O Sultão

29 Lama no Passado


Notas iniciais
Oi flores e queridos. Sei que estão ansiosos (as) para ver o que a Bella e Jasper vão fazer com as "ratazanas", mas estou contando a história com calma para depois não me arrepender do que escrevi e a escolha de Bella é baseada no que ela sabe dos dois países na economia e politica. Obrigada pelos comentários de vocês.

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Capítulo 28

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Bella

Me preocupei com Jasper.

Ele ouviu todo o meu plano para me livrar das “ratazanas” que me incomodam, mas estava mais vermelho a cada palavra e pela raiva a veia principal do seu pescoço saltava no corpo.

Tive medo dele.

─ Vou organizar tudo, mas não desejo ser elas ou você quando meu irmão descobrir tudo. Ele odeia ser o último a saber.

Mordi meu lábio inferior e no nosso quarto encontrei Edward sentado na cama com a cabeça baixa e os pés apoiados no chão.

Aspirei e subindo nela o abracei por trás.

─ Desculpe. ─ murmurei encostando minha cabeça no seu ombro. ─ Não vou mais te deixar sozinho.

Ele aspirou forte.

─ Não deixou. Você é minha Sultana, mas Rajar é seu país e tem o direito de não me ajudar a escolher a que lado Suma vai apoiar.

─ Apoie a Basnia. ─ falei baixo.

Meu marido paralisou.

Beijei seu ombro e ele se moveu suave.

─ Minha flor se eu apoiar a Basnia...

─ Meu país vai perder a disputa. Eu sei meu coração. ─ comecei a massagear os músculos do seu pescoço. Muito tensos. ─ Mas você também não está errado: a Basnia sempre foi mais pobre que Rajar.

Meu marido se moveu sentado para me olhar.

─ Você não pode estar contra o seu país.

─ Não vou estar e não gosto do conservadorismo da família real basniense, mas politicamente eles também são honestos e sou economista. Conheço os pontos fortes e as fraquezas financeiras dos dois países para saber que os royalties de gás natural não são o único caminho para levantar Rajar da guerra e você estudou relações internacionais para não duvidar que se apoiar Rajar vão te acusar de antiética por mim.

─ Seu pai...

─ Vai saber que a escolha foi minha e no começo ele vai me chamar de louca irresponsável, mas depois vai compreender meus motivos e vou fazer um novo plano financeiro para ajudar o meu povo sem prejudicar ninguém. ─ respondi.

Ele colocou suas mãos no meu rosto.

─ Minha flor, eu tenho obrigação de honrar a memória de Jamilah, mas é com você que estou casado e você não tem que fazer nada por mim.

Levantei da cama sentando nas suas pernas.

─ Não é por você. É para ser justa, pela minha... consciência e você só tem que fazer o que estiver no seu coração sem estar sofrendo por culpa.

Edward me beijou.

─ Te amo.

─ Você me ensinou a amar. ─ respondi com meu rosto perto do seu.

Ele colocou meu cabelo para trás e continuou me beijando.

Meus braços estavam no seu pescoço e devagar abriu o laço frontal da minha blusa.

Cheirei seu pescoço e abri o botão da sua thobe.

Edward mordeu a ponta inferior da minha orelha e levantei os braços quando ele segurou a barra da minha blusa para tirá-la.

Ele me beijou de novo deitando meu corpo na cama com sua mão acarinhando meu abdome.

Acarinhei sua nuca e minha língua se movia suave na boca.

Abriu minha calça e levantei meu corpo para que a tirasse também.

Edward colocou seu nariz na curva dos meus seios e seus lábios os beijaram.

Coloquei minhas mãos no interior da sua thobe acarinhando suas costas e abdome e ele sentou a tirando.

A thobe escorregou para o chão e Edward abriu a parte superior do meu lingerie. A tirou abrindo sua boca no bico dos meus seios e os chupou.

Segurei os músculos dos seus braços os apertando nos lugares certos e aspirei com a boca aberta sentindo tesão por sua boca no meu corpo. Suas mãos na lateral dele me acarinhando com amor.

Curvei uma perna para cima com a outra esticada na cama e sua mão escorregou pela que estava curvada.

Ele lambeu o bico dos meus seios e acarinhei os seus ombros com a ponta das minhas unhas.

Edward colocou suas pernas nas laterais do meu corpo, mas não deixou todo o peso dele em cima do meu beijando meu ombro.

Coloquei minhas mãos na barra da sua calça. Parei por uns segundos, mas as coloquei no interior da sua calça e apertei sua bunda às vezes quando a acarinhei.

─ Minha Isabella...

─ Amor meu... ─ aspirei.

Ele beijou meus lábios e suas mãos apalparam meus seios.

Meu corpo queimou de tesão e minhas mãos escorregaram para suas coxas. As suas acarinharam meus ombros e olhando nos seus olhos vacilei no meu desejo de acarinhá-lo mais intimamente.

Meu marido acarinhou meu rosto.

─ Sou seu, minha flor.

Mordi meus lábios e o acariciei, mas por cima da cueca sendo muito tímida ainda para ser mais ousada.

─ Amor. ─ o ouvi e ele beijou meu pescoço.

Eu estava nervosa. Sempre conheci a teoria, mas sei pouco da prática do sexo.

Mordi meus lábios de novo me lembrando de uma despedida de solteiro americana improvisada que Alice e Rosalie fizeram para mim me ensinando a como “deixar” Edward “feliz” na nossa intimidade.

Ele gemeu quando circulei suas bolas e a glande do seu pênis com meus dedos.

Não é muito do que elas me ensinaram, mas acho que é um começo para uma pessoa inexperiente como eu.

Edward gemeu mais e chupou meu pescoço de leve.

Aspirei com meu corpo se arrepiando e com a mão que não estava no seu pênis acarinhei a base das suas costas e mordi seu queixo.

Ele moveu seu pênis contra minha coxa e o senti crescendo no interior da cueca.

Gemi.

─ Que mãozinhas suaves minha flor tem. ─ meu marido disse no meu ouvido invertendo nossas posições.

Ele moveu minha calcinha para o lado e tocou suave minha feminidade com toda sua mão.

Adorei sentir o calor da sua mão nela. Edward continuou movimentos suaves de vai e vem com sua mão e avaliava minha reação com seu olhar intenso.

Gostei.

Ele acarinhou os grandes e pequenos lábios da minha feminidade com seus polegares e quando chegou ao clitóris começou o massageando de leve com seu dedo indicador e o polegar lambendo seus lábios quando olhou nos meus olhos novamente.

Gemi.

Continuou devagar e pressionou de leve em cima do meu clitóris até o sentir entre seu polegar e o osso púbico para fazer movimentos laterais nele.

Ah.

Meu clitóris escorregava de um lado para o outro debaixo dos seus dedos e todo meu corpo queimou mais com tesão.

Ah.

A outra mão dele acarinhava também com calma meu corpo por lugares diferentes.

Me curvei para frente beijando seu peito e reajustando minha postura para cima acarinhei seu pescoço, rosto, atrás das orelhas, peito de novo e ombros.

Me curvei novamente para frente beijando seu queixo e escorreguei minhas mãos pelos seus braços pela segunda vez.

Edward inverteu nossas posições novamente beijando minha feminidade e ela estava se contraindo, queimando toda pelo seu toque.

Achei que ele ia me penetrar quando tirou toda sua roupa e colocou um preservativo, mas passou a mão na minha feminidade e me colocou de quatro na cama.

Suas mãos estavam firmes nas minhas costas quando parou atrás de mim e senti seu pênis duro na minha entrada.

─ Perfeita. ─ beijou minha coluna.

Virei minha cabeça e meu cabelo caiu para a lateral do meu corpo.

Me arrepiei com seus beijos.

Meu marido penetrou minha feminidade e o senti chegar fundo no meu interior.

Nos movemos juntos.

─ Edward. ─ resfoleguei seu nome.

─ Rebola amor.

Virei minha cabeça novamente e meu cabelo cobriu minhas costas, mas ele o segurou deixando meu pescoço livre para beijar, enquanto continuava me penetrando.

Abraçou minha cintura e acarinhou meus seios. Levou uma mão para trás apertando a maça da minha bunda e a escorregou para frente da minha feminidade me acarinhando nela.

─ Vida minha. ─ falou.

Rebolei mais.

Seus lábios se moveram para minha orelha e enquanto seu pênis entrava na minha feminidade por trás seus dedos entraram nela pela frente.

─ Edward! ─ falei alto e, apesar da minha timidez no sexo um lado meu deseja que as pessoas no corredor me ouvissem para que todos saibam, que diferente de Jamilah, adoro estar nos seus braços.

─ Isabella! ─ ele também falou alto.

Levei meu braço para trás acarinhando seu cabelo, mas olhei para frente novamente sentindo Edward me penetrar mais forte, duro e ligeiro.

─ Ah. ─ joguei meu cabelo para frente.

Ele apertou a outra maça da minha bunda.

─ Amor pegue o travesseiro e coloque entre suas pernas. ─ pediu.

Olhei para o travesseiro.

─ Você vai gostar do que vai sentir.

Peguei o travesseiro o colocando como pediu.

Edward reajustou suas duas mãos na minha cintura e aumentou a velocidade da penetração.

─ Oh... ah... ohh... ─ o apertei no meu interior. ─ Ah... ohh... ─ adorei o cetim da capa do travesseiro roçando na minha feminidade ── a textura macia dela me dá mais tesão.

As mãos dele apertaram mais minha cintura.

Minha respiração estava pesada.

Rebolei mais e senti seus dedos acarinhando entre as maças da minha bunda. Edward os esfregou na minha entrada anal acarinhando a base da minha coluna e diminuiu seus movimentos.

Senti seu corpo deitando em cima do meu, me subjugando a sua vontade, chegando mais fundo no meu interior.

Maravilhoso o ter colado a mim.

Ele beijou meu rosto mordendo de leve meu ombro e me penetrou várias vezes me acarinhando pelo corpo, mas colocou sua mão na minha cintura e virou na cama me deixando de costas em cima dele enquanto se movia controlando a profundidade da sua penetração em mim.

Aspirei.

Edward apalpou meus seios e me masturbou com sua outra mão.

Era como estar flutuando pelo prazer que sinto nos seus braços.

Me retorci gozando primeiro.

Ele me penetrou mais vezes para gozar também e o ouvi gemer baixo no meu ouvido, mas gemeu mais alto quando alcançou o ápice.

Sua respiração, pesada também, no meu pescoço quando me soltou.

Meu marido virou de lado me rolando para a cama.

Continuei de lado.

Ele colocou sua mão na lateral do meu corpo e girei na cama para o olhar. Sorri e ele beijou meus lábios.

Coloquei minha mão na sua cintura e no fim do nosso beijo levantou para jogar o preservativo na lixeira do banheiro.

Aspirei.

Se eu não tivesse esquecido de falar com minha ginecologista americana podia sentir Edward mais livre no meu interior, mas quando lembrei do controle de natalidade no meu país não dava para me consultar online com ela e pedir para uma das minhas funcionárias casadas comprar o anticoncepcional receitado, porque apesar de Rajar ser um lugar historicamente mais liberal que Suma com a lei que proíbe sexo antes do casamento se as pessoas descobrissem o nome da verdadeira titular da receita ia ser um escândalo desonroso para minha família e Edward.

Levantei também e nos banhamos juntos.

Ele saiu do boxe primeiro.

Me enrolei na toalha.

─ Tem mais uns minutos? ─ perguntei quando voltamos para o dormitório.

Edward me olhou.

─ Se não tivesse os inventaria. ─ respondeu.

Me coloquei na ponta dos pés beijando seu rosto e segurando sua mão o levei para a cama.

Sentamos nela e olhei para o colchão.

─ Minha flor. ─ ouvi a preocupação na sua voz.

O olhei.

─ Li o diário da Jamilah. ─ falei baixo.

Sua respiração cortou.

Ele esteve em silêncio por vários segundos.

─ Jasper. ─ falou respirando de novo.

─ Ele achou que eu tinha que conhecer o passado pelo seu bem e tem respeitado seu desejo de não saber o que está escrito lá a um custo muito alto. ─ coloquei minha mão em cima da sua.

Olhou nos meus olhos.

─ Também vou respeitar, mas você nunca conheceu a verdadeira Jamilah e tem muita lama escondida no passado. ─ levantei caminhando para a penteadeira.

─ Isabella. ─ parei o olhando por cima do ombro. ─ Quanta lama? ─ perguntou controlado, mas vi o sofrimento nos seus olhos.

─ Buh! ─ simulei o som de uma bomba com a boca e movi a mão como se ela estivesse explodindo.

Edward levantou da cama beijando minha testa e me abraçou.

─ Prometa que meu mundo não vai se destruir com a verdade. ─ pediu com seu queixo encostado na minha cabeça.

Retribui seu abraço.

─ Tudo vai cair, mas vou estar com você para reconstruí-lo. ─ respondi encostando minha cabeça no seu peito.

Edward me levantou do chão com seu abraço. Beijei seu pescoço.

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─ Você está bem?

─ Estou. ─ respondi para Alice.

Ela me acompanhou a inauguração de um hospital especializado em idosos.

─ E por que está mais pálida que o Gasparzinho?

─ Não é nada. Vivi muitos anos nos EUA. A temperatura desértica é muito forte. O calor às vezes baixa minha pressão.

─ Engane outra pessoa, não a sua melhor amiga. O que está acontecendo de verdade?

Aspirei.

─ Não responda. Lady Carmem está caminhando para a gente.

Reajustei minha postura escondendo meus sentimentos.

─ Senhorita Brandon, Alteza. ─ Carmem se curvou para mim.

Movi minha mão para que ela me olhasse.

─ A Sultana Isabella é Majestade. ─ Alice corrigiu.

─ Desculpe. Não foi intencional.

Foi muito intencional, mas movi minha mão, tolerante para manter minha dignidade.

─ E eu sabia que Vossa Majestade era bonita, mas...

─ Não esperava que a beleza dela superasse as expectativas? ─ Alice a interrompeu. ─ Sempre falo que Bella não nasceu, foi desenhada por Deus. ─ sorriu e no brilho do seu olhar vi como Jasper e ela foram feitos um para o outro.

─ Não tinha como ser diferente. O Sultão sempre gostou de mulheres bonitas. A Princesa Jamilah também era...

─ Não ouse. ─ grunhi.

─ Que...

─ Toda pessoa é única. Nunca me compare à falecida Princesa. ─ murmurei seca. ─ Com licença.

Ela me olhou com a boca num Ó.

Caminhei para longe dela sabendo que não posso falar do passado com outras pessoas.

─ Você acabou com ela. ─ minha amiga se animou caminhando comigo.

─ Ainda não, mas vou. ─ respondi olhando para a tela do meu celular.

Carmem é responsável por organizar todos os eventos que envolvem a família real sumanesa e sua filha, Tanya, é a curadora do museu real. Mas, não por muito tempo.

Continuei minha visita à inauguração e de volta ao palácio estive em várias reuniões diferentes para organizar todas as minhas atividades futuras como Sultana.

Aspirei protelando falar com meu pai da escolha que fiz dos royalties de gás natural.

Olhei para a tela do computador.

Desisti. Muito cansada para estar acordada, mas pisquei lutando para não dormir.

A tarde estava no fim.

Perdi a luta e quando abri os olhos de novo Edward estava sentado do meu lado com o diário de Jamilah na mão.

Sentei na nossa cama.

─ Você o leu? ─ perguntei.

Ele me olhou e uma lágrima solitária caiu do seu olhar.

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