O Viajante De Animes
23 Cap 23
Notas iniciais
Eu estava tendo um sonho estranho...
Eu estava em um campo aberto, e na minha frente estava um grande dragão negro, e ele olhava profundamente nos meus olhos, eu sabia quem era aquele dragão...
Alduin – Dovahkiin...
Ele parecia ser capaz de observar quem eu realmente era por dentro, ele me olhava não como inimigo, mas como algo diferente...
Alduin – Então Dovahkiin, o que vai ser?
Embora aquilo fosse um sonho eu sabia que era uma decisão importante, embora eu não soubesse que decisão era aquela...
Alduin – Do-Vah-Kiin!
Ele não simplesmente falou, mas a usou como uma palavra de poder, pude sentir todo o meu ser vibrando, meu sangue parecia ter ficado mais quente...
Foi quando eu acordei e eu estava no carro, Takashi ainda dormia com Rei e Saeko, Shizuka estava no volante, enquanto Hirano e Takagi faziam a vigia junto com a Alice.
“Mas que droga de sonho foi esse?”
Eu nunca tinha tido premonições antes, exceto na época que eu era vivo... Eu esperaria Rina acordar para perguntar o que seria aquilo.
Olhei para Rina dormindo ao meu lado, enquanto eu dormia, ela havia chegado mais perto e agora estava encostada no meu pescoço, a mão dela estava perigosamente em cima da minha coxa esquerda.
“Depois eu que sou o pervertido...”
Sem querer eu acabei ficando meio excitado com aquilo, o que me fez lembrar que eu havia dormido com a Shizuka.
Olhei para frente e pude ver ela dirigindo, ela parecia um pouco alegre.
Em cima de min, Hirano e a Alice cantavam uma musica.
Alice e Hirano – Reme, reme, reme seu barco, la, la ,la ,la, gentilmente no sentido da corrente!
Rina se mexeu, e levantou o pescoço, acabei ficando em uma posição desconfortável e mudei de posição, ela havia acordado e acabou escorregando com a mão. Ela acabou com a mão em cima das minhas partes intimas. Ela me olhou sonolenta.
Rina – Ohayo... An? Tem algo duro aqui...
Ela olhou para aonde ela estava pondo a mão e deu um gritinho.
Rina – Mas o que é essa safadeza toda? Você espera eu dormir para fazer essas coisas comigo??
Olhei para ela, eu não estava nada a fim de discutir logo cedo, fingi de surdo e fechei os olhos.
Willian – Ohayo Rina-chan, você esta bonita com essa roupa.
Rina – Não brinque comigo! O que minha mão estava fazendo no seu...
Takagi – Estamos chegando no outro lado do rio!
Shizuka – Pessoal acorde!
Fui até a Rei e a sacudi.
Willian – Ei, Rei-chan acorda ai...
Ela piscou os olhos meio sonolenta, e me olhou com o rosto vermelho.
Rei – Ohayo Willian-kun, Rina-san...
Ela deu um sorrisinho para Rina, que respondeu com uma cara esquisita.
“O que se passou que eu perdi?”
Havíamos chegado ao outro lado do rio, o carro balançou fortemente ao chegarmos na margem.
Eu subi pelo teto e observei o dia.
Willian – Ohayo minna...
Alice – Ohayo tenshi oni-chan!
Willian – Como estamos Takagi?
Ela olhou ao redor com o binóculos.
Takagi – Não há ninguém, nem vivo, nem morto.
Ouvi um grito abaixo de min, era do Takashi que devia estar acordando...
Eu pulei do carro, e andei em volta para verificar.
Willian – AI! Tava precisando esticar as pernas!
Logo Rina desceu também.
Rina – Não pense que esqueci aquela historia do carro!
Olhei para ela com um olhar sedutor.
Willian – Você gostou não foi?
Ela ficou sem palavras e com o rosto vermelho.
Rina – Eu nunca disse que...
Willian – Não precisava nem falar, esta estampado no seu rosto! Se eu soubesse que você queria tanto a gente poderia ter dado um jeito de dar uma escapada...
Ela deu um gritinho e tentou me acertar um tapa, mas eu desviei e agarrei o braço dela.
Ela tentou se soltar, mas eu a puxei para perto.
Willian – O que foi? Não queria se soltar?
Puxei ela até ficarmos com os rostos colados.
Rina – Ei...
Soltei ela e me afastei.
Todos já tinham saído do carro.
Rei – Nós vamos trocar de roupa, então vocês garotos, não olhem!
Fomos para a parte da frente do carro, assim não poderíamos ver elas trocando de roupa, Shizuka tinha pego varias roupas da amiga dela, então ela poderiam se trocar sem problema.
Hirano – Será que deveríamos espiar?
Takashi – Já falei que não quero morrer...
Elas deram um gritinho la trás.
Takagi – Ah! Sensei posso vestir essa jaqueta?
Shizuka – Claro!
Saeko – Não tem outra saia sem ser essa?
Shizuka – Não é sexy?
Hirano botou a mao no ombro do Takashi.
Hirano – Hora de se sacrificar pela equipe Komuro!
Takashi – Já falei que não quero morrer!
Dei uma risada e tentei olhar para frente, mas não dava para ver nada...
O cãozinho da Alice latiu perto de nós.
Takashi pegou ele no colo.
Takashi – Você está sempre tão agitado.
Hirano – Ei não lata muito Zeke.
Willian – Zeke?
Hirano – É o nome dele. Zeke era o codinome que os americanos deram aos reisens na guerra do pacifico.
Willian – Reisen?
Takashi – Oh, o avião de guerra zero. Você é mesmo pequeno e veloz, é um nome digno.
Acabei ficando sem entender, afinal eu não sabia muito de historia. Olhei para frente no momento certo, pude ver Saeko tirando o avental que ela usava, deu para ver a beirada do seio dela.
“Jackpot!”
Zeke deu um latido, aquilo me desconcentrou e olhei para trás. Hirano entregava uma escopeta para Takashi.
Hirano – Komuro use isso. É uma escopeta então mire apenas na cabeça.
Takashi botou Zeke não chão enquanto eu me sentava no capo do carro.
Takashi – Eu já disse que eu não sei usá-la. Prefiro o bastão.
Hirano engatilhou a escopeta.
Hirano – Depois de inserir a munição, coloque seu alvo na mira, pressione o gatilho e exploda suas cabeças...
Ele foi explicando ao Takashi como usar a escopeta, nem prestei atenção pois afinal, para que eu precisaria de uma arma?
Fiquei pensando naquele sonho esquisito, foi quando aquilo me lembrou de que eu era um Dragonborn, um nascido do dragão.
“Eu tento tantos poderes agora que eu esqueço que tenho eles...”
Eu desci do capo, e andei um pouco.
Alice – Oni-chan!
Me virei para o lado e dei um sorriso.
Tirando a Shizuka e a Rina, o resto das garotas usavam seus uniformes escolares de modo mesclado. Já Rina usava a mesma roupa que ela usou no nosso encontro em Konoha, só que agora com cotoveleiras e duas luvas pretas.
Takashi e Hirano vieram logo depois.
Willian – Ei eu conheço essa roupa ai.
Rina – Se lembra dela?
Alice – Essa roupa?
Willian – Rina-chan usou essa roupa no nosso encontro.
Todos ficaram olhando pasmos para min e Rina.
Rei – Vocês são namorados?
Cocei a cabeça.
Rina – Não, na verdade não deu muito certo e ficamos na amizade mesmo...
Hirano parecia aliviado. Takashi dava um sorrisinho.
Takagi – Ta bom já chega disso! Vamos subir no carro! Vocês três vejam se é seguro!
Eu Takashi e Hirano subimos a encosta do pequeno morro que dava na rua, fui primeiro, não havia ninguém na rua. Sinalizei para Takashi e Hirano e eles subiram confirmando que a rua estava mesmo vazia.
Takashi – Vamos!
Gritou ele para Shizuka que dirigia o carro
Ela acelerou e acabou dando um salto enorme, Hirano se jogou para o lado para não ser atingido.
Takagi observava tudo com os binóculos.
Takagi – Parece que o rio não os deteve, não é mesmo?
Rina – Era de se esperar.
Saeko – Como disseram no noticiário, esta assim por todo o mundo.
Rei – Mas com certeza sobraram alguns policiais.
Takagi – Sim. Os policiais japoneses são muito dedicados ao trabalho.
Rei – Hai!
Não agüentei ouvir aquilo e deu uma risada que saiu meio maléfica, notei que Rina também ria.
Willian – Rina ouviu isso?
Rina – Vocês são muito engraçados...
Rei – O que há de errado com o que Takagi-san disse?
Ela estava nervosa, sem duvida devido ao fato dela ser policial.
Willian – Acalme-se Rei, não estava rindo do que você disse, mas do que essa frase significa.
Hirano – Como assim?
Willian – Qualquer um que quiser sobreviver vai ter que dar o melhor de si, independente de sua carreira ou função na vida. Não importa se é policial ou se é um mecânico...
Ela simplesmente ficou me olhando feio enquanto eu estava com um sorriso no rosto.
Shizuka – O que faremos agora?
Perguntou ela de dentro do carro.
Takashi – Takagi, você não é do Higashisaka 2?
Takagi – Sim.
Takashi – Então sua casa é a mais próxima. Mas, hum...
Takagi – Eu entendo... Não tenho muita esperança...
Takashi – É claro que tem!
Disse ele com um sorriso.
Subimos todos no carro e fomos em direção a casa da Takagi.
Enquanto Takashi estava em cima com Rei, eu estava com o resto do pessoal em baixo.
Foi quando eu lembrei do sonho.
Willian – Ei Rina.
Rina – O que?
Ela estava distraída olhando as arvores de flores de cerejeira, elas me lembravam o cabelo da Sakura, inclusive o cheiro dele.
Willian – Tive um sonho hoje.
Ela pareceu mais interresada.
Rina – Que tipo de sonho?
Expliquei para ela o sonho que eu tive.
Saeko – Que sonho estranho esse seu.
Takagi – Um dragão negro?
Hirano simplesmente escutava.
Willian – A única vez que eu tive um sonho que parecesse uma premonição foi quando eu...
Parei no meio do caminho.
Takagi – Quando o que?
Rina entendeu o que eu tinha falado.
Rina – Mas o que Alduin tem a ver com você?
Willian – O pior é que eu não sei, tirando o fato de que eu sou um Dragonborn, não sei mais...
Hirano – Você parece ser um cara que vai ser muito forte Willian-san.
Willian – Assim espero, quero ser forte o suficiente para proteger meus amigos.
Rina me olhou surpresa, mas o resto deles me deram sorrisos.
Rina – Proteger os amigos? E aquele papo de...
Willian – Do que adianta se eu só pensar em min? Não iria ter graça nenhuma. Quando eu ficar mais forte pode saber, vou voltar a konoha, assim como a Skyrim.
Ela fez uma cara de desgosto ao ouvir o nome de Skyrim.
Rina – Se você for você vai sozinho, não volto naquele lugar...
Willian – Você é uma chata...
Ficamos um tempo sem nos falar, apenas observando a paisagem.
Willian – Rina... Como a Sakura estava antes de eu... você sabe.
Ela me olhou um tanto despreocupada.
Rina – Ela esta estava bem, se é o que você quis dizer, ela ficou bem triste depois que você foi embora, eu poderia dizer até que ela estava apaixonada por você.
“Quem diria, eu , um cara que nunca imaginava ir em um anime, ser a paixão de Haruno Sakura...”
Rina – E alem disso, a Yamanaka Ino também ficou me perturbando para saber aonde você estava.
“Ih carai, esqueci dela!”
Rina me olhou meio desconfiada. Tentei fazer o possível para disfarçar meu nervosismo.
Rina – Você fez algo com ela?
Willian – Não, ela é que é maluca mesmo, eu nunca cheguei a falar com ela.
Rina – Sei...
Alice – O oni-chan já tem uma namorada?
Olhei para Alice, ela perguntou aquilo do nada, mas não parecia ter nenhum interesse em particular. Dei um sorrisinho.
Willian – Não, eu não tenho uma namorada.
Alice – Se for pro oni-chan namorar, quero que ele namore com a Rina one-chan!
Todos no carro olharam para min e Rina, minha reação foi apenas dar um sorriso.
Willian – Eu e a Rina somos apenas bons amigos. Ela já me salvou uma vez de algo que ninguém poderia ter me salvado.
Até mesmo Rina pareceu surpresa naquele momento.
Saeko – Oh? Do que ela te salvou?
Dei um sorrisinho.
Willian – De uma realidade totalmente sem graça.
Rina deu um sorrisinho enquanto todos ficaram confusos, Zeke latiu para min.
Willian – Isso mesmo Zeke!
Falei fazendo carinho nele.
Ficou um silencio no carro, eu fiquei brincando com o Zeke, enquanto Saeko e Takagi ficavam olhando a estrada junto com a Shizuka.
Rina – Sabe Willian-kun?
Willian – O que?
Falei enquanto Zeke lambia meu rosto.
Rina – Você fica Kawaii enquanto ta brincando com o Zeke!
Não sei o por que ela falou aquilo, mas pude notar meu rosto corando um pouco.
Willian – Ah... err, ta.
Ela deu um sorriso e ficou me observando, enquanto Zeke puxava a manga do meu sobretudo.
Willian – Dame Zeke!
Ele parou e ficou lambendo minha mão.
Willian – Bom garoto.
Alice – Oni-chan?
Willian – O que foi?
Ela pareceu um tanto nervosa, mas parecia curiosa.
Alice – O que foi aquilo que você disse para o meu papai quando ele estava morto?
Ficou um silencio só no carro, todos me olhavam.
Willian – Requiescat in Pace?
Ela concordou com a cabeça, Rina ficou me encarando, fiquei um tanto incomodado com aquilo.
Willian – Requiescat in Pace significa “ Descanse em paz” em italiano.
Ela coçou a cabeça.
Alice – Mas por que em italiano?
Deu um breve sorriso.
Willian – Ézio Auditore usava muito essa frase quando ele...
Fiquei em silencio, não seria a melhor hora para falar de um Assassino.
Hirano – Quem é Ézio Auditore?
Pensei por um instante.
Willian – Uma grande pessoa que viveu na época da Renascença. Um pensador por assim dizer.
Takagi – Nunca ouvi falar dele, tem certeza de que sabe do que esta falando?
Fechei a cara.
Willian – Claro que sei, se você lesse sobre ele, iria se impressionar com os feitos dele. Poucas pessoas sabem o que realmente aconteceu com ele. Eles retiraram o nome dele da historia pois ele era contra o regime da igreja. Diria que apenas 1% da população sabe o nome dele.
Takagi – Mas o que um pensador tem haver com essas palavras de morte?
“Putz...”
Willian – Quem sabe um dia eu conto...
Ela ficou me encarando com um bico, e se virou para frente. Novamente o silencio ficou no carro, mas com alguma tensão. Mas depois de um tempo ficou normal de novo, voltei a brincar com Zeke, que agora parecia mais animado.
Aquele momento de tranqüilidade estava sendo bem raro.
Hirano – São eles! A direita e a esquerda! Distancia: 300 metros!
Botei Zeke de lado e Subi para ficar junto de Rei e Takashi, Realmente a rua estava lotada com zumbis.
Pude ouvir Takagi dizendo.
Takagi – Vire a direita!
Shizuka – Entendi!
Ela virou a direita em uma rua, e haviam mais deles.
Shizuka – Eles estão la também! Nossa!
Saeko – Willian! Não da pra limpar o caminho?!
Analisei bem a situação.
Willian – Não da! Com o carro em movimento assim é perigoso eu errar e causar um acidente!
Takagi – Então vire a esquerda! Esquerda!
Assim que viramos, pude ver mais deles.
Takashi – Mas o que... Vemos cada vez mais deles a medida que nos aproximamos do Higashisaka 2!
Rei – Deve ter um motivo!
Willian – Komuro, Rei, se segurem! Há vários na nossa frente!
Takagi – Mantenha a velocidade e os afaste!
Me abaixei no teto do carro enquanto Takashi e Rei se deitavam nele, Shizuka saiu atropelando vários zumbis.
Rei – Não, Não, Não! Pare!
Olhei mais a frente e vi uma barreira de arame.
Saeko – Temos uma barreira de arame a frente! Vire o carro de lado!
Assim que ela virou o carro de lado, ela bateu na cerca, mas não parou o carro
Shizuka – Por que ele não para?!
Hirano – Os pneus travaram! Alivie um pouco o freio e pise leve no acelerador!
Acabamos indo em direção a parede.
Takashi – Sensei!
Ela deu uma freada que me pegou desprevenido, acabei saindo do teto e indo em direção a parede. Vi que Rei tinha tido mais sorte e foi para o chão.
“Se eu continuar nessa velocidade...”
Eu estiquei meu braço esquerdo enquanto eu ia na direção da parede, e agarrei a barreira de arame, senão eu ia acabar esmagado na parede.
Pude sentir minha velocidade diminuindo, mas em troca fui deslizando com a mão na barreira, pude sentir ela sendo rasgada enquanto eu ia parando.
Quando eu finalmente parei e cheguei no chão firme, olhei o estrago. Do meu lado Takashi já estava atirando em alguns zumbis.
“Merda!”
Minha mão esquerda estava rasgada na palma, assim como o dedo indicador, médio e o anelar. Doía de um jeito terrível.
Fui na direção de Rei.
Willian – Você esta bem?
Rei – Não muito... Sua mão!
Deixei que ela desse uma olhada, minha mão tremia.
Rina chegou do meu lado e olhou a ferida.
Rina – Droga! Fique quieto agora!
Não dava tempo para ficar quieto. Eu sai andando na direção dos zumbis, Saeko já lutava com alguns, e Takashi recarregava sua arma. Hirano dava cobertura pelo carro.
Rina – WILLIAN!
Respirei fundo, e me lembrei da palavra.
Willian – Fus Ro Dah!
Vários zumbis foram para trás e Alguns saíram voando. Aproveitei o tempo para voltar para Rina.
Willian – Me cure logo senão não vou consegui fazer selos!
Rina começou o jutsu de cura, que emitia uma luz verde.
Rina – Merda! Vai demorar muito!
“Droga!”
A muniçao de Takashi tinha acabado e ele foi usar a arma de Rei, Saeko já estava lá na frente matando vários com sua espada.
Willian – Deixa pra lá Rina!
Rina – O que vai fazer?!
Willian – Vou despertar o Mangekyou Sharingan agora!
Com minha mão boa fiz um sinal de chakra e tentei focar no dois olhos. Ativei primeiro o Sharingan.
“Dessa vez não vou fechar os olhos. Concentração Willian...”
Takagi tinha saído do carro e tinha pego a arma de Takashi. Rina já estava fazendo novamente seu jutsu da shuriken.
Takashi – Willian! Não da pra fazer nada!?
Willian – Já estou fazendo! Mas com minha mão ruim desse jeito não vou consegui fazer nenhum jutsu!
Minha raiva só estava aumentando, haviam mais do que haviam na ponte, o barulho dos tiros estava atraindo vários. E minha mão atrapalhava a minha concentração.
Takagi – Não sou uma covarde! Ninguém morrerá aqui hoje! Minha casa é ali na esquina!
“Merda,merda,merda!”
Estava demorando demais!
Rina – Willian isso é pra hoje?!
“Foco, se concentre... lembre-se do treinamento... Mais chakra nos olhos...”
Foi quando Zeke pulou do carro e foi na direção de um zumbi e mordeu a perna dele... como se estivesse nos defendendo.
Takagi tentou usar a arma como bastão, mas Takashi a segurou.
Takashi – Deixe isso para os homens...
Takagi – O que você fará!?
Ele olhou para trás com um sorriso.
Takashi – Farei como o Zeke.
Dito isso ele saiu correndo na direção dos zumbis.
Saeko – Komuro-kun venha comigo!
Ele foram lutando até chegar na parede, aonde ele saiu arrastando a arma para fazer barulho.
Takashi – Por aqui!
Saeko bateu com sua espada em um poste, que fez um eco grande.
Saeko – Por aqui!
Ele subiram até uma escada, mas os zumbis continuaram avançando.
Takashi – Droga! Por aqui!
Ele ficou batendo sua arma na grade.
“MERDA!”
Rina – WILLIAN!
Eu não estava conseguindo, eu poderia fugir com Rina, mas eu não conseguiria, meu senso de humano não deixaria eu fugir e deixar aquelas pessoas morrerem.
Takagi veio até min.
Takagi – FAÇA ALGO!
Willian – Estou tentando!
Takagi – FAÇA ALGO SEU COVARDE!
“Covarde?”
Willian – Não sou covarde.
Rina – SERA QUE NÃO?
Rei – FAÇA ALGO!
Takagi – Covarde... vai nos deixar mesmo morrer?
Rina – Eu já sabia que você era um covarde desde aquele dia em Konoha na floresta.
Atrás de min Alice chorava, estavam todos me olhando.
Hirano – Covarde!!
“NÃO SOU COVARDE! NÃO É CULPA MINHA SE...”
Sephiroth – Humm, desculpas de um covarde.
Disse Sephiroth em minha mente.
Willian – Não sou covarde.
Sephiroth – Me pergunto se fiz a escolha certa de ter sido você a me suceder...
Rina – Você é um covarde mesmo...
Meu coração parou naquele momento. Eu não era covarde.
Willian – Não sou covarde...
Rina – Não importa mais, já que vamos morrer...
Já tinha um zumbi bem próximo de min.
Uma lagrima desceu pelo meu olho esquerdo. Pude sentir outra coisa descendo pelo direito que não era lagrima.
Meu virei para Rina.
Willian – Não sou covarde...
Ela me olhou com os olhos arregalados.
Me virei para frente. Fechei o olho esquerdo e concentrei chakra no direito.
Willian – Queimem todos no inferno... Amaterasu!
Pude ver a dimensão do Amaterasu, consegui cobrir quase toda rua, tudo queimava em um fogo negro, pude sentir meu chakra descendo lentamente, mas eu não podia parar agora.
Um zumbi estava próximo de Takagi, eu simplesmente olhei para ele, e ele desabou queimando.
Takagi – Mas o que...
Willian – Não sou nenhum covarde...
Sephiroth – Você é um covarde inútil.
Willian – NÃO SOU COVARDE!
Fiz questão de abrir meu olho esquerdo.
Willian – SUSANO’O!
Em volta de min pude sentir a grande armadura laranja se formando, estava apenas com o esqueleto. Ele estava apenas da cintura para cima.
“Poder... Preciso dele para salvar essas pessoas... e para continuar vivo!”
Dei um grito de fúria e mais chakra se foi, e na mão esquerda do Susano’o um escudo, e na direita a espada de Totsuka, que podia selar qualquer coisa.
Dei uma gargalhada e me virei para Rina, esta estava assustada, assim como todos ali.
Willian – Sabe de uma coisa Rina!? Com esses olhos posso ver claramente a escuridão!
Fiquei rindo enquanto apreciava meu próprio poder. Alguns zumbis vinham na minha direção queimando com o fogo negro. Eu simplesmente dei uma risada.
Foi quando alguém atrás de min me chamou.
Alice – Oni-chan!
Olhei para ela com um sorriso no rosto, ela estava chorando de medo. Todos estavam com os olhos arregalados, Takagi estava chorando atrás de min.
Willian – Não se preocupe Alice-chan, seu oni-chan vai triturar qualquer um que se meter com a gente!
Dei uma gargalhada, os zumbis já estavam perto de min, aquilo me fez gargalhar mais ainda.
Eu fiz um pequeno gesto com o braço direito, a espada simplesmente destruiu tudo deixando um enorme rastro, a rua a minha frente se despedaçou.
Pude sentir o sangue descendo pelo meu olho direito.
Willian – Enton: Kagutsuchi!
O Amaterasu que havia nos zumbis se dissipou e fez um circulo em volta do Susano’o.
Willian – Já vão morrer? Deixem-me brincar mais um pouco!
Mais chakra se foi, mas eu não estava ligando.
Sephiroth – Você vai morrer se continuar a usar isso.
Willian – Não ligo! Meu poder agora é mil vezes mais forte que o seu!
Sephiroth deu uma risada.
Willian – Do que esta rindo?!
Sephiroth – Ache masamune e use novamente esse poder. Você vai ver o que é poder de verdade.
Willian – E aonde está masamune????
Ele deu outra risada. Eu agora estava finalmente interessado em masamune.
Sephiroth – Quando você estiver precisando de ajuda me empreste seu corpo e uma espada qualquer. Trarei masamune de volta para você usá-la com esse seu novo poder.
Willian – Que seja!
Ao voltar a realidade, haviam mais zumbis chegando. Nesse meio tempo Takashi e Saeko tinham sumido da escada, ainda haviam zumbis lá, ao olhar para trás o pessoal estava tentando cortar a cerca, Rina tentava colocar chakra na Kunai para ver se cortava melhor.
Deu uma gargalhada, e todos voltaram a me olhar.
Willian – VENHAM, ESTOU LOUCO PARA MATAR VOCES!
Gritei apontando para os zumbis.
Willian – Enton: Kagutsuchi no Tsurugi!
Agora na mão direita do Susano’o a espada havia ficado com as chamas negras do Amaterasu.
Os zumbis estavam longe mas lancei meu braço na direção do chão, o Susano’o obedeceu e o chão se partiu, e na brecha que se abriu, uma trilha de fogo negro seguiu até nos zumbis.
Agora eu chorava de emoção enquanto ria.
Rina – EI WILLIAN!
Olhei para trás com as lagrimas descendo pelos olhos e um sorriso mortífero.
Rina apontava para a barreira.
Rina – QUEBRA ESSE GALHO AQUI!
Deu uma gargalhada.
Willian – Se afastem.
Esperei eles se afastarem e estiquei o braço direito na direção da grade. O Susano’o me repetiu.
Willian – Enton: Yasaka Magatama!
Uma esfera de chama negra com o formato do Sharingan saiu da espada e foi na direção da grade que arrebentou com extrema facilidade.
Willian – Vão indo na frente! Quero brincar mais um pouco!
Falei aquilo quase que como uma criança que ganha um brinquedo novo.
Todos saíram correndo para dentro do carro enquanto Shizuka manobrava.
Fiquei olhando eles entrando na rua que antes estava bloqueada, eu teria que arranjar algo para bloquear ela novamente.
Agora havia poucos zumbis na rua, eu estava pensando em sair pela cidade para procurar mais deles para matar.
“Isso poderia ser útil, já que quero evoluir o Susano’o... Mas se eu usar demais o Mangekyou...”
Sephiroth – Não se preocupe com a cegueira.
Fechei meus olhos para me concentrar na conversa, agora eu estava interessado, ainda mais depois de ouvir isso.
Willian – Como assim?
Sephiroth – Toda a vez que você usar meu poder, seus olhos serão curados, assim você ficaria com esse poder sem riscos.
Willian – Agora sim! Espero que não demore em eu precisar de sua ajuda, quero masamune logo!
Ele deu uma risada fria...
Abri meu olhos novamente, um zumbi tentava me agarrar mas o Susano’o não o permitia. Dei um sorriso.
Willian – Enton: Kagutsuchi!
Fiz o escudo da mão esquerda do Susano’o ficar coberto de chamas negras, e nele crescer alguns espinhos.
Bati com o escudo no zumbi que se desintegrou com as chamas negras.
Olhei para a rua agora, haviam 6 zumbis vindo.
Willian – Enton: Yasaka Magatama!
As esferas dessas vez saíram do escudo, e atingiram os zumbis restantes.
Ao ver que não haviam mais zumbis, eu olhei em volta e vi um carro parado ali perto.
“Ótimo.”
Desfiz a espada e o escudo, e fiz o Susano’o pegar o carro, e colocar aonde a barreira de arame havia arrebentado.
“Pronto, isso deve bastar.”
Desfiz o Susano’o e o Mangekyou Sharingan. Foi quando eu notei a perda de chakra.
“Merda!”
Acabei ajoelhado ali, quase tinha se esgotado por inteiro. Não seria uma boa idea sair por ai de noite. Foi quando eu finalmente lembrei da minha mão ruim. Abri minha asa, e usei os poderes de cura, tive de ficar esperando minha mão se curar. Depois que ela estava normal, voltei a olhar para a barreira.
“Bom acho que vou ir para a casa da Takagi mesmo... Seria perigoso sair por ai sem quase nenhum chakra.Mas será que seria uma boa idea aparecer na frente deles agora? Acho que vou ir para a casa da Takagi, mas vou ficar escondido mesmo...”
Eu me virei na direção da barreira e pulei ela colocando chakra nos pés, ciente de que agora eu estava bem mais forte do que antes.
Xx---Rina---xX
Rina – Droga...
“Me pergunto que inferno foi aquele...”
Já estávamos na casa da Takagi, estávamos em um quarto de hospedes conversando, já que enquanto estávamos indo para a casa da Takagi, a mãe dela apareceu e nos ajudou, e acabamos não tendo tempo para conversar.
Meu coração ainda estava meio doido por ter falado aquelas coisas para o Willian.
Takagi – Mas o que foi aquilo lá atrás?!
Ela agora já tinha se trocado, e estava com o cabelo solto.
Shizuka – Ainda estou com medo!
Ela agora usava uma blusa de camurça preta.
Hirano – Mas por que ele ficou daquele jeito?!
Ele agora usava uma roupa parecida com uma de mecânico.
Parei para pensar um instante.
Rina – Ele odeia ser chamado de covarde.
Alice – O oni-chan não é covarde, ele só não estava muito bem!
Olhei para Alice, ela tinha um jeito estranhamente inocente de deixar tudo menos preocupante do que parecia.
Rei – Mas é o que ele é: um covarde! Quase nos deixou para morrer enquanto Takashi e a Busujima-sempai se sacrificavam para nos salvar!
Ela estava bem nervosa.
“Isso não é certo...”
Rina – Mas se lembre que se não fosse por ele, não estaríamos aqui agora, independente de ele ter ficado louco ou não, ele salvou nossas vidas.
Rei – Mas ele só fez aquilo porque chamamos ele de covarde e resolveu agir, senão estaríamos mortos!
“Que garota mais nervosinha, nem parece aquela que estava comigo no banheiro...”
Cruzei os braços, minha roupa não estava suja, mas vesti outra roupa não muito diferente daquela, pois eu havia três iguais a aquela na minha bolsa.
Rei – Esse garoto... Nós não devíamos deixar ele continuar andando com a gente, ele é uma aberração!
Olhei perigosamente para ela, eu estava a ponto de arrancar aquela língua da boca dela.
Rina – Mesmo? Então vamos fazer o seguinte. Vamos voltar no tempo e pedir pra ele não nos salvar e não usar aquele seu poder. Não sei vocês, mas eu e ele conseguiríamos escapar, já que temos habilidades para isso.
Agora ela me olhava com um olhar fatal.
Rei – Você também tem poderes! Porque não fez nada?!
Agora ela gritava, olhei em volta, todos simplesmente escutavam. Continuei com a voz calma.
Rina – Simples. Sou uma ninja medica, não tenho quase nenhuma habilidade de combate, meu oficio é salvar vidas.
Ela parecia um tanto desequilibrada emocionalmente.
“Acho que entendo o porque...”
Fui até ela com um sorriso, e dei um abraço nela.
Rei – Mas...
Rina – Não se preocupe, o Komuro-kun vai ficar bem.
Pude sentir as lagrimas dela caindo no meu ombro, e ela se largou no choro.
Shizuka veio em minha direção e levou ela até uma cadeira aonde Rei ficou sentada chorando.
Eu não quis mais ficar ali e sai do quarto. Fiquei encostada na parede do lado de fora.
Takagi – Que saco...
Comentou Takagi saindo do quarto também seguida por Hirano.
Rina – Saeko-san e Takashi vão ficar bem.
Falei com um sorriso.
Takagi – Mas e o Willian-kun?
Rina – O que tem ele?
Hirano – Será que ele vai ficar bem? Sinto-me meio culpado por ter o chamado de covarde...
Concordei com a cabeça.
Rina – Eu também me sinto assim, mas não se preocupem, ele esta bem e logo deve estar aqui.
Takagi – Mas agora pelo menos estamos a salvo.
Hirano – É mesmo...
Juro que vi um lampejo de desapontamento nos olhos dele.
Takagi – Daqui a pouco devíamos ir jantar... ou pelo menos comer alguma coisa já que não temos tantos suprimentos assim.
Rina – Verdade, estou morrendo de fome, não como nada desde o dia do apartamento!
Falei me espreguiçando.
Hirano – E aonde devemos ir para comer algo?
Takagi – A cozinha fica no térreo, depois das escadas vire a esquerda e siga o corredor.
Concordei com a cabeça e desencostei da parede, fui comer algo afinal não havia muito o que eu pudesse fazer por ali, e mesmo assim eu já estava cansada.
Ao chegar na cozinha, que aliás era uma cozinha bem grande, mas nada comparada a da minha casa em Heaven, haviam uma mulher parada ali perto.
Rina – Com licença, aonde posso pegar algo para comer?
Mulher – Não se preocupe, vou pegar algo para você, afinal vocês crianças tem de comer bastante.
Ouvir aquilo me deixou com uma vontade de enfiar minha kunai nela aonde não batia sol.
Ela voltou com uma tigela com algumas maçãs.
Mulher – Aqui está!
Rina – Valeu.
Fiz questão de ir embora dali logo, decidi ficar do lado de fora da casa, havia um lago artificial ali.
Me sentei no chão perto de uma arvore. Assim dava para olhar o lago e a lua.
“Que lua bonita esta fazendo hoje!”
Ela realmente estava cheia e linda, estava brilhante e sem nenhuma nuvem para atrapalhar.
Peguei uma maçã e dei uma mordida, estava deliciosa.
Kirito – Te achei.
Olhei para o lado e vi Kirito, com um terno negro, a gravata era vermelha combinando com os olhos. Dei um sorrisinho para ele.
“Um pouco de sorte ate que enfim! Pelo menos vou ter ele para conversar.”
Rina – Aceita?
Ofereci uma maçã para ele. Ele olhou com certo desgosto para a maçã.
Kirito – Não gosto muito dessas comidas... Prefiro meu caviar.
Soltei um suspiro.
“Que fresco... nem consigo pensar que eu também era assim...”
Dei um sorrisinho para ele.
Rina – Você que sabe, ela esta deliciosa.
Ele parecia ter mudado de opinião sobre a maçã.
Kirito – Quer saber? Me de uma dessas.
Ele se sentou do meu lado, peguei uma da tigela e entreguei a ele.
Ele deu uma mordida com certo receio, mas logo já estava dando outra com um sorrisinho besta no rosto.
Kirito – Realmente, é deliciosa...
Dei uma risada.
Rina – O que você esta fazendo aqui?
Ele olhou para a lua.
Kirito – Vim te ver, saber como você tem passado, e é claro saber se o humano já morreu...
Eu estava prestes a falar algo quando ele deu uma gargalhada.
Kirito – Calma, só estou brincando!
Rina – Besta, você é um sem graça...
Fiz um bico, e ele ficou me olhando, com aqueles lindos olhos vermelho sangue.
Kirito – Ei, só estava brincando, sua bobinha.
Ficamos nos olhando por um instante, foi meio constrangedor...
“Acho que meu rosto ta vermelho...”
Mudei o olhar de direção e fiquei olhando o lago.
Kirito – Eu tenho um pequeno aviso para te dar Rina.
Rina – O que?
Olhei novamente para ele, ele havia deitado no chão e estava de olhos fechados, ele deu outra mordida na maçã.
Kirito – Já mandaram o Executor se preparar...
Soltei um suspiro.
Rina – Ah, só isso?
Ele abriu os olhos, e ficou de olho arregalado.
Kirito – Mas como assim só isso? Não é possível que esse tal de Willian seja mais forte que o Executor ou mesmo o Roberts...
Dei um sorrisinho.
Rina – Sabe de uma coisa? Antes eu pensava o mesmo que você, mas a verdade é que ele pode matar os dois agora.
“Depois do que eu vi...”
Kirito ficou pasmo.
Kirito – Então esse é o poder de um viajante? Droga...
Rina – Estava pensando em matar o Willian?
Perguntei dando uma risadinha.
Kirito – Não, mas agora pelo que você disse, não quero mesmo tentar.
Era uma boa oportunidade a que eu estava tendo ali.
Rina – Você devia pedir desculpas pelo modo como tem tratado ele.
Ele me olhou com desgosto.
Kirito – Nunca, eu jamais pediria desculpas a ele.
Rina – Ah! Qual é! Ele é muito legal, ele sempre te tratar bem!
Kirito – E devia mesmo, já que sou da realeza...
Ele não falou aquilo com confiança, mas parecia que...
Dei uma gargalhada.
Rina – Agora esta com medo dele! Da pra ver!
Ele não conseguiu disfarçar.
Kirito – Impossível! Eu nunca teria medo dele, apesar... de que a idea de que alguém possa matar o Executor e o Roberts junto é uma coisa de fato assustadora...
Rina – Peça desculpas! Peça desculpas por tudo, tenho certeza de que vocês seriam muito amigos!
Seria maravilhoso se os dois fossem mesmo amigos...
Kirito – Já falei, não vou pedir desculpas para ele...
“Já sei!”
Rina – Tive uma idea então!
Ele me olhou com uma cara de preguiçoso.
Kirito – Odeio quando você fala isso, suas ideas sempre me metem em confusão...
Dei um sorriso.
Rina – Fazer o que? Bom é o seguinte, quando ele for lutar contra o Executor você aparece e diz que vai ajudar ele!
Ele primeiro arregalou os olhos, e depois começou a rir.
Kirito – Até parece! Nunca que eu faria isso!
Fiz novamente o bico, eu arranjaria um jeito de convencê-lo nem que fosse à marra.
Rina – Você vai sim! Senão vou contar ao sei pai daquela vez em que você roubou da loja!
Ele ficou com uma cara de nervoso.
Kirito – Você é uma chantagista! Roubei aqueles doces por que você esta enchendo o saco que queria! Você até chegou a me seduzir!
Fiquei meio sem graça, naquela época eu realmente era muito mimada, para min, um garoto tinha que fazer tudo que eu mandasse. E naquela época mandei que ele roubasse alguns doces para min, ele podia comprar, mas mandei ele roubar que assim seria mais divertido.
Xx---Flashback---xX Rina= 13 anos.
Rina – Aqui Kitinho!
E la vinha ele atrás de min, como um cachorrinho obediente. Fui girando pela rua, meu vestido negro combinando com meu cabelo, era lindo, assim como eu era linda, todos na rua me olhavam, pois sabiam quem eu era e que eu era linda, e meu pai era rei.
Parei de girar e olhei para a loja na minha frente, tinha uma grande vitrine com alguns doces caros, mas que pareciam bem gostosos.
Rina – Vem logo Kitinho! Você é muito lerdo!
E atrás de min vinha Kirito, um garoto com 14 anos de idade, ele era bonitinho, mas era tão bobinho, e ele era apaixonado por min, afinal todos os garotos eram, todos me desejam, mandavam todo tipo de presente. Rejeitei todos, apesar deles serem tão bonitinhos, fazia isso para que eles se apaixonassem ainda mais por min. Eu fazia isso por que achava tão divertido ver eles se jogando aos meus pés, eu sempre via as outras meninas morrendo de inveja de min, porem em vez de me odiarem, elas tentavam ser minhas amigas, coisa que eu fazia parecer que tinha dado certo, mas logo deixava ela de lado. Inclusive já teve alguns casos em que algumas meninas se declararam para min, eu ria e depois humilhava elas, pra min era divertido fazer aquilo.
Kirito – Por favor espere Rina!
Olhei firme para ele.
Rina – Princesa Rina! Olha o modo como fala comigo!
Ele ficou com cara de medo e logo se curvou.
Kirito – Desculpa princesa Rina!
Joguei meu cabelo de lado, adorava fazer aquilo, os garotos adoravam.
Rina – Venha Kitinho!
Puxei ele pela mão para dentro da loja, ao entrar fez um barulho por causa da sinetinha.
O dono da loja que estava no balcão logo me reconheceu.
Straus – Rina-sama! Estou honrado em te ver aqui!
Rina – Hum! É bom que esteja...
Ele pareceu um tanto afetado com aquilo.
Straus – Mas o que você deseja, você e seu amigo?
Apontei para os fundos da loja.
Rina – Quero que você me traga algo especial! E Rápido! E ele não é meu amigo...
Kirito me olhou triste, sabendo o que eu ia dizer.
Rina – Ele é meu cãozinho obediente.
Straus parecia horrorizado com o que eu havia dito.
Olhei para Straus com um olhar de superioridade.
Rina – Ainda está aqui?! Não te pedi para buscar algo especial?
Ele começou a ficar nervoso e derrubou uma caixa com doces.
Straus – Já estou indo imediatamente Rina-sama!
E ele foi para os fundos da loja, eu tinha certeza de que ele demoraria, olhei para Kirito.
Rina – Kitinho meu queridinho, quer me fazer um favor?
Fiz uma carinha de doce e coloquei um dedo na boca, e a mão atrás das costas de como se eu estivesse com vergonha, os garotos sempre caiam nessa.
Ele ficou vermelho.
Kirito – Sim Rina-sama?
Apontei para o doce da vitrine que estava em uma pequena caixa cor de rosa, que tinha um formato de batom.
Fui no ouvido dele e encostei meus lábios nele.
Rina – Pega ele pra min?
Ele pareceu relutante, mas logo cedeu, afinal, todos cediam.
Kirito – Claro, vou pegar o dinheiro aqui...
Dei um sorrisinho e fui no ouvido dele de novo. Dessa vez eu assoprei de leve na orelha dele, e passei a língua em torno dela. Ele soltou um gemido, e tremeu.
Rina – Eu não estava falando desse pegar... Quero que você roube ele para min...
Olhei para os fundos da loja e ouvi um barulho de algo caindo, Straus devia estar todo nervoso.
Kirito me olhou assustado.
Kirito – Mas eu não posso roubar! Se meu pai descobre...
Dei uma risada maléfica.
Rina – Você é um covarde... Vou contar para todas as garotas que você é um covardezinho qualquer! Afinal, acho que você nem merece ser meu cachorrinho... Talvez eu deva chamar o Julian da próxima vez, e talvez até namore com ele...
Agora sim ele parecia motivado, ele foi andando até a vitrine e pegou o doce e escondeu-o no bolso. Ele era o nervosismo em pessoa.
Dei um sorrisinho e novamente cheguei na orelha dele.
Rina – Muito bom, meu cachorrinho bonitinho, talvez até pare de te chamar de cachorrinho...
Straus voltou e me viu perto da orelha dele.
Straus – Ah! Ele é seu namorado! Bem que eu achei muito estranho você ter falado aquilo.
Dessa vez fui no jogo dele.
Rina – Hai! Falei aquilo porque ele adora ser chamado daquele jeito!
Falei com um sorriso, deu uma cotovelada no braço do Kirito. Ele deu um sorriso sem graça.
Kirito – É, a gente tem uns apelidos entre a gente...
Straus deu uma risada.
Straus – Mesmo? E qual é o da Rina-sama?
Olhei para Kirito e pude ver o medo nos olhos dele. Vi que ele não ia falar então pensei rápido.
Rina – Ele gosta de me chamar de Gatinha levada.
Falei como se estivesse com vergonha.
Straus deu uma gargalhada, eu não gostava da alegria dele, ainda mais quando ria de minha pessoa.
Fiz um sinal para Kirito.
Rina – Já esta tarde, vamos meu queridinho?
Falei acentuando a ultima parte.
Straus – Você não vai comprar o...
Rina – Quem sabe no dia dos namorados, agora vamos Kitinho!
Fui puxando ele pela mão até a saída da loja, ao sairmos eu dei uma corrida até o jardim da cidade, la haviam vários bancos aonde podia se sentar. Me sentei no primeiro que eu vi.
Rina – Venha logo cachorrinho!
Kirito se sentou no banco junto comigo, não me importava de sentar junto com ele, afinal todos já sabiam que ele era meu cachorrinho.
Estendi a mão.
Rina – Aonde esta?!
Ele entregou o doce para min, e já fui logo abrindo.
Experimentei, era ótimo, tinha licor nele.
Rina – Sabe de uma coisa Kitinho?
Ele me olhou com um olhar triste. Ele parecia a ponto de chorar, aquilo me fez dar uma gargalhada.
Kirito – O que Rina-sama?
Comi mais um pedaço do doce.
Rina – Você é meu cachorrinho preferido, mais até que o Julian.
Ele não ficou feliz, muito pelo contrario, fechou a cara e se levantou, para sair andando.
Rina – Ei! Volte aqui!
Eu fiquei nervosa e sai atrás dele. Segurei ele pelo braço.
Rina – Escuta aqui! Quem você pensa que é para me deixar falando sozinha?!
Ele me olhou com um sorrisinho.
Kirito – Não acredito que demorei tanto tempo para ver como você era... Meus amigos estavam certos, você não vale nada.
E saiu andando...
“Maldito!”
Fui até ele e passei o doce na blusa dele, que ficou marcada de chocolate.
Ele simplesmente me olhou e tirou ela, ficando apenas com uma blusa branca que havia por baixo.
“Filho da puta!”
Fui até ele novamente e arranhei o pescoço dele com as minhas unhas, ele não gritou e não fez nada.
Kirito – Como você é irritante.
E saiu andando...
Xx--- Fim do Flashback---xX
Eu rolei no chão só de lembrar daquilo.
Rina – Como eu pude ser tão... ARGH! Minha vontade é de enfiar minha cabeça debaixo da terra!
Kirito deu uma risada.
Kirito – Agora la vem você. Já me pediu desculpas umas mil vezes.
Rina – Eu sei mas... ARGH!
Fiquei no chão sofrendo com aquela lembrança, lembrei do treinamento da Tsunade e respirei fundo, controlei minhas emoções.
Rina – Bom... eu mudei, não sou mais a garota daquela época... Mas voltando ao assunto, se você não fizer o que eu to dizendo, eu volto a Heaven agora e conto para seu pai! E você sabe que ele ficaria extremamente furioso de saber que você roubou, e que roubou por que eu mandei!
Ele ficou com uma cara de cansado.
“Bingo!”
Kirito – Ta certo... Quando ele for lutar eu venho e ajudo ele...
Fui até ele e dei um beijo no rosto dele.
Rina – Arigatou Kitinho!
Kirito – Nem me lembre desse apelido sem graça...
Xx---Willian---xX
Pude ver assim que ele se levantou e se despediu de Rina.
Eu tinha conseguido ouvir em parte a conversa deles por causa do sharingan.
“Então o Executor esta vindo mesmo...”
Olhei a lua, eu estava no telhado da casa da Takagi, meu sobretudo balançava por causa do vento.
“Pelo menos já sei que vou ter de lutar...”
Resolvi dormir ali mesmo, embora estivesse ventando, o clima estava fresco e agradável, ainda não era uma boa hora de aparecer para o pessoal, eu deixaria Takashi e Saeko chegarem primeiro.
“Mas o que teria acontecido no passado da Rina? Nunca vi ela rolando no chão de vergonha daquele jeito...”
Talvez eu pudesse descobrir já que agora eu tinha meios para isso.
Eu já ia dormir, afinal eu já tinha comido, tinha usado um jutsu de transformação para ir até a cozinha e comer algumas coisas. Me deitei ali no telhado mesmo.
Willian – Boa noite Sephiroth.
Ele não respondeu, nem eu esperava que respondesse afinal, ele nunca foi desse tipo...
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