O Truque Da Morte
2 A chegada
Estamos no carro, eu e meus pais adotivos, não sei por que, mas eles sempre diziam que eu era uma pessoa muito valiosa para o mundo, já é a segunda vez que estão me levando para mais um daqueles acampamentos chatos, acho que deve ser para eles se livrarem de nós, eu e meu irmão caçula Danilo, nós sempre fomos amigos um do outro, mas essa semana que passou ,ficamos intrigados um com o outro. Ninguém fala nada, só o barulho do motor do carro indo pela estrada.
Meus pais são muito cuidadosos, por isso que nunca deixam agente sair sozinhos. Estou com quinze anos de idade e Danilo com 13. Danilo adora ir para esses acampamentos no meio das férias. Pra mim tanto faz, eu não falo com ninguém mesmo. Eu tive uma infância difícil. Meus pais de verdade me abandonaram logo depois que nasci, passei anos vagando por uma enorme mansão de pedra, sem novas vestes e Sem muita comida. Até que aos meus sete anos de idade, encontrei uma saída. Camila e Oliver me viram vagando por uma rua estranha, e assim que me dei conta, já estava morando com eles.
-Estamos chegando crianças. Falou Oliver entusiasmado. –Vocês estão ansiosos?
Nossa eu tava tão entusiasmada que estava com vontade de me jogar de um prédio.
-Estou sim pai. –Retrucou Danilo.
-E você Catarinne? Está tão ansiosa quanto Danilo? –Oliver mais uma vez falou com aquele tom leve e calmo.
-Claro pai, estou pulando de alegria... Êê. Falou Catarinne com um tom cínico.
Descemos do carro, pegamos nossas malas e nos despedimos de nossos pais. Danilo saiu correndo em direção a uma mulher alta, bem vestida, com olhos azuis, eu ficava meio confusa quando ela me olhava as vezes, porque ainda não consegui decidir se os olhos são verdes ou azuis. Ah, tanto faz. Ela nem era minha amiga mesmo. Der repente me assusto com a voz que aparece no alto falante, uma voz grossa meio de homem meio de mulher, que falava, “ATENÇÃO MENINOS E MENINAS, BEM VINDOS AO NOSSO ACAMPAMENTO, ESPERO QUE SE DIVIRTAM COM NOSSAS GINCANAS, E COM NOSSAS ATIVIDADES. OBRIGADO PELA ATENÇÃO.”
-Nossa. todo ano a mesma coisa, esse povo não muda esse discurso nunca. Falou uma voz irritante que Catarinne conhecia de longe, uma voz fina e roca, da sua pior inimiga.
Chrissy!
-Catarinne! Que bom te ver de novo. E uma risada maléfica sai de sua boca.
-Nossa, Chrissy, pensei que você tinha sumido depois daquela derrota dos Collies.
-Ah, olha só quem fala vocês perderam em terceiro, pelo menos não sou uma esfarrapada que anda por ai falando mal dos outros. Retrucou Chrissy.
-Eu? Falando mal dos outros? Ah por favor, né Chrissy, se não tem nada pra fazer vai encher o saco de outro.
-Ok. Não está mais aqui quem falou. E Chrissy sai, rebolando e dando tchau para os meninos em volta.
Catarinne já não gostava do acampamento, mas depois que Chrissy chegou, ela passou a odiar o acampamento. Ela não sabia o porque, mais havia um garoto de pele clara, meio alto, com cabelos negros olhando para ela, ela não gostava que os meninos olhassem daquele jeito para ela, pois tinha vergonha de seu corpo. As outras meninas eram lindas, com cabelos loiros, corpos morenos, e ela apenas era uma branquela de cabelos escuros e magra.
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