O Usurpador
12 Brigas de Casal
Notas iniciais
Elena estava entre nós, usando o próprio corpo para tentar nos separar um do outro, Damon parecia um leão raivoso, disposto a passar por cima dela para me atingir, sua impulsividade não o deixaria parar, eu conseguia sentir o ar senndo contaminado com sua ira, eu respirava todo esse ódio e ódio subia para a cabeça.
– Você não vai me matar. — falei em uma tentativa frágil de hipnotiza-lo.
– Ah não? veremos. Sabe porque eu adoraria te matar? você seria um problema a menos.
– Mas você não vai me matar.
– Claro que vou!
– Você não sabe o que está fazendo. Vai se arrepender depois, eu sou seu irmão. — até pensei em dizer "Sempre e para sempre" ,mas me dei conta de que não estava no corpo do Elijah e sim no corpo do Stefan.
– Ela que me beijou! eu nunca faria nada que o magoasse, eu não desejo nada além do melhor para você — menti, eu desejava de tudo o pior — , eu me conteria, mesmo que muitas vezes você não se conteve. — esfregar na cara dele isso me pareceu ótimo, considerando que ele também já beijou a namorada do irmão, repetidas vezes. — Todas as vezes que você beijou a Elena eu te perdoei. — já que eu havia ficado na mão com os meus poderes mentais que estavam falhando, resolvi argumentar.
– Eu nunca precisei de seu perdão Stefan. — disse frio.
– Mas agora você está sentindo a mesma indignação que eu senti. — ah Silas, você está bonzinho demais para o meu gosto. Vamos deixar isso mais interessante — É bom não é? dói? está doendo? — provoquei. — Eu sempre irei me lembrar da magoa que eu senti toda vez que você beijava a Elena, mas agora eu sei que você está se sentindo exatamente como eu me senti.
– Eu não vocês dois em minha vida.
– Comovente, todos aqueles beijos roubados entre vocês dois só me despertou um louca vontade de te dar um belo de um soco enquanto agora, você que está na mesma situação quer nos expulsar de sua vida. Que hipocrisia irmão. — falei cruzando os braços. — Bom, eu acho que você já pode para de melodrama porque comigo não cola.
– Stefan... — disse entre dentes e o nome de seu irmão veio como um rosnado repleto de fúria.
– Mas essa briga não é minha. — falei, esse foi o meu jeito de arredar nessa história toda, eu não queria discutir com o Damon, queria que ele discutisse com a Elena. Era até mais prático para mim, Elena cedeu aos impulsos, os impulsos de me beijar e agora não sou eu que tenho que ficar me justificando para o namorado dela e sim ela. — Vocês que se resolvam aí, eu vou tomar uma ducha para digerir tudo isso. — falei passando por Damon, Elena e Katherine.
Entrei em meu quarto, escutar toda a briguinha de casal era como assistir uma novela pelo rádio. Dessa vez não tenho culpa de nada então não há motivos para eu me arrepender, Elena que veio me agarrando e eu não tive culpa de nada, porque afinal, eu estava dodoi.
Eles gritavam, gritavam muito, gritavam enquanto Katherine gargalhava como quem havia escutado uma piada muito boa. "Damon! ele é seu irmão! eu estava feliz em vê-lo bem" ela havia repetido isso várias vezes como um disco arranhado "Você não estava feliz e sim como fogo! se estivesse feliz apenas diria 'Oi Stefan que bom que está bem' " "Damon, mas eu estou com você agora, é você que eu amo" "Você me ama como eu te amo?" " É claro..." a voz de Elena estava exitante. "Será mesmo? quer saber? eu não quero mais! eu não quero mais você me usando em segundo plano, não quero ter que saber que está comigo amando meu irmão" "Agora isso está ficando bom" comentou Katherine provavelmente, o estranho nisso tudo é as mentes deles estão com algum bloqueio, um bloqueio que impede minha curiosidade de ultrapassar a barreira mental.
Depois de longos minutos de silêncio ouvi batidas pesadas a porta, era Elena, consumida por seu desespero, ela estava chorando, chorando.
Ao vê-la abri os braços, ela me abraçou com força, com a cabeça em meu peitoral, eu acariciava seus cabelos.
– Elena... porque me beijou? ainda na frente de Damon? porque?
– Porque eu ainda te quero, mas eu gosto muito do Damon, mas ainda te quero. Te quero Stefan.
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