O Traidor

3 - Aqueles que querem o mal


- Calados, quando amanhecer eu te mandarei até o trono real, Sabino. Protetores da família real estarão lá, quero que você assassine-os e se possível, o braço direito do rei também. — Explicou Duel.
- Oh, vou ter sucesso na missão senhor. — Disse Isaacl.
- Suas habilidades transformistas serão de grande ajuda.
- V-vamos logo, então... — Diz Cazeaje.
- Até de manhã.

O tempo passa, os mercenários descansam e Sabino se prepara.

- Hm, levarei essas duas lâminas e meu livro, o essencial. — Disse ele.

Sabino conjura duas lâminas finas e afiadas e pega seu livro de feitiços, cujo é sua fonte de poder.

Ao amanhecer, Sabino é chamado por Duel e Cazeaje, os outros permanecerão nos aposentos do grande salão até chegar sua hora.

- Sabino, venha. — Diz Cazeaje.

Cazeaje levou o rapaz até um local afastado do grande salão, mais no subterrâneo.

O local possuia 10 portais que levaria os mercenários exatamente aos integrantes da Grande Caçada.

E no meio deles, um portal que o levaria até o castelo real.

- Entre no portal e vá. — Cazeaje e Duel.

Por um breve período, Sabino queria entrar em algum dos portais dos membros da GC, assim ele os mataria e acabaria logo com aquilo, mas estava ciente que seria impossível.

Imediatamente Sabino é levado a uma localidade ao sul do castelo.

Os observadores olhos de Sabino tentavam encontrar uma brecha na vasta segurança do castelo, arqueiros, vigias e animais-guerreiros guardavam incansávelmente o castelo,

- Hmm, pelo visto nenhuma barreira protetora, está fácil. — Disse ele.

Sabino transforma-se em uma águia de penugem rubra e grandes asas negras.
Ele sobrevoou o castelo até avistar uma janela que parecia estar desprotegida.

Avançando por ali, Sabino avista três guardas, o mesmo assassina brutalmente cada um deles, por meio de suas lâminas.

- Muito fácil. — Disse Sabino, limpando o sangue das lâminas.

No chão, os corpos esparramados dos guardas estavam com leves mas profundos cortes que Sabino os causou, observando o rosto de um deles, Sabino assume sua forma.

Os longos cabelos ruivos dele agora estavam negros e curtos e as vestes dele transformaram-se em espessas e pesadas armaduras.

- Nossa, que coisa pesada! — Disse ele.

Para se livrar dos corpos, Sabino os guardou mágicamente em um misterioso e pequeno pote que guardava em sua cintura.

Sabino adentrava-se rápidamente as vastas seguranças do castelo até encontrar a sala real.

A segurança da sala sala real estava forte, três arqueiros na frente, dois espadachins atrás e um feiticeiro no meio.

Sabino os observava escondendo-se atrás de uma parede próxima, até que o feiticeiro começa a bocejar.

- Ah, fiquei aqui por três dias e nada aconteceu... Então não será agora que alguém invadirá o castelo, vou dormir. — Disse ele.

Sabino aproveitou a saída do homem para tomar sua forma.

- Ué, você não ia dormir? — Disse um arqueiro.
- Decidi retornar, nunca é tarde para alguém entrar aqui. — Disse Sabino, disfarçado..

Sabino sorrateiramente retira seu livro sem ninguém notar e enfeitiça os dois espadachins.
Os espadachins enfeitiçados começam a atacar os arqueiros.

- Ficaram malucos? O que beberam para ficarem acordados? — Disseram os arqueiros, confusos.

Os espadachins atacam sem parar os três arqueiros, Sabino aproveita a brecha e joga os cinco para fora do castelo, levitando-os.

- Não sobreviverão a queda. — Disse ele.
- Pare! — Disse o feiticeiro sobrevivente.
- Me esqueci de você. — Disse Sabino, preparando algo terrível para o mesmo.

O feiticeiro lança feitiços contra Sabino, feitiços muito fracos.

- Já acabou? — Disse Sabino, rindo.
- Hã? O qu-? — Disse o feiticeiro, sendo morto por Sabino.

Sabino atira uma de suas lâminas na perna direita do homem, que cai com uma cortante dor e em seguida, é jogado para fora do castelo.

- Coitado.

Uma grande porta de madeira era a única proteção da família real contra Sabino, utilizando um feitiço a porta súbitamente se reduz a cinzas.

Sabino lança feitiços poderosos antes de entrar na sala, matando três vigias que estavam na frente dos tronos.
Entrando, Sabino vê o rei e seu braço direito indefesos.

- Olá, majestade. — Disse ele.

Os dois homens estavam em pânico, pálidos com uma expressão de horror no rosto olhando os três corpos que acabaram de cair, sem vida.

O rei possuia uma barba negra longa que ia de seu rosto até a cintura, trajava um grande sobretudo vermelho e preto, botas de couro maçiço, um cinto prateado e uma grande coroa dourada reluzente que obstruia a visão de Sabino.

Seu braço direito era um homem calvo, magro com vestes brancas e possuia uma grande faixa vermelha no pescoço.

Sabino retira o pote mágico e guarda novamente os cadáveres, Sabino reverencia irônicamente os homens.

- Quem é você?! — Perguntou o rei, aterrorizado e com os olhos mortos.
- Majestade, é uma honra dialogar com o senhor, você parece ser um homem muito sábio. — Disse Sabino com um sorriso no rosto.
- O quê quer?! — Disse seu braço direito, suando frio.

Sabino não respondeu.

Virou-se e começou a tirar seu livro de sua bolsa, o homem aproveita a oportunidade e empurra Sabino, que derruba o livro.

- Você não é muito esperto! — Disse o braço direito do rei.
- Ora, tentei ser educado mas pelo visto terei que ser ignorante... — Disse Sabino, levantando-se.

O homem retira um sabre de sua bainha e parte para cima de Sabino.

- Morra, desgraçado! — Grita.

Sabino desvia dos ataques do homem fácilmente, o braço direito do rei era fraco e não aguentava o peso do sabre.

Sabino estava brincando com ele, jogando leves feitiços que o fazia cair.

O rei aproveitou a distração e engatinhou até a porta destruída gritando por ajuda.

- Ah, pensa que não esqueci de você? — Disse Sabino levitando o rei.
- Revide seu covarde! — Grita o braço direito.
- Desculpe amigo, não tenho mais tempo para brincar.

Sabino aponta o dedo indicador para o homem e mágicamente o joga longe, faz o sabre levitar e fácilmente o mata, fazendo-o voar no coração.

O homem sofria uma terrível e agonizante dor no peito, ele segurava tão forte a espada cravada em seu coração que suas mãos começaram a sangrar.

O rei horrorizado assistia a terrível cena em sua frente e gritava incessantemente :

- Não! Pare, POR FAVOR! — Não o mate! Ábilo! — Gritava o rei, com brilhantes lágrimas em seu rosto.
- Ah, então o nome dele é Ábilo? Desculpe-me Ábilo mas são necessários sacrifícios para que outras pessoas sejam recompensadas.

Ábilo agonizava no chão, era uma dor inacabável e insuportável.

Sabino assistia tudo sem um pingo de piedade com seu sarcástico sorriso no rosto, Ábilo com todas as suas forças restantes sussurra :

- V-você sente prazer na dor? Por quê v-você não me matou logo para me poupar? Essa dor é insupor...

O olhar de Ábilo se cansou, suas mãos que ainda lutavam fracassadamente, pararam súbitamente.

Ábilo estava morto.

O rei não conseguia falar uma sequer palavra, estava completamente chocado.
Sabino mais uma vez colocou os quatro cadáveres no pote para levá-los até Duel.

- Você vem comigo, majestade. — Disse ele.

- Você... não sente culpa pelo que fez? Tanto sangue inocente derramado... O QUÊ VOCÊ É? — Gritou o rei em prantos.

Sabino permaneceu-se calado, o rei o questionava.

- O QUÊ VOCÊ É?
- Acredite, eu não sou o pior. — Disse ele.
- O que você quer dizer com isso? — Pergunta o rei.

Sabino dá um forte soco no pescoço do rei que desmaiou imediatamente.
O mesmo retornou até onde os outros estavam, usando um feitiço de transporte.

- Olhem! Ele trouxe o velhote! — Grita Mephisto.
- Calado! Como foi? — Pergunta Isaac.
- Foi fácil demais, não haviam muitas defesas no local. — Diz Sabino.
- A Grand Chase não está aqui por perto, deve ter sido isso! — Diz Téia.
- Jura, sua pirralha? — Diz Mephisto.

Duel e Cazeaje aproximam-se.

- Ótimo, você terá sua recompensa em breve, Sabino. — Disse Cazeaje.
- Minha recompensa é servir vocês...
- Todos me acompanhem, interrogaremos o rei. — Disse Duel.

Duel acorrenta o rei em uma cadeira e começa o interrogatório.

- Majestade, onde está a Grand Chase?
- Eles... — Sussura o rei, lembrando-se da morte de Ábilo.
- Desembucha, velhote! — Gritou Téia, irritada.

Cazeaje puxa os cabelos do rei e o força a falar, a coroa do rei estava no chão, quebrada.

- Fale logo. — Disse Cazeaje.
- Eles... não estão aqui! — Disse ele.
- Se eles não estão aqui, por quê o filho dele estava aqui conosco? — Questionou Narciso.
- Meu filho Dio não foi com eles na missão. — Disse Duel.
- Que missão? — Pergunta Téia.
- Não sei, mas voltando ao assunto... .
- Você sabe se mais alguém da Grand Chase ficou? — Pergunta Sabino.
- A general... — Sussurra o rei.
- Hmm, Lótus. — Disse Duel.
- A general está aqui? Vamos matá-la! — Diz Mephisto.
- O Faremos, preciso que alguém se encarregue disso.
- Eu vou! — Disse Téia.
- Não vai não, você é pequena demais para se encarregar de assassinatos. — Diz Sabino.
- Maldito!
- Eu irei. — Diz Isaac.
- Tem certeza? Ela é habilidosa. — Cazeaje.
- Verei. — Isaac.
- Certo, você terá que encontrá-la e matá-la o quanto antes. — Duel.
- Eu irei ao anoitecer, hoje.
- Certo. — Duel e Cazeaje.
- O que faremos com o rei? — Mephisto.
- Vamos deixar ele aí, caso precisemos de informações adicionais.
- Certo...
- Não... NÃO! Não derramem mais sangue inocente, por favor! — Gritou o rei.