Notas iniciais
Oi flores e queridos. Obrigada pelos comentários de vocês. Boa semana.

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Capítulo 29

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Bella

O abracei.

Edward deitou a cabeça nas minhas pernas e continuou chorando. Desabafando.

Odeio Jamilah e me sinto mal por odiar uma morta, mas me sinto pior por ele.

Acarinhei seu cabelo.

─ Você a amou, se entregou de verdade e sua dedicação a ela foi linda, mas Jamilah nunca soube merecer você e não merece suas lágrimas. ─ falei suave.

─ Sou um idiota. ─ sua voz saiu abafada contra minha perna.

─ Não, você é um homem raro e ela não soube valorizar a joia que tinha nas mãos. ─ o contradisse carinhosa, mas forte.

─ Jasper...

─ Sabia que a verdade para você podia ser mais dolorosa que a ignorância e escolheu calar para não ver você sofrer. ─ advoguei pelo meu cunhado.

─ Não o mereço.

─ Não? Você é o Sultão. Até temos um filho seu irmão é o Príncipe Herdeiro e ele está com uma plebeia. Você não é seu pai, mas tem autoridade para comandar a vida dele e outra pessoa no seu lugar ia obrigá-lo a casar com uma Princesa que trouxesse benefícios para o sultanato.

─ Não vou apoiar a Basnia. Anwar é sobrinha do meu ex-sogro e vou exigir no Tribunal Real Superior da Liga Árabe que ela seja punida pela tentativa de assassinato ao meu irmão. Vou quebrar a aliança com a Basnia.

Me preocupei.

Ele sentou na cama.

─ Edward...

─ Suma é um país rico, Isabella. O que temos da Basnia podemos reajustar para temos através de Rajar ou abrir espaço para uma nova aliança com um povo mais rico que os basnieses.

Me preocupei mais. A Basnia é dependente. Todos vão achar que a culpa é minha.

─ Escolha o caminho. Vou estar com você nele. ─ coloquei minha mão em cima da sua.

─ Você leu tudo?

─ Só o mais importante. ─ respondi.

─ Allhamdulillah*! Têm porcarias que você não precisa saber.

Se Edward está dando graças a Deus... Tenho nojo só de pensar no que não li. Pulei toda a descrição da vida que ela teve antes de conhecê-lo e da noite que o traiu.

Sentei em cima das minhas pernas colocando as mãos no rosto dele para olhar nos seus olhos.

─ Não gaste energia pensando no que ela fez. Jamilah é seu passado. Eu sou seu presente. Foque em mim.

Ele colocou suas mãos em cima das minhas.

─ E todos vão saber que espécie de pessoa ela era. Ninguém vai culpar você por nada.

O altruísmo dele não.

─ A sua honra...

─ Jamilah a destruiu, mas vou restaurá-la com a verdade e justiça. Todos vão saber que não posso manter aliança nenhuma com a família de uma egoísta, adultera e assassina. ─ respondeu. ─ Jamilah está morta. Não posso cobrar mais nada dela, mas vou lutar para ver Anwar presa. ─ vi raiva no seu olhar, mas também ouvi fragmentos de choro na sua voz. ─ A morte é pouco, desejo que ela pague dia a dia pelo mal que trouxe com a prima para Suma.

Pela primeira vez vi nele o governante que todos têm medo.

O abracei.

Edward retribuiu meu abraço.

─ Se você tivesse descoberto o adultério antes ia a entregar para a morte?

Ele baixou a cabeça me olhando.

─ Se eu estivesse no lugar dela você me entregava?

Não.

─ Só nunca mais ia querer te ver.

─ Também não amor, também não. ─ respondeu.

─ Nunca abaixe a cabeça. Você é uma grande pessoa e tenho orgulho de ser sua esposa.

─ Obrigado por não força nada. Por me deixar escolher saber ou não a verdade e por não mentir para mim desde o primeiro dia do nosso casamento.

─ Desde...? ─ não compreendi.

─ Jamilah conheceu o sexo antes de estar comigo.

─ Você...

─ Não sabia. ─ aspirou. ─ Existem muitas maneiras de fazer sexo e nem todas rompem o hímen.

Não preciso que meu marido me fale mais. Não sou experiente, mas também não sou ingênua. Tem muitas moças na nossa cultura que namoram escondidas e só praticam sexo oral ou anal com seus namorados para não serem descobertas no dia do casamento com outra pessoa ── Moças que na maioria das vezes não se importam que o sexo seja proibido antes do casamento ou que a prática anal dele seja condenada pela religião. Moças que tem muito a perder ou nada mais para ganhar.

Não sou completamente inocente, no começo da adolescência quando comecei a ter curiosidade pelo sexo masculino aproveitei que estava nos EUA para procurar por informações, que a maioria das moças da minha cultura não tem, mas nunca ultrapassei a linha do proibido ou dos meus valores morais.

─ Lembra quando você me disse que fui muito radical por escolher uma noiva tão diferente dela?

Sorri.

─ Lembro. ─ respondi.

─ Graças a Alá! Prefiro que você seja ousada a uma dissimulada.

Sentei na cama colocando uma mão na sua perna.

─ Mentir não está em mim. Você vai me ver errar e às vezes vai se chatear comigo, mas nunca vai poder me acusar de enganar você. Eu te amo, Edward e protejo as pessoas que amo. Não as uso.

Ele segurou meu queixo.

─ Seu olhar é limpo como dela nunca foi e agradeço por ter você. Não posso mais aguentar mentiras e se um dia condenarem você por suas escolhas vou ser o primeiro a te defender, porque você é honesta e merece ser respeitada.

O beijei.

Edward me abraçou retribuindo meu beijo e o senti procurando em mim uma fuga da sua dor.

Não me importei.

Ele me deitou na cama, mas não fizemos amor, só beijos carinhosos e outros mais profundos.

Senti seu rosto molhado no meu.

Só desejo iluminar seu mundo.

O abracei mais forte cheirando seu pescoço.

Edward também cheirou o meu.

Ele sorriu suave encostando sua cabeça no meu ombro e virei de lado colocando seu peso na cama, mas continuei abraçada a ele.

Meu estômago fez barulho.

─ Hora de alimentar minha monstrinha. ─ virou na cama com o peito para cima.

Sorri.

Levantamos da cama e pela passagem secreta do quarto me levou para a cozinha.

─ O que vai comer? ─ questionou quando chegamos nela.

─ Posso escolher? ─ perguntei sentada numa mesa.

─ Meu pai criou um grande chef. ─ apontou as mãos para o seu corpo com o rosto leve.

─ Modesto também. ─ sorri.

Edward riu.

─ Te amo.

─ Amor meu. ─ respondi.

Sorriu também.

─ E o que vai ser? ─ perguntou beijando minha testa.

─ É muito tarde, vou estar feliz com leite quente e torradas.

─ Leite quente e torradas para a Rainha mais linda do mundo.

─ Eu sou?

─ E eu sou o homem mais sortudo do planeta! ─ respondeu por cima do ombro abrindo o armário.

Ele colocou algumas fatias de pão com manteiga na torradeira e ligou o aparelho de som que estava em cima do outro armário. Edward também abriu a geladeira colocando o leite para esquentar no fogão ligado.

Reconheci o som de Everything tocando no rádio.

─ Michael Bublé?

─ Não gosta?

─ Adoro! ─ respondi.

─ Não sou profissional de baile, mas... ─ me deu sua mão.

─ É o melhor parceiro que eu podia ter. ─ a segurei pulando da mesa.

Bailamos juntos nos divertindo, sorrindo.

Bailar com ele é muito fácil, é como adivinhar seus passos.

─ Se quiser melhorar meu desempenho pode me dar umas aulas de baile, sou bom aluno. ─ piscou.

Girei solta e leve para os seus braços.

Edward sorriu segurando minha mão para continuar bailando comigo.

─ Você é cada frase, cada palavra, você é tudo. ─ cantei um pedacinho do refrão.

Ele sorriu mais e seu olhar brilhou.

Ouvi o barulho da torradeira sinalizando que as torradas estão prontas.

Edward me levou para ele encostando minhas costas no seu peito para beijar meu rosto.

Sorri com os olhos fechados.

Ele se afastou desligando o fogão e a torradeira no balcão da cozinha.

Encostei na mesa.

Edward colocou as torradas num prato e o leite num copo para mim e os deixou na minha frente.

Comi tudo e ele roubou algumas mordidas das minhas torradas.

Encostei meus lábios nos seus e me surpreendi quando ele me carregou nos braços pela passagem secreta voltando para o nosso quarto.

Sorri.

No quarto Edward me colocou no chão beijando meu pescoço por trás.

Coloquei meu pijama no closet, mas no dormitório parei na frente do grande espelho para ajustá-lo melhor no meu corpo.

Meu marido estava só com a calça azul-céu do seu próprio pijama.

Me abraçou por trás beijando meu pescoço de novo.

Me arrepiei.

Suas mãos grandes escorregando pela parte superior do meu corpo.

Beijou meu ombro e uma mão sua escorregou para o interior da minha calcinha.

Ele acarinhou minha feminidade e mordeu de leve a parte inferior da minha orelha.

Sua outra mão também escorregou para o interior da minha calcinha.

Ai, Edward mal começou e eu me sinto doida de tesão.

Curvei minha cabeça para trás mordendo seu queixo.

Ele me beijou escorregando as mãos pelas minhas coxas e as apalpando nos lugares corretos.

Aspirei com seu queixo encostado no meu rosto.

Meu marido tirou minha blusa e apalpou meus seios.

Continuando com as costas no seu peito acarinhei sua nuca, seu pescoço, a lateral do seu rosto.

Abaixou minha calcinha e seus dedos passaram na área entre as maças da minha bunda.

Aspirei de novo e com a outra mão beliscou o interior das minhas coxas.

Beijei seu braço pisando na minha calcinha quando a tirei completamente do meu corpo.

─ Olhe como você é linda. ─ ele beliscou o bico do meu seio entre seu dedo indicador e médio.

Virei à cabeça olhando para o espelho.

Só consegui admirar sua beleza.

Edward lambeu sensual a lateral do meu rosto e reajustou suas mãos na minha cintura.

Meu corpo estava pedindo pelo seu sentindo seu pênis duro contra mim.

Empinei minha bunda para ele.

─ Ah! ─ Edward colocou seu pênis para fora do seu pijama e colocando nele o preservativo que estava no seu bolso o reajustou para penetrar minha feminidade por trás.

─Ah.

De novo, mais e mais.

Rebolei adorando sua pegada forte e gostosa.

Beijou minha coluna colocando sua mão na lateral do espelho.

Segurei forte seu ombro colocando minha outra mão no braço que ele estava segurando o espelho.

─ Ah... ─ Edward me penetrou mais forte e a mão dele que não estava no espelho acarinhou e apalpou meu corpo.

Me curvei para frente segurando no espelho.

Ele segurou na minha nuca.

─ Ah... hum... ─ continuei gemendo sendo penetrada duro.

Edward saiu do meu interior abrindo e acarinhando minha entrada por trás para me penetra de novo.

Pelo o espelho o vi entrando e saindo de mim com seu pênis grande e grosso.

Meu marido segurou meu cabelo com suas mãos nas maças da minha bunda, enquanto continuava me penetrando. Me virou de frente para ele e me carregou com seus braços por debaixo dos meus joelhos.

Abracei o pescoço dele.

Seu pênis penetrou minha feminidade novamente e meu corpo pulava no seu por estar me penetrando mais profundo e ligeiro.

Maravilhoso.

Nossas respirações estavam pesadas.

Edward diminuiu o ritmo parando para beijar meus lábios.

Gememos.

Me colocou no chão e me virou de frente para o espelho novamente.

Segurei nas laterais do espelho.

Ele se ajoelhou beijando as maças da minha bunda uma, duas... cinco vezes com suas mãos as segurando e sua língua brincando na entrada da minha feminidade por trás.

Gostoso.

Edward escorregou as mãos para minhas coxas beijando o começo das minhas costas.

Não tenho como comparar, mas não é difícil compreender que ele sabe o que faz.

Levantou beijando meus lábios e me deitou na cama de frente para o seu peito. Tirou sua calça e levantou minhas duas pernas juntas.

Ele estava de pé perto da cama e se masturbou de leve me penetrando depois.

Entra e sai.

Virei minha cabeça de prazer e tesão.

─ Ah. ─ meus músculos se contraíram e com a mão que não estava segurando minhas pernas às acarinhou.

Mais fundo, médio, novamente fundo.

Meu corpo estava queimando de tesão.

Os dois gemendo, os olhos de Edward em mim e os meus nos dele.

Entra e sai.

Ele me virou de costas pelos calcanhares, colocou meu cabelo para a lateral, beijou minhas costas, meu pescoço, meu ombro, meu pescoço de novo e o centro da minha coluna.

Com seu dedo indicador e médio acarinhou a entrada posterior da minha feminidade e surpreendeu com um tapinha gostoso na maça da minha bunda.

Ah.

Penetrou minha feminidade, fundo e ela queimava de tesão como o bico dos meus seios.

Edward colocou um pouco de pressão no meu cabelo.

Me movi mais ligeiro para frente e para trás e como na manhã anterior ele esfregou meu clitóris e enfiou seus dedos pela frente da minha feminidade.

O apertei no meu interior muitas vezes sentindo meus fluidos corporais escorregarem entre as minhas pernas.

Ele me penetrou mais uma, duas... sete vezes e também gozou.

Minha respiração muito pesada como a sua. Tive um grande orgasmo.

Meu marido saiu do meu interior.

Virei com o abdome para cima e ele beijou meus lábios.

Retribui e continuando deitada na cama fechei os olhos quando Edward entrou no banheiro. Ele voltou para o dormitório sem o preservativo me levantando dela.

Coloquei minhas pernas na sua cintura.

Seu braço estava me segurando na lateral do seu corpo.

Nos banhamos juntos e com roupão dormimos de conchinha na cama, mas acordei sozinha de manhã.

─ Edward. ─ olhei pelo nosso quarto esperando que ele viesse da sala de estar, mas chegou pela passagem secreta com uma badeja cheia de frutas, suco, chá e pães.

─ Bom dia, minha flor. ─ colocou a bandeja em cima da cama e beijou de leve meus lábios.

Sorri.

─ Bom dia, amor meu.

Riu.

─ Quê?

─ Esquecemos o aparelho de som ligado e chef está tentando saber quem o deixou trabalhando inutilmente.

Ri também e a gente comeu junto com Edward olhando muito para os meus lábios sempre que eu mordia um morango.

Corei.

Ele riu dando um beijo estalado na minha testa e com toda a higiene da manhã feita paramos de frente para o outro no corredor.

─ Hoje vou mandar publicar no site oficial do sultanato as clausulas mais importantes do nosso contrato pré-nupcial.

Concordei.

─ E que o céu me proteja, porque vai ter muita gente desejando a minha morte quando elas forem publicadas.

Edward apertou sua mandíbula.

─ Sua vida e a minha são uma só. Para matarem você vão ter que me matar primeiro.

Coloquei a mão no seu rosto.

─ Eu só estava brincando. ─ não completamente, mas ele não precisa saber.

Meu marido surpreendeu beijando meus lábios. Fora do quarto mostras públicas de carinhos mais intimos entre os casais são raras na nossa cultura e nunca são beijos nos lábios.

─ Encontro você mais tarde. ─ ele falou com seu dedo indicador e polegar no meu queixo.

Sorri e com um último olhar caminhamos para lados opostos.

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─ Jasper. ─ o encontrei sentado no sofá do meu escritório.

Levantou parando na minha frente.

─ Tudo organizado. Vai ser no próximo encontro dos sheiks.

─ Na tribo beduína principal?

─ É.

─ Perfeito.

Ele riu.

─ Edward fala que quando você responde “perfeito” ou “perfeita” é porque tudo está errado, mas acabei de aprender que também é para quando está com raiva.

Abri e fechei a boca.

Riu mais e caminhou para porta.

─ Alice aceitou casar comigo. ─ contou com a mão na maçaneta.

─ Parabéns...? ─ a resposta saiu atrasada e mais parecida com pergunta.

Meu cunhado riu de novo e saiu.

Caminhei atrás dele.

─ Jasper.

Parou.

O chamei de volta com um movimento de mão entrando no escritório novamente e ele me acompanhou trancando a porta.

─ Edward leu todo o diário de Jamilah.

─ Isabella. ─ Jasper sentou numa cadeira.

─ Ele vai exigir a condenação de Anwar no Tribunal Real Superior da Liga Árabe de justiça pela tentativa de assassinato contra você.

Tragou a saliva.

─ Ele também vai quebrar a aliança com a Basnia e mostrar a todos quem era a verdadeira Jamilah.

─ Vai ser escândalo após outro. ─ murmurou.

─ Você se importa?

─ Me importo com meu irmão.

─ Ele é mais forte do que mostra e está achando que não merece você como irmão.

Jasper levantou.

─ Não. ─ ele disse e saiu correndo.

─ Jasper. ─ Alice o encontrou na porta.

Meu cunhado não parou.

─ Deixa ele.

─ Bella. ─ ela me olhou.

─ Ele tem que falar com o irmão. ─ respondi.

─ Pelo nosso casamento? Seu marido é contra? ─ Alice entrou fechando a porta.

─ Edward não é contra nada. Os dois só têm que conversar.

Vincou a testa.

─ Mais segredos?

─ Que não são meus, nem do seu noivo, mas de uma morta e vão levar problemas para muita gente.

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Notas finais
*Allhamdulillah: Graças a Deus! No próximo capítulo Bella vai colocar em prática seu plano.