O Sétimo filho e o Lobo
2 O Nascimento
Notas iniciais
Os dias passam como um desabrochar de uma flor totalmente despercebida. Arthur, meu querido filho nascera e agora tinha três meses, nunca me senti tão feliz na vida, os ressentimentos de uma vida desejada que eu não mas teria sumira de mim e fora preenchida pelo brilho do meu filho, no dia do seu nascimento todos os meus familiares estava no lado de fora, no quarto estava minha mãe, Nicolau e o pai de Nicolau, eu percebia os olhares que os dois trocava, mas eu não imagina o que poderia ser, durante o período da minha gravidez, Nicolau não deixava que Emilio se aproximasse de mim, e eu sempre os encontrava pelos cantos da fazenda brigando, mas logo que eu chegava a conversa acaba, e os dois continuava um conversa que eu sabia que não era a que eles estavam conversando antes, como os dois sempre discutiam questões de terras e safras que haviam sido perdida, imaginei que a conversa seria a respeito disso. Meu filho nasceu numa manhã que chovia muito, eu nunca tinha visto Nicolau tão feliz. Margarete a parteira, era tia de Isabel, Isabel encontrava-se do meu lado, pois minha mãe não aguentava ver sangue, quando eu nasci ela desmaiou antes mesmo que eu saísse de dentro dela, só acordou quando eu já havia tomado banho, perdendo assim toda a essência que era um nascimento de um bebê, a primeira conexão externa que iria se forma entre bebê e sua mãe. Comigo foi tudo diferente apesar das dores, eu queria passar por todo aquele momento, pois eu sabia que valeria a pena colocar num mundo um filho que antes de nascer eu já amava muito. Quando Margarete pegou meu bebê no colo, eu senti um medo em seu olhar, um medo que eu nunca havia presenciando em alguém, logo pensei que meu bebê tinha alguma deformidade, mas quando ele me entregou o pequeno Arthur, não havia nada de diferente nele, observei que Margarete cochichava algo com Isabel, mas eu só consegui escutar, que era pra ela ter cuidado, mas porque ela teria que ter cuidado? Margarete não quis ficar para o festejo, saiu num temporal, mesmo minha mãe aconselhando que ela ficasse instalada na fazenda até que amanhecesse e o temporal passasse, mas mesmo assim, Margarete não quis fica, e foi emborra sem nada falar comigo.
Por semanas percebi o quanto Isabel estava diferente, mas depois essa sensação começou a passar despercebida, pois eu custava a acreditar que eu um dia Isabel pudesse se sentir diferente com relação a nossa amizade. Isabel havia se tornado uma grande amiga de Nicolau, ele sempre a tratou igual, sem haver distinção alguma, fazia maior questão que ela sempre se sentasse a mesa junto com a gente e dormisse em um quarto próximo ao nosso, e não em quartinho dos fundos ou em uma casa a parte, no início minha mãe não gostou nada da história.
– Você não acha estranho que a criada, se sente a mesa e durma próximo ao seu quarto?
– Primeiro, Isabel não é minha empregada e sim minha melhor amiga, meu marido está de acordo com que Isabel deixa ou não de fazer dentro dessa casa, o tempo da escravidão terminou, mas infelizmente algumas pessoas não se esquecera de seu termino.
– Depois não diga, que eu não a avisei
Nenhuma das intrigas e ideias que minha mãe tentara pôr na minha cabeça fizera efeito, pois eu confiava em Nicolau e Isabel, e se um dia os dois nutrisse algum sentimento, eu não os condenaria, pois até hoje meu coração ainda arde quando penso em Sebastian, fiquei sabendo antes que Arthur nascesse, que meu tio Albuquerque havia o obrigado a se alistar as tropas do exército Brasileiro para servir na Guerra. Não sei se um dia poderei vê-lo, sabe Deus se ele voltara vivo da Guerra, tenho certeza que se minha tia Vitória estivesse viva, nada disso haveria acontecido, pois eu nunca vi uma mãe amar tanto seu filho como ela, agora entendo todo o sentimento que tenho pelo Arthur e como eu daria minha vida por ele.
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