Notas iniciais
Eu poderia dizer que a festa estava indo tudo bem. Retornamos para o casarão qual havia comprado a muito tempo. Era meu pequeno refúgio de responsábilidades, tinha alguma criação de animais quais vendia ao se reproduzir, ganhava bem e também com pequenos alugueis. A música tocava, pessoas dançavam e ainda mais minha filha ao lado do Henry, podia revirar meus olhos.
— Será que um dia eu irei me casar também? — Questiona a pequena Melody observando a alegria da então noiva. Ela que estava com uma coroa de flores brancas juntava as mãos, eu entendia o sentimento dela, então a puxava para perto de mim.
— Não precisa pensar nisso, ein? você vai sentir o amor de mãe. e um dia você irá se casar. — Digo a abraçando e apertando contra meu corpo. beijando-a na testa. Enquanto observava a dança, podia ver Salvati se levantar e dançar com uma jovem junto, Bom.
Como todos estavam aproveitando, me levantei e comecei a dançar junto a Melody, Minha doce sobrinha que tinha um dom maravilhoso de conversar com pássaros. Ela sorria enquanto rodávamos em uma velocidade normal para humanos. Tudo ia bem, pessoas bebendo, casais dançando, música e animação. Esse podia se dizer que era o dia mais feliz de minha filha, e por minha vontade nada iria estragar.
Enquanto dançava com Melody, ela parou os passos ficando imóvel, apertando a minha mão enquanto então um pássaro veio e repousou em sua mão.
— Estão chegando.
Ela diz em seguida se afastando, e quando me ergui vi alguns cavaleiros chegando pela estrada, não estavam tão longe. Cerca de cinco deles. Suspirei tentando tirar o peso de minha cabeça, sabia o que eles queriam, mas sinceramente não queria ir para Astrid. ''Vem comigo.'' Segurando a mão dela caminhavámos entre as pessoas, algumas se levantavam observando os guardas que se aproximavam um pouco mais. Até mesmo Salvati parou a dança e veio correndo até mim me acompanhando.
— O que você fez? — Interroga.
— O que te faz pensar que eu sempre posso ter feito algo de errado? — Questiono por um instante virando meu rosto para ele.
— Você sempre faz algo como tocar em mulheres que não são suas.
— E mas eu não acho que o Rei de Astrid irá me condenar por dormir com algumas mulheres de prostíbulos.
— O que é Prostíbulos? — questiona Melody andando entre nós dois.
Passo então a questão da menina em silêncio, até que enfim Héctor, o guarda real desmontava de seu cavalo, ele usava armadura e em suas mãos segurava uma lança, abriu um sorriso ao me ver. a última vez que me lembrava dele era quando menino e também quando fui cuidar das pragas.
— Como me achou? — Digo ao vê-lo.
— Questionei sobre um homem ruivo que tinha apelido de raposa. e me falaram do casamento da sua filha então foi bem mais fácil. — Ele então se curvava em frente a Melody e voltava a me encarar.
— Agora sério, precisamos da sua ajuda. Astrid precisa de sua ajuda, e de quem mais vier com você. — Dizia ele se referindo olhando para Salvati e para Melody.
— Eu soube o que aconteceu, a princesa rejeitou mais um homem e tudo mais...
— Sim, ela rejeitou Guilhermino de Heindal...
— Heindall? — Diz Salvati arregalando os olhos.
— E vocês sabem que o poder deles em exército é muito grande. Leonhardt, só você pode derrotar... por favor, nos ajude.
— Olha, eu adoraria mas eu não posso. Vampiros... — Falo em tom mais baixo — Vampiros não podem se envolver em assuntos humanos, e eu já me envolvi de mais. eu lamento.
Dizia caminhando então de volta para festa, eu estava determinado e pensava que nada poderia me fazer mudar de ideia. Eu não queria mais problemas com os Thaimorn, já fazia quase três anos que não nos falavámos. Mas, eu sabia que Zayla tinha minha pessoa em vista, me vigiando esperando apenas um deslize meu para me julgar.
— O rei te dará a coroa, e também a mão da princesa Katherine.
Essas palavras me fizeram parar de andar, então parei para ouvir seu pedido de clemência. ele estava com a esposa grávida, e além do mais falar que a Katherine seria capturada para as mãos de Guilhermino me fez sentir um certo sentimento de culpa dentro de mim. Após suspirar tomei então a decisão, sob protesto de Salvati, eu iria para Astrid e de lá partiria para a divisa durante a noite. Mas, havia alguém que eu deveria uma explicação.
— Então o senhor vai pra Astrid? — Questiona Angeline sentada em uma cadeira, ao lado dela estava Melody.
— Para a divisão, alcançar o exército de Heindall, eles tem costume iguais aos dos lobos, que é atacar durante a noite.
— Então, Pai, o senhor vai derrotar o exército e então se tornará rei? — Ela pergunta um pouco incrédula.
— Acho que sim. — Digo arrumando minha camisa
— Será um banho de sangue, Salvati não concorda, então para sua segurança quero que fique dentro de casa junto com o ''projeto'' de marido que você arrumou. Massacres em grande escala chamam a atenção de bruxas, não quero que você ou a Melody corram perigo.
— Ah, mas não seria mais fácil não matar ninguém? — Ela questiona com seus olhos brilhando, tinha esperança de uma chance de paz.
— Oh minha criança. —Digo repousando a mão em seu rosto — Os soldados de Heindall estupram mulheres, as matam, fazem algumas de escravas. Eles merecem a morte que vou dá para eles.
— Entendo...— ela abaixa a cabeça, então levanto minha mão para cima com o indicador também.
— Parando para pensar, as bruxas não são sua maior preocupação, e sim os homens.
— Eu posso ficar aqui? — Questiona Melody com os olhos brilhando.
— Não, você irá comigo para o castelo. Salvati vai ficar aqui caso aconteça alguma coisa inesperada.
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