O Viajante De Animes
35 Cap 35
Notas iniciais
Eu acordei descansado. Eu realmente me sentia melhor. Eu me virei para a direita e vi uma ruiva incrivelmente bonita. Eu de longe conseguia ouvir a respiração dela, ofegante em seu sonho. Eu virei para a esquerda e tinha uma belíssima garota, que era uma concorrente e tanto para a ruiva. Ela tinha grandes seios e seu jeito sedutor de ser, ela tinha um par de pequenas asas que a deixava ainda mais excitante. Ela resmungava baixinho em seu sonho.
Eu dei um sorriso e me levantei da cama, eu me vesti e fui fazendo meu caminho até chegar na cozinha. Lá tinha um relógio que indicava 7:12. Eu abri os armários da casa. Não tinha quase nada. Eu fui olhar na geladeira, estava pior ainda. Eu suspirei.
Akise – Ohayo Willian-san.
Eu me virei e vi o Akise-kun entrando na cozinha. Eu gostava dele por ele ser bem animado de vez em quando.
Willian – Ohayo Akise-kun. O que achou das camas? Dão para dormir?
Akise – Elas são ótimas, o que era esse lugar antes de vocês virem treinar aqui?
Eu continuei olhando pela cozinha procurando comida.
Willian – Meu sensei disse que antigamente esse lugar era um orfanato, mas por causa da distancia até a cidade mais próxima ele foi abandonado. Então nos mudamos para cá.
Terminei de falar fechando a porta do ultimo armário. Eu resolvi olhar na dispensa, que a porta ficava ali do lado. Eu a abri e minhas suspeitas se confirmaram. Não tinha comida. Eu me abaixei na dispensa e peguei uma pequena alça e a levantei. Ainda estava lá. Era uma maleta com dinheiro.
Akise – Nossa, isso tudo é dinheiro?
Willian – É sim! Meu sensei era rico... Ele deixou isso aqui escondido para quando eu e a Yzuma-chan precisássemos.
Akise deu uma olhada la dentro da dispensa.
Akise – Parece que estamos com um problema de comida.
Willian – Ah... Vamos ter que ir até a cidade mais próxima. Mas vou precisar de mais pessoas para me ajudar a carregar as coisas...
Akise – Isso não é um problema, posso ir com você.
Ele deu um breve sorriso, Takagi entrava na cozinha.
Takagi – Ohayo... Goshujin-sama... Ohayo Akise-kun.
Ela falou aquilo com certa vergonha.
Willian – Ohayo Saya-chan.
Akise – Ohayo!
Ela veio até perto de min e olhou em volta curiosa.
Takagi – O que estão fazendo?
Willian – Eu e o Akise-kun iríamos até a cidade mais próxima e arranjaríamos alguma comida. Quer vir?
Ela concordou alegre. Eu fiz uma lista de coisas que deveríamos obter e também um bilhete para deixar ali na cozinha.
Assim que saímos da casa eu pude sentir o sol, estava um dia excelente e ensolarado. Eu fiz meu caminho até a estrada e fui seguindo-a. Takagi e Akise iam atrás de min. Ela observavam a natureza ao redor.
Takagi – É tudo tão bonito e calmo...
Akise — Concordo.
Willian – Com certeza. Mas não se enganem, o mundo dos ninjas está em guerra.
Takagi – Mesmo? Por que?
Eu ia explicando para eles enquanto nós íamos andando. Depois de muito tempo andando nós havíamos chegado na pequena cidade. Ela não havia mudado.
Akise – Que lugar é esse?
Willian – Essa é a cidade de Kantou. Ela é bem pequena mesmo, mas é muito bonita. Ela não mudou nada desde que eu vinha aqui com a Yzuma-chan.
A rua da cidade era enorme, e ao lado da rua haviam varias lojas. Eu parei e peguei uma parte do dinheiro.
Willian – Muito bem. Primeiramente nós vamos precisar de comida. Ali na frente tem uma loja para isso mesmo. Mas vocês precisaram de roupas. Por isso vou dar algum dinheiro a vocês.
Eles concordaram e pegaram o dinheiro, eu pude ver a expressão de alegria no rosto da Takagi.
“Acho que um dia sem zumbis vai fazer muito bem a ela...”
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Willian – Tadaima!
Nos havíamos chegado em casa quase meio dia. Acabou que eles não foram suficientes para carregar a comida, eu tive que usar clones. Fomos primeiro para a cozinha e deixamos a comida guardada. Takagi e Akise foram para seus quartos guardarem suas coisas que haviam comprado. Eu fui na sala aonde eu tinha conversado com eles. Estavam todos lá, inclusive a Mika-chan. Reynalle ao me ver veio correndo até min e se jogou nos meus braços.
Reynalle – Okaeri Goshujin-sama!
Ela quase tinha me derrubado, eu dei um abraço nela e fui me sentar na mesa.
Rias – A onde você estava?
Willian – Fui comprar algumas coisas e levei a Saya-chan comigo e o Akise-kun.
L – Vocês compraram doces?
L estava sentado de seu jeito estranho na cadeira, seus olhos vermelhos me olhavam com desespero.
Willian – Alguns... Mas você devia parar de comer tantos doces.
L – Se eu parar de comer doces eu desmaio.
Eu fiquei surpreso.
Isabela – É serio?!
L – Não. Eu só estava sendo irônico. Mas eu quero doces.
Eu vi Gasai Yuno me olhando meio envergonhada ao meu lado, eu peguei a mão dela em cima da mesa.
Yuno – G-goshujin-sama?
Willian – Pare de se culpar.
Eu cheguei mais perto dela, eu sussurrei no ouvido dela.
Willian – Para provar que não estou com raiva de você, hoje a noite eu vou te fazer uma visitinha...
Enquanto eu voltava a minha posição original, eu via o rosto vermelho dela, que agora tinha um sorriso.
Rias – Sobre o que vocês conversaram?!
Eu me virei para o lado e vi Rias em pé ao meu lado. Ela me olhava com um olhar sinistro.
Willian –Nada não Rias-chan...
Ela parecia ter ficado com mais raiva.
Rias – Rias-chan?!
Yuno – Não é nada demais!
Rias se virou para Yuno.
Rias – Oh? Posso saber o que é?
Yuno deu um enorme sorriso.
Yuno – O goshujin-sama falou que hoje de noite ele vai me atacar!
Minha vontade foi de sair correndo dali. Rias pegou minha bochecha e começou a puxá-la.
Rias – Atacar?!
Willian – Yamete!! Itee!
Isabela – Meu goshujin-sama é um pervertido…
Eu olhei para Isabela, ela nem parecia incomodada com o fato de eu dormir com outras garotas.
“Qualquer hora eu descubro o por que...”
Mika – Ehh??! Você vai atacar a Yuno-chan de noite? Mas você ainda nem me atacou ainda!
Reynalle – Ta louca? Ele vai me atacar hoje de noite!
E assim se iniciou uma briga na mesa para saber quem eu iria atacar de noite. Aquilo era muito legal, mas estava virando um barraco feio, nessa hora Takagi e Akise chegaram na sala. A confusão parou quando ali perto surgiu dois portais. Em um deles Rina aparecia, e no outro eu via uma mulher com um lindo cabelo prateado, e uma expressão seria no rosto. Suas roupas consistiam de um manto da Akatsuki, que parecia ter pegado fogo nas pontas. Nas costas ela tinha uma katana. Ela ficou me encarando um bom tempo e seus olhos mudaram para um sharingan. Eu fiz o mesmo.
Yzuma – Faz muito tempo, não é mesmo Willian?
Willian – Com certeza...
Ela ficou me encarando sem piscar. Foi quando eu notei algo errado. Eu olhei em volta e ninguém se mexia. Eu entendi o que tinha acontecido e fiz um selo.
Willian – Kai!
Eu me peguei em pé, e pelo visto tinha alguém atrás de min com uma kunai no meu pescoço.
Eu escutei uma risada fria, e logo ela tirou a Kunai. Me virei para ela, Yzuma puxou uma cadeira e se sentou.
Yzuma – Você ficou lento. Itachi ficaria com vergonha se te visse agora. Depois de tudo que ele nos ensinou, você ainda se deixa cair em um genjutsu desses.
Reynalle se levantou da cadeira indignada.
Reynalle – O goshujin-sama...
Eu fiz um aceno com a mão para Reynalle se calar.
Willian – Ela está certa. Eu perdi a noção do que é ser um ninja. E é por isso que eu te chamei Yzuma-chan.
Ela desfez o sharingan e olhou cada pessoa na sala.
Yzuma – Highschool dxd, Highschool of the dead, Death Note, Mirai Nikki... Caramba, voce fez uma mistura muito doida aqui. Eu só nao sei de qual anime é aquela ali do cabelo roxo.
Falou ela apontando para a Mika-chan, que se levantou e se apresentou.
Willian – Morrigan Aensland trouxe ela e pediu para que eu cuidasse. Ela passou por muita coisa.
Nesse momento eu vi Rina conversando com a Rias sobre a Mika-chan, elas nao pareciam nenhum pouco felizes.
Yzuma – Morrigan Aensland? A Succubus?
Willian – É… Eu e ela somos amigos… Por assim dizer.
Ela deu um sorriso bobo. Eu sabia que ela estava duvidando do “amigos”.
Yzuma – Bom... Me conte o que você fez nesses últimos tempos.
Eu contei para ela o que eu fiz desde que sai do mundo ninja, ela ficou com uma expressão seria.
Yzuma – Você é um animal ou o que?! Ta me zoando?!
Willian – O que?!
Eu vi Reynalle projetando uma lança de luz, ao meu lado eu vi Gasai Yuno com a sua faca.
Yzuma olhou para Reynalle, que olhava com a cara fechada para a outra.
Yzuma – Você nem de longe conseguiria me acertar com isso. Eu abaixaria isso antes que algo te aconteça anjinha. E você Gasai Yuno, nem sendo louca do jeito que é me cortaria com essa faca.
Nenhuma das duas fez o que ela mandou. Eu vi Yzuma ativando o sharingan novamente, eu fiquei preocupado. Ela era perigosa sem o Sharingan, mas com ele...
Willian – Abaixem essas armas... Agora!
Eu vi as duas de má vontade abaixando as armas...
Willian – Mas por que disse isso?
Ela desfez o sharingan e olhou nos meus olhos.
Yzuma – Você jogou fora tudo o que aprendeu com Itachi. Aposto que o maximo que fez foi alguns jutsus. Você esqueceu das noites em claro que passamos treinando?! Das missões perigosas que fizemos?!
Willian – Eu...
Yzuma fechou os olhos.
Yzuma – Foi o que eu pensei.
Eu abaixei minha cabeça envergonhado. Eu realmente tinha esquecido tudo o que eu havia passado. Comecei a me perguntar se eu ainda me lembrava do meu treinamento com Paarthurnax. Das coisas boas e ruins daquele treinamento.
Rina – Yzuma-chan... Você não está sendo um pouco...
Yzuma olhou nervosa para a Rina. Eu senti alguma coisa batendo na mesa que fez um barulho. Eu de repente me lembrei que ela era um diclonius. Algumas pessoas olharam aquilo assustadas.
Yzuma – Está com pena dele só por que ele é um incompetente?
Rias tomou a frente.
Rias – Não! Ele não é um incompetente! Ele é forte, ele me salvou. E acima disso, ele é meu amigo. Não vou permitir que fale assim com ele.
Reynalle – Isso mesmo!
Yzuma estava se estressando, eu sabia pois eu já havia visto ela assim algumas vezes. Ela bateu novamente na mesa com a mão invisível.
Yzuma – Então me conte. Qual é o golpe mais poderoso que ele usou? E quanto tempo ele demorou para lutar com um inimigo?
Rias – Bom... Eu já vi ele usando o Amaterasu e o Susanoo...
Yzuma deu uma risada fria.
Yzuma – Pela sua cara Willian, posso supor que em suas lutas você só usava esses dois não é mesmo?!
Eu fiquei calado, ela estava certa.
Yzuma – Sua cara já me falou tudo...
Eu fiquei pior do que já estava... Eu vi Rina saindo da sala, ela parecia estar triste... Assim que ela saiu eu corri até a porta e a fechei. Eu voltei rapidamente para a minha cadeira.
Willian – Tanto faz o que você diga. A verdade é que você esta certa em tudo mesmo. Eu sou realmente um incompetente...
Yzuma – Mas o que você ganha falando isso?!
Eu já estava perdendo a paciencia com ela. Eu tinha de ser rápido.
Willian – Muito bem então. O que vou falar aqui nessa sala não deve chegar aos ouvidos de Rina por nada nesse mundo...
Todos me olhavam com atenção, Yzuma estava com uma cara de curiosa.
Willian – Eu não sei o que Rina andou fazendo nesse meio tempo que ela estava no mundo ninja... Ela deve ter ido visitar o pai. Eu ainda me surpreendo de estar vivo, já que ele me ameaçou tantas vezes de morte e de vez em quando ele até manda alguém, um mais forte que o outro, simplesmente para testar minha força.
Isabela – Mas o que isso tem a ver?
Willian – Bom... Pode ser uma hipótese, mas eu acho que Rina foi...
L – Comprometida. Em termos militares é claro.
Todos olharam para ele.
L – Entendo o que quer dizer. Você não confia nela direito por causa disso?
Era difícil dizer aquilo de minha parceira, mas eu fiz que sim.
L – Entendo... Você quer dizer que talvez no futuro haja uma chance de ela se juntar ao pai dela e te matar. Afinal ela não escolheria você ao invés do pai.
Willian – Exatamente. E é bem provável que ou eu morra, ou minhas memórias sejam apagadas. Sinceramente não gosto de nenhuma das duas. Mas odeio ainda mais a segunda... Viver tentando lembrar de algo que esqueci... Esquecer de cada um de vocês... Eu... Tenho muito medo disso. Sinceramente? Eu tenho muito medo mesmo. Eu poderia dizer que a cada dia que eu acordo e vejo vocês, é um dia perfeito para min. Significa que não vou acordar outro dia na minha cama... Na minha antiga casa...
Falei me abrindo, aquele era um dos meus maiores medos. Eu via as expressões nos rostos das pessoas ali presentes. Perder elas seriam a pior dor que poderiam me causar.
Yzuma – Wow...
Reynalle – Goshujin-sama...
Falou ela a beira das lagrimas. Olhei para ela com um sorriso. Isabela veio caminhando até min com um sorriso e me abraçou.
Isabela – Goshujin-sama... daijobu... Eu to sempre aqui.
Eu abracei ela apertado, eu queria mesmo saber se aquilo era real ou eu não estava alucinando... Eu fiquei abraçado com ela por um tempo e logo nos soltamos.
Willian – Arigatou Isabela-chan, eu estava mesmo precisando.
Isabela – Isabela...chan?
Eu dei uma risadinha. Olhei a cara de raiva das garotas ali presentes. Gasai Yuno me olhava seria.
Yzuma – Acredite ou não... Esse também é o meu pior medo... Acordar e ver que eu ainda estava na minha cama sonhando... Acordar outro dia para ir naquele colégio infernal cheio de gente que eu não gosto...
Ela tinha um olhar triste, eu entendia o por que.
Willian – O que você acha de voltarmos lá e matar alguns funkeiros?
Ela me olhou com um sorriso.
Yzuma – Ah! Eu adoraria... Eu faria tanta coisa legal com eles...
Rias – Funkeiros? O que é isso?
Willian – Não queira saber... Mas voltando ao assunto. O que eu quero dizer é o seguinte. Nós vamos lutar com outros viajantes certo?
Ela concordou com a cabeça.
Willian – E o que acontece aos perdedores?!
Yzuma arregalou os olhos.
Yzuma – Eu já ouvi Niria comentando isso com outro cara de Heaven... As memórias... são apagadas...
Willian – Exatamente. E é por isso que eu te chamei aqui também. O pai de Rina me odeia por causa de uma profecia ridícula, e eu não quero perder minhas memórias. Nunca.
Yzuma – É so eu ganhar! Se eu ganhar eu...
Willian – Se você ganhar, ótimo! Mas e se perder?
Ela ficou com um olhar triste.
Willian – Exatamente! Você nunca vai se lembrar de mais nada... Nem mesmo do Itachi, ou de min.
Ela ficou um tempo olhando para o chão, mas logo me olhou decidida.
Yzuma – Qual é o plano?
Eu dei um sorriso.
Willian – Eu tenho um Death Note. Vou matar algumas pessoas com ele e vou tentar perder a posse do caderno e vou esconder ele na minha antiga casa em um lugar que só eu sei. E quando eu o encontrar minhas lembranças de quando eu matei usando o Death Note irão voltar.
Ela deu um largo sorriso.
Yzuma – Niria falou que os poderes são selados. Eles só funcionam novamente se formos para algum anime. Mas como nenhum ex-viajante jamais conseguiu...
Willian – E quando eu tiver recuperando a memória e você também... Nos vamos invadir Heaven.
Ela me olhou assombrada.
Yzuma – Invadir... Heaven... Você é louco...
Willian – Não vou deixar que um rei louco me tire tudo o que eu conquistei. Nunca. Nem que eu tenha que matá-lo.
Yzuma – Mas e quanto a Rina? Ela nunca iria concordar que o pai dela fosse simplesmente morto pelas mãos de seu parceiro.
Willian – Isso eu vou resolver na hora. Do fundo do meu coração, a ultima coisa que eu desejo nessa vida é acabar tendo que lutar de verdade com ela.
Rias – E como nós vamos ajudar nisso?
Eu olhei para o pessoal.
Willian – No dia do torneio vocês ficarão aqui... E depois que eu perder minhas memórias e Yzuma também vocês vão para o nosso mundo e nos ajudar a voltar para o mundo dos animes.
Yzuma – Como assim “quando nós perdermos” você não sabe o resultado.
Willian – Yzuma-chan, é obvio que eu vou perder. O pai dela vai dar um jeito de me fazer perder. É bem capaz de ser pelas mãos de alguém ridiculamente forte, que já viajou por mil animes e games... É provável que você perca também.
Akise – Nossa, esse é um plano e tanto...
Yuno – Vamos fazer tudo o que pedir goshujin-sama!
Eu olhei para cada um presente naquela mesa. Eu coloquei minha mao no peito. Eu estava feliz de ter pessoas como eles comigo. Eu dei um sorriso e estiquei meu punho.
Willian – Eu não quero esquecer de meus amigos... É por isso que faço o que estou fazendo agora... Eu nunca tive amigos de verdade, quero dizer... Já tive, mas não como vocês.
Reynalle veio correndo até min e me abraçou. Minha visão foi parar no decote dela, os seios dela raspavam em min, eu tentei me segurar, mas não adiantou. Eu fiquei excitado.
Reynalle – Eu te amo goshujin-sama! Nunca vou te abandonar!
Ela agarrou meu pescoço e me beijou. Eu ouvi vários gritos de indignação.
Assim que os ânimos se acalmaram eu me sentei novamente.
Willian – Mas é claro, para invadir Heaven, vamos precisar saber como é lá e o esquema de segurança daquele lugar...
Yzuma – É como eu falei. Você é louco. Eles combinaram magia com tecnologia. Se você chegar a reparar, você ira ver que alguns lordes usam anéis de prata. Eles tem efeitos e poderes diferentes. Heaven é uma cidade enorme, mas Niria disse que por trás daquilo a cidade parece um centro militar...
Eu pensei por alguns instantes.
Willian – Vou deixar a parte da inteligência com o L e o Akise-kun.
L – Por favor me chamem de Ryusaki a partir de agora. E sim. Eu posso armar um plano de invasão. Só vou precisar de um agente lá para pegar plantas da cidade e horários da guarda, e informações militares tipo: contingente, armas que eles usam, armaduras, etc...
Akise – Claro, eu e L, digo Ryusaki podemos trabalhar em um plano se tivermos as coisas necessárias.
Eu olhei para Yzuma.
Willian – Te chamei aqui Yzuma, para me ajudar a treinar eles a serem ninjas.
Ela me olhou entediada.
Yzuma – Se você não tivesse me falado tudo o que falou, eu recusaria na hora. Mas... eu aceito te ajudar.
Willian – Eu pretendo treinar eles para usarem magia e armas de fogo também.
Yzuma me olhou estranho.
Yzuma – Armas de fogo?! Pra que?!
Willian – Você consegue desviar de balas em?! Tenho certeza que nenhum ninja consegue.
Yzuma – Bom... Nisso você tem razão...
Falou ela se endireitando na cadeira.
Willian – Bom... então é isso. Isso o que falamos aqui só será discutido novamente depois que eu voltar ao mundo dos animes. Ah... e Yzuma-chan, você vai ter que pegar o Death Note da Misa.
Yzuma – Fazer o que né... Parece que eu vou voltar a morar por aqui...
Willian – Seja bem vinda!
Rias – Hum... Bom... Mas aonde você foi Willian?
Takagi – Fomos comprar algumas coisas.
Deixei o pessoal conversando ali na sala, eu fui atrás da Rina. Eu não consegui encontra-la em lugar algum da casa, eu fui para fora dela e lá estava ela sentada, tomando sol com os olhos fechados. Ela tinha uma expressão pensativa. Eu me sentei ao lado dela.
Willian – O que foi?
Ela abriu os olhos e me olhou sem emoção.
Rina – Nada...
Ficamos olhando um para o outro. Eu virei o rosto e fiquei olhando para cima, uma nuvem passava.
Rina – Sabe o que você parece?
Willian – O que?
Perguntei olhando para cima.
Rina – Um tipo de mestre. Reunindo um monte de alunos.
Quando ela disse aquilo um flash de imagem passou pela minha cabeça... Eu havia me lembrado de algo.
Willian – Arigatou Rina-chan.
Rina – O que foi?
Eu olhei para serio.
Willian – Você me lembrou de uma coisa que eu não devia ter esquecido. Uma coisa que eu sempre quis.
Ela me olhou curiosa.
Rina – O que?
Willian – Justiça. Eu acho.
Ela me olhou sem entender.
“Como eu pude me esquecer disso? Muitas das vezes eu sempre falei isso...”
Willian – Não importa. Agora você já me lembrou o que eu queria. Sei por onde começar a treinar eles agora.
Falei com um sorriso, ela tinha cara de que não entendeu nada...
Ficamos conversando, fazia muito tempo desde que não conversávamos daquele jeito.
Rina – Sabe? Que tal você me contar um pouco sobre o seu passado?
Eu dei uma risada.
Willian – Você me conta sobre o seu?
Ela fez um bico.
Rina – Você já esteve na minha memória antes, então não. Quero saber algumas coisas suas também. Pra min você ainda é um mistério.
Eu dei uma risada.
Willian – Pra mim você é o mistério. Um gata falante que entrou no banheiro do meu colégio falando um monte de coisas...
Ela riu.
Rina – Só sei o que você me falou. Fora isso mais nada.
Willian – Muito bem. O que quer saber?
Rina – Hum... Como era sua vida antes disso?
Willian – Mas você...
Rina – Eu sei! Mas quero ouvir de você. Você não poderia me mostrar uma lembrança sua?
Eu me surpreendi com o pedido dela.
Willian – Bom... Eu...
Rina – Onegai!!
Ela me olhava suplicante. Não faria mal visto que eu já entrei nas lembranças dela uma vez. Seria até bom para que ela entendesse o que eu passava.
Willian – Ta bom... Vou te mostrar o que era ser eu naquela época.
Eu ativei o Mangekyou Sharingan e a prendi no Tsukuyomi. Dessa vez eu não a prendi no poste. E na nossa frente, uma espelho com uma das minhas lembranças apareceu.
Xx Flashback Xx
Eu me levantei da cama morrendo de sono. Eu olhei para o lado e vi Fernando dormindo na outra cama.
“ Merda de horário escolar...”
Eu fui até o banheiro evitando fazer barulho pela casa. Eu peguei uma toalha no varal e fui tomar meu banho, eu novamente me olhei no espelho. Tinha dias que eu gostaria de ser outra pessoa, uma pessoa normal... Uma com amigos de verdade, não importando se eles eram funkeiros ou não. Eu bati minha cabeça no espelho. Era meu ritual diário, significava que hoje seria um daqueles dias. Eu abri o chuveiro e tomei meu banho.
Assim que sai do banho eu vi no relógio da sala que eu estava atrasado. Eu corri para o quarto e me arrumei. Botei minha usual blusa preta, eu não gostava de cores chamativas, para min preto era a melhor delas. Eu vesti uma calça jeans qualquer e coloquei meu all-star de cano alto, meu favorito. Meu colégio tinha um pequeno macete, se você entrasse com o uniforme, la dentro você poderia tirar ele e andar com a roupa de baixo.
Depois de me arrumar eu fui até a cozinha e tomei meu café. Minha mãe já havia acordado e estava no banho.
Eu rapidamente terminei e escovei meus dentes. Peguei minha mochila e sai gritando.
Willian – Tchau mãe!
Ela disse algo, mas eu nem liguei. Eu sai de casa rapidamente e Marcos já me esperava no portão.
Ele me deu um soco forte no ombro. Eu fingi um sorriso. Eu odiava quando ele fazia isso. Ele não sabia brincar com as pessoas.
Marcos – Vamo logo cara! Nois ta atrasadao!
Eu tranquei o portão e fui indo com ele até no ponto.
Marcos – Nossa cara, eu nao sabia que aquela Milena ta na sua sala do segundo ano! Porra tu nem me fala. Ela é muito gostosa! Se eu pegasse ela, eu ia come ela todinha!
Eu já não estava em um dia bom. Tanto que no outro ouvido eu escutava musica. Eu escutava a musica tema do Kira. Eu acho repugnante o jeito como alguns caras tratam as mulheres. Impressionantemente algumas gostam de ouvir esse tipo de coisa. Ai depois os caras que são cavalheiros são todos um trouxas, e as mulheres falam que tem que ser igual a os funkeiros. Ridículo.
Willian – Mil perdoes. Da próxima vez eu juro que vou te avisar quando eu olhar na minha bola de cristal.
Marcos – Qual foi mano? Ta nervosinho hoje?
Willian – Não. To normal.
Assim que cheguei no ponto de ônibus eu me sentei pensativo enquanto eu mudava de musica, resolvi escutar a Advent One Winged Angel.
“ O que eu fiz para merecer tanta gente sem noção na minha vida? Juro que se tiver alguém igual a min nesse mundo eu caso com ela ”
Marcos – Velho, vamo sai sábado???
Eu olhei entediado para ele.
Willian – Pra que?
Marcos – Cara, eu to tentando te salva desse seu mundo imaginário, sabe? Te apresentar pessoas de verdade! Sabe? Garotas! Conhece garotas? Aquelas que tem peito, bunda e buceta! Mas é claro, só as bonitas...
Eu olhei para ele entediado. Como alguém pode ficar usando esse tipo de vocabulário e ainda achar normal? Eu só xingava de vez em quando. E ainda mais o jeito que ele tratava as mulheres. Um objeto que se usa e depois joga fora e compra outro.
Willian – Meu mundo imaginário é melhor que esse mundo. Ao menos lá ninguém morre a cada um segundo por causa de bala perdida...
Marcos – Para de graça! Esse sábado a gente vai sair e você vai pega alguém! Vo fala com a sua mãe que nois vai da um role! E nada dessas suas roupas esquisitas! A gente quer que você coma alguém também...
Eu suspirei. Quando ele falava com a minha mãe, ela dava toda a razão do mundo pra ele. Ela me achava muito anti social. Marcos viu minha cara e deu uma risada.
Marcos – Tu devia para de ver esses desenho estranho. Isso não é vida cara.
Willian – Ah é? Vida seria o que pra você? Estudar, estudar mais, conhecer uma mulher que diz que te ama, casar, ter uma família, ter um emprego cansativo, brigar com a sua esposa, se separar, e assim ter uma vidinha normal. Aposto que é isso.
Marcos – Nossa cara , você aprendeu isso tudo vendo Naruto?
Eu ignorei o comentário dele e coloquei meu outro fone de ouvido. O ônibus chegou atrasado, eu já sabia que iria entrar na segunda aula mesmo então nem liguei. Meu passatempo preferido no ônibus era ficar vendo as coisas passarem pela janela enquanto eu escutava musica. Dava um impressão de que a gente se sente em um clipe de musica. Eu selecionei uma musica bem triste mesmo no meu celular. ( Musica)
Fiquei escutando ela enquanto fazíamos nosso caminho até o colégio. Assim que já estávamos chegando eu mudei de musica.
“Chega... Se eu ficar nessas musicas meu dia vai ser um todo emo...”
Eu selecionei uma da Hatsune Miku ( Musica ) e tentei me animar um pouco. Saímos do ônibus e fomos caminhando para o colégio. Bem lá na frente eu podia ver a Brendy. Eu só esperava que hoje ela não viesse encher meu saco. Quando eu fiquei com ela foi bem estranho. Ela estava toda carente, eu até gostei de conversar com ela já que ela parecia ser uma roqueira e era bem bonitinha. A gente ficou dois dias depois, dai acabou que na tarde daquele dia ela disse que não queria mais nada comigo por que eu era muito estranho. Eu me lembro de ter ficado muito nervoso naquele dia. Eu fui tirar satisfação com ela e descobri que ela tava carente daquele jeito por que tinha terminado e no dia seguinte já tinha voltado com o namorado. Foi quando um carro quase me atropelou ali na rua. Tinha um cara escutando funk dentro dele, e por mais frio que estivesse de manhã, ele tava sem camisa e de óculos escuro e com um boné tampando a cara. Reconheci ele imediatamente como sendo mais um funkeiro com uma vidinha triste e sem rumo. Por estar passando de carro aquela hora da manhã na porta do colégio só podia dizer que ele estava desesperado. Pra que eu perderia meu tempo e gasolina com um bando de garotas de 16 anos que só ligam para meu dinheiro? Significava que ele estava desesperado e não conseguia pegar ninguém.
Eu entrei no colégio e o porteiro já foi falando comigo e com o Marcos.
Porteiro – Direto pro pátio! Anda logo!
“Não to afim de estudar mesmo...”
Eu fiquei no patio escutando musica, Marcos estava ao meu lado vendo alguma coisa no Facebook. Quando deu a hora eu subi para minha sala. Eu parei na porta e a abri.
A aula já tinha acabado. O pior é que todos param para te olhar quando você chega atrasado. Eu fui andando rapidamente para meu lugar, mas deu para ouvir uma menina comentando com a amiga.
Menina – Nossa, aquele garoto é muito estranho!
Eu agüentei do fundo do meu coração para não mandar ela ir a merda. Eu me sentei no meu lugar e fiquei escutando musica. Eu ficava deitado para evitar que alguém viesse me encher o saco com perguntas inúteis. Algo do tipo “ Ei, você fez o dever? Passa pra min ai!” eles achavam que só por que eu tinha cara de nerd eu fazia todos os deveres...
Eu estava escutando minha musica como sempre até que alguma coisa me atinge na cabeça. Uma bola de papel com corretivo.
Me virei procurando o filho da puta de mente vazia que tinha jogado aquilo em min. Um garoto ria, ele tinha um cabelo com um moicano estranho(coisa de funkeiro) e tinha um monte de piercing, ele estava com as garotas que haviam me chamado de estranho. Ele e as garotas vieram até minha mesa rindo. Se eu bem me lembrava o nome dele era Roberto...
Roberto – Foi mal ae menó...
Eu era do tamanho dele, como eu poderia ser menor que ele? Eles realmente não pensavam no que falavam.
Menina – Colega por que você é tão estranho assim?
Perguntou uma das garotas rindo. Minha vontade foi de queimar ela com o Amaterasu. Eu agüentei a raiva e resolvi perguntar o por que daquilo.
Willian – Por que você me acha estranho?
Eu não sabia se minha voz era estranha, mas ela começou a rir de novo. Eu tive uma vontade de alargar ainda mais aquele sorriso com um estilete cego.
Menina – Por que você é todo zuado, nem se veste direito e é todo excluído! Você é bv?
Eu não podia dar uma voadora nela senão eu ia preso. Maria da penha, sabe?
Willian – Então... Eu sou diferente só por que eu não sou como você?
Roberto – Fala ai, quantas meninas você já comeu na sua vida?
Poucas coisas nessa vida já me tiraram a paciência ou me deixaram envergonhado daquele jeito. Eu estava desses dois modos naquele momento.
Menina – Nossa, vamo para porque ele ta todo vermelhinho de vergonha!
Falou ela rindo.
Roberto – Ai menó se devia andar mais com nois!
Assim que eles foram embora eu botei meu fone de ouvido. Mas logo depois eu vi ele jogando mais uma bolinha de papel com corretivo. Eu desviei e peguei ela. Eu joguei de volta e acertou na cara dele. Ele olhou para a bolinha e depois para min e se levantou da cadeira.
Roberto – Muleque! Se ta achando o que?!
Ele veio até minha mesa com aquela marra que só funkeiro tem quando anda, e parou em frente a minha mesa e apontou o dedo na minha cara, achando que era uma arma.
Roberto – Muleque, tu não sabe quem eu sô, não to brincando contigo...
Willian – E nem eu com você.
Ele deu um tapa na minha cara, eu me levantei e acertei um soco que foi no nariz dele, a reação dele foi tentar me dar um chute, eu peguei o pé dele e o derrubei no chão. Eu dei um chute na costela dele. A sala começou a gritar, eu vi uma menina sair correndo da sala gritando.
Eu me distrai enquanto ele se levantava, ele me chutou na barriga, ele acertou um chute na minha cara, eu fui para trás e bati de costas na parede. Ele veio para cima e de deu um soco na cara. Foi quando alguém abriu a porta e eu vi que era a Diretora.
Diretora – MAS O QUE TA ACONTECENDO AQUI?!
Depois daquilo fomos para a sala dela, ela gritou muito com a gente. Ela faz questão de chamar nossos pais, mas minha mãe não estava em casa, meu irmão que atendeu. Eu expliquei a ele o que tinha acontecido e ele disse que ia quebrar meu galho e ia vir no colégio para tentar limpar minha barra antes que minha mãe descobrisse.
O dia passou rapidamente. Acabamos nem voltando para a sala. A diretora nos obrigou a ficar na sala dela copiando dever.
Porem Roberto me olhava furioso. Diferente de filmes americanos, em que os caras avisavam que iriam brigar com os outros na saída do colégio, logicamente aqui no Brasil não avisavam, mas eu já até sabia que isso ia acontecer.
Na hora da saída eu nem vi meu irmão. Eu fui andando para casa normalmente, porem ao sair do portão do colégio, eu reparo um monte de alunos em volta de min. E ao me virar para trás eu vejo o Roberto com mais dois caras e as duas meninas risonhas da minha sala. Ele veio com os dois caras na minha direção. Não que eu fosse burro, mas eu não era covarde. Eu parei e fiquei olhando ele vindo na minha direção.
Roberto – E agora moleque?!
Eu larguei minha mochila no chão mesmo, eu sabia que se eu tentasse eu ia tomar uma surra, mas agora já não tinha mais como fugir. Eu nunca tinha aprendido a lutar nada, mas não devia ser difícil.
O problema é que vieram os três ao mesmo tempo, e eles vieram tentando me chutar, eu consegui pegar a perna de um deles e diruba-lo no chão. Eu ia ir mais para o lado, mas o que estava no chão segurou minha perna. Roberto me derrubou com um chute no peito. Eu cai no chão sem fôlego, assim que eu cai eles vieram para cima de min, me chutando eu protegi meu rosto. Foi em um segundo, mas o meu ódio chegou ao maximo no momento em que eu vi as duas garotas lá trás rindo de min. Uns dois chutes chegaram a acertar minha boca, as duas garotas havia chegando bem perto de min e estavam praticamente na minha frente rindo. Foi quando eu vejo um deles caindo no chão gritando. O outro olhou para trás e tomou um soco na boca. O Roberto foi o ultimo que tomou um chute no rosto. Eu estava meio tonto mas pude ver meu irmão furioso. Assim que os três garotos levantaram eu pude ver ele arrastando os três e mais as duas meninas para perto de um muro não muito longe dali, e pegando alguma coisa na cintura e falando com eles. Eu vi que uma das meninas arregalou os olhos. Depois daquilo ele veio até min e me ajudou a ir para casa... Enquanto eu estava no carro dele, eu olhava para a janela.
“Esse é nosso mundo. A onde brigamos por coisas insignificantes e deixamos as coisas valiosas se perderem...”
Fernando – Ei... Você ta bem?
Willian – Acho que sim...
“É como Uchiha Obito disse... Estou no inferno...”
Xx Fim do flashback xX
Rina me olhava meio triste.
Rina – E depois?
Eu suspirei.
Willian – Depois não aconteceu nada. Roberto continuou a encher meu saco, mas evitava me irritar... Eu tive de continuar indo para o colégio normalmente. Fernando nunca me contou o que era aquilo que ele mostrou para os caras...
Rina me olhou com um olhar serio.
Rina – Você era o excluído do seu colégio. Eu era a mais famosa do meu. Todo mundo queria ficar perto de min, mas ninguém era bom o suficiente para min. Eu era uma baka naquela época... Mas... O que você passou no seu colegio foi mais dificil do que eu passei no meu... Pelo menos nessa parte. Já minha irmã... Nunca deu a minima para min.
Willian – Mas você era rica... Podia fazer o que quisesse. Já eu...
Rina – Ser rica não traz felicidade...
Eu olhei para as nuvens novamente.
Willian – Sabe, me sinto melhor de ter falado isso com você. Eu nunca contei para ninguém mesmo.
Senti ela pegando na minha mão. Eu olhei para ela, ela tinha um sorriso lindo no rosto. Eu peguei a mao dela. Ela deu um sorrisinho bobo.
Rina – Sua mão ta gelada!
Willian – Gomen... Mas é serio... Conversar isso com você me lembrou do que eu senti naquela hora... Em que aquelas garotas riam de min.
Ela me olhou curiosa.
Rina – Ódio?
“Ódio?... Não...”
Willian – Também... Mas o que eu quero é justiça.
Eu soltei minha mão da dela e fui na direção da casa. Eu já sabia o que eu tinha que fazer. Eu fui na direção da sala aonde todos deviam estar. Ao entrar eu todos conversando animadamente com a Yzuma-chan.
Willian – Venham. Todos vocês.
Eu esperei eles se levantarem. Eu fui indo para fora da casa, assim que sai eu chamei Rina. Logo todos estavam reunidos ali fora.
Yzuma – O que foi? Para que nos chamou?
Eu olhei para o chão e depois para cima. Eu não estava preparado para ensinar nada a nenhuma das pessoas ali, visto que nem eu tinha aprendido o suficiente. Eu olhei nos olhos de cada um ali.
Willian – Eu me lembrei de algo. Algo muito importante. Me lembrei o que eu desejava, o que eu queria ser. O que eu realmente podia ser. Afinal, o que eu queria não dependia de nenhum tipo de poder ou jutsu. Eu queria que no mundo houvesse justiça e paz.
Eles me olharam com sorrisos.
Yzuma – O que você quer, todos já quiseram um dia...
Willian – Eu sei. Mas alguém me guiou para o caminho certo. Ele não tinha poderes, mas ainda sim fez uma diferença, embora ninguém saiba. Eu vou ensinar o que eu aprendi com essa pessoa. E vocês vão aprender a serem ninjas também. O que eu faço agora é por todos, não apenas nós, mas por muitas pessoas pelo mundo, ou mundos.
Eu fechei meu punho, e o coloquei no peito.
Willian – Façam o que eu fiz. Todos vocês. Por favor.
Eu vi até mesmo Yzuma fazendo. Logo todos estavam com a mao no peito.
Willian – O que vou ensinar a vocês, eu já cheguei a comentar com a Saya-chan. Se lembra daquele dia no carro? Sobre o filosofo desconhecido que eu te falei?
Ela fez que sim com a cabeça.
Willian – Repitam comigo. Por favor.
Eles se prepararam para repetir. O que eu ia fazer talvez fosse muda-los, mas eu esperava que fosse para melhor. Eu realmente esperava que com aquele conhecimento nós todos pudéssemos fazer a diferença no mundo. Eu olhei para eles com o olhar mais decidido que eu pude. O discurso dele preenchia minha mente.
“Dizer que nada é verdadeiro é perceber que as fundações da sociedade são frágeis e que nós devemos ser os pastores de nossa civilização. Dizer que tudo é permitido é compreender que somos os arquitetos de nossas ações e que devemos viver com as conseqüências dos nossos atos, sejam elas gloriosas ou trágicas.
Willian – Nada é verdade, tudo é permitido...
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