elas já tem os seus próprios quartos, mas dêem uma passada por lá e limpem eles sim?

E juntas nós todas saímos de casa. Era uma linda casa no meio de uma floresta enorme, com arvores do tamanho de prédios de 4 andares. Eu fiquei fascinada observando a natureza ao meu redor sabendo que jamais encontraria algo assim no outro mundo.

Yume – É lindo...

Comentou Yume, que era levada por Yuno.

Yzuma – Com certeza.

Ao andarmos um pouco logo chegamos ao que parecia ser a base de uma montanha. Lá tinham algumas fontes, aonde a água era aquecida pelo magma do fundo da terra. Haviam varias ao longo do caminho, mas elas insistiram em continuar e foram até a entrada de uma caverna, e ao entrar conseguimos ver uma piscina não muito grande e que era fechado em volta, mas bem reservada e que ninguém incomodaria a gente. Era perfeito.

“Incrível...”

Assim que olhei para o lado eu tomei um susto pois as mulheres já tinham começado a tirar a roupa. Yzuma ficou me olhando com a cara feia.

“Droga! E agora?! Como vou tirar a roupa sem que elas me vejam?!”

Eu rapidamente tirei a camisa e a calça, assim como a sandália. Eu acabei por ficar apenas de calcinha e sutian do qual eu o tirei rapidamente. Sem que ninguém notasse eu tirei a calcinha bem rápido e entrei na água rapidamente o que me rendeu um gritinho pois ela estava quente.

Eu me abaixei até na altura do pescoço e fechei os olhos aproveitando o calor. Mas a conversa das garotas me desconcentrava, eu nunca tinha tomado banho coletivo antes, ainda mais rodeado de mulheres bonitas, o que era um perigo. Eu poderia acabar ficando excitado. Mas acima de tudo eu fiquei um pouco envergonhada.

“É só ninguém chegar perto demais que ta bom...”

Yume – Alguém se importaria de me ajudar sabe?

Isabela – Ah, pode deixar.

Eu escutei um barulho de água e abri os olhos. As duas estavam já dentro da piscina, assim como as outras garotas do qual todas estavam com a água até o pescoço. Notei Yzuma meio envergonhada em um canto perto de min. Eu cheguei um pouco mais perto dela. A pele branca dela reluzia com a água, algo que a deixava bem mais bonita.

Willian – O que foi?

Sussurrei baixinho.

Yzuma – Não é nada...

Willian – Pode falar! Sei quando algo ta errado com você!

Ela suspirou e apontou para min. Eu não compreendi.

Willian – O que?

Ela abaixou mais ainda na água.

Yzuma – Eles estao boiando...

Eu olhei para baixo e vi meus seios subindo, eu rapidamente abaixei mais na água e coloquei o braço por cima.

Willian – Ah valeu. Mas não era por isso né?!

Yzuma – Não... É que... Os meus sabe... Não são muito grandes. E-e além disso eu nunca tomei banho com outras garotas antes.

Eu tentei animar ela.

Willian – Sei o que ta querendo dizer. Mas tenta relaxar. Somos mulheres... Quase, eu diria... Mas somos quase a mesma coisa. Não tem vergonha nenhuma nisso.

Yzuma – Ta... Vo tentar relaxar... Mas isso não muda o fato de que são pequenos...

Eu dei uma risadinha, mas logo fiquei seria.

Willian – Temos que voltar ao nosso mundo.

Yzuma – Pra que?

Respondeu ela fechando os olhos. Ela suspirou de um jeito que me fez querer agarrá-la.

Willian – Temos que trazer nossas mães pra cá! E além disso, quero saber o que houve com aquele Dragão! Imagine o que as pessoas vão fazer quando virem um Dragão! Se é que elas já não morreram.

Yzuma – Bom... Talvez a gente deva mesmo. Mas só quando a gente recuperar a memória.

Eu concordei com ela e fiquei olhando a Yume conversando com a Temari, que estava muito bonita de cabelo solto. Fiquei tentando olhar mais para baixo na água para tentar ver os seios dela, mas não consegui.

Willian – Ela ta aceitando bem o que a gente fez...

Yzuma – A Yume? Sim... Parece que sim. Mas a gente deveria pedir desculpas a ela.

Willian – Concordo. A gente praticamente forçou ela a vir aqui.

Yzuma – Ah... Mas sem ela a gente ficaria meio desunidas.

Eu ri.

Willian – É verdade... Mas e você? Tem vontade de trazer alguma amiga sua pra esse mundo?

Yzuma ficou em silencio alguns segundos antes de responder.

Yzuma – Talvez... Mas e você? Alguém?

“Quem?... Eu nunca tive amigos que me entendiam...”

Pensei com desgosto.

Willian – Não. Eu nunca fui muito intimo de ninguém a ponto disso.

Yzuma deu uma risada.

Yzuma – A gente deveria fazer ao menos algumas boas ações sabe!

Willian – Boas ações?

Yzuma – É! Voltar ao nosso mundo de vez em quando e ir em eventos de anime! E fazer competições, quem ganhasse poderia ir para um mundo que quisesse!

Eu pensei por um momento na idéia, mas logo já estava rindo.

“Seria bom dar a alguém a mesma oportunidade que eu tive...”

Willian – Acho que seria bem legal! Mas a gente tem que recuperar a memória primeiro.

Yzuma concordou com um sorriso.

Temari – Sobre o que vocês duas estão conversando?

Falou Temari e as outras garotas se aproximando de nós.

Takagi – Vocês duas estão ai faz um tempinho!

Willian – Não é nada! A gente tava apenas conversando sobre como isso tudo é incrível...

Yume – Eu estava dizendo a mesma coisa a Temari-san!

Temari deu um sorrisinho para nós.

Temari – Bom, vocês duas estavam falando bastante lá dentro, e agora por que não falam?!

Yzuma – Falar o que?

Mika – Contem pra gente como é no seu mundo.

Willian – Ah, para. Vocês não sabem? E você Takagi-san? Seu mundo é igual ao nosso!

Ela ficou em silencio.

Takagi – Só que sem aqueles malditos zumbis...

Morrigan – Vamos, contem a elas!

Eu, Yume e Yzuma passamos uns 10 minutos contando varias coisas do nosso mundo embora Yuno, Takagi, Isabela e Morrigan já conhecerem bastante dele. Cheguei a mencionar do mangá Naruto para a Temari.

Temari – Que droga. Não é que você tinha razão?

Willian – Como assim?

Ela riu e tirou uma franja de cabelo da frente.

Temari – Você já me disse algumas coisas sobre seu mundo. Na verdade estou aqui agora por que você ajudou meu irmão e eu enquanto estávamos em Konoha no exame chunnin. Você inclusive já me mostrou aquele bagulho que eu esqueci o nome... Ah... Como era mesmo o nome?...

Falou ela fazendo uma cara de pensativa enquanto eu absorvia o que ela tinha acabado de dizer sobre min.

Temari – Ah! Era um Ps3! A gente já jogou Ps3 juntos! E viu um filme que tinha a Takagi-san!

Yzuma – O que?! Não acredito!

Willian – Ah! É por isso que meu Ps3 tava novinho! Não era o meu! Cara, não acredito que eu ajudei a Temari...

Antes que minha coragem me abandonasse eu completei.

Willian – Uma das garotas mais bonitas e inteligentes dos animes!

Fiquei olhando o rosto dela ficar vermelho e ela se encolher na água, ela ficou olhando pro lado.

Temari – Ah... Arigatou...

Eu fiquei surpresa.

“Oh! Achei que ela ficaria nervosa!... Será que ela gosta de min?”

Achei aquilo absurdo e logo ignorei aquilo.

Morrigan – Ora! Serena-chan, isso é injusto com as outras garotas e comigo! Não vai nos dar atenção?

Falou ela se levantando na água. Meu olhar ficou vidrado nos seios dela. Eu fiquei imediatamente excitada e para meu azar o bico meus seios havia ficado duros. Morrigan notou isso e riu. Mas quem veio para cima de min foi a Mika, que me olhava sedutoramente. Ela parou na minha frente.

Mika – Go-shu-jin-sa-ma! Posso esfregar suas costas?

Yzuma – Ah não... Nem pensar, eu to saindo.

E nisso eu escutei um barulho de água e ela saiu da piscina.

Yume – Ei... Eu não quero ficar aqui!

Temari – Ta tudo bem. Eu já to saindo mesmo. Não ficaria aqui por nada nesse mundo.

Morrigan – Eu também. Mas embora eu desejasse ficar, só não fico por que agora que estou de volta, tenho que voltar ao meu mundo.

Yume foi tirada da água por Temari, que eu fiz questão de olhar ela saindo da água. Ela era linda e perfeita em todos os aspectos.

Assim que elas foram embora, as únicas a ficar eram a Takagi, Isabela, Yuno e a Mika. Elas me olharam com sorrisos no rosto. Eu comecei a ficar nervosa.

“Quatro ao mesmo tempo?! Será que eu agüento?!”

Eu respirei fundo, mas soltei um breve gemido assim que a Mika veio esfregando seu próprio corpo contra o meu e ao chegar perto do meu rosto ela me roubou um beijo...

Xx---Rina---xX

Assim que a chuva parou eu sai da loja. Aquela Garota era muito legal de se conversar, mas não conseguia fazer uma frase inteira sem me ofender de algo indiretamente ou diretamente. Eu respirei aquele ar assim que sai. Eu adorava aquele ar de quando chove. Aquilo deixava minhas emoções mais calmas. Fiz meu caminho até o lugar que eu mais gostava, agora ele deveria estar do jeitinho que eu adorava. Com cheiro de chuva.

Fui caminhando durante um bom tempo, e logo já estava nas planícies, tudo parecia bem verde por lá, o que me agradava mais ainda. (Musica)

Fui até debaixo da arvore a onde eu havia ficado com o Willian. Era o lugar que mais acalmava minha mente. Me acalmava tanto que eu acabava ficando em um estado receptivo de informações. Eu ficava simplesmente em um estado de aceitação com tudo ao meu redor.

Eu me sentei e fiquei observando a paisagem, era linda. Haviam alguns animais a solta por ali o que deixava aquilo com um ar mais tranqüilo. Eu fiquei ereta e me sentei de pernas cruzadas e comecei uma serie de respiração. Eu estava meditando.

“Inspire... Respire...”

...

...

...

Eu abri os olhos e olhei ao redor com uma grande paz. Embora eu estivesse triste com a ida do Willian, eu tinha que continuar e achar uma resposta. Ele teria preferido assim.

Uma gota de água caiu bem no meu nariz. Eu sacudi a cabeça incomodada. Gatos não odiavam a água, mas preferiam evita-la. Alguns até gostam de água. Foi quando me lembrei.

“Nossa, até esqueci que posso me transformar em gata. Já faz muito tempo que não faço isso.”

Eu continuei observando tudo por vários minutos. Foi quando eu decidi me transformar em gata novamente. Eu tirei do bolso o anel de prata de transformação e o coloquei no dedo da mão esquerda. Quase que imediatamente meu corpo mudou. Era estranho voltar a fazer aquilo. Eu tinha perdido o costume de andar por ai de felina. Eu olhei para a minha pequena pata, nela agora havia um pequeno anel. Eu testei alguns músculos antes de decidir.

“Faz muito tempo mesmo... Vamos dar uma volta então!”

Pensei andando em direção a cidade, eu subi em um telhado baixo de uma casa com um pulo e pulei para um mais alto. Eu ia caminhando pelos telhados observando as pessoas abaixo de min. Enquanto eu andava eu notei outro gato andando no telhado do outro lado da rua, ele era branco e cinza. Ele ficou me olhando passar. Aquilo me fez dar um sorriso.

Eu escutei um sino. Eu imediatamente olhei para o colégio mas não era de lá. Era bem mais perto de min. Eu acompanhei o som até a entrada do que parecia ser uma igreja. Aquilo me fez ficar surpresa. Em Heaven não tínhamos muito espaço para religião e geralmente quem praticava alguma preferia faze-lo em sua casa para não incomodar os outros. Fiquei curiosa para saber o que aconteceria e fui na direção dela. Eu sabia que não poderia entrar pela porta da frente como uma gata, e notei o que parecia ser uma entrada em uma janela redonda na parte da frente da igreja. Eu ligeiramente avancei pelos telhados e tive que subir mais um pouco até alcançar a janela, do qual eu entrei, mas não tinha chão em baixo, e sim algumas vigas e abaixo delas haviam vários bancos. A igreja era bem humilde, com algumas imagens nas paredes. Haviam duas fileiras de bancos separados e entre elas haviam um tapete vermelho por onde alguém deveria passar. Havia um altar na frente dela e atrás do altar havia uma grande janela que havia mais imagens estranhas. Era de fato algo bem bonito e fascinante embora eu não conhecesse o significado. Ao lado direito do altar haviam vários instrumentos musicais e inclusive um órgão e um violino.

“Que tipo de musica será que vou ouvir? Ou melhor, como será essa religião?”

Eu só conhecia algumas, e uma delas é a que eu havia aprendido vendo o Willian estudando em Skyrim com o velho Arngeir. Eu não gostava muito de religião, era uma das coisas que eu havia aprendido com meu pai e com minha irmã. Eles discordavam fortemente da pratica de “murmurar para o ar em busca de ajuda”.

Mais uma vez o sino tocou e depois de um tempo varias pessoas foram entrando e se sentando nos bancos. Todas elas, homens ou mulheres haviam expressões serias. Algumas pessoas ficavam olhando as imagens com olhares perdidos, outros com reverencia. Entre elas eu notei com um susto, o comerciante chefe da cidade, o Duque Francis. Ele tinha uma expressão pesarosa no rosto. Do lado dele estava sua esposa e sua filha, que eu me recordava vagamente dela no colégio.

Eu me deitei na viga e esperei balançando a cauda. Eu estava ansiosa para saber o que ia acontecer.

De uma porta na igreja, entraram umas 20 pessoas de branco. Eu observei elas caminhando em silencio até o altar e lá elas pegaram os instrumentos e algumas não. Uma delas começou a musica com uma harpa. (Musica )

Aquela musica me deixou pasma. Ela me lembrava o modo como eu ficara quando eu estava meditando no campo a algum tempo. Me lembrava os campos quando os ventos vem do sul e agitam as folhas das gramas. E eles adicionaram a voz, e para meu agrado uma flauta tocando uma melodia mais tranqüilizadora. Cheguei a pensar que aquilo poderia ser um genjustu, mas descartei a possibilidade. Aquilo nem mesmo era magia, era apenas a musica. Eu me peguei cantando a canção junto com o coro. Ela era perfeita...

Quando ela acabou com a nota final, eu suspirei. Era a melodia mais bonita que eu já havia escutado. Cheguei a ficar meio triste depois que ela acabou.

Em seguida uma jovem que não devia ter mais de 17 anos que era bem bonita e tinha um cabelo loiro bem bonito e liso que caia sobre o rosto e ia até as costas, ela foi para o altar. (Musica) Outra musica começou cantada pela jovem, que agora parecia bem nervosa e olhava para um banco vazio.

Ela tinha uma voz impecável. Eu fiquei surpresa por causa da idade dela inclusive.

Garota – Listen to my voice calling you...

[ Calling you out of the darkness.

Hear the devil’s cry our sin...

Always turn you back on him.

A musica acabou com uma nota e com a voz dela. Olhei aquilo surpresa e com um pouco de inveja.

“Eu gostaria de ter uma voz assim...”

Foi quando notei que agora, em vez do banco vazio, havia um cara sentado nele. Xinguei baixinho ao reconhecer ele como sendo o Lighting, mas me repreendi por ter feito aqui na igreja. A garota acenou para Lighting, que retribuiu com um sorriso. A multidão da igreja logo aplaudiu. Logo ela saiu e foi se sentar ao lado de Lighting. Ele tinha um sorriso calmo e divertido no rosto e a jovem parecia gostar dele, e pelo que parecia ele dela.

“Quem diria... Até mesmo os caras maus tem seus momentos.”

Pensei com um sorriso. Um senhor que parecia bem velho, se pois a frente do coro. Ele era bem velhinho, cheguei a pensar que ele poderia até mesmo ter uma ataque cardíaco ali. Aquilo me fez rir.

Velho – Sejam bem vindos... É a primeira vez que aqui estamos reunidos, nesse mundo onde a paz permanece a muitos anos. Gostaria de agradecer a Lighting, por ter nos dado a oportunidade de morar aqui. É um presente muito bem vindo... Lorde Oromis, O imperfeito Que É perfeito, com certeza está nos observando junto de seu fiel companheiro de alma e coração, o Grande Dragão Dourado Glaedr. Oremos em agradecimento a tal presente magnífico e para nos purificarmos de nossos pecados...

Todos ali fecharam os olhos e juntaram as mãos. Eu fiquei observando enquanto eles rezavam. Eu olhei novamente as imagens e reparei que eu havia entendido a imagem principal. Tratava-se de um homem de cabelos prateados e com uma expressão solene no rosto. Ele trajava uma armadura dourada com um cachecol vermelho no pescoço, que estava de lado devido a um vento, na cintura uma espada de cor dourada no qual ele estava com a mão. Ele estava encostado no que eu não entendia ser, mas agora reparava que era um imenso dragão dourado. Ambos, tanto o homem quanto o Dragão tinham olhares distantes. Eu me levantei e avancei pelas vigas, andando graciosamente e vi que tinha algo escrito embaixo da grande imagem. Primeiro em uma língua estranha e embaixo a tradução. Me esforcei ao máximo e consegui ler.

“ Atra esterní ono thelduin. Mor’ranr lifa inin hjarta onr, Um du evarínya ono varda...”

Julguei aquilo impronunciável, mas embaixo havia uma tradução.

“Que a felicidade o guie. Que a paz viva em seu coração, e as estrelas zelem por você...”

Ao olhar novamente para a imagem reparei que o tal homem tinha orelhas pontudas, quase que como um elfo. Ele era bonito mas parecia ser bem velho, mas ao mesmo tempo novo.

“Que religião estranha...”

Foi quando eu percebi no anel de minha pata, ele tinha palavras gravadas nele. Não dava para saber quais eram, mas fiquei desconfiada de que poderiam ser as mesmas daquela imagem.

“Vou investigar isso mais a fundo qualquer hora... Mas agora eu preciso mesmo é descansar...”

Mas pensei que não seria tão ruim assim ficar e assistir, afinal eu já estava ali mesmo.

Fiquei assistindo o resto, não foi tão ruim assim. No final eles tocaram novamente aquela mesma musica do começo. O velho terminou com uma frase que deveria ser da mesma língua que a da imagem.

Velho – Sé mor’ranr ono finna! Que vocês encontrem a paz!

Assim que todos se levantaram e foram embora, e os funcionários da igreja tinham saído eu pulei da viga para o chão, o que me rendeu um desconforto leve por causa do impacto. Eu retirei o anel de transformação e voltei a minha forma normal.

“Só me surpreende eu voltar com as minhas roupas...”

Eu observei as palavras no anel e observei as que estavam na imagem. Eram parecidas. Eu suspirei e em respeito ao lugar eu apoiei um joelho no chão e abaixei a cabeça. Aquele era um local incrível. Depois de um tempo me levantei com a cabeça erguida. E sai em direção a minha casa.

“Agora tenho mais um mistério para resolver. Como era mesmo o nome dele e do dragão?... Ah, Oromis e Glaedr. Muito bem. Quem sabe isso não me ajuda de alguma forma.”

Fui andando pela rua cantando baixinho a musica de entrada da igreja.

Notas finais
Autor - Ah... To sem ideia pros creditos finais... Willian - Que tal um tchau? Autor - Tchau? Que coisa tosca... *Le Yzuma selvagem aparece! Yzuma - Que tal mandar um abraço? Willian - CARALHO DE ONDE TU VEIO?! Yzuma - Dali! Aponta ela para a cortina e a janela aberta. Willian - Ah ta... Autor - Bom, queria agradecer ao Perseu Season Jacksom pelos varios comentarios! Yzuma - Bota comentario nisso, o cara vive na fanfic praticamente! Willian - Porra Yzuma! Cade o respeito?! O que o Perseu vai pensa? Yzuma - Sei lá! Eu nao sou ele! Willian - Porra! Voce é foda mesmo! Nao sabe ser gentil! Yzuma - Aé?! E aquele dia em que voce nao quis dar lugar no busao pra velhinha?! Willian - E voce! Nao quis dar lugar pra tiazinha gravida! Autor - Etooo... Acho melhor ficarmos por aqui... Até mais minna... *Le Yzuma e Serena caem no fight...