O Velho Kaije

4 Capitulo 4 - "Esbarrando com o Passado"


Há algum tempo atrás...

"Era um dia de sol, o padre chamava todos para a missa, mas não era um dia comum. Lá fora, alem das paredes de igreja, uma guerra era travada. O padre pediu para que todos se sentassem e começou a passar as primeiras ordens para todos os noviços e sacerdotes que estavam ali.

Próximo aos bancos, um templário assistia às instruções enquanto permanecia atento à porta para que nenhum monstro adentrasse. Sua aura, de um azul radiante, era um incentivo para aqueles que sairiam dali e iriam encarar os horrores que econteciam lá fora. O templário observava a todos, mas especialmente uma sacerdotisa cercada por vários noviços e que acabara de receber uma missão especial do padre.

O medo era nítido nos olhos de todos e alguns mais novos estavam chorando. Até quando isso irá?! pensou.

- Kaije vá até o subsolo e traga o estoque de gemas azuis para podermos ir. Por favor meu jovem. — O padre ordenara ao templário tirando-o de seus pensamentos. Kaije apressou-se. Levantou seu escudo que brilhava como a prata reluzente e foi ao corredor. Entrou por uma porta à direita e desceu dois lances de escadas"


Kaije estava tão perdido em pensamentos que nem percebeu quando esbarrou em um sumo sacerdote.

- Por Odin, olhe por onde anda! — lastimou o Sumo. O Templário não pediu desculpas apenas olhou para trás e seguiu.

- Espere! Kaije é você? — O Sumo segurou o braço do velho que olhou de volta.

- Silak? — Espantou-se Kaije reconhecendo o velho amigo. Silak fora amigo de grupo de Kaije durante muitos anos e após ele perder a vontade pelas batalhas nunca mais se viram.

- Você está velho amigo... — O sumo olhou com pena da situação do amigo.

Isso era verdade. O sumo sacerdote parecia bem mais novo que Kaije. Dizem que em Rune-Midgard quando se perde o ânimo e os espiritos de aventura e de luta e vive-se de forma leviana deixando de lado seus sonhos, a pessoa envelhece rapidamente. Kaije era a prova disso.

- Não nos vemos desde aqueles dias. Senti sua falta e de nossas aventuras. Porque se entregou amigo? — As lagrimas marearam os olhos do sumo. Mais veloz que o templário pôde frear, a lembrança daquele dia invadiu sua cabeça.

"Um templário abrira a porta da catedral segurando uma sacerdotisa nos braços enquanto gritava com todas as forças em prantos: - SACRILÉGIO!!! SACRILÉGIO!!!"


Kaije puxou o braço de volta e olhou para o sumo.

- Viva meu amigo. Seja feliz e viva. Eu sou um caso perdido. — e saiu correndo em direção ao norte, rumo ao "Labirinto da Floresta".

- Que Odin te abençoe e ilumine seu caminho. — Silak, o sumo sacerdote desejou, enquanto via seu amigo atravessar o feudo e sair para a floresta.

Kaije se aproximou da entrada do labirinto. Afastou a relva que cobria a entrada de pedra e tomou um enorme susto: um peco-peco saiu correndo de dentro do lugar. Kaije, por puro reflexo, agarrou a rédea do peco para que ele não fugisse. O animal, por sua vez, ameaçou dar algumas bicadas no templário mas foi repreendido. Era o peco fujão da garota.

- Xiu! Agora você vai me levar até sua dona querendo ou não! — Kaije montou no peco-peco e bateu sua pesadas botas no corpo do animal que imediatamente obedeceu e entrou correndo para dentro do Labirinto.

O peco pareceu estar perdido mas logo encontrou o caminho até sua dona. Ela estava caída em meio a uns arbustos. A garota vestida de templária estava com sua perna visivelmente quebrada. Kaije pulou do peco, que fugiu do lugar, e foi ao encontro da jovem. Sua ação foi impensada, pois algum monstro havia feito aquilo com ela e esse monstro não havia ido embora.

Quando estava bem próximo da garota, Kaije recebeu um golpe tão inesperado e de tamanha força que o jogou para o lado, alguns metros de distancia de onde estava.

Notas finais
[Continua]