7 horas da manhã

Na mesa do café da manhã Victória e Heriberto já estavam presente.

Victória estava divinamente linda, seus cabelos castanhos estavam soltos com a sua franja de lado enrolado nas pontas, muito bonito e bem volumoso. Como sempre ela estava muito bem vestida, e muito bem maquiada com os seus acessórios de colar, brinco e pulseiras pronta para mais um dia de trabalho na casa de moda.

Heriberto estava vestido com uma camisa branca, e uma calça branca que faz parte do uniforme que ele usa para trabalhar no hospital como médico clínico geral.

E sentados um de frente pro outro, Heriberto lia o seu jornal e Victória mexia no seu celular. Quando Fernanda e o seu namorado Frederico entraram dizendo :

— Fernanda: Bom dia mãe ( deu um beijo no rosto dela ) Bom dia papai.

— Frederico: Bom dia fina.

— Heriberto: Bom dia filha.

— Victória: Bom dia Fer.

Eles se sentaram um do lado do outro. E Fernanda depois de se sentar, disse :

— Fernanda: Eu e o Fred decidimos que, o melhor lugar para fazer a minha festa. É numa danceteria.

Heriberto parou de ler o seu jornal. E diz :

— Heriberto: Numa danceteria ?

— Fernanda: É.

— Heriberto: Me desculpa Fer. Mas acho que isso não vai ser possível.

— Fernanda: E porque não papai ?

— Heriberto: Porque vocês não tem idade para frequentar danceterias.

— Fernanda: Ai papai, como está mal informado. Nós e todos da turma tem documentos falsos, e por isso pensam que somos maiores de idade.

— Heriberto: O que está dizendo Fer ?

— Fernanda: A verdade papai, lembre-se que nós combinamos que não íamos mais nos enganar, e nem contar mentiras.

— Heriberto: Bom, de fato combinamos que não ia ter mentiras e nem enganos mas, isso que você está dizendo é um absurdo filha.

E Victória que até o momento só estava observando a conversa, diz :

— Victória: Olha Fer, porque não fazemos a festa aqui em casa? Podemos arrumar o jardim de traz, e ficaria igualzinha a uma discoteca.

Fernanda pensou no que Victória disse. E respondeu :

— Fernanda: É, sim, legal ! Mas tem uma coisa mamãe, a banda do Fred tem que tocar.

Fernanda sorriu brincando com ele. E Victória depois de olhar para Heriberto, arqueou uma sobrancelha. E disse :

— Victória: Sim, será como você quiser filha.

Assim eles terminaram de tomar café, depois Heriberto foi para o hospital e Victória foi pra casa de moda.

Victória assim que chegou foi direto pra sala de desenhos junto com o seu amigo Pepino. Onde ela ficou a maior parte do tempo tirando as medidas do corpo das modelos.

Quando Antonieta entrou na sala, dizendo :

— Antonieta: Victória, a Bernarda, irmã do Heriberto está te esperando na sua sala.

Victória torceu os lábios. E disse :

— Victória: O que ela quer, Antonieta ?

– Antonieta: Não sei, mas ela disse que quer falar com você.

— Victória: Sempre quando Bernarda aparece é somente pra me afrontar ( suspira ).

— Antonieta: Quer que eu diga que você não pode atendê-la ?

— Victória: Não, não precisa Antonieta. Porque se ela fizer isso, hoje ela vai me ouvir !

Victória foi até a sua sala, e quando ela entrou lá estava Bernarda vestida com o seu sobretudo que cobria toda a roupa que ela usava por baixo, com um coque médio no cabelo e um sinal da cruz no seu pescoço que gritava toda a sua religiosidade.

Ela se olharam com um olhar de ódio, pois nenhuma das duas se gostavam, e não faziam questão de demonstrar falsidade uma perante a outra.

— Victória: ( indo até a sua mesa ) Posso saber o que é que você faz aqui ?

— Bernarda: É assim que ficar recebe a sua querida cunhada Victória ?

— Victória: Sim, porque eu não estou a fim de escutar as suas ofensas, Bernarda. Então, diga logo o que quer.

Bernarda deu de ombros pra ela. E diz :

— Bernarda: Sabe de onde eu estou vindo Victória ?

— Victória: Não !

— Bernarda: Estou vindo do hospital. Fui mais uma vez tentar abrir os olhos do Heriberto, de que você não é mulher pra ele Victória.

Victória riu da onde ela estava sentada. E disse :

— Victória: E eu aposto que ele disse que isso não é verdade. Não foi ?

— Bernarda: Foi isso mesmo. Mas eu sei que algum dia, eu vou fazer com ele se divorcie de você Victória.

— Victória: Você não vai conseguir, sabe porque ?

Bernarda arqueou uma sobrancelha. E diz :

— Bernarda: Porque ?

— Victória: Porque ele me ama, e ama principalmente o que eu faço entre quatro paredes.

— Bernarda: Ai por favor, Victória. Não seja tão imoral !

— Victória: Por favor digo eu, Bernarda ! Me diz uma coisa, a senhora que se diz ser tão devota. Não tem medo de queimar nas chamas do inferno por desejar um divórcio ?

— Bernarda: Deus nosso senhor não permitiria isso.

— Victória: Eu se fosse você, não teria muita certeza disso.

— Bernarda: Não vou ficar aqui gastando minhas palavras com você, Victória. Mas me de ir me responda uma coisa. Você se casou com o Heriberto, somente pelo dinheiro dele, não foi ?

Victória deu um sorrisinho. E disse :

— Victória: Ram, da onde você tirou isso Bernarda. Se me casei com o Heriberto, é porque eu o amo !

— Bernarda: Pare de mentir, e assuma logo de uma vez que dói por isso que você se casou com ele, sua pecadora !

— Victória: Eu não tenho que assumir nada. E se você não tem mais nada para fazer aqui, fora da minha sala.

— Bernarda: Que ?

Victória se levantou a sua cadeira. E disse indo até ela.

— Victória: É isso mesmo que você ouviu, fora da minha sala, fora !

Bernarda saiu da sala de Victória, e Antonieta depois de ver ela saindo entrou nela dizendo :

— Antonieta: O que essa mulher veio fazer aqui, Victória ?

— Victória: ( furiosa ) Ela veio me insultar.

— Antonieta: Como ? ( se sentando na cadeira de frente pra ela )

— Victória: Você a acredita que ela foi dizer para o Heriberto, que eu não sou mulher pra ele ?

— Antonieta: Não pode ser !

— Victória: Disse também que eu sou uma pecadora, e que só me casei com ele, por causa do dinheiro dele.

— Antonieta: Não liga para o que essa mulher diz Victória.

Victória abaixou a cabeça, depois levantou de novo derramando algumas lágrimas. E disse sentida :

— Victória: Mas pensando bem, Antonieta. Ela tem razão !

— Antonieta: Como você pode dizer uma coisa dessas Victória ?

— Victória: Mas é verdade. Heriberto é sempre tão bom comigo, agora eu? Eu não Antonieta, eu só vivo pro meu trabalho. E sem contar que ... ( para de falar )

– Antonieta: E sem contar o que ?

— Victória: Que Heriberto ainda não sabe que eu tive uma filha, antes de me casar com ele.

Antonieta colocou a mão na boca. E disse :

— Antonieta: Meu Deus, Victória.

— Victória: Eu não tive coragem de contar, e agora vejo que é muito tarde pra isso.

— Antonieta: Não ! Está enganada Victória. Você tem que contar a verdade para o Heriberto.

— Victória: Mas eu tenho medo ! Medo dele me desprezar. Eu não suportaria ter o desprezo do Heriberto, eu o amo !

— Antonieta: Sim, eu sei disso. Mas ele tem o direito de saber, hum ?

Victória parou de chorar, enxugando as suas lágrimas. E disse :

— Victória: Você tem razão, Antonieta. Heriberto tem o direito de saber tudo sobre a minha vida.

Ela respirou fundo. E continuou, dizendo :

— Victória: Hoje mesmo eu vou contar toda a ver para o Heriberto.

Antonieta sorriu pra ela. E diz :

— Antonieta: É o melhor que você faz Victória.

Antonieta abraçou Victória, depois ela saiu da sala dela e Victória voltou a trabalhar. Passam algumas horas Victória saiu da casa de moda e foi pra casa.

E momentos mais tarde ...

Victória chegava em casa depois de um longo dia trabalho na casa de modas. Ela foi pro seu quarto, tomou um banho e momentos mais tarde ela estava sentada em uma poltrona de pernas cruzadas, vestida com uma camisola rendada na cor preta com os seus cabelos soltos.

E ali sentada ela pensava em tudo que Antonieta lhe disse, sobre ela contar a verdade para o Heriberto.

— Victória: Antonieta tem razão, eu tenho que contar a verdade para o Heriberto !

Ela respirou fundo, e continuou, dizendo :

— Victória: Ele não merece que eu o engane dessa maneira.

Victória levantou da poltrona onde estava sentada, e saiu do quarto para ir até o escritório, e encontrou Fernanda saindo do quarto dela.

— Victória: Fer onde vai ?

Fernanda parou no meio do corredor. E disse :

— Fernanda: Sair.

— Victória: Com aquele rapaz ?

— Fernanda: Ele se chama Frederico mãe ! E é meu namorado.

— Victória: Mas quem é ? Conhece a família dele ?

Fernanda se irritou. E diz :

— Fernanda: Para com isso mãe, eu tenho o direito de namorar quem eu quiser.

— Victória: Mas Fernanda filha ... ( interrompida )

— Fernanda: Sabe qual é o seu problema ? Você não aceita que eu já cresci mãe !

– Victória: Eu só quero o melhor pra você.

— Fernanda: A pois então, não insista em tentar controlar a minha vida. Deixa eu ser eu mesma, tá ?

— Victória: Está bem, vou confiar em você. Mas por favor, se cuida, se cuida filha.

Victória tentou dar um beijo nela, mas Fernanda se esquivou. E disse :

— Fernanda: Ai tá bom, tá bom mãe. Agora eu tenho ir, tchau.

Fernanda saiu, e deixou Victória sozinha. Assim Victória desceu as escadas e foi até o escritório, onde Heriberto se encontrava lendo um livro de medicina.

E quando ela entrou Heriberto tirou os seus óculos deixando em cima da mesa. E disse :

— Heriberto: Pensei que já estivesse dormindo Victória.

Victória caminhou até ele. E diz :

— Victória: Eu tentei meu amor, mas como não conseguia, vim te buscar para dormimos juntos !

— Heriberto: Eu ainda não tenho sono. Mas vem, senta aqui comigo.

Heriberto colocou Victória sentada no seu colo. E continuou, dizendo :

— Heriberto: Como foi o seu dia hoje, hum ?

Victória colocou as mãos em volta só pescoço dele. E respondeu :

— Victória: Foi bom, meu amor. Foi bom até um certo ponto.

— Heriberto: E o que foi que aconteceu, que te deixou assim ?

— Victória: Bernarda foi até a casa de moda hoje.

— Heriberto: E por vocês estar assim, aposto que vocês duas discutiram.

— Victória: Sim.

— Heriberto: E o que foi que ela te disse ?

— Victória: Ela disse que eu sou uma pecadora, e que não mereço um homem como você.

— Heriberto: Não liga para o que Bernarda diz, Victória.

— Victória: Mas eu tenho medo Heriberto. Medo de algum dia, você se divorciar de mim.

Heriberto começou a beijar o pescoço dela. E disse :

— Heriberto: Isso não vai acontecer, sabe porque ?

— Victória: Porque ?

Heriberto parou de fazer o que estava fazendo, olhou nos olhos dela. E diz :

— Heriberto: Porque eu te amo, Victória. Te amo com todo o meu coração.

— Victória: Eu também te amo, Heriberto. Te amo com todo o meu coração.

Ela deu um beijo nele, e Heriberto correspondeu aprofundando mais o beijo. E Victória lembrando o que ela foi fazer no escritório, disse :

— Victória: Tem outra coisa, que eu preciso te falar, Heriberto.

Heriberto não deu ouvidos para Victória, e colocou a mão por dentro da camisola dela fazendo movimentos de vai e vem, arrancando gemidos prazerosos de Victória. E quando ele encontrou a intimidade dela toda molhada ele levantou com ela no colo, e diz :

— Heriberto: Prometo que quando nós terminarmos, irei ouvir tudo o que tem para me dizer Victória. Mas agora vem, vamos para o nosso quarto, hora será minha a noite toda.

Victória gemeu nos braços dele. E respondeu :

— Victória: Ah sim, meu amor, vamos !

E assim eles saíram do escritório, Heriberto desceu Victória do seu colo e em poucos minutos eles estavam no quarto deles, avistando a grande e linda cama do casal. Heriberto trouxe Victória para perto dele, rodando ela pela cintura e a beijou desejando ir mais além com ela.

E poucos minutos depois, Victória e Heriberto se amavam debaixo daqueles lençóis na cor creme que os cobria da cintura pra baixo. Heriberto por cima de Victória espasmos de prazer dela. Victória arranhava as costas dele cheia de tesão, sentindo ele cada vez mais duro e grosso dentro dela.

— Victória: Ah ... Heriberto.

Heriberto procurou a boca de Victória, e aumentou mais os seus movimentos ... E assim depois de mais algumas investidas Victória e Heriberto chegaram ao seu clímax , e deitaram um do lado do outro.

— Heriberto: Que saudade que eu estava ade você meu amor ( dando um beijo no rosto dela ).

Victória se aconchegou mais nos braços dele. E disse :

— Victória: Eu também estava com saudade de você, Heriberto.

— Heriberto: Por favor, Victória. Não fique mais sem se entregar pra mim.

— Victória: ( olhando nos olhos dele ) Não vou mais meu amor. O meu corpo necessita do seu.

— Heriberto: Os nossos corpo se necessitam, Victória.

Heriberto deu um selinho nela. E continuou, dizendo :

— Heriberto: Mas agora eu me lembro, que você disse que tinha uma coisa pra me falar.

Victória se sentou na cama, cobrindo os seus seios. E disse :

— Victória: Sim, eu tenho.

— Heriberto: Então pode dizer.

— Victória: Heriberto o que eu vou te dizer é uma coisa muito delicada. Por isso eu te peço que não me olhe porque, eu não vou suportar a sua expressão quando você me ouvir.

— Heriberto: De verdade na quer que eu olhe pra você ?

— Victória: Não, ou eu perderia a coragem de falar.

— Heriberto: Está bem, meu amor. Será como você quiser.

Heriberto ficou de costas pra ela, encostando a sua cabeça na cabeceira da cama. E disse :

— Heriberto: Estou ouvindo Victória. Quando quiser começar a contar, fique a vontade.

– Victória: Obrigada meu amor.

Victória abaixou a cabeça, depois levantou de novo. E diz :

— Victória: Mas eu te peço que me escute sem me interromper. E quando eu terminar, vamos conversar sobre isso.

— Heriberto: Sim, Victória. Eu não vou te interromper, hum ? Agora continue.

— Victória: Heriberto, há 20 anos atrás quando eu era muito jovem. Eu comecei a trabalhar como custureira , em uma fábrica de custura. E foi aí que eu conheci Guilhermo Quintana que na época era o dono da fábrica. E desde o dia que eu entre lá, ele não parava de dar em cima de mim, mas eu nunca me apaixonei por ele. E numa noite quando as outras funcionárias já tinham ido embora, era muito tarde e eu fui até a sala dele para pagar a luz, já que eu era a última, só que quando eu entrei ele estava lá, e foi aí que ...

Heriberto vendo a dificuldade dela pra falar, esqueceu do que havia prometido pra ela. E virou para olhar pra ela, dizendo :

— Heriberto: E o que, Victória ? Me diz, o que foi que ele te fez ?.

Victória chorou ainda mais. E disse :

— Victória: Ele abusou de mim.

Heriberto abraçou ela. E diz :

— Heriberto: Maldito desgraçado ! ( furioso )

— Victória: ( se afastando dele ) Mas isso não é tudo. Depois daquela noite eu descobri que estava grávida, e desse abuso nasceu uma linda menina. A minha pequena Maria que ao meu lado passou fome, dificuldades. Mas seguimos em frente com muito esforço. E numa noite quando eu estava atravessando a rua, ela deixou a boneca dela cair no chão e eu voltei pra pegar. E quando eu voltei, eu vi que um carro vinha em alta velocidade na minha direção e a empurrei para que não acontecesse nada a ela e fui atropelada. E no hospital quando eu acordei, Antonieta me disse que a minha pequena Maria estava desaparecida. E nunca mais eu soube nada dela, nada ( chorando cada vez mais ).

— Heriberto: Então isso quer dizer, que você tem uma filha desaparecida ?.

Victória entre soluços e choro, respondeu :

— Victória: Sim. E é por isso que eu realizo o desfile das meninas desamparadas. Na esperança de que em algum desses desfiles, eu posso encontrar minha filha.

— Heriberto: Por que nunca me disse isso antes Victória ?.

— Victória: Porque eu tive medo, medo de você me deixar.

— Heriberto: Eu nunca te deixaria, e nunca vou te deixar Victória. Mas eu poderia ter te ajudado.

— Victória: ( enxugando as suas lágrimas ) Sim, eu sei, mas não adiantaria de nada. Durante esses vinte anos eu contratei investigadores, detetives. Mas eles nunca conseguiram encontrá-la.

Heriberto passou a mão nos cabelos. E disse :

— Heriberto: Eu sinto muito por tudo que você passou minha vida. Mas eu tenho certeza que um dia, você vai encontrar sua filha.

— Victória: Eu também meu amor.

— Heriberto: Victória, depois de tudo que você me disse. Eu também quero te dizer uma coisa.

— Victória: O que ?

— Heriberto: Durante esses 20 anos que estamos casados, nunca me atrevi a te dizer que, a Leonela, mãe do Max ! Nunca esteve morta.

Victória abriu a boca. E disse :

— Victória: Como ?

— Heriberto: É isso mesmo que você ouviu, ela me abandonou quando o Max ainda era muito pequeno, alegando que não poderia ficar comigo porque eu não podia dar a ela a vida queria.

— Victória: E onde ela está ?

— Heriberto: Eu não sei, a única coisa que é que ela se casou com um estilista, e nunca mais eu soube nada dela.

Heriberto passou a mão a mão no rosto dela. E disse :

— Heriberto: Me perdoa Victória.

Victória sorriu pra ele. E respondeu :

— Victória: É claro que eu te perdôo meu amor.

Heriberto beijou Victória, e assim eles fizeram amor a noite toda.