O Triunfo do Nosso Amor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
“ Casa de Moda Victória “
Em uma pequena sala, Victória Sandoval estava com a sua amiga Antonieta, revisando alguns detalhes do desfile das meninas desamparadas !
Quando o seu filho Maximiliano bateu na porta, e ela abriu, depois de apertar um aparelhinho que ficava debaixo da sua mesa.
E Maximiliano depois que entrou na sala de Victória, olhou pra ela. E disse :
— Maximiliano: Com licença mãe, me disseram que a senhora mandou me chamar ?
Ele foi até a mesa dela, cumprimentou Victória e depois Antonieta. E Victória olhando ele se sentar na cadeira de frente pra ela, disse :
— Victória: Sim Maximiliano, eu mandei te chamar porque, eu preciso que você vá até Nova York.
Maximiliano deu um sorrisinho. E diz :
— Maximiliano: Nova York ?
— Victória: Isso mesmo, eu tenho urgência em algumas sedas, e preciso que você as traga imediatamente !
— Maximiliano: Me desculpa mãe, mas será que não poderia ser mais tarde ? Agora eu tenho coisas pra fazer.
— Victória: Não Maximiliano. O desfile das meninas desamparadas é em poucos dias.
Victória respirou fundo. E disse :
— Victória: Você está com o tempo contado hein ?
Maximiliano se levantou da onde ele estava sentado, e com um tom brincalhão, ele diz :
— Maximiliano: Está bem dona Victória, a chefona manda.
— Victória: Obrigada meu amor ( sorri ).
Maximiliano se despediu de Victória, e depois de Antonieta. E com todo respeito que tem por ela, olhou para Antonieta. E disse :
— Maximiliano: Cada dia que passa você fica mais bonita.
— Antonieta: Obrigada Max ( sorri ).
E Victória ficando séria pela demora do seu filho fazer o que ela mandou, disse :
— Victória: Maximiliano ! Vai logo senão você vai perder o vôo.
— Maximiliano: Calma dona Victória. Mas que mal humor, eu já estou indo, hum ?
Maximiliano foi até a porta da sala dela. E diz :
— Maximiliano: Tchau.
Maximiliano foi pra sua sala, e depois que ele saiu da sala dela. Fernanda que havia ido até a casa de moda para escolher o seu vestido de aniversário, entrou nela dizendo :
— Fernanda: Olá mãe.
— Victória: Oi meu amor, espera só um pouquinho tá ?
Fernanda cumprimentou Victória, e depois Antonieta.
— Fernanda: Olá Antonieta.
— Antonieta: Oi Fer, tudo bem ?
— Fernanda: Sim ( sorri )
Fernanda tem 18 anos, é uma moça muito bonita. Olhos verdes e o cabelo longo castanhos enrolado nas pontas, com um pequeno chapeuzinho na cabeça. E estava vestida com um vestido preto com branco um pouco acima dos joelhos, segurando uma pequena bolsa na cor preta. Na qual Victória tinha dado pra ela.
— Pepino: ( entrando na sala de Victória ) Já estou aqui, minha ragatza.
Elas sorriram pra ele, e Pepino continuou, dizendo :
— Pepino: Eu sei que você veio para confeccionarmos um vestido para sua festa de aniversário, hã ?
— Fernanda: ( toda animada ) Sim, sim Pepino.
Pepino analisou o corpo dela. E disse :
— Pepino: Me fala, o que você acha de um chifum de seda ? Ou uma organza bordada ?
Fernanda fechou a cara. E respondeu :
— Fernanda: Eca Pepino, nem morta ! Eu não quero um vestido cheio de bordado.
Ela deu a volta, ficando atrás da cadeira de frente para Victória. E disse :
— Fernanda: Eu, já sou uma mulher mãe ! E é assim que eu quero me vestir, eu quero usar uma coisa bem atrevida. Uma coisa sexy, hum ?
— Victória: Filha, entenda que ainda não está na idade de usar esse tipo de roupa. E vai usar algo apropriado para a sua idade !
Fernanda colocou as mãos sobre a mesa dela. E diz :
— Fernanda: Olha mãe ? Se eu não usar o vestido que eu quero. Eu cancelo a festa.
— Pepino: Hã eu sinto que isso vai ser uma tormenta. É melhor eu voltar pro tá sala de custura.
Pepino virou para sair da sala de Victória. E disse :
— Pepino: Aribederte ! Aribederte !
Victória rapidamente se levantou da sua cadeira. E diz :
— Victória: Não, não volte aqui Pepino ! Pepino !
Ele não deu ouvidos para Victória, e começou a falar com um rapaz que passava pelo corredor. E depois seguiu para a sala de custura.
— Victória: Fer por favor filha ... ( interrompida )
— Fernanda: Está bem mamãe, já que eu não posso usar o vestido que eu quero. A banda do Fred, meu namorado ! Vai tocar na minha festa.
— Victória: ( torceu os lábios ) Fernanda nós já conversamos sobre isso !
— Fernanda: É pegar ou largar mamãe.
Fernanda arqueou uma sobrancelha, olhando Victória bufar depois de ouvir o que ela falou. E sorriu, porque sabia que ia conseguir o que queria.
Apesar dela já ser uma mulher, Fernanda se comportava como uma garota mimada. E também falava e fazia coisas sem medir as consequências de cada uma delas.
Victória colocou a mão na testa, sentindo uma leve dor de cabeça. Pela aquela pequena discussão que estaca tendo com a sua filha, e por ela já estar sem paciência, acabou cedendo a chantagem dela. E a respondeu, dizendo :
– Victória: Está bem Fernanda. A tal banda do seu namorado vai tocar na sua festa. Agora vai com o Pepino e escolha o vestido que você mais gostar.
Victória deu ênfase na palavra. E disse :
— Victória: Mas desde que seja de acordo com a sua idade.
Fernanda abraçou Victória depois de ouvir o que ela disse. E respondeu :
— Fernanda: Ai mamãe, obrigada ! Muita obrigada.
— Victória: De nada meu amor ( sorri ).
Fernanda se despediu de Victória, depois de Antonieta e saiu da sala de Victória. E Antonieta olhando ela se sentar na sua cadeira, disse depois de ver Victória falando com Maximiliano e depois com Fernanda.
— Antonieta: Não há dúvidas de que mesmo que o Maximiliano não seja seu filho, é o seu ponto fraco !
Antonieta tirou o sorriso que ela tinha no rosto. E continuou, dizendo :
— Antonieta: Já a Fer ... ( interrompida ).
— Victória: Acontece é que, as vezes a Fernanda acaba com a minha paciência por ser tão rebelde e teimosa !
Victória respirou fundo. E disse :
— Victória: Eu juro que tento me aproximar dela. Mas sempre me despreza, prefere a companhia do Heriberto.
— Antonieta: A Fer adora o Heriberto. Porque ele como pai, da a ela a atenção que você nega.
Victória se levantou da sua cadeira. E diz :
— Victória: Que isso Antonieta ?
— Antonieta: Olha me desculpe Victória, nas você vive só pro seu trabalho. Como se isso é, substituísse a sua primeira filha. E não é assim, tem que entender !
Victória derramou algumas lágrimas, e virou a sua cadeira pegando uma pasta que estava dentro de uma gaveta atrás dela, e colocou em cima da mesa.
— Antonieta: Você já revisou esses relatórios várias vezes, Victória.
— Victória: Quero ter a certeza de que, não deixei passar nenhuma informação sobre o paradeiro da minha filha. E você sabe, eu nunca perdi as esperanças de encontrá-la.
Antonieta sentou na cadeira de frente pra ela. E diz :
— Antonieta: É claro que eu sei, eu fui testemunha da sua tragédia. Depois de ter sido atropelada você foi em todos orfanatos, e hospitais dessa cidade. E nunca ninguém soube nada dela.
Victória chorou ainda mais. E disse :
— Victória: Quantas vezes percorri de ponta a ponta a rua onde aconteceu o acidente, perguntando se alguém tinha a visto. Mas foi tudo inútil, eu nunca encontrei minha filha !
— Antonieta: Como eu poderia esquecer disso ? Você sabe muito bem que a pequena Maria, era como uma filha pra mim.
Victória abriu a pasta onde tinha uma foto da sua filha. E continuou, dizendo :
— Victória: Nunca mais vou poder poder perdoar, todo mal que me fizeram. Nunca mais !
Antonieta levantou da sua cadeira, foi até ela. E disse :
— Antonieta: Victória por favor, pare de se torturar.
Ela respirou fundo balançando a cabeça. E diz :
— Antonieta: Olha porque não deixamos isso pra lá, e vamos organizar tudo para o desfile das meninas desamparadas, hum ?
— Victória: Eu não consigo evitar essa dor, eu não vou descansar até descobrir o que aconteceu com a minha filha.
— Antonieta: Ai Victória.
Antonieta abraçou Victória, e ela chorou ali, nos braços de Antonieta.
— Antonieta: ( olhando nos olhos dela ) Por favor Victória, não chore mais. Nós vamos encontrar a pequena Maria, custe o que custar hum?
— Victória: Obrigada Antonieta.
— Antonieta: Agora se me der licença, eu vou ver se o Pepino precisa de ajuda.
— Victória: Toda.
Antonieta saiu da sala de Victória, e ela voltou a trabalhar, revisando alguns detalhes que faltavam para o desfile das meninas desamparadas !
Era 20h00 quando Victória chegava em casa. E encontrou Fernanda e Heriberto conversando na sala.
E olhando eles, ela lembrou da conversa que ela teve com Antonieta, e tendo uma ideia em mente. Ela disse :
— Victória: Boa noite !
— Heriberto: Victória que bom que você chegou meu amor. Estávamos te esperando.
Heriberto deu um beijo nela, e Victória depois de se separar dele, respondeu :
— Victória: Ai meu amor, hoje eu saí mais cedo da casa de moda. Para ficar com você, e a nossa filha.
Victória ficou entre eles. E diz :
— Victória: O que vocês acham de jantarmos no quarto, assistindo um filme ?.
— Heriberto: Eu acho maravilhoso.
— Fernanda: De verdade mamãe ?
— Victória: ( sorrindo )É claro que sim meu amor, essa noite será dedicada a preferida dessa casa ( abraçando ela ).
— Heriberto: Isso mesmo filha, você merece.
— Victória: ( pegando na mão deles ) Essa noite vamos ficar juntinhos.
— Heriberto: Então vamos ?
— Victória y Fernanda: Vamos.
Eles subiram pra quarto, mas antes Heriberto foi até a cozinha e pegou um balde de pipoca. Quando eles voltou, eles deitaram na cama que ficava de frente pra parede onde tinha uma televisão pregada nela, e começaram a assistir o filme.
— Victória: ( assustada ) Não, não ! Ele vai matar, vai matar ela.
Victória e Fernanda esconderam o rosto no travesseiro. E Heriberto dando risada por ver elas assustada com o filme, disse :
— Heriberto: Calma é só um filme.
— Victória: Não que horror. Eu não quero ver isso.
— Heriberto: ( olhando pra televisão ) Olha lá, já matou ! Não precisa se desesperar.
— Victória: ( levantando a cabeça ) Credo que filme feio.
— Fernanda: Eu não sei como você consegue assistir papai.
— Heriberto: Mas é só um filme.
— Victória: Não quero assistir esse filme nunca mais !
Heriberto apenas deu risada, e quando eles acabaram de ver o filme. Fernanda acabou dormindo entre eles.
— Heriberto: Ela é tão linda Victória.
Victória sorriu. E respondeu certa do que ia dizer :
— Victória: Ela puxou a beleza da mãe Heriberto !
Heriberto arqueou uma sobrancelha. E disse :
— Heriberto: Hum, então quer dizer que além da minha esposa ser linda e educada. Ela também é convencida ?
– Victória: Não sou convencida Heriberto. Apenas digo a verdade. Mas não podemos esquecer que, mesmo ela sendo linda e tendo um gênio forte ! Ela tem um coração bom, e isso ela herdou de você.
— Heriberto: Victória aproveitando a oportunidade. Eu quero te agradecer pela forma na qual você criou, e educou o Maximiliano. Mesmo ele não sendo seu filho.
— Victória: Você não tem nada que agradecer, meu amor. Eu quero que ele seja um vencedor, como você ! E eu vou conseguir.
Heriberto colocou a mão no rosto dela. E disse :
— Heriberto: Eu sei.
Heriberto deu um beijo nela. E depois diz :
— Heriberto: Eu te amo.
— Victória: ( sorri ) Eu também te amo, meu amor.
Victória iniciou outro beijo, eles foram se aproximando um do outro. Esquecendo que Fernanda estava entre eles.
— Fernanda: Ai gente, vocês estão me esmagando com esse namoro.
Ela se mexeu na cama, fazendo Victória e Heriberto se separar. E ele olhando ela se levantar da cama, disse :
— Heriberto: Desculpe, desculpe filha !
— Victória: E aonde vai ?
— Fernanda: Pra minha cama.
— Heriberto: Não, não vai. Fica aqui com a gente.
— Fernanda: Não, eu não quero atrapalhar o clima entre os pombinhos.
Fernanda se despediu deles. E disse :
— Fernanda: Boa noite.
— Victória y Heriberto: Boa noite.
Fernanda saiu do quarto, e Victória se aproximando mais de Heriberto na cama, diz :
— Victória: Quero dormir nos seus braços, a noite toda.
— Heriberto: Hum que delícia, então vem cá meu amor.
— Victória: Vou ter pesadelos por causa desse filme de terror. Eu não entendo como é que você não se assustou. Claro ! Como você tem a consciência tranquila, nada te assusta.
Heriberto sorriu depois de ouvir ela falar. E disse :
— Heriberto: Sim, sim Victória.
Heriberto abraçou ela, e assim eles dormiram juntinhos.
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