O Traidor
2 - Um por um
Cazeaje apertava o pescoço de Téia com intuito de estrangulá-la, até que misteriosamente dois pares de asas surgiram em suas costas.
O corpo de Téia fora revestido com branquíssimas e azuladas penas, ela havia se transformado em uma ave.
A ave levantou vôo enquanto Cazeaje estrangulava o ar, pousando no grande e dourado lustre do salão, a mesma transforma-se novamente.
- O quê é você, maldita!? — Gritou Cazeaje, confusa.
- Alguém superior a você, velhota! — Zombou Téia.
- Ora sua desgraçada!
Cazeaje utilizou grande parte de sua energia restante para discutir com Téia e conseqüentemente começou a tossir sangue, a mesma cai de joelhos.
- HA HA HA! Essa velha é tão inútil que nem gritar consegue! Velhota, você não é nem a casca do que já fora antes! — Gritou Téia, sorrindo.
- Respeite-a, Téia. — ???.
Todos olharam para outro cadáver ressuscitado, era um homem ruivo e olhos pretos, trajava um sobretudo negro que batia no chão, uma cicatriz em seu pescoço e empunhava um livro como Téia, o mesmo era muito parecido com a garota.
- Irmão...
- Desça, agora.
Téia pulou do lustre e caiu próxima a Cazeaje, que ainda tossia sangue.
O irmão de Téia colocou a mão sobre a cabeça da mesma e disse :
- Respeite-a irmãzinha, ela já foi a maior vilã que esse mundo conheceu!
- Você disse bem, JÁ FOI! Hahaha. — Brincou Téia.
- Você ainda não se apresentou. — Disse Duel.
- Ah, que idiotisse a minha! Meu nome é Sabino. — Disse o homem.
- Sabino? Que nome estranho... — Pensou Dio."
- Bem, acho que vocês já conheceram minha irmãzinha repugnante.
- Mas é claro e pelo visto vocês dois são poderosos... — Disse Duel, observando-os.
- Somos. — Disse Téia, em um tom desafiador.
- Se você fosse forte, não teria se transformado em ave e fugido, m-maldita covarde! — Gritou Cazeaje, limpando o sangue de seu rosto.
- Calada velha, tô mandando! — Disse Téia, sorrindo.
- V-você quer m-morrer sua put... — Cazeaje é interrompida por Sabino. — Perdoe as atitudes de minha irmã... Ela ainda é uma criança idiota e irritante...
Téia joga seus grandes cabelos ruivos para trás e olha para Dio.
- E você aí, orelha de abano?! — Disse Téia, zombeteira.
Dio a encara perversamente e seus penetrantes olhos escarlates fazem a garota se sentir mal.
- Ahh, esse moleque me jogou alguma praga! — Gritou Téia.
- Viu? Isso que dá provocar os outros! — Disse Sabino segurando a irmã.
- Ahh, olá Isaac meu amigo! — Disse Sabino.
- Humph... — Isaac desviando o olhar.
A grande serpente que até então havia tido todas suas cabeças decapitadas ainda estava ali, gritando de dor.
- Ahh, essa cobra grita alto demais! Vamos matá-la logo! — Grita Téia.
- F-faça isso e você morre, otária. — Zomba Cazeaje.
Um homem de cabelos grisalhos e pele pálida levantou-se, possuia uma capa negra longa e com detalhes dourados, usava uma venda cinza nos olhos e uma cota avermelhada.
Era alto e usava um colar dourado em seu pescoço.
- Vejam! Mais um. — Disse Duel.
- Qual é seu nome? — Perguntou Sabino, curioso.
- Meu nome? Meu nome... Meu nome é... Narciso... — Disse o homem, confuso.
Dio o observou atentamente e sentiu que o homem é monstruosamente poderoso.
Ao lado de Narciso, outro homem se levanta.
Um sujeito gordo com longos cabelos loiros e tranças, usava um casaco marrom com detalhes em vermelho, botas pretas e um cachecol que caía até a cintura.
Seus olhos eram roxos iguais aos de Dio.
- Ora, ora! — O quê temos aqui? Uma linda mulher ensangüentada, dois ruivos que parecem ser retardados, um moleque com orelhas de coelho e chifres e um... um... demônio? — Disse o gordo.
- Retardado é você, gordo maldito! — Gritou Téia.
- Ora, a retardada sabe falar! HAHAHA!
O homem presenciou o terrível olhar da serpente, o encarava mortalmente.
- Que porra é essa?! — Perguntou o homem, surpreso.
- Nossa vida! — Disse Téia.
- O quê?!
- Calados, apresente-se. — Disse Duel.
- Eu sou Mephisto. — Disse ele, colocando o pesado machado no chão.
- Merda! Esse machado é mais pesado que eu! — Disse ele.
- Ha ha, gordão imbecil. — Zombou Téia.
- Quieta, irmãzinha tola.
- Calados todos, vamos resolver isso logo.
Duel ordenou que Dio voltasse ao quartel da Grand Chase para que começasse a éspiá-los de perto.
- Meu filho, retorne ao lugar em que a escória está e fique lá. Os adultos resolverão as coisas aqui. — Disse Duel.
- Claro, meu pai... — Disse Dio, subindo as longas escadas do local.
Dio se foi, Duel ordenou para que todos sentem-se na grande mesa do salão para começarem a reunião.
Todos acomodam-se nas cadeiras rubras e acolchoadas da grande mesa.
- Bom, essa reunião pode ser resumida em três palavras : Morte a Grand Chase. - Disse Duel, batendo sua mão na mesa fortemente.
- Eu os ressuscitei porque sei que vocês todos tem uma coisa em comum : Vocês são assassinos habilidosos e impiedosos que fazem tudo por uma boa quantia de dinheiro e eu estou disposto a pagar MUITO pelos serviços. — Duel.
- De quanto nós estamos falando? — Pergunta Mephisto com os pés na mesa.
- Estamos dispostos a pagar 25 milhões. — Disse Cazeaje, ainda limpando seu rosto.
- 2-25 M-MILHÕES? — Disse Mephisto engasgando-se com o vinho que havia na mesa.
- Exatamente, estamos dispostos a pagar essa enorme quantia a CADA UM.
- C-caralh...! Cada um? YEAAAAH. — Disse Mephisto animado.
- MAS, para serem pagos vocês precisam fazer TUDO que eu mandar, TUDO. — Disse Duel encarando todos na mesa.
- Faremos. Não é Téia? — Disse Sabino.
- Claro! Seremos todos seus. — Disse Téia, com um sorriso enorme no rosto.
- Me explica uma coisa, o que um grupo de cadáveres fará com essa quantia enorme?... — Perguntou Isaac, desconfiado.
- Isso não é problema nosso, imbecil! — Gritou Cazeaje.
- 25 milhões...25 milhões...hmm — O que posso fazer com isso? — Narciso, pensativo.
- Como exatamente destruíremos a Grande Caçada? — Perguntou Sabino.
- Meu filho Dio é um dos integrantes da mesma. Ele os trará até nós, e aí será o fim. — Explicou Duel.
- Todos ao mesmo tempo? Hmm, acho que não dará certo. — Disse Sabino, ajeitando seus óculos.
- Calado seu imbecil! Tem que dar certo! YEAH. — Mephisto.
- Meu caro, ao todo são 10 integrantes, todos são MUITO poderosos. Então sugiro irmos de um por um. — Análisa Sabino.
- Hmm, agora que meu irmãozão disse eu concordo totalmente com ele! — Disse Téia.
- E-u concordo, eles podem fugir fácilmente de uma emboscada com a ajuda de todos. — Palpitou Narciso.
Um por um seria mais fácil, análisando esse ponto de vista. — Disse Cazeaje.
- Concordo com ela. — Disse Isaac, guardando as espadas.
- Hmm, então encarrego vocês a matarem um por um, começando por você. Sabino. — Disse Duel, apontando para ele.
- Será uma honra senhor.
- Bom, enquanto um de vocês saíra, o resto ficará aqui embaixo.
- Os membros da GC estão espalhados por todos os lugares, mas felizmente possuímos portais que os levarão até eles.
- Aê, isso facilita muito! — YEAAH. — Gritou Mephisto.
- Nossa, você é muito escandaloso gordão! — Disse Téia.
- Calada pirralha!
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