O Viajante De Animes
25 Cap 25
Notas iniciais
“Cara, que saco...”
Eu e Rina estávamos novamente no hall de entrada com o pessoal. Kirito já tinha ido embora senão ele iria acabar causando problemas.
Takashi – Pode nos explicar o que foi aquela luta toda?! Quem era aquele cara de terno?! De onde ele veio?!
Todos gritavam ao mesmo tempo, Masamune estava do meu lado, minha mão estava coçando para pegar ela e fazer uma loucura...
“Ah... Não quero ficar ouvindo isso...”
Fui novamente fui me sentar no sofá.
Willian – Rina!
Rina estava em pé discutindo com eles. Ela olhou para trás assim como todos.
Rina – O que foi?
Willian – Conte a verdade a eles, sobre eu ser um viajante, quanto mais cedo a gente parar de discutir melhor...
Rina – Tem certeza?
Willian – Tenho. Anda logo e conta, por que eu vou tirar um cochilo.
Me deitei no sofá, e esperei o sono vim, como já havia feito tantas vezes...
...
...
...
Acordei com alguém me sacudindo, era a Alice.
Alice – Oni-chan, o pessoal quer fala com você!
Todos estavam de frente para min, Rina estava do meu lado com um copo de água na mão.
“Imagino que ela deve ter falado bastante...”
Takashi veio até min com uma expressão seria.
Takashi – É verdade então? Esse mundo que estamos agora não passa de um anime?
Todos me olhavam com uma cara de tristeza.
Willian – Sim, essa é a verdade.
Falei soltando um bocejo.
Rei – Não pode ser verdade...
Shizuka – Não da para acreditar...
Hirano estava quieto, pensativo.
Saeko – Essa historia é muito absurda...
Takagi estava com um olhar de raiva.
Takagi – Isso só pode ser mentira! Tudo o que estamos passando não pode ser um anime ou algo assim! Não tem como!
“Cassete, eu quero evitar discussões mas ela insiste em querer discutir!”
Willian – Se você vai acreditar ou não, isso não é problema meu. Eu simplesmente vim a esse anime por que...
Parei de falar na hora, agora sim eu queria ver a reação deles.
Saeko – Por que...
Willian – Bom... err... sempre fui muito fan de vocês todos, de cada um de vocês.
Agora eu podia ver todos confusos, eles não sabiam nem o que dizer, porem Alice veio até min.
Alice – Até de min?!
Passei a mão na cabeça dela, e dei um abraço nela.
Willian – Claro! Você é a garotinha mais kawaii desse anime!
Ela me deu um sorriso.
Rei – Bom... Isso não é uma coisa que se escuta todos os dias...
Dei um sorriso para ela.
Willian – Sinceramente? No momento em que vi vocês parecia que eu tinha acabado de entrar em um dos meus sonhos favoritos, sempre sonhei em entrar em animes mesmo.
Eles me deram sorrisinhos mas Takagi estava seria.
Takagi – Não teria como você nos tirar desse mundo então?!
Perguntou Takagi, todos esperaram para ouvir minha resposta.
Willian – Bom... ai eu já não sei... Rina?
Rina estava distraída olhando para Masamune.
Rina – An? Eu?
Willian – Baka! Você mesma! Tem como tirar eles desse anime?
Rina – Não sou baka! E bom... na verdade até tem como... mas...
Takashi – Mas?
Rina – Bom... não sei responder bem sua pergunta, meu treinamento de companheira de viajante foi meio incompleto.... Mas deve ter como sim! Bom... sei la... talvez...
Willian – Mas levar vocês para onde exatamente? Não tenho nenhum lugar fixo para morar ainda.
Shizuka – Mas qual foi o ultimo lugar que você morou?
Willian – Bom, foi no anime Naruto, em uma vila ninja chamada Konoha, mas eu não iria para lá agora... Vai ter uma guerra lá.
Takagi parecia que iria enfartar de emoção.
Takagi – Minna! Sabe o que isso significa?! Ainda existem lugares sem esses zumbis!
Takashi – É mesmo! Mas é como o Willian disse... Aonde iríamos ficar?
“Hummm... se bem que...”
Willian – Sabem de uma coisa? De vez em quando tem me passado pela mente o que eu iria fazer depois que eu terminasse de viajar pelos animes, e eu tive uma idea do que fazer.
Eles estavam prestando máxima atenção.
Willian – Rina, se lembra de Skyrim?
Rina me lançou um olhar de desgosto.
Rina – Como não esquecer... Quase levei um chute da sua ex Kelly...
Dei um sorrisinho.
Willian – Pois bem, quero construir um castelo lá. Quando eu jogava, eu já tinha visto alguns castelos por lá, e tenho uma boa inspiração do que fazer.
Hirano – Skyrim? Como é esse lugar?
Willian – É um jogo medieval, como eu já expliquei, sou um Dragonborn, um nascido do dragão, meus poderes vieram daquele mundo.
Takagi – Medieval?! De que época acha que nós somos?!
Willian – Takagi, fique calma. Lá é muito bonito, sem contar que lá você pode aprender a usar magia, lutar com espadas, ou mesmo ser um negociante e tal...
Ela ficou pensando.
Shizuka – Hummm, em que castelo de lá você disse que se inspirou?
Dei uma risadinha maléfica.
Willian- No castelo Volkihar!
Ela deu um largo sorriso, ela deve ter achado um nome bonito, mesmo sem saber de quem era aquele castelo.
Shizuka – Que nome bonito! Aposto que esse castelo deve ser bem legal! Mas por que se inspirou nele?
Dei outra risada maléfica, só que mais alto.
Willian – Lá é o quartel general dos vampiros.
Rei – Vampiros?!
Willian – Hai, o que me faz querer voltar logo a Skyrim, quero me tornar um vampiro.
Hirano – Você quer ser um vampiro?! Por que?
Willian – Por causa dos poderes de vampiro ue! Mas não se preocupe, os vampiros de lá só bebem sangue de outra pessoa quando é para fazer eles parecerem humanos, pois assim a aparência de vampiro some... entre aspas eu diria...
Ele pareceu um tanto preocupado.
Willian – Mas se você não gostar de vampiros, sugiro que se junte a Dawnguard, eles são caçadores de vampiros.
Saeko – Caçadores de vampiros, vampiros... Isso sim parece um sonho.
Takashi – Realmente parece um lugar bem surreal... Mas temos um pequeno problema.
Rei – E qual seria?
Rina me olhava com uma cara feia, ela provavelmente já sabia que teria que voltar a Skyrim.
Takashi – Bom, só iremos se Willian permitir, afinal o viajante de animes é ele...
Eles me olharam, tenho certeza que adorariam que eu dissesse não.
Willian – Por min ta beleza, mas acontece que eu ainda não tenho o tal castelo, vai demorar para ele ficar pronto. Sinto muito mas vocês vão ter de ficar até que eu posso achar um lugar provisório ou coisa assim...
Rina – Willian, mas será que não vai acontecer nada com o anime se você tirar eles?
Pensei por um instante.
“Ah, sei la, quem não arrisca não petisca... Putz logo nessas horas eu lembro uma frase do meu velho...”
 Willian – Não sei dizer, mas prefiro isso do que deixar eles aqui para a morte.
Me levantei do sofá pegando Masamune.
Willian – EI! Prestem atenção em min um minutinho!
Eles conversavam entre si , mas logo já olhavam para min.
Takashi – O que foi?
Willian – Vocês precisam achar sua famílias, eu ainda preciso ir a Skyrim para deixar alguém construindo meu castelo, assim que eu arranjar isso, eu vou ir para um outro anime, e depois que esse outro anime acabar, ai sim, posso vim buscar vocês.
Takagi ajeitou os óculos.
Takagi – Mas por que só vir nos buscar quando esse seu outro anime acabar?!
Willian – Por que assim, dependendo de quem eu contratar para fazer meu castelo, pode ficar pronto nesse meio tempo, é claro que é um tempo relativamente curto, mas não sei se tem diferença de tempo, de um anime para o outro. Deve haver alguma coisa assim...
Ela ficou mais calma. E assim se estendeu um silencio no hall.
Rina – E agora Willian?
Parei para pensar...
“Droga... o pior é que eu queria morar sozinho, e não com eles, ahhhhh... Não quero que meu castelo vire um Big Brother... Se bem que eu ainda estou na duvida sobre morar em Konoha ou em Skyrim... Ou até mesmo em outro anime...Nao vou levar ninguém nas minhas costas não!”
Willian – Bom, Rina... Acho que sinceramente, podemos encerrar com esse anime também.
Todos pararam para ouvir aquilo.
Rina me olhou na duvida.
Rina – Tem certeza?
Willian – Acho que sim... Afinal, não tenho mais nada a fazer... O jeito é esperar...
Ela me lançou um sorriso.
Rina – E para onde vamos agora?
Willian – Aonde o vento levar!
Rina – Baka! Eu tava falando serio! Para aonde?
“Bom... ah!! Kami como eu sou burro! Como eu pude esquecer DELA?!”
Willian – Rina! Quero que você me leve até o meio do mundo humano e dos demônios!
Ela concordou com a cabeça.
Alice – Oni-chan! Você vai ir mesmo?!
Disse ela chorando e me abraçando.
Willian – Vou sim Alice-chan, mas eu volto.
Alice me olhou com aqueles olhos suplicantes.
Alice – Promete?!
Willian – Claro.
Assim que ela me soltou eu olhei para o resto do pessoal.
Willian – Bom...eu ... Nunca fui bom com despedidas...
Takashi – Bom... Isso não é uma despedida, já que você disse que vai voltar.
Falou com seu usual sorriso.
Rina – Willian, ta pronto?!
Dei uma ultima olhada em todos ali.
“Espero que eu não esteja sonhando...”
Willian – Vou tentar voltar rápido, guardem suas despedidas para o meu enterro!
Saeko – Mas...
Shizuka – Que injusto...
Da palma de Rina surgiu aquele circulo vermelho que eu conhecia, que foi parar no chão do hall de entrada.
Rina – Vou indo na frente.
Ela foi até o circulo e entrou nele se deixando cair.
Willian – Hum! Nem se despediu! Que palhaça!
Fiquei na beirada do circulo, e dei um tchauzinho para eles.
“Agora, vou me encontrar com o meu primeiro grande amor!”
Pensei com um sorriso, pulando no portal.
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Ao cair a primeira coisa que eu notei era que em volta estava tudo deserto.
Rina estava em pé do meu lado olhando o que parecia ser uma construção do tamanho de uma casa media.
Rina – Estamos no meio dos dois mundos... E agora?
Eu dei um sorrisinho para ela e apontei para a construção.
Willian – É bem provável que meu primeiro grande amor esteja lá dentro.
Ela arregalou os olhos.
Rina – O que?!
Ao olhar para cima percebi que estava de noite, ou parecia, pois não havia estrelas.
Fui correndo em direção a casa, o que não levou muito tempo graças as minhas habilidades ninjas.
Havia uma janela perto da porta, me escondi em baixo da janela para que ninguém me visse, vi Rina fazendo o mesmo enquanto chegava perto de min.
Olhei na janela junto com Rina, pude ouvir ela soltando um suspiro de medo.
O lugar estava cheio de demônios, eles festejavam, bebiam, e pude ver alguns até mesmo tendo relações sexuais com algumas bruxas, que por sinais eram lindas.
O lugar inteiro estava com uma estranha luz verde, o que dava uma aparência macabra.
Rina – Mas o que é esse lugar?!
Willian – Uma abertura entre dois mundos, no qual os demônios festejam eternamente, espero que ela esteja ai dentro.
Rina – Quem exatamente nós estamos procurando?
Eu dei um sorrisinho.
Willian – Daqui a pouco você vai saber...
Fui na direção da porta e fiz um sinal para que ela fizesse o mesmo, minha mao até tremia de emoção, masamune escorregava nela.
Willian – Muito bem Rina, o objetivo aqui é procurar uma mulher diferente de todas essas que vimos lá dentro.
Ela concordou com a cabeça.
Rina – E como faremos isso, vistos que não somos demônios?! Eles vão nos matar!
Willian – Relaxa! O lance aqui é ser sutil!
Disse eu com um sorrisinho. Eu ajeitei meu sobretudo da akatsuki.
Eu coloquei a mão na maçaneta.
Willian – Um...
Rina estava visivelmente nervosa.
Willian – Dois...
Ela parecia que ia dizer algo mas...
Willian – Três!
Mas em vez de abrir a porta tranquilamente, eu concentrei chakra nos pés, e dei um chute na porta, que fez ela voar longe, acertando alguém.
Eu ativei o sharingan, e pude ver Rina do meu lado sem palavras, vi um garçom passando na minha frente e não perdi tempo, e peguei ele como escudo, o coitado acabou derrubando um prato com comida.
Willian – AE! NINGUÉM SE MEXE! SENAO ELE MORRE!
Logo todos prestavam atenção em min. Rina correu do meu lado, ela parecia puta da vida.
Um demônio deu uma risada.
Demônio – Pode matar ele se quiser.
Até eu fiquei surpreso com aquilo.
Willian – Ah... posso?
Eu dei de ombros e cortei a garganta do sujeito com a masamune.
O demônio riu, e continuou bebendo como se aquilo tivesse sido uma piada, o resto deles riram também e continuaram a festa.
Willian – An?
Rina – BAKA! VOCÊ CHAMA ISSO DE SER SUTIL?!
Eu estava desapontado, achei que iria rolar mais algo...
Willian – Cara, achei que ia rolar um luta ou algo assim...
??? – Se você quiser até pode, mas de outro estilo!
Falou uma lindíssima bruxa que estava do meu lado, ela veio me puxando pelo braço, mas Rina me segurou firme.
Rina – Temos um objetivo! Lembra?! Achar a tal mulher! Alias cadê ela?
Willian – Depois a gente se fala.
Disse eu para a bruxa, ela ficou desapontada.
Willian – Sinceramente eu não estou vendo ela...
Rina – Tem certeza de que ela esta aqui?
Willian – Tenho! Ou acho que tenho...
Mas fiquei quieto assim que vi quem eu procurava.
??? – Quem diria, mais convidados, e tem até um humano bonito!
Ela veio andando em minha direção, naquele momento eu não consegui soltar o ar dos pulmões.
Uma belíssima mulher, de atributos físicos que só uma deusa poderia ter, seios extra grades, pernas que indicavam o paraíso de qualquer mortal, e um rosto divinamente demoníaco de tão lindo e insinuante, o cabelo de cor verde balançava sobre os ombros, suas asas de morcego deixavam ela mais linda do que já era. De relance notei um morcego passando do lado dela.
Ela parou na minha frente e falou algo com Rina, mas eu não escutei e não quis escutar, eu queria apenas olhar para ela.
Até que ela se virou para min, com aquele olhar sedutor.
Morrigan – Muito prazer humano, sou a anfitriã dessa maravilhosa festa, Morrigan Aensland.
Willian – Eu... eu sou Willian.
“Acho que é por isso que as Succubus são tão perigosas...”
Ela deu um sorrisinho.
Morrigan – Willian... que nome incomum, não combina nem um pouco com você.
Ela deu outro sorriso e se aproximou do meu ouvido, ela acabou encostando os seios no meu peito, o que juro que me deixou paralisado.
Morrigan – Você é uma gracinha, talvez a gente deve conversar mais profundamente...
“Calma... foco Willian... Acho que meu foco esta prestes a voar pela janela...”
Ela pois uma mão em minha cintura e me puxou, me arrastando para sei la aonde. Eu não tinha muita certeza mas acho que todos me olhavam naquele momento.
Rina – Willian!
Morrigan parou de me puxar e se virou para Rina, e falou mais alguma coisa com ela, Rina parou de nos seguir, mas parecia extremamente nervosa.
 Ela me levou até uma porta, e entrou nela pedindo para que eu a seguisse.
Eu engoli seco.
“E agora?! Será que peço um autografo ou algo assim?! Lógico que não... E tentar seduzir ela seria inútil... Acho que eu devia pedir um beijo na cara de pau mesmo.
Assim que entrei o som do lado de fora da porta parou, e ficamos no mais absoluto silencio.
Não havia muita coisa no quarto, exceto uma cama, uma mesa de cabeceira, uma poltrona, e uma mesa com algumas coisas.
Morrigan veio andando até min e fechou a porta.
Morrigan – Agora podemos conversar melhor, Willian...
Ela me pegou pelo sobretudo e me jogou na direção da cama, em que eu cai de costas. Masamune ficou jogada ali no chão mesmo.
“Wow! Acho que vou realizar meu sonho aqui! Ihihihhi!!!”
Eu já estava com um sorriso todo bobo, quando ela desapareceu, em seu lugar ficaram alguns morcegos, e ela reapareceu em cima de min.
Ela me olhava com um sorriso.
Morrigan – Você não é muito de falar? Ou é tímido?
Dei um sorrisinho.
Willian – Não é isso... É que... Bom... Eu sempre quis te conhecer.
Ela ficou surpresa, e chegou mais perto, nossos rostos estavam colados.
Morrigan – Ah, isso explica sua reação lá fora, sinto me honrada em realizar um sonho de um fãn!
Disse ela se ajeitando para ficar de modo mais confortável em cima de min. Ela acabou se deixando cair em meu corpo, do qual acabou me deixando excitado.
“Droga... Calma.... Controle-se... Respire...”
Respirei fundo, umas três vezes, mas nada que adiantou muito.
Morrigan deu uma gargalhada.
Morrigan – Você esta excitado?
Concordei com a cabeça.
Morrigan – Tudo bem, eu não me importo, só não crie muitas esperanças.
“Ah, que droga....”
Willian – Sempre quis te conhecer, desde adolescente.
Morrigan – De onde você me conhecia? Bom... não importa...
Ela ficou olhando nos meus olhos.
Willian – Você esta me deixando meio nervoso com isso... E com vergonha...
Morrigan – Desculpe, esqueço que os mortais são bem mais afetados por meus poderes, embora você não vá ser um mortal por muito tempo.
“An?”
Willian – Como assim?
Ela deu um sorrisinho.
Morrigan – Você cabe perfeitinho na descrição do Drácula, bem que ele disse...
Meu olho se arregalou.
“Drácula?!”
Ela botou um dedo nos meus lábios.
Morrigan – Drácula me falou para entregar os poderes dele a um garoto, que viesse a min... Um com alma de dragão, uma asa de um anjo, e os olhos de quem conheceu a dor...
Fiquei em silencio enquanto ouvia aquelas palavras.
Morrigan – Um garoto extremamente preguiçoso, de cabelos negros, e olhos negros, embora os seus haviam sidos castanhos...
Agora sim eu estava assustado, eu tentei me levantar, mas ela fazia força, e que força.
Willian – Me solte...
Eu nem consegui reagir quando ela mordeu meu pescoço, os dentes dela penetravam fundo arrancando a carne do meu pescoço, pude sentir cada dente dela. Ela se soltou depois com um sorriso no rosto.
Pude ver o meu sangue escorrendo pela boca dela, ela lambia os lábios de prazer por causa do meu sangue.
Morrigan – Delicioso... Agora descanse um pouco meu queridinho. Espero que sobreviva...
Eu fui apagando lentamente, eu queria falar mas as palavras não saiam...
“Droga...”
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Acordei me sentindo como se um carro tivesse passado por cima de min mil vezes...
“Ai... Parece até que eu to de ressaca...”
Eu consegui ficar sentado na cama, alguma coisa tinha mudado em min, eu só não sabia o que era. Eu ainda estava vestido da mesma forma que antes.
Morrigan estava sentada na poltrona, lendo um livro, Ela usava um óculos, o que a deixava mais bonita ainda.
Morrigan – Ah! Você conseguiu, que bom! Achei que você ia morrer logo que eu te mordi.
Eu tentei me levantar, mas vi que ainda não era possível fazer isso sem ficar tonto.
Willian – O que você fez comigo?
Ela deixou o livro de lado e veio se sentar do meu lado.
Morrigan – Bom... Eu diria que eu até te dei um pouquinho dos meu poderes, sem querer obviamente, e bom... Te dei o que era seu por direito.
Willian – Meu por direito?
Morrigan – Você é o sucessor do Drácula, parece que agora você é o novo lorde das sombras, parabéns!
“O que?! Lorde das sombras?! Se bem que é legal...”
Willian – Como assim? Sou o lorde das sombras? Mas que porra toda foi essa?
Morrigan – Sim, você é o lorde das sombras. Se quer perguntar algo a alguém não pergunte a min, pergunte ao Drácula. Mas infelizmente ele já morreu, que pena! Ele não explicou muita coisa para min antes de morrer...
Willian – Não to entendendo nada, você também me deu os seus poderes?
Ela olhou para min, e depois para meu pescoço.
Morrigan – Foi meio que sem querer, mas você roubou um pouquinho deles... Ainda não entendi direito como isso aconteceu, parece que eu me empolguei!
Disse ela mostrando a língua.
Willian – Ta, mas eu ainda não entendo nada, e dai se sou um lorde das sombras?! O que ganhei com isso?
Morrigan fez algum tipo de magia, e na sua frente apareceu um espelho de mão, ela ficou se olhando e passou o espelho para min.
Morrigan – Você ganhou um poder novo.
Me olhei no espelho esperando o pior.
Willian – Ah, cara de novo!
Já era a segunda vez que meu cabelo mudava, mas agora ele estava em sua cor natural, e ele estava menor, mas ainda continuava liso, o que me fez soltar um suspiro de alivio. Fora isso nada mais tinha mudado.
Willian – Bom... Eu imaginei que estaria pior...
Morrigan – Oh? Você não viu tudo... Tente se concentrar em seu sangue.
Willian – Me concentrar em meu sangue? Pra que?
Morrigan – Ande logo! Drácula me pediu para te falar isso, assim você poderia usar plenamente seus poderes.
“ Espero que eu não exploda, ou algo assim...”
Tentei me concentrar, apesar de eu estar bem fraco. Eu não consegui sentir nada demais.
Willian – Não adiantou.
Morrigan deu uma risada.
Morrigan – Mesmo?
Ela pegou o espelho e me mostrou meu reflexo novamente.
Willian – Mas o que é isso?!
Meus olhos agora estavam em um vermelho sangue, e notei que meus dentes estavam bem maiores agora.
Morrigan – Você é um vampiro. Não é legal?
Willian – É! Mas não deixa de ser assustador! Ainda to confuso! Eu to mesmo vivo?
Ela chegou mais perto, diferente de antes, eu não fiquei nervoso com isso.
Morrigan – Sim, você esta vivo. Drácula disse que você iria descobrir muito dos poderes de vampiro sozinho. Eles vão te permitir controlar as sombras...
Depois disso ela soltou um suspiro.
Morrigan – Ufa! Meu recado esta dado!
“ Não to entendendo nada... Mas pelo menos ganhei um poder novo...”
Willian – Ei, cadê a Rina?!
Morrigan – Ah, a sua amiga esta lá fora, ela deve estar se divertindo com o pessoal.
Ouvir aquilo me deu um arrepio na espinha.
Willian – Quero ir ver ela!
Ela se levantou.
Morrigan – É, também acho que já esta na hora de ir...
Eu consegui ir até Masamune caída ali no chão, ela parecia bem mais leve agora.
Quando Morrigan estava saindo, eu segurei ela pelo braço.
Willian – Espera! Eu queria pedir uma coisa...
“É agora ou nunca!”
Morrigan – O que foi?
Willian – Bom... É que, eu queria te pedir... Sabe... Um.... beijo?
Morrigan – Um beijo meu?
Ela parecia animada.
Willian – É... Sabe... Pra min não esquecer que eu encontrei com a famosa Morrigan Aensland.
Ela deu um sorriso.
Morrigan – Claro, por que não?
Disse ela se jogando em cima de min, ela não deu tempo nem para me preparar, me puxara para um beijo de língua.
Só faltava eu chorar de emoção naquele momento.
“ Arigatou por tudo que é bom Kami-sama...”
Depois do que pareceu ser um minuto de ouro, nos soltamos.
Morrigan – Até que você não é ruim, mas tem muito o que aprender.
Disse ela saindo do quarto.
“Acho que estou apaixonado de novo...”
Fui seguindo ela pela casa até chegarmos novamente a sala principal. Rina estava sentada em uma mesa conversando com alguns demônios.
Meu alivio foi imediato assim que eu vi ela sã e salva.
Morrigan foi até ela e a chamou até o lado de fora da casa e pediu para que eu a acompanhasse.
Assim que chegamos do lado de fora, notei que ainda estava de noite, ou parecia estar.
Willian – Você não parece surpresa com a minha mudança.
Rina suspirou.
Rina – É que quando você estava desacordado, Morrigan-san me levou até você, e tentou me explicar o que havia acontecido...
Willian – O que você ficou fazendo esse tempo todo?
Rina – Ah... Fiquei conversando com uns demônios gente boa, sabia que tem um deles que já viajou para Heaven? E que ele chegou a ver meu pai?
Morrigan – Perdão, não quero atrapalhar a conversa de vocês, mas queria comentar algo.
Nos viramos na direção dela, e nesse exato momento Morrigan se aproximou de min e me agarrou pela cintura e me beijou de novo.
Rina não sabia nem o que fazer.
Morrigan – Agora sim, você pode ir embora!
Ao dizer isso ela desapareceu novamente, mas não reapareceu perto, como da ultima vez.
Rina – Bom!
Disse Rina num tom irritadiço.
Rina – Já decidiu para que anime quer ir agora Willian?
“Bom... Hummm...”
Willian – Antes de decidir, quero que você faça um favor imenso para min.
Rina ergueu a sobrancelha.
Rina – O que foi?
Willian – Quero que você volte a Konoha.
Rina – Eh?! Pra que? Depois de todo o trabalho que eu tive de fazer você e o Kirito virarem amigos...
Willian – O negocio é o seguinte: Quero que você de um jeito de aprender um jutsu de selamento. Mas tem que ser um forte, bem forte.
Ela me olhou estranho.
Rina – Mas por que um jutsu de selamento?
Willian – Por que eu quero selar algo!
Rina – Selar o que?!
Eu dei um ligeiro sorriso para ela.
Willian – Uma coisa ai... Ande logo! Ah! E Rina?
Rina – O que foi?
Willian – Diga a Sakura que estou com saudade dela... E se puder, quero que você arranje dois uniformes da ANBU. Um para cada um de nós.
Ela me olhou preocupada, mas deu um sorriso.
Rina – Ta bom... Vou te deixar no seu anime e vou para Konoha. Para aonde voce vai?
Willian – Highscholl DxD.
Rina fez novamente a magia vermelha de portal.
Dessa vez eu fui primeiro, afinal eu já estava com pressa.
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Notei que a primeira coisa que eu vi ao cair foi uma casa antiga, e em volta o imenso verde, estava de noite.
Eu olhei para os lados e não vi Rina, ela provavelmente já deveria estar a caminho de Konoha.
“ A base de Rias, a antiga sede da escola, que bom, isso me poupa o trabalho de encontrar ela...”
Fiquei observando o lugar, era grande, daria para passar a noite.
Eu fui até uma janela, e olhei o interior, eu podia ver a sala de reuniões aonde eles ficavam no anime.
“Espero que aqui não tenho nenhum tipo de alarme ou magia que me mate...”
Eu tentei abrir a janela, estava trancada.
“Droga... Eu não queria ter de fazer barulho...”
Eu bati com o cabo de masamune no vidro, que se quebrou e permitiu que eu abrisse a janela por dentro.
Entrei em modo sorrateiro, flexionando os joelhos para nao fazer barulho dos meus movimentos.
“Agora se deixe levar pelas sombras, mova-se como um fluxo de água... Calmo... Sempre em frente...”
Pensei me lembrando de uma das varias lições de Itachi.
Me encostei na parede, ativando o sharingan, obviamente se tivesse alguma armadilha, já teria sido acionada, se tivesse algum tipo de alarme, Rias já deve ter sido avisada.
Observei as paredes da sala e os cantos, não pareciam fora do normal, muito menos as paredes, tentei procurar com o sharingan qualquer coisa que fizesse o ambiente ficar diferente do normal, não havia nada.
“Ela não botou nenhuma armadilha? Que descuido... Ou talvez só tenha armadilhas aonde hajam coisas valiosas... O que não é o caso dessa sala... Na verdade é até bem inteligente, por que colocar uma armadilha em uma sala aonde não há nada demais? Ela poderia matar um humano comum sem querer... ”
Eu suspirei e andei em direção ao banheiro que havia ali na sala, achei que seria bom tomar um banho depois dessa confusão toda, aproveitei para desativar o sharingan.
Parei na porta do banheiro e usei masamune para cortar meu dedo.
Willian – Kuchyose no Jutsu!
Minhas coisas apareceram ali mesmo. Peguei em minha bolsa as roupas padrões que os membros da akatsuki usavam, Itachi tinha varias daquele tipo.
Tirei minha sandália, elas eram confortáveis, mas resolvi pegar um par de botas que eu tinha, eu havia comprado elas durante uma missão treino de Itachi.
Deixei elas do lado de fora do banheiro juntamente com as roupas, e peguei uma toalha e fui para o banho, havia um espelho no banheiro, olhei meu reflexo novamente, e ativei minha aparência de vampiro.
“Sinistro... Mas é bem legal... Quem diria, Drácula me escolher para sucede-lo, isso vai ficar bem legal, ainda mais agora que vou estar no meio desses demônios... O que me faz lembrar, Morrigan disse que eu não seria mais mortal, agora será que vou viver para sempre? E eu ainda tenho que descobrir que tipo de poder ela transferiu para min... ”
Fiquei pensando nisso enquanto tomava meu banho...
Depois do banho desfiz o jutsu de invocação, e fui me sentar aonde Rias geralmente ficava, assim que me sentei eu olhei ao redor, eu não sabia que horas que era, mas vi um relógio antigo na parede, que indicava 1:30.
“Nossa acho que eu deveria dormir ou algo assim...”
Fui até masamune e deixei ela do meu lado, e botei os pés em cima da mesa.
“Bom! Só espero não morrer antes de acordar!”
Fechei os olhos e aproveitei o silencio, para tentar dormir...
...
...
...
...
...
...
Acordei ouvindo algumas vozes, mas me mantive imóvel. Eu já até sabia de quem eram aquelas vozes.
Rias – Mas o que será que ele esta fazendo aqui? Sabe Akeno, nós deveríamos chamar a policia?
Akeno – Não sei presidente, e o mais estranho é que ele carrega essa espada, será que é um demônio?
Ouvi sons de passos, e logo em seguida um som metálico.
Akeno – É uma katana bem grande e pesada, ele precisaria ter muita força para brandi-la.
Eu soltei um ronco de mentira para ouvir a reação delas.
Rias – Parece que ele esta tendo um ótimo sono, pelo visto ele entrou pela janela, será que é um mendigo?
“MENDIGO? SOU O LORDE DAS SOMBRAS SUA DESGRAÇADA!”
Akeno – Não parece ser, mas suas roupas são bem estranhas, inclusive aquele sobretudo com aquelas nuvens vermelhas.
“Droga, esqueci ele no sofá...”
Rias – Ele deve ser um demônio sem mestre. Acho que vou acordar ele.
Ouvi mais alguns passos, e quem estava do meu lado se distanciou.
Rias – Akeno se prepare.
Akeno – Hai presidente.
Elas ficaram em silencio por um tempo...
“Agora o bicho pega...”
Rias – Ei! Acorde! Esta me ouvindo?!
Fingi que tinha acordado naquele exato momento e me espreguicei.
Willian – Mas que gritaria é essa logo cedo?... Ah, Rias Gremory.
Rias – O que e quem é você?
Perguntou Rias, na minha frente se tinham duas lindas adolescentes, uma ruiva de atributos físicos inigualáveis, embora a morena ao seu lado tivesse o mesmo porte, mas em vez de uma expressão seria esboçava um sorriso perigoso.
Willian – Sei la... Me pergunto isso todos os dias, mas você pode me chamar de Willian.
Falei tirando os pés da mesa.
Rias – Não me teste, o que você esta fazendo aqui?
Ela estava seria demais, aquilo seria divertido.
Willian – Não é obvio? Eu estava dormindo.
Vi a sobrancelha dela formar um v , ela estava começando a ficar irritada.
Rias – Responda a pergunta, o que estava fazendo aqui? O que você quer?!
Soltei um suspiro.
Willian – Eu já falei: eu estava dormindo até que você chegou com essa gritaria e me acordou. E quanto ao que eu quero, bom, eu queria dormir mas vocês me atrapalharam.
Eu vi masamune ali do lado e peguei ela.
Willian – Mas se estou incomodando eu vou embora.
Nesse exato momento a porta se abriu, Kiba e Koneko tinham chegado.
Kiba – Ohayo minna, oh? Temos um convidado?
Koneko – Ohayo...
Rias se virou para eles.
Rias – Kiba! Koneko! Preparem-se para lutar, mas esperem meu comando.
“Lutar?? Cadê a diplomacia??!!”
Willian – Escuta Rias, não quero ferir você nem seus subordinados, posso ir embora?
Ela finalmente deu um sorriso.
Rias – Então responda a minha pergunta.
Willian – Já falei! Eu tava procurando um lugar pra dormir! E lembrei desse lugar! Eu tava cansado, e agora to com fome! Mas você não me deixa ir embora para comer!
Akeno – O que é você? Você é um humano ou um demônio?
Willian – Não, eu não sou um demônio... Mas não diria que eu sou humano.
Rias ficou tensa.
“Porra como é difícil explicar algo pra essa mulher...”
Até que eu tive um idea.
Willian – Então vamos fazer o seguinte, vamos lutar eu e você Rias. O ganhador escolhe o que quiser.
Eu pude ver Kiba invocando sua espada.
Rias – Aceito seu desafio, se você perder terá de falar tudo o que eu quiser.
Willian – Okay. Dependendo do resultado eu escolho meu premio.
Eu apoiei masamune no ombro e fui andando em direção a porta, mas passei no sofá antes para pegar meu sobretudo. Eu pude ouvir Akeno dizer.
Akeno – Presidente isso não parece ser uma boa idea...
Rias – Eu sei, mas quero saber mais sobre esse cara.
Fomos até a parte de fora da casa, no jardim.
Kiba – Presidente, eu concordo com a Akeno-senpai, isso parece ser uma péssima idea.
Rias se virou para Kiba.
Rias – Eu já disse, quero saber quem é ele, esse cara... Tem algo me incomodando nele...
Koneko – Boa sorte Presidente...
Ficamos um de frente para o outro e tomamos distancia. Aproveitei esse tempo para colocar meu sobretudo.
“Otimo, agora sim eu to animado! Essa pode ser até mesmo uma chance de testar meus poderes de vampiro...”
Eu ativei o sharingan, tentei me lembrar das lições de Itachi.
Eu podia ver cada movimento que ela ia fazer, ela se preparava para lançar magia em min, mas me antecipei, e ativei um semi-genjutsu.
Ela lançou uma magia de cor caresmin em minha direção, eu me esquivei para o lado deixando um rastro de corvos negros. Esse tipo de genjutsu permitia apenas que eu fizesse os corvos, não interferia na mente do adversário, afinal, não teria graça nenhuma se eu derrubasse ela com um genjutsu.
Rias – Corvos?
“Antecipe os movimentos do seu adversário, observe cada ação dele, até mesmo quando uma gota de suor cair...”
A voz de Itachi dizendo essas palavras vinha a minha cabeça.
Willian – Rias Gremory, seus poderes são inúteis contra min.
Ela deu um sorrisinho.
Rias – Convencido! A batalha apenas começou!
Ela laçou uma seqüência de magias em minha direção, eu desviei novamente.
“Não será bom se eu fizer um jutsu de destruição muito forte, não quero destruir esse lugar inteiro... Vou usar meu thu’um.”
Aproveitei enquanto Rias se recuperava dos ataques que ela fizera.
Willian – Yol Toor Shul!
Ela parecia surpresa, mas fez uma barreira com a magia e se defendeu da onde de fogo, fui correndo até ela nesse tempo e passei masamune para a mao esquerda, enquanto com a direita eu a fechava em forma de garra.
Willian – Chidori!
Ela tentou pular para trás, mas eu era bem mais rápido que ela, para não matar ela, eu acertei o Chidori no ombro dela. Pude ouvir ela soltando um gemido enquanto caia sangue do ombro esquerdo dela.
Eu rapidamente tirei a mão e recuei para trás.
Kiba – Presidente!!
Akeno – Rias!
Pude ver ela estendendo as asas de morcego, agora ela estava nervosa.
Willian – Rias, não quero te ferir muito, por isso vou te alertar, seus ataques não funcionaram comigo.
“Para falar a verdade, acho que apenas um ninja do nível de Itachi poderia lutar comigo...”
Rias – Cale-se!
Os olhos dela ficaram em um tom vermelho, ela iria soltar uma magia grande, eu dei um sorriso para ela e apontei para o meu peito.
Willian – Acerte bem aqui.
Ela rugiu, era estranho ver ela nervosa desse jeito. Fiz alguns corvos bloquearem a visão dela sobre min e ativei o Mangekyou Sharingan.
Quando ela liberou a magia, pude ver que seria um estrago que aquilo me acertasse, eu fiz apenas as costelas do Susano’o e o braço esquerdo que tinha o escudo.
Willian – Rias Gremory, seus poderes são inúteis contra esses olhos. Vou te mostrar o porque.
Quando a magia estava próximo de min eu usei o escudo para refletir ela para o lado, como se simplesmente tivesse dado um tapa para esquerda.
E desfiz ele rapidamente, eu pude ver a expressão de surpresa de Rias, que agora estava com a mão no ombro ferido. Eu furei o chão com a masamune, ela não estava sendo muito útil, então eu deixaria ela ali.
Rias – Droga...
“E agora...”
Eu corri na direção dela, agora ela estava indefesa, eu desfiz o Mangekyou e preparei para atacar.
“É melhor eu tomar cuidado, isso pode ser uma armadilha...”
Mas vi que o cansaço dela era real, e dei um sorrisinho, eu fiz um kage bushin feito de um dos corvos.
Willian – Rias, não vou pegar leve então.
Eu dei um soco com chakra concentrado no estomago dela, ela cuspiu sangue e foi para cima, o clone já estava lá e acertou um chute nas costelas dela, ela já estava indo para baixo, mas eu pulei e parei a queda dela dando mais um soco nela, fazendo ela ir para trás.
Enquanto ela rolava no chão, eu e o clone sacamos varias shurikens e arremessávamos na maior velocidade que podíamos, iria acertar a Rias, que agora cuspia mais sangue no chão, mas Akeno interveio e fez uma barreira mágica.
Eu e o clone paramos de jogar Shurikens e assistimos o que iria acontecer.
Koneko pegou Rias no colo que agora havia desmaiado, enquanto Kiba me olhava feio, e de espada em punho.
Akeno – Koneko-chan, leve ela para dentro, vou curar ela.
Ambas foram para dentro apressadas, enquanto Kiba ficava do lado de fora me observando.
Willian – Ei, me ajude a recolher elas, isso custou bastante dinheiro.
Falei com o clone, ele concordou com a cabeça, enquanto íamos recolhendo as shurikens que estavam no chão. Foi quando eu notei que eu nem havia usado masamune direito, eu tinha de treinar mais com ela, pensei enquanto eu ia na direção dela e retirava ela do chão, e retornava a pegar as shurikens.
Kiba – Você é bem rápido...
Eu olhei para Kiba enquanto recolhia as shurikens.
Willian – Bom, Arigatou, eu tive um bom treinamento, e um bom professor.
Kiba – O que é você?
Eu suspirei.
Willian – Quando Rias acordar eu explico, odeio ficar dizendo a mesma coisa toda hora.
Ele concordou com a cabeça, mas não abaixou a espada. Â
Quando eu e o clone terminamos de recolher as shurikens eu desfiz o genjutsu e o clone, mas mantive o sharingan, por precaução.
Depois de algum tempo, eu já estava começando a ficar entediado de ficar ali esperando e fiquei observando Kiba.
“Ta ai um cara que é adorado pelas mina...”
Quando já estava quase dando meio dia, pelo meus cálculos, Koneko abriu a porta.
Koneko – Kiba-senpai, estranho, me acompanhem.
Fomos atrás de Koneko, ao chegarmos lá dentro, Rias estava sentada no sofá. Ela estava com o corpo coberto de bandagens, e tossia. Estava apenas de saia agora.
Rias – Por favor sente-se.
Ela tossiu mais uma vez enquanto eu me sentava no sofá e deixava masamune encostada nele, Akeno apareceu na sala com um carrinho com um bule e algumas xícaras. Koneko e Kiba estavam de pé do meu lado.
Akeno – Aceita?
Perguntou estendendo uma xícara com chá para min. Eu estava morto de fome, mas tentei não deixar isso muito evidente, afinal eu estava na presença de varias mulheres de classe ali.
Willian – Adoraria.
Estava quente, então eu soprei um pouco, era de maçã, e estava delicioso.
Eu deixei minha xícara na mesa de centro da sala, esperei Rias pegar uma xícara também.
Ela ficou em silencio apenas me observando, estava um clima terrível naquela sala, como não parecia que ninguém ali ia me atacar, eu desfiz o sharingan, pude notar que Rias observou aquilo atentamente.
Willian – Que clima mais tenso...
Pude ver Akeno dando um sorrisinho.
Rias soltou um suspiro mas permaneceu seria.
Rias – Realmente, bom, você ganhou a luta justamente. O que deseja como recompensa?
“Sabe chego a pensar que ela queria perder de propósito para ver minhas ações seguintes... Mas aposto que ela não queria perder daquele jeito.”
Willian – Vou decidir isso mais tarde... Talvez você queira saber o que eu sou primeiro.
Falei pegando novamente a xícara. Quando eu tomei um pequeno gole, eu pude sentir mais o sabor, agora que já tinha perdido um pouco mais de temperatura.
Willian – Bom... Para resumir, sou um viajante de dimensões.
Resolvi não falar que era de anime, seria melhor assim.
Rias – Viajante de dimensões?
Willian – Sim, mas peço para que guarde suas perguntas para quando eu terminar por que senão eu vou ficar aqui até amanha.
Ela concordou com a cabeça enquanto tomava mais um gole de chá.
“La vou eu de novo...”
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Olhei no relógio, já era 4:23 da tarde.
“AH! QUE FOME!”
Rias soltou um suspiro, enquanto mexia nos seus cabelos vermelhos.
Kiba – Esse não é o tipo de coisa que se escuta todo o dia.
Akeno – Com certeza.
Rias – Bom, você me explicou tudo, o que me deixou mais relaxada...
“TA BOM MAIS NÃO TEM NADA PRA COMER AQUI????”
Willian – Sabe... Quanto a minha recompensa...
Rias estava pensativa, mas ela me olhou.
Rias – Pode pedir qualquer coisa.
Eu dei um sorrisinho para ela.
Willian – Bom, se você não se importar, eu gostaria de morar aqui.
Até mesmo ela pareceu surpresa.
Rias – Aqui?
Willian – Sim, afinal gostei de vocês. Dependendo da situação em que vocês se encontrarem é até possível que eu ajude vocês em uma coisa ou outra. E também por que não tenho para onde ir mesmo.
Akeno se aproximou mais de min e se sentou no sofá.
Akeno – Você não tem pais ou família?
Willian – Já falei, como eu mudei de dimensão, não tenho idea do que aconteceu com eles.
Pude ver Koneko comendo alguma coisa ali no canto da sala.
“Droga... Não acredito que ela vai comer aquilo na minha frente... Acho que vou chorar...”
Rias – Bom, se for assim tenho uma oferta a te fazer.
Eu olhei para ela já sabendo o que ela iria perguntar.
Willian – A resposta é não.
Rias – Mas eu nem fiz minha pergunta ainda.
Willian – Você ia perguntar se eu gostaria de ser um de vocês. Mas eu não quero. Já sou coisas demais, e eu não curto ser escravo de ninguém.
Rias – Coisas demais?
Eu dei uma risada, ela não era nenhum pouco boba.
Willian – Não comentei nenhuma vez sobre meus poderes e habilidades, como se eu fosse mesmo fazer isso.
Ela se permitiu um sorriso.
Rias – Bom, eu tinha que tentar. Então, que seja, agora você mora aqui no clube, espero que nos demos muito bem enquanto você estiver nessa dimensão.
Completou ela com um sorriso.
Kiba – Bem vindo ao clube Willian-san.
Disse ele com um sorriso agora.
Akeno – Seja bem vindo!
Disse ela com um sorrisinho “nada sedutor”.
Koneko – Seja bem vindo Willian-san.
Rias – Akeno.
Akeno – Hai.
Akeno foi até Rias, que a ajudou a se levantar e ir até a sua cadeira, aonde ela se sentou.
Rias – Bom... Parece que perdemos um Sábado de trabalho...
“Hoje é sábado? Nossa, eu nem tinha noção disso lá no Highschool of the dead...”
Akeno – Willian-san você pode deixar suas coisas no segundo andar, la tem um quarto vazio.
Willian – Ah, arigatou.
Rias – Vou providenciar uma cama para você, mas por enquanto você se importa de dormir nesse sofá ou em outro lugar?
Willian – Não me importo, afinal, tive um treinamento bem rígido, tive que dormir em lugares horríveis.
Falei me lembrando dos tempos da caverna de Paarthurnax, as noites que eu passei frio foram inúmeras...
Rias – Willian-san você deve estar com fome. Daqui pude ouvir seu estomago roncar.
Eu não estava prestando atenção na hora, fiquei vermelho de vergonha por isso.
Willian – Um pouco...
Rias – Akeno, pode providenciar algo para ele?
Akeno – Hai Presidente.
E ela saiu por uma porta, talvez lá tivesse uma geladeira ou algo assim, o que provavelmente mais tarde eu iria checar.
Kiba – Willian-san, essa é realmente uma katana bem grande, e de boa qualidade.
Disse ele apontando para a Masamune.
Willian – Ah, Masamune? Sim, ela é bem poderosa e resistente.
“Ah é mesmo!”
Eu tirei do bolso do sobretudo, o livro de Genesis, Loveless.
O que havia me lembrado que a parte que eu havia lido para Rina era prólogo.
Koneko se sentou no sofá a minha frente.
Koneko – Isso é um livro de poesia, Willian-san?
Willian – Bom... mais ou menos, era de... um dos meus “amigos”. Quer que eu leia uma parte para que veja como é?
Ela concordou com a cabeça, enquanto Kiba se aproximava com um tabuleiro de xadrez. Rias estava ocupada lendo alguma coisa. Agora sim eu ia ler o Ato I.
Willian – “ Infinito em mistérios é a dádiva da Deusa, Nós buscamos-o então, e levamos-o ao céu, Ondas formam-se na superfície da água, A alma errante não conhece descanso.”
Ao parar de ler pude ver todos prestando atenção em min, Akeno estava parada com um sorrisinho.
Akeno – Ora ora, essa foi uma bela recitação Willian-san!
Eu fiquei meio que com vergonha, afinal eu não sabia que eles estavam prestando mesmo atenção.
Koneko – É um poema bem diferente.
Comentou Koneko, agora jogando xadrez com Kiba. Eu guardei o livro novamente no meu sobretudo.
Kiba – Quem seria essa Deusa?
Perguntou ele movendo um cavalo no tabuleiro.
Willian – Também gostaria de saber.
Minha vergonha anterior se foi na hora em que Akeno botou uma bandeja com um belíssimo bolo de chocolate na mesa, quando ela se abaixou, os enormes seios dela balançaram de uma forma extremamente excitante.
“Não acho que vai ser um problema conviver com isso todos os dias!”
Pensei dando uma risadinha mental.
Akeno – Espero que aproveite! Vou pegar um pouco mais de chá para você!
Falou ela com um sorriso.
“Ela é linda, gentil, alegre, sem falar nesse rabo de cavalo lindo e sadomasoquista. Aposto que ela daria uma esposa perfeita para min.”
Willian – Arigatou Akeno-san, você é muito gentil.
Ela ficou vermelha e deu uma risadinha.
Akeno – Ora ora, não saia dai, já volto.
“Tou no céu!”
Pensei olhando para Rias, agora assinando mais coisas. Ela olhou rapidamente para min, e acenou.
“Cara, nem parece que há algumas horas atrás a gente estava quase se matando... Bom, assim é melhor!”
Pensei devolvendo o aceno, eu abri o meu sobretudo até um pouco antes acima do peito, afinal, ele incomodava um pouco o pescoço.
Akeno abriu novamente a porta com o carrinho, e deixou na mesa uma xícara de chá. Ela se sentou do lado de Koneko, já que Kiba estava do meu.
Akeno – O que significam essas nuvens vermelhas em suas roupas Willian-san?
Perguntou ela apontando para uma das nuvens.
Willian – Bom... Esse é o Símbolo da Akatsuki... Uma organização meio criminosa que meu sensei fazia parte.
Akeno – Uma organização criminosa?
Willian – Mas não se engane, o líder dela tinha boas intenções, só que um membro em particular alterou a cabeça do líder e eles acabaram se tornado ruins. Prefiro ver a organização do jeito que ela era antes.
“Não é mesmo, Nagato, Yahiko, Konan?”
Pensei olhando para a parede, eu nem tive a chance de conhecê-los.
Akeno – Ora ora, então devíamos tomar cuidado com você, já que é um criminoso.
Falou dando uma risadinha.
Willian – Vocês que sabem...
Falei retribuindo com um sorriso.
“Ihiihihh, mais um pouco e você é minha Akeno! Ah, pera, não tenho mais a aparência de Sephiroth, mas será que isso importa?”
Eu peguei um pedaço do bolo e coloquei em um pratinho, e comi um pedaço com o garfo, seria intolerável que eu comesse do jeito que eu to acostumado ali.
Willian – Gostoso!
O bolo estava realmente bom, e junto com o chá, dava para enganar minha fome até que eles fossem embora e eu pudesse assaltar aquela geladeira.
Akeno – Arigatou!
Rias – Sabe Willian, acho que você deveria freqüentar nossa escola.
Eu quase engasguei com o bolo ao ouvir aquilo. Eu não queria pisar de novo em uma escola, mesmo que fosse uma escola japonesa de ricos cheio de garotas lindas e inocentes.
Willian – Rias, eu não tenho mais idade para isso a não ser que eu faça uma faculdade. Ai sim.
Rias – É seria uma pena, você conviveria com um monte de pessoas legais, garotas bonitas, e talvez até estudasse na nossa sala.
Willian – Não sou um tarado, e não tente me comprar com mulheres. Mas quer saber? Eu aceito, já que não vai ser o ano todo mesmo.
Rias deu um sorriso.
Rias – Ótimo! Agora precisamos mudar a sua aparência...
Willian – Não precisa.
Eu deixei o bolo de lado e fiquei de pé. Eu fiz um selo de chakra.
Willian – Henge no Jutsu!
Eu me transformei em uma versão minha com o mesmo cabelo mas com um corpo de 17 novamente.
Willian – Assim serve?
Ela deu um sorriso, Akeno deu uma risadinha do meu lado.
Akeno – Ora ora, é uma versão mais jovem do bonito Willian!
Eu dei um sorrisinho para Akeno, eu me sentia estranho daquele jeito, era como voltar no tempo.
Rias – Você vai acabar estudando conosco, seja bem vindo a academia. Vou falar com meu pai visto que você não tem nenhum outro documento.
Kiba – Bom, agora você é meu senpai, mas diga Willian-san, não sabemos seu nome todo.
Rias – Verdade, qual é seu nome?
Eu fiquei quieto um instante.
“Itachi, Sasuke, será que vocês se importam?... Não se preocupem vou tentar trazer honra ao nome de vocês.”
Willian – Eu abandonei meu outro nome no dia em que eu me tornei um viajante...
Houve um sliencio na sala.
Willian – Contudo... Vocês podem me chamar de Uchiha Willian.
Falei completando com um sorriso.
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