O Traidor

6 - Insegurança


A emoção demonstrada pelo rapaz era impossível de ser descrita, seus olhos derramavam lágrimas de tristeza, lágrimas que caiam sobre o pálido rosto da falecida comandante e seu rosto esboçava um odioso e cínico sorriso.
Dio colocou sua mão sobre a testa de Lótus, ele a observava tristemente e em um triste ato, ele fecha os avermelhados olhos da comandante, que ainda estavam abertos.

- Agora você pode descansar... — Disse o rapaz, com lágrimas nos olhos.

O coração de Dio batia frenéticamente, a aflição de ver a companheira morta era algo impiedoso e ao mesmo tempo, a sensação de vitória queimava fortemente.

No castelo...

Téia cochilava em seu desconfortável trono enquanto seu irmão lia o misterioso livro que a mesma encontrou, os dois ainda disfarçados.
Sabino estava focado no livro, ele sabia que não era um livro comum.
As crônicas de Nemat era um livro obscuro, Sabino nunca tinha ouvido falar no mesmo, a capa do livro estava totalmente desgastada, o couro estava rasgado e empoeirado, as páginas do livro estavam manchadas e sujas e no centro da capa, quase que imperceptível, um estranho símbolo.
Sabino forçava a vista para tentar enxergar o símbolo.
Estava muito tarde, a visão de Sabino era quebrada pelo cansaço.
O mesmo examinou mais uma vez, sem sucesso e o guardou.
Na porta, inúmeros guardas como na primeira vez que Sabino entrou.

Ainda chovia, a lua iluminava a copa das árvores na floresta, o corpo petrificado de Mephisto havia sido desintegrado pela chuva.

...

Pássaros anunciavam a chegada do dia, estava amanhecendo.
Vendedores saíam de dentro de seus estabelecimentos e começavam a tirar a água da chuva das calçadas, as plantas molhadas davam um clima de mistério no reino.
O raiar do sol animava as pessoas a saírem do conforto de suas casas após a chuva.

O raiar do sol trouxe ânimo as pessoas que, enfrentaram as chuvas durante dias. Vendedores e ferreiros voltaram às suas rotinas de sempre enquanto crianças brincavam nas ruas.
Poças d'água eram abundantes nas ruas do reino, o mesmo ainda possuia um clima melancólico mesmo com a luz do sol.

No quartel, Dio tentava entender o porquê de tudo aquilo, mesmo não tendo muita afinidade por seus companheiros, ele sofria com a perda da comandante.
Seus olhos púrpura estampavam em seu rosto a mais profunda tristeza que o rapaz já sentira em sua vida.
Seu peito ardia muito, ele conseguia ouvir as frenéticas batidas de seu coração que mais pareciam tiros.

Na fronteira do reino, guardas reais cuidavam e revistavam minuciosamente cada um que resolvesse entrar no reino.
Ao longe, um grupo de jovens caminhavam rápidamente até a entrada do reino.
No meio deles, uma jovem de cabelos loiros e orelhas élficas ajudava seu companheiro a andar, apoiando-o.
Os cabelos da jovem eram bagunçados lentamente pela calma brisa, a jovem usava uma Gardênia nos mesmos.
O rapaz que ela apoiava também possuia orelhas élficas, possuia cabelos alaranjados e estava com a perna direita enfaixada.
Ao lado deles, uma garota de cabelos rosados cantarolava uma canção, possuia olhos marrons e levava consigo uma bolsa.
Um rapaz de cabelos cinzentos caminhava solitário, atrás.
Vinham conversando, na frente, uma garota de cabelos avermelhados que falava alto, um rapaz com trajes nobres de cabelos azuis e uma garota de cabelos roxos.
E por último, também conversando, dois rapazes e uma garota.
O primeiro possuia cabelos negros e olhos acinzentados aparentava ser calmo, o segundo possuia cabelos vermelho sangue e aparentava ter uma personalidade explosiva, a garota possuia cabelos azuis claros que balançavam ao vento, possuia óculos e aparentava ter uma personalidade introvertida, levava consigo um livro.

O grupo de jovens caminhava lenta e graciosamente pelo colossal pasto, um pasto cujos olhos se perdiam na imensidão.
Pareciam não se importar com a imensa distância até a entrada do reino, conversavam relaxadamente.
Os cabelos esvoaçavam ao vento, uma confortável sensação.
A garota de cabelos rosados distraia-se com as flores espalhadas pelo campo, observando-as carinhosamente.
Ryan e Lire demonstravam um certo afeto, sorriam um para o outro, sem que os outros percebessem.
O rapaz havia quebrado a perna na recente missão, Lire o ajudava cuidadosamente.

- Cuidado Ryan, buracos. — Disse a jovem, segurando o braço de Ryan firmemente.
- Quase não os vejo... Obrigado Lire! — Disse o rapaz, com um tom amoroso.

Ao ouvir o agradecimento do rapaz, as bochechas de Lire ficaram vermelhas e ambos trocaram olhares.
Amy, ao perceber que Lire estava envergonhada, cochichou com Jin.

- Percebi um clima. — Disse a garota, em um tom quase que imperceptível.
- Também percebi. — Disse Jin, fitando-os.

Ao chegarem perto do portão do reino, os guardas sopraram cornetas e reverenciaram o grupo de heróis.
Os mesmos ergueram suas espadas para que os jovens passassem.
Amy, que estava exausta, passou correndo e os guardas mal conseguiram cumprimentá-la.

- Senhorita Amy... — Disse um guarda.
- Amo todos vocês! — Gritou a garota, adentrando-se no reino.

Ao entrar no reino, as pessoas começaram a cumprimentar a garota.

- Senhorita Amy, que ótimo vê-la aqui! — Disse uma senhora.
- Dona Amy, que surpresa agradável! — Disse um ferreiro.
- Senholita Amy! — Disse uma garotinha.

E muitos outros cumprimentos.

- É ótimo ver vocês! — Disse Amy, brincando com a garotinha.

Os outros membros da caçada chegam.

- Senhor Ryan, o quê houve? — Perguntou um dos guardas.
- Não consigo explicar em detalhes... — Disse Ryan, sorrindo.
- Senhor Ronan! — Várias pessoas.
- Olá a todos! — Disseram os membros da GC.

E assim, uma onda de cumprimentos quase que interminável.
Pessoas paravam para abraçar os lendários heróis.

- Senhor Sieg, senhorita Mari, senhorita Elesis! — Disse um jovem.
- É muito bom estar de volta. — Disse Ronan, mexendo no cabelo de uma garotinha.

Sieghart, distraído e relaxado, distraiu-se com uma pipa que alguns garotos estavam soltando e quase bateu seu nariz em uma árvore.
Jin conversava com algumas pessoas, Amy dançava com as crianças, Ronan conversava com os guardas, Mari consertava um antigo mecanismo.
Todos estavam felizes com o retorno dos heróis.
Lire e Ryan cumprimentavam as pessoas, sem mais delongas.

- Lire, vamos encontrar um local para fircarmos a sós. — Disse Ryan.
- S-sim... — Disse a jovem, envergonhada.- Pessoal, estamos todos felizes em retornar mas precisamos retornar ao nosso quartel! — Gritou Elesis.
- Tudo bem, senhorita. — Várias pessoas.
- Ah, bem agora? — Disse Ryan, baixo.
- Me sigam. — Disse Elesis aos integrantes da caçada.

No castelo...
- Ora, ora. — Retornaram. — Disse Sabino, observando pela janela.
- Quem? — Disse Téia, desorientada.
- A caçada.
- Já? Avise os outros!
- Não é necessário, senhor Duel já sabe.

No esconderijo...
- Senhorita Cazeaje, olhe. — Disse Duel, apontando para um espelho.

Ao olhar, Cazeaje observou os membros da Grand Chase e, súbitamente, uma raiva dispertou em seu peito, uma cortante vontade de matá-los, um por um.

- Mostre-me o portal para a cidade, matarei um por um! — Disse ela, incontrolável.
- Acalme-se você está fraca, se você aparecer por lá, morrerá.
Espere pelas duas armas. — Disse Duel, acalmando Cazeaje.


Isaac, ao ouvir a filosófica frase de Narciso, virou-se até o pálido e misterioso rapaz que admirava a borboleta.

- Inexplicável? O quê você quer dizer?

Narciso virou seu rosto para o cadavérico homem.

- Quero dizer que, tudo em nossa volta, não possui definição. — Disse. — Tente achar uma definição cabível para tudo isso. — Disse Narciso, deixando a borboleta levantar vôo.

Isaac ficou quieto.

- Percebe? É impossível. — Disse o rapaz, com sua venda cinza em Isaac.

Isaac manteve-se quieto, guardou seu novo sabre em sua cintura e, percebeu o misterioso colar de Narciso.
O brilhante e dourado colar produzia uma cegante luz que ofuscava a visão de Isaac, sua corrente era completamente feita de ouro e o pingente era estranhamente misterioso.
Era uma brilhante esfera com uma ponta branca no interior, a esfera movia-se ridículamente rápido, Isaac não percebia os impossíveis movimentos.
Isaac sentia-se confuso, não entendia o por quê das palavras de Narciso.

Os dois ficaram em silêncio.

Era possível ouvir a barulhenta discussão de Duel e Cazeaje, discutiam óbviamente sobre a aniquilação da Grand Chase.

Isaac mantinha-se atento para tentar ouvir os dois, mas não conseguia.

- A Grand Chase retornou, você não vê? Vamos matá-los!
- Acalme-se! Não temos condições!

Súbitamente, o coração de Isaac parou ao ouvir as palavras " A Grand Chase retornou...", seus braços começaram a tremer, e o mesmo abriu um raivoso sorriso no rosto.

- Retornou, não é? — Disse ele.
- Algo me diz que você conhece essa tal de Grand Chase. — Palpitou Narciso.

Isaac ficou quieto e, minutos depois ele respondeu.

- Não conheço, mas, tenho assuntos para resolver com ele... — Respondeu Isaac, friamente.
- E quem seria "ele"?
- ... — Isaac não respondeu.

Na Grand Chase...

O
s integrantes caminhavam lentamente pelas ruas de Serdin, os cidadãos estavam muito felizes com o retorno, Lire ajudava Ryan que estava com a perna quebrada e...

Arme percebe que inúmeros corvos os seguiam.

- Parem. — Disse Arme, parando imediatamente.
- O quê foi? — Perguntou Elesis.
- Olhem nos telhados.

Ao olharem nos telhados, os pássaros começaram a encará-los, assustadoramente.

- Tenho um mau pressentimento... — Disse Mari, aterrorizada.
- Não gosto de ser observada! — Disse Amy, com medo.

No castelo...

Eram pássaros de Sabino, que foram enviados para espioná-los.

- Parece que agora eles estão indo até o quartel.
- Vão ver?
- Sim, irão.

Grand Chase...

O ar estava fantasmagórico, folhas caíam das árvores lentamente e o céu, estava cinza.
Os corvos contorciam-se para observar os jovens.

- Não gosto desses pássaros. — Disse Lire, ainda apoiando Ryan.
- O quê eles querem? — Perguntou Jin.
- Medrosos. — Disse Sieg.
- Calem a boca, vamos logo! — Gritou Elesis.

Agora eles estavam correndo em um ritmo frenético, os pássaros voavam rápidamente para acompanhá-los.
O grunhir dos corvos era amedrontador e aterrorizante.
Os jovens sentiam-se mal por estarem ali.

As pessoas que estavam naquela parte do reino, cumprimentavam os jovens que corriam frenéticamente e eram perseguidos pelos pássaros.

- Olá, como é bom ver vocês! — Disse uma senhora que varria o chão.

Os jovens não responderam, continuaram correndo frenéticamente.

- Então tá... — Disse a decepcionada senhora.

Já estavam ofegantes quando os corvos, súbitamente param.

- Pararam?! — Pergunta Lass.
- Continuem! — Disse Elesis, ofegante.

O barulho de seus passos ecoavam pelas ruas.
Mari, por um momento parou para observar os corvos.
Ao olhar para trás, uma terrível imagem.
Incontáveis corvos colocaram seus olhos na menina.

- Mari, VENHA! — Gritou Elesis.

Mari continuou a correr.

- Vocês não acharam estranho? Milhões de corvos começaram a nos seguir, INEXPLICÁVELMENTE? — Perguntou Mari, confusa e irritada.
- Calada, só corra! — Disse Elesis.
- Tenho um terrível pressentimento... — Murmurou Arme.


Os passos pararam, eles chegaram no quartel.
Os membros olharam para trás e nenhum sinal dos pássaros.
Jin e Amy estavam ofegantes e ansiosos.

- Abra logo essa p-porta! — Disse Amy, exausta por correr tanto.

Elesis então, tirou a chave de sua bolsa e,
Abriu a porta.

Raiva, melancolia, incompreensão, tristeza, talvez essas fossem as melhores palavras para descrever a emoção dos integrantes após verem...

Lótus estava deitada na mesa, morta.
No momento em que Arme viu sua comandante morta, começou a se sentir péssima.
Começou a suar frio e sua pele empalideceu.

Elesis caiu de joelhos e, o brilho de seus olhos desapareceram por completo.

Mari, parecia já pressentir o pior, ficou em pé, sem as mínimas palavras.

Amy começou a chorar, tristemente.

- Por quê? O quê houve? DIO! — Gritou Elesis, chorando.

As lágrimas de Elesis lavavam o chão do quartel enquanto seus cabelos ocultavam seus olhos.

Ronan não entendia nada, aquela cena era incompreensível para todos, chegar e de repente ver sua comandante e amiga morta em sua frente.

Ronan estava do lado de Elesis, abraçando-a.

- Acalme-se Elesis, por favor!
- DIO! APAREÇA! — Elesis gritava insanamente.

Lass tentava entender, sem sucesso.

- Isso está acontecendo? POR QUÊ ISSO ACONTECEU? — Gritou Ryan.

Elesis já demonstrava sinais de sua depressão, estava pálida, sua pele estava totalmente pálida e seu rosto estava molhado com suas lágrimas.

E, na janela, um corvo os observava.

- Maldito! — Gritou Lass.

Rápidamente, Lass tirou uma adaga de seu cinturão e atirou na janela, quebrando-a e cravando no peito do misterioso pássaro, matando-o.

- Por quê? POR QUÊ? — Gritava Jin, confuso.

As mãos de Elesis seguravam a chave firmemente, fazendo com que suas mãos sangrassem levemente.
Era possível ouvir a ave agonizar, barulhentamente.

Do outro lado da sala, onde os outros não podiam ver, Dio começa a lamentar.

- Por quê? — Perguntou Dio.

Ao ouvir a voz falsa e rouca de Dio, Elesis correu até o rapaz e o jogou na parede.

- Maldito! O quê fez com ela? — Perguntou Elesis, enforcando-o.
- E-ela morreu sozinha... — Disse Dio, arquitetando suas mentiras.
- É MENTIRA! MENTIRA! — Gritou Elesis ferozmente.

Elesis estava pronta para matá-lo, Dio usava todas as suas forças para conseguir controlar seu alterego, ele poderia matá-la fácilmente, ela já tirava sua espada de seu cinto quando...

- Pare, Elesis! — Gritou Ronan, desesperado.

Nesse instante, Lass e Jin correram até Elesis e a seguraram.

- Me soltem, desgraçados! Ele assassinou nossa comandante! — Exclamava Elesis, com lágrimas caindo de seus olhos.

A jovem se contorcia para se soltar, dava fortes cutuveladas no peito de Jin.

- Acalme-se, merda! — Gritou Jin.
- Elesis, tente se acalmar! — Gritou Ronan, severamente.
- Controle-se, Elesis! — Gritava Lire, desesperada.
- Vocês são todos um bando de desgraçados! — A jovem gritava incessantemente.

Dio estava caído, segurando seu pescoço cujo Elesis quase havia destruído, apoiava-se na parede.

- Segurem ela! — Vociferou Mari, aparecendo repentinamente.

Mari chegou correndo, quase caíndo.

- Ah, ah... Eu analisei rápidamente o corpo e... e não vi nenhum sinal feito por armas... — Disse Mari, cansada.

Elesis ainda estava desesperada, lágrimas caiam de seu rosto como se fossem chuva.
Sua respiração estava ofegante e seu coração batia frenéticamente.

- E DAÍ? Ele pode ter usado magia! — Gritou Elesis.
- Arme, verifique! — Gritou Jin.

Arme estava caída do outro lado, completamente horrorizada.

- ARME! — Gritou Jin.

Ao ouvir o altíssimo grito de Jin, a garota rápidamente se recuperou e conseguiu se levantar.

- Arme, verifique o corpo dela e veja se há sinal de magia! — Gritou Ronan.

Mas Arme ainda estava perplexa, o corpo de Lótus jazia bem na sua frente.

- ARME, VÁ LOGO! — Gritava Ronan, irritado.
- Ronan, verifique você mesmo! — Disse Ryan, caído.

Ronan saiu ligeiramente correndo, saltou sobre o sofá e ajoelhou-se ao lado do corpo da comandante.
O rapaz estendeu o braço sobre o corpo da comandante e os outros observavam a brilhante önyx que brilhava em sua mão esquerda, a önyx responsável pelo controle da espada Tyrfing.
A brilhante esfera emanava um brilho escarlate, verificava todo o corpo de Lótus.

Os outros assistiam vidrados, estavam todos angustiados.
Amy limpava suas lágrimas e tentava não gritar, Lire tentava animá-la, fracassadamente.
Sieg estava bem ao lado de Ronan, seus olhos cinzas estavam completamente imóveis, não apresentavam vida.

- E então? — Perguntou Lass, aflito.

Ronan ficou em silêncio, um silêncio que aparentava ser eterno.
Lágrimas começavam a cair de seus olhos azuis, o rapaz levantou-se e...

- Não há sinal de magia... — Disse ele, totalmente perplexo.

Um silêncio mortal tomou conta, só era possível ouvir os tristes e curtos soluços de Elesis.
Arme não levantou, não tinha forças suficientes, estava caída olhando para o grande lustre prateado no teto.
O silêncio fora cortado por severas e baixas palavras de Dio.

- Ela faleceu repentinamente... Como se desistisse completamente da vida... — Vociferou Dio, olhando Elesis nos olhos.

Novamente silêncio.

Elesis cai aos prantos, Ronan foi até ela e a abraçou.

- A-acalme-se, por favor... — Disse Ronan.
- N-não consigo... — Cochichou Elesis.

A tristeza comandava, um silêncio cortante novamente apoderou-se do local.

- Como isso foi acontecer? — Lamentou Amy.
- Ela... ela estava incrívelmente bem quando partimos... — Disse Ryan, segurando levemente sua perna quebrada.
- Ela... não entendo... — Disse Arme, distraída e confusa.
- Parem de chorar! Seu lamento não a trará de volta! — Reclamou Sieg.

Elesis enxugou suas lágrimas com a mão e encarou Sieghart.

- Calado... CALADO! - Gritou Elesis.

Elesis tentou se levantar, mas Ronan a impediu.
A mesma começa a chorar novamente.

Sieg estava arrependido.