O Vale das Estações
1 O Viúvo Amargurado
E pra você, o que é felicidade? Você dirá que é ter dinheiro, ou ter paz interior, ou ter aquele amor platônico vivenciado...mas para qualquer um que visse Mr. Rollked, não saberia dizer sobre a pseudo-felicidade que o mesmo vivia, nem mesmo ele saberia dizer, mesmo não tendo muitos motivos para tê-la. Mr. Rollked era um magnata, dono da maior fortuna de toda a Europa. Um homem de meia idade, com os seus cinquenta e poucos anos, um viúvo amargurado, diziam os fuxiqueiros intrometidos, mas nada era dito sobre ele realmente, também não se sabia muito dele realmente, só que era um homem muito solitário, abandonado pelos filhos, abandonado por todos, até por si próprio...
Por volta do inverno de 1895 Rollked estava um tanto deprimido, exatamente a vinte anos se tornará viúvo, estava acompanhando com os olhos alagados o balancear das folhas secas de uma pequena árvore ao lado da lápide de sua esposa; Josephín Man Herix Rollked, nada queria, só que o dia acabasse. Mais uma vez seus filhos não apareceram, mais um ano que fora esquecido, ou simplesmente não foi muito levado em conta, e realmente não sabia o porquê, ou sabia, e preferia esquecer, talvez não queria mais um motivo para seu sofrimento contínuo.
O Casarão de Ollxeford, um casarão localizado no norte do Reino Unido, no condado Vale das Estações, para ser exato, o casarão recebia este nome devido ao grande genocídio que uma antiga família havia sofrido, vinte e três integrantes, mortos a facadas, e recebeu este nome em "homenagem" a família Ollxeford. Mr. Rollked escolheu o Casarão para morar, tendo em vista que era o maior da Europa, portanto, com a ganancia no olhar comprou o Casarão, sem mesmo saber de sua macabra história...
Os corredores eram largos compridos e frios, totalmente sem vida, horrivelmente abitados por uma grande camada de poeira. Rollked irônicamente não usava nem metade de todo o Casarão; a Parte Luminosa, pois existia outra parte, a Parte Escura, a parte do casarão que era desprovida de luz, ao cair da noite era tomada por um breu, onde nenhum empregado se atrevia a ultrapassar, um problema com as luzes que Rollked se negava a resolver, um problema que Rollked não se importava, era só mais um problema para seu catálogo.
Ao cair da noite os portões do condado Vale as Estações estavam sendo fechados, Rollked após o fúnebre deslocamento sã, entrou no Casarão, Madame Pomfrey aguardava-lhe com o jantar, seu preferido; torta de vísceras de coelho, porém, Rollked não demonstrava um pingo de alegria, só a velha cara emburrada que sempre fazia, com o seu olhar incrivelmente profundo. ''Ora, Mr. Rollked, por favor, fiz-lhe sua torta favorita, por favor, coma um pouco!". Madame Pomfrey era uma mulher não muito idosa, mas tinha lá suas rugas, era a governanta do Casarão; fazia com que todos trabalhassem, deixava tudo vivo, inclusive Rollked "Pois não Madame Pomfrey...vou comer, se é de tanto gosta da senhora, farei esse esforço a mais", logo abandonou o ar irônico e começou a comer, sem muitos esforços, como o mesmo havia dito que seria " É...Mr. Rollked..., tomei a liberdade de organizar os preparativos para o Natal" "COMO assim Madame Pomfrey? Pensei que havia lhe dito que para mim o Natal havia acabado, acabou quando meus dois filhos saíram por essa porta" "Me desculpe Mr.Rollked, é, bem, eu pensei que essa carta poderia mudar suas perspectivas" entregou-lhe a carta, confiante de seu argumento " 'Caro papai, eu e Gregórius estamos indo lhe fazer uma visita para o Natal, eu sei que já se passaram treze anos, mas acho que essa visita nos fará bem, acho que muitas de nossas intrigas poderão ser esclarecidas, chegaremos por volta de segunda-feira, então até logo, com amor Rowenna' Tudo bem...Madame Pomfrey, pode tornar a se preparar para o Natal...meus filhos estão chegando, e eu vou me deitar". Rollked retirou-se da mesa, e seguiu para o lance de escadas do lado esquerdo, saiu corredor a dentro para o seu quarto. Hoje era Sábado...
Era uma manhã muito clara, para o rigoroso inverno que caia sobre o Vale das Estações, as pessoas estavam amedrontadas, a noite não tinha sido muito calma para os valesianos, um orfanato tinha sido atacado, quarenta e quatro crianças estavam mortas e sete funcionários estavam gravemente feridos, tudo estava um caos, porém Mr.Hooligar estava tentando acalmar os nervos, Mr.Hooligar, o detetive e também delegado da delegacia de policia de Vale das Estações. Mr.Hooligr ainda estava examinando a cena do crime quando se deparou com uma mensagem escrita em sangue: "O Império dos Rollked's cairá", o cenário era horrendo, crianças caídas umas em cima das outras, crianças com o pânico estampado nas faces, e sangue, muito sangue; como um carpete vermelho. "Olhe Stelnsky, digamos que vamos ter de fazer uma visitinha ao Mr.Rollked"
Parecia uma eternidade, mas foi no começo de tarde que Hooligar e Stelnsky chegaram ao Casarão Ollxeford...não demorou muito para que Madame Pomfrey abrisse a porta, logo, a face de preocupação foi notada " Mr.Hooligar..., sr.Stelnsky, bom dia...,entrem, entrem, está um gelo aí fora" "Bom dia Madame Pomfrey, obrigado, Mr.Rollked está?" "Que pergunta mais tola, hahaha, claro que ele está, ele sempre está, não é!? Ele está no escritório, podem ir..., levarei um café para vocês"
Seguiram dois curtos corredores a frente, até que por fim se depararam com uma enorme porta de carvalho, bateram-na pedindo que pudessem entrar. "Entre" uma voz um tanto falha era notada, e adentraram os dois.
" Mr.Hooligar...sr.Stelnsky, que bom poder vê-los novamente, o que devo a honra desta bela visita de vocês, bem na véspera de Natal?" "Trazemos umas notícias um tanto desagradáveis, talvez tenhamos que nos sentar..." "Oh, sim, claro, sentem-se, por favor... Mas que notícias são essas que não podem ser noticiadas no jornal?" Madame Pomfrey abre a grande porta com ajuda das costas "Desculpem-me a demora, mas um bom café não fica pronto do nada..." "Obrigado Madame Pomfrey, pode ir agora...mas então, senhores, qualé a notícia?" "Presumo que o senhor já esteja sabendo do massacre do orfanato Garness, pois bem, hoje, um pouco antes de vir para cá, vi, numa das paredes do grande salão do Garness, uma frase escrita em sangue: 'O Império dos Rollked's cairá', e é algo muito estranho, alguém que deseja a morte de uma das pessoas mais adoradas do condado, e achamos que o senhor poderia saber de algo, nem mesmo que seja um pequeno desentendimento..." " Vocês me pegaram desta vez, meu Deus, que barbaria...mas realmente não sei quem poderia fazer isso" "Bom..., continuaremos com a investigação, mas procure se proteger, você tem muitos guardas, separe-os, faça uma tática de defesa, será um precaução bem vindo..." " Farei isso mesmo, Mr.Hooligar...,mas por favor, me atualize de tudo, quero estar ciente sobre este assunto...agora, permita-me lhes acompanhar...até a porta" " Não vejo necessidade, meu velho amigo, se cuide...e bom Natal" "Olhe, senhores, haverá uma pequena reunião de Natal aqui em casa, vocês sintam-se convidados, espero-lhes amanhã as sete, até..."
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