Notas iniciais
Não deixem de comentar e seguir...

Assim que abri os olhos, uma claridade tomava conta do lugar, até que me liguei que estava no hospital, provavelmente há uns dias.

Os tubos de respiração me incomodavam, e aquele soro na veia, me fazia ter dor de cabeça, e não me lembrava direito do que aconteceu, só tinha pequenos relances.

O Dr. Mendes entrava pela porta do CTI, ele cuidou de mim desde que era pequena. Lou era apaixonada por ele, tudo bem que ele era bonito, loiro, muito branco e era super simpático, mas uma pirralha se apaixonar é demais, eu nunca me apaixonei ainda! Mas o problema era que hoje seu olhar estava triste, uma coisa que eu nunca vi.

Estou com medo.

– Olá Paty. Quanto tempo – ele disse tentando empurrar um sorriso, mas fracassou.

– Dr. Mendes, desculpa a ignorância, mas aonde minha família esta? – perguntei com o coração disparado.

– Paty... – ele disse, mas foi interrompido por uma voz muito familiar.

– Filha? Você esta bem? – vi meu pai passando por Dr. Mendes.

Meus olhos encontraram os dele, estavam vermelhos e cheios de lagrimas.

– Que bom que esta bem meu amor, não sabe como estava preocupado. – ele disse enxugando os olhos.

– Pai, o que houve? Onde a mamãe e a Lou estão? Quero ir embora logo! – disse agoniada.

Vi pela primeira vez em toda minha vida, uma lagrima cair pelo rosto do meu pai, ele segurou minha mão e abaixou a cabeça, eu conseguia ver a dificuldade para ele falar.

Eu acho que já sabia!

– Pai? – eu disse com a voz falhando, precisava de uma confirmação, não podia ser possível.

Meu pai falou tão baixo que por pouco não consigo escutá-lo, e ainda com a cabeça baixa ele conseguiu dizer:

– Eu — eu sinto muito, me desculpe... Não pude fazer nada para evitar, se pudesse voltar no tempo... Eu só... Me desculpe. – ele disse chorando sem conseguir conter muito.

Olhei para o Dr. Mendes afim de uma definição do que acabei de ouvir.

– Paty, você e eu pai... Foram os únicos... A sobreviver ao acidente. – disse Dr. Muniz.

No exato momento levei minha mão à boca não conseguindo controlar as lagrima que caiam dos meus olhos como chuva, junto a um suspiro de tristeza que não pude conter. E por uma fração de momentos me lembrei de quase tudo, da alegria da viagem, ao susto da estrada a tragédia de ver o carro virando ladeira abaixo.

– Tudo vai passar filha, eu prometo! – meu pai disse afirmando com a cabeça e secando as lagrimas e segurando minha mão. – Tudo vai passar. – ele disse.