Notas iniciais
Olá meninas!! Essa é a minha primeira historia sobre Victória e Heriberto. Assim como na novela aqui Victoria também perdeu a sua filha, mas vocês vão descobrir como no decorrer da história, e ela e Heriberto são casados. Bom chega de papo e bora ler, espero que gostem *_*

“ Casa de Moda Victória “

Em uma pequena sala, Victória Sandoval estava com a sua amiga Antonieta, revisando alguns detalhes do desfile das meninas desamparadas !

Quando o seu filho Maximiliano bateu na porta, e ela abriu, depois de apertar um aparelhinho que ficava debaixo da sua mesa.

E Maximiliano depois que entrou na sala de Victória, olhou pra ela. E disse :

— Maximiliano: Com licença mãe, me disseram que a senhora mandou me chamar ?

Ele foi até a mesa dela, cumprimentou Victória e depois Antonieta. E Victória olhando ele se sentar na cadeira de frente pra ela, disse :

— Victória: Sim Maximiliano, eu mandei te chamar porque, eu preciso que você vá até Nova York.

Maximiliano deu um sorrisinho. E diz :

— Maximiliano: Nova York ?

— Victória: Isso mesmo, eu tenho urgência em algumas sedas, e preciso que você as traga imediatamente !

— Maximiliano: Me desculpa mãe, mas será que não poderia ser mais tarde ? Agora eu tenho coisas pra fazer.

— Victória: Não Maximiliano. O desfile das meninas desamparadas é em poucos dias.

Victória respirou fundo. E disse :

— Victória: Você está com o tempo contado hein ?

Maximiliano se levantou da onde ele estava sentado, e com um tom brincalhão, ele diz :

— Maximiliano: Está bem dona Victória, a chefona manda.

— Victória: Obrigada meu amor ( sorri ).

Maximiliano se despediu de Victória, e depois de Antonieta. E com todo respeito que tem por ela, olhou para Antonieta. E disse :

— Maximiliano: Cada dia que passa você fica mais bonita.

— Antonieta: Obrigada Max ( sorri ).

E Victória ficando séria pela demora do seu filho fazer o que ela mandou, disse :

— Victória: Maximiliano ! Vai logo senão você vai perder o vôo.

— Maximiliano: Calma dona Victória. Mas que mal humor, eu já estou indo, hum ?

Maximiliano foi até a porta da sala dela. E diz :

— Maximiliano: Tchau.

Maximiliano foi pra sua sala, e depois que ele saiu da sala dela. Fernanda que havia ido até a casa de moda para escolher o seu vestido de aniversário, entrou nela dizendo :

— Fernanda: Olá mãe.

— Victória: Oi meu amor, espera só um pouquinho tá ?

Fernanda cumprimentou Victória, e depois Antonieta.

— Fernanda: Olá Antonieta.

— Antonieta: Oi Fer, tudo bem ?

— Fernanda: Sim ( sorri )

Fernanda tem 18 anos, é uma moça muito bonita. Olhos verdes e o cabelo longo castanhos enrolado nas pontas, com um pequeno chapeuzinho na cabeça. E estava vestida com um vestido preto com branco um pouco acima dos joelhos, segurando uma pequena bolsa na cor preta. Na qual Victória tinha dado pra ela.

— Pepino: ( entrando na sala de Victória ) Já estou aqui, minha ragatza.

Elas sorriram pra ele, e Pepino continuou, dizendo :

— Pepino: Eu sei que você veio para confeccionarmos um vestido para sua festa de aniversário, hã ?

— Fernanda: ( toda animada ) Sim, sim Pepino.

Pepino analisou o corpo dela. E disse :

— Pepino: Me fala, o que você acha de um chifum de seda ? Ou uma organza bordada ?

Fernanda fechou a cara. E respondeu :

— Fernanda: Eca Pepino, nem morta ! Eu não quero um vestido cheio de bordado.

Ela deu a volta, ficando atrás da cadeira de frente para Victória. E disse :

— Fernanda: Eu, já sou uma mulher mãe ! E é assim que eu quero me vestir, eu quero usar uma coisa bem atrevida. Uma coisa sexy, hum ?

— Victória: Filha, entenda que ainda não está na idade de usar esse tipo de roupa. E vai usar algo apropriado para a sua idade !

Fernanda colocou as mãos sobre a mesa dela. E diz :

— Fernanda: Olha mãe ? Se eu não usar o vestido que eu quero. Eu cancelo a festa.

— Pepino: Hã eu sinto que isso vai ser uma tormenta. É melhor eu voltar pro tá sala de custura.

Pepino virou para sair da sala de Victória. E disse :

— Pepino: Aribederte ! Aribederte !

Victória rapidamente se levantou da sua cadeira. E diz :

— Victória: Não, não volte aqui Pepino ! Pepino !

Ele não deu ouvidos para Victória, e começou a falar com um rapaz que passava pelo corredor. E depois seguiu para a sala de custura.

— Victória: Fer por favor filha ... ( interrompida )

— Fernanda: Está bem mamãe, já que eu não posso usar o vestido que eu quero. A banda do Fred, meu namorado ! Vai tocar na minha festa.

— Victória: ( torceu os lábios ) Fernanda nós já conversamos sobre isso !

— Fernanda: É pegar ou largar mamãe.

Fernanda arqueou uma sobrancelha, olhando Victória bufar depois de ouvir o que ela falou. E sorriu, porque sabia que ia conseguir o que queria.

Apesar dela já ser uma mulher, Fernanda se comportava como uma garota mimada. E também falava e fazia coisas sem medir as consequências de cada uma delas.

Victória colocou a mão na testa, sentindo uma leve dor de cabeça. Pela aquela pequena discussão que estaca tendo com a sua filha, e por ela já estar sem paciência, acabou cedendo a chantagem dela. E a respondeu, dizendo :

– Victória: Está bem Fernanda. A tal banda do seu namorado vai tocar na sua festa. Agora vai com o Pepino e escolha o vestido que você mais gostar.

Victória deu ênfase na palavra. E disse :

— Victória: Mas desde que seja de acordo com a sua idade.

Fernanda abraçou Victória depois de ouvir o que ela disse. E respondeu :

— Fernanda: Ai mamãe, obrigada ! Muita obrigada.

— Victória: De nada meu amor ( sorri ).

Fernanda se despediu de Victória, depois de Antonieta e saiu da sala de Victória. E Antonieta olhando ela se sentar na sua cadeira, disse depois de ver Victória falando com Maximiliano e depois com Fernanda.

— Antonieta: Não há dúvidas de que mesmo que o Maximiliano não seja seu filho, é o seu ponto fraco !

Antonieta tirou o sorriso que ela tinha no rosto. E continuou, dizendo :

— Antonieta: Já a Fer ... ( interrompida ).

— Victória: Acontece é que, as vezes a Fernanda acaba com a minha paciência por ser tão rebelde e teimosa !

Victória respirou fundo. E disse :

— Victória: Eu juro que tento me aproximar dela. Mas sempre me despreza, prefere a companhia do Heriberto.

— Antonieta: A Fer adora o Heriberto. Porque ele como pai, da a ela a atenção que você nega.

Victória se levantou da sua cadeira. E diz :

— Victória: Que isso Antonieta ?

— Antonieta: Olha me desculpe Victória, nas você vive só pro seu trabalho. Como se isso é, substituísse a sua primeira filha. E não é assim, tem que entender !

Victória derramou algumas lágrimas, e virou a sua cadeira pegando uma pasta que estava dentro de uma gaveta atrás dela, e colocou em cima da mesa.

— Antonieta: Você já revisou esses relatórios várias vezes, Victória.

— Victória: Quero ter a certeza de que, não deixei passar nenhuma informação sobre o paradeiro da minha filha. E você sabe, eu nunca perdi as esperanças de encontrá-la.

Antonieta sentou na cadeira de frente pra ela. E diz :

— Antonieta: É claro que eu sei, eu fui testemunha da sua tragédia. Depois de ter sido atropelada você foi em todos orfanatos, e hospitais dessa cidade. E nunca ninguém soube nada dela.

Victória chorou ainda mais. E disse :

— Victória: Quantas vezes percorri de ponta a ponta a rua onde aconteceu o acidente, perguntando se alguém tinha a visto. Mas foi tudo inútil, eu nunca encontrei minha filha !

— Antonieta: Como eu poderia esquecer disso ? Você sabe muito bem que a pequena Maria, era como uma filha pra mim.

Victória abriu a pasta onde tinha uma foto da sua filha. E continuou, dizendo :

— Victória: Nunca mais vou poder poder perdoar, todo mal que me fizeram. Nunca mais !

Antonieta levantou da sua cadeira, foi até ela. E disse :

— Antonieta: Victória por favor, pare de se torturar.

Ela respirou fundo balançando a cabeça. E diz :

— Antonieta: Olha porque não deixamos isso pra lá, e vamos organizar tudo para o desfile das meninas desamparadas, hum ?

— Victória: Eu não consigo evitar essa dor, eu não vou descansar até descobrir o que aconteceu com a minha filha.

— Antonieta: Ai Victória.

Antonieta abraçou Victória, e ela chorou ali, nos braços de Antonieta.

— Antonieta: ( olhando nos olhos dela ) Por favor Victória, não chore mais. Nós vamos encontrar a pequena Maria, custe o que custar hum?

— Victória: Obrigada Antonieta.

— Antonieta: Agora se me der licença, eu vou ver se o Pepino precisa de ajuda.

— Victória: Toda.

Antonieta saiu da sala de Victória, e ela voltou a trabalhar, revisando alguns detalhes que faltavam para o desfile das meninas desamparadas !

Era 20h00 quando Victória chegava em casa. E encontrou Fernanda e Heriberto conversando na sala.

E olhando eles, ela lembrou da conversa que ela teve com Antonieta, e tendo uma ideia em mente. Ela disse :

— Victória: Boa noite !

— Heriberto: Victória que bom que você chegou meu amor. Estávamos te esperando.

Heriberto deu um beijo nela, e Victória depois de se separar dele, respondeu :

— Victória: Ai meu amor, hoje eu saí mais cedo da casa de moda. Para ficar com você, e a nossa filha.

Victória ficou entre eles. E diz :

— Victória: O que vocês acham de jantarmos no quarto, assistindo um filme ?.

— Heriberto: Eu acho maravilhoso.

— Fernanda: De verdade mamãe ?

— Victória: ( sorrindo )É claro que sim meu amor, essa noite será dedicada a preferida dessa casa ( abraçando ela ).

— Heriberto: Isso mesmo filha, você merece.

— Victória: ( pegando na mão deles ) Essa noite vamos ficar juntinhos.

— Heriberto: Então vamos ?

— Victória y Fernanda: Vamos.

Eles subiram pra quarto, mas antes Heriberto foi até a cozinha e pegou um balde de pipoca. Quando eles voltou, eles deitaram na cama que ficava de frente pra parede onde tinha uma televisão pregada nela, e começaram a assistir o filme.

— Victória: ( assustada ) Não, não ! Ele vai matar, vai matar ela.

Victória e Fernanda esconderam o rosto no travesseiro. E Heriberto dando risada por ver elas assustada com o filme, disse :

— Heriberto: Calma é só um filme.

— Victória: Não que horror. Eu não quero ver isso.

— Heriberto: ( olhando pra televisão ) Olha lá, já matou ! Não precisa se desesperar.

— Victória: ( levantando a cabeça ) Credo que filme feio.

— Fernanda: Eu não sei como você consegue assistir papai.

— Heriberto: Mas é só um filme.

— Victória: Não quero assistir esse filme nunca mais !

Heriberto apenas deu risada, e quando eles acabaram de ver o filme. Fernanda acabou dormindo entre eles.

— Heriberto: Ela é tão linda Victória.

Victória sorriu. E respondeu certa do que ia dizer :

— Victória: Ela puxou a beleza da mãe Heriberto !

Heriberto arqueou uma sobrancelha. E disse :

— Heriberto: Hum, então quer dizer que além da minha esposa ser linda e educada. Ela também é convencida ?

– Victória: Não sou convencida Heriberto. Apenas digo a verdade. Mas não podemos esquecer que, mesmo ela sendo linda e tendo um gênio forte ! Ela tem um coração bom, e isso ela herdou de você.

— Heriberto: Victória aproveitando a oportunidade. Eu quero te agradecer pela forma na qual você criou, e educou o Maximiliano. Mesmo ele não sendo seu filho.

— Victória: Você não tem nada que agradecer, meu amor. Eu quero que ele seja um vencedor, como você ! E eu vou conseguir.

Heriberto colocou a mão no rosto dela. E disse :

— Heriberto: Eu sei.

Heriberto deu um beijo nela. E depois diz :

— Heriberto: Eu te amo.

— Victória: ( sorri ) Eu também te amo, meu amor.

Victória iniciou outro beijo, eles foram se aproximando um do outro. Esquecendo que Fernanda estava entre eles.

— Fernanda: Ai gente, vocês estão me esmagando com esse namoro.

Ela se mexeu na cama, fazendo Victória e Heriberto se separar. E ele olhando ela se levantar da cama, disse :

— Heriberto: Desculpe, desculpe filha !

— Victória: E aonde vai ?

— Fernanda: Pra minha cama.

— Heriberto: Não, não vai. Fica aqui com a gente.

— Fernanda: Não, eu não quero atrapalhar o clima entre os pombinhos.

Fernanda se despediu deles. E disse :

— Fernanda: Boa noite.

— Victória y Heriberto: Boa noite.

Fernanda saiu do quarto, e Victória se aproximando mais de Heriberto na cama, diz :

— Victória: Quero dormir nos seus braços, a noite toda.

— Heriberto: Hum que delícia, então vem cá meu amor.

— Victória: Vou ter pesadelos por causa desse filme de terror. Eu não entendo como é que você não se assustou. Claro ! Como você tem a consciência tranquila, nada te assusta.

Heriberto sorriu depois de ouvir ela falar. E disse :

— Heriberto: Sim, sim Victória.

Heriberto abraçou ela, e assim eles dormiram juntinhos.