O Sultão
66 Amor
Notas iniciais
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Capítulo 65
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Bella
Na primeira semana de setembro Emmett esteve falando oficialmente para o nosso povo que no final do sultanato dele no futuro vão ter uma Sultana para governá-lo ── Em Rajar as mulheres podem herdar o trono, mas em Suma não, ── Edward e eu precisamos de mais tempo para mudamos essa lei arcaica sem colocar o país instável e só vamos falar da minha gravidez para os sumaneses quando conhecemos o sexo do nosso bebê ── Estamos tentando aliviar a pressão das pessoas em mim durante a gravidez.
Sorri e na primeira ultrassonografia estivemos vivendo momentos de muita emoção.
— Vamos ouvir o coraçãozinho? — minha ginecologista perguntou.
Movemos a cabeça ── A gente teve sorte dela também ser obstetra e para a imprensa não estar invadindo mais nossa vida privada escolhemos fazer todas as consultas do pré-natal com ela na ala médica do palácio.
A médica sorriu, com a mão de Edward na minha.
Sorrir e meu marido e eu estivemos mais emocionados ouvindo pela primeira vez o coraçãozinho do nosso bebê.
Choramos, apertando um a mão do outro ── A emoção de ouvir a confirmação da vida que criamos juntos não tem como explicamos.
Ele beijou minha testa, comigo sorrindo cheia de amor e alegria, só que nada acabou aí e ela sorriu mais para a gente.
— Temos uma surpresinha por aqui.
A olhamos.
— Felicidades, papais! — também nos olhou. — São duas crianças.
Resfolegamos surpresos.
— Minha flor.
Entre sorrisos choramos mais.
Edward beijou minha testa, comigo beijando sua mão e com a médica falando para a gente das medidas e pesos deles ela também explicou dos desconfortos a mais que posso ter por estar grávida de gêmeos.
— É comum que nasçam no sétimo ou oitavo mês e que tenham mais dificuldade para dormir ou mais dores nas costas do que as grávidas primeiríssimas que só têm um bebê.
Movemos a cabeça, só que no corredor para nossa ala percebi que Edward estava com a cabeça longe daqui.
Coloquei de leve a mão no seu ombro.
Me olhou.
— Não está chateada?
— Por que eu ia estar?
— Você é muito nova para estar com a responsabilidade de duas crianças.
— Vou estar fazendo vinte e um daqui seis dias.
— Mas só engravidou por que pedi.
Parei na sua frente.
— Você me conhece. Acha que ia ter alcançado me convencer se eu também não desejasse?
Sorriu.
— Te amo.
— Eu mais habibit. — respondi.
Beijou minha testa de novo.
Sorri também e com minha família chegando na véspera do meu aniversário para o comemorar com a gente os surpreendemos com a novidade dos nossos bebês.
— Felicidades! — mamãe beijou o rosto da gente.
— Bonequinha! — Emmett me levantou do chão.
— Minha joia. — papai se emocionou.
Sorri para eles, abraçando a todos.
Rosalie caminhou, sorrindo para mim.
Ela tem estado mais bonita que nunca.
— Vai ser muito bom nossos bebês crescerem juntos. — olhou para Samia, dormindo no bebê conforto colocado na das sombras do jardim privado.
Sorri mais.
— Vai ser maravilhoso! — respondi.
Sorriu mais.
Rose está no sexto mês da gravidez e pelas duas serem cristãs Alice a convidou para ser a madrinha da Samia.
— De quanto tempo você está? — perguntou.
Sorri de novo.
— Um pouquinho mais de dois meses só.
Sorriu novamente.
— Vou adorar ser tia.
A gente se abraçou e aproveitamos a manhã do meu aniversário com Edward, Emmett e Jasper jogando polo, papai e Sultão Carlisle jogando gamão, mamãe e a Sultana Esme falando de um desfile beneficente com os desenhos da minha sogra e Rose, Alice e eu perto da piscina falando de crianças e nossos maridos.
Rimos mais.
— Emmett está mais consumista que eu comprando para nossa bebê tudo o que ver e gosta! — Rosalie entregou meu irmão.
— Jasper não foi diferente, Samia só tem dez meses e as roupas dela ocupam mais espaço que as minhas.
— Mas aí a culpa também é do Edward. — respondi e na festa oficial do meu aniversário foi Edward que esteve colocando os convidados da gente para rirem com seu discurso descontraindo.
— Minha esposa não é só uma governante maravilhosa, ela também merece um Nobel da Paz por me aguentar.
Risos.
— Ela não só trabalhar pelo melhor para o povo, todos os dias também é meu GPS humano para encontrar os objetos que todos os dias perto.
Mais risos.
— E o que falar de todo meu barulho quando estou brincando com Husam? Meu filho é o adulto perto de mim.
Gargalhadas.
— Mas as maiores qualidades da governante e da esposa é amar e fazer o bem sem olhar a quem e se sou a cabeça no trono ela é o coração que dá a todos a leveza do seu amor.
Sorri para ele.
— Tenho sorte de tê-la comigo e olho para o tempo sem minha Isabella como uma aprendizagem de amadurecimento para a vida com ela, mas como falou no discurso do meu aniversário as pessoas não perfeitas e toda vez que ela responde que está "perfeita" sei que estou com problemas. — sorriu, piscando para mim e todos riram.
Esteve um pouquinho mais sério.
— Só que, a sua maneira é perfeita, para mim.
Sorri mais.
Olhou para as pessoas.
— Eu nunca veria uma mulher de personalidade fraca como uma boa Sultana ou esposa e, apesar da sua personalidade forte Isabella alcança ser doce e leve como a risada de uma criança. — olhou para Husam e com muito mais discrição para minha barriga. — Felicidades, meu amor e que todos sejam bem-vindos!
Autoridades de Rajar e do mundo o aplaudiram.
Levantei, soprando um beijo para ele. Meu marido sorriu, com papai e eu abrindo o baile e Husam se divertindo mais que todos no "Parabéns Para Você".
O beijei e quando Edward e eu falamos da minha gravidez para ele nosso bebê primeiro encheu a gente com perguntas constrangedoras, mas engraçadas sobre a geração das crianças ── Uma provinha difícil que tivemos que superar, só que ele também se mostrou muito alegre por ser um irmão mais velho e no final de setembro tivemos o batizado da Samia. Mas, por obrigações no governo de Rajar só mamãe e Rosalie alcançaram estar na cerimônia religiosa e a imprensa não teve conhecimento de nada dela.
Por privacidade tentamos guardar alguns eventos familiares só para a gente e minha cunhada se mostrou muito alegre com sua afilhada ── Jasper e Alice estiveram muito emocionados, apesar do meu cunhado ser muçulmano e meus sogros se mostraram orgulhosos de todos os seus netos.
Todos estávamos em paz.
Coloquei a mão na minha barriga, com Husam correndo para a beijar quando estive sentada no balanço do jardim privado ── Há poucos dias ele teve alta médica.
— Amo vocês, bebês.
Sorri e no final de outubro surpreendemos a todos com fotos da minha gravidez na primeira conta oficial da nossa família real numa rede social ── A ideia foi da Alice e o povo comemorou por toda uma semana a novidade.
— Nossos filhos são a representação da aliança entre Suma e Rajar e que amizade e os laços familiares entre a gente para sempre.
Muitos aplausos deles ouvindo Edward falar.
Eu estava no quarto mês da gravidez e mostramos para todos o sexo dos bebês por projeções nos principais prédios da capital de Suma e também Rajar.
Sorri.
— Que eles tenham o coração bonito dos pais.
— Obrigada. — respondi para a nova esposa de Eleazar.
— Muito obrigado por ter devolvido a minha filha.
Movi a cabeça para ele e numa viagem com Edward para o Brasil levamos Husam com a gente pela primeira vez.
— Bem-vindos.
— Obrigado.
— Obrigada. — respondemos para a autoridade brasileira que nos recebeu e no aeroporto vimos uma ligeira apresentação de capoeira, mas de cidade a cidade que visitamos o ritmo musical das apresentações especiais para a gente mudou para frevo, carimbo, samba, ciranda, pagode, forró, sertanejo e até lamba e merengue ou funk.
Edward e nos colocamos de pé para aplaudir as pessoas que estavam se apresentando para o público de mais de dez mil pessoas num ginásio ── Finalmente a pandemia no gigante das américas está mais controlada e só viajamos para ele por estamos todos imunizados pela nossa vacina.
— E eu achando que nosso povo era animado. — ele falou baixo no meu ouvido.
Ri, só que a melhor surpresa para a gente foi ver essas pessoas bailando a dança do ventre e uma das coreografias que eu bailava no Manhattan Dragons.
Assobiei, com a imprensa nacional e internacional falando da naturalidade e quebras de etiqueta durante toda nossa visita ── As pessoas não esperam ver uma pessoa da realeza brincando descalça com crianças ou permitido que mulheres sem teto a maquiem e muito menos estar tentando aprender lutas brasileiras com professores de pessoas mais carentes ou praticando esportes com adolescentes tirados da beira dos aterros sanitários brasileiros e estrangeiros que chegaram a procura de uma vida melhor nesse país multicultural.
Gostamos de toda a viajem e no último hotel que estivemos hospedados resfoleguei surpresa por sentir os bebês da gente se movendo pela primeira vez.
Sorrimos.
— Oi bebês do papai tenham cuidado com a mamãe, ela é importante para o papai como vocês e Husam.
Me emocionei.
Nosso bebê mais velho estava dormindo do lado da gente na cama.
Edward beijou minha barriga e com ele colocando Husam para dormir no quarto conjunto com o nosso estivemos fazendo amor.
— Vida minha. — falou baixo, se colocando no meu interior.
Gemi, o beijando.
Edward me abraçou mais na cama ── Do segundo para o terceiro mês da gravidez a instabilidade hormonal do meu corpo acabou baixando meu desejo por sexo e Edward esteve sendo muito compreensivo comigo, mas nos últimos dias todos os sintomas da gravidez têm estado mais leves ── Tenho sorte por só ter tido um pouco de sono com tontura e só ter enjoado os biscoitos e meu perfume preferido.
Acarinhei suas costas, apalpando as maçãs da sua bunda e na volta para Suma os meses estiveram acontecendo muito ligeiro, com a gente só parando pela nova visita da minha família quando eu estava no sexto mês da gravidez e todas as mulheres rimos muito dos homens tentando montar o quarto dos gêmeos ── Completo desastre.
— Acho que trocaram as peças.
— Ou vocês que pegaram a chave errada. — Alice zombou do meu irmão e Edward.
Só Rosalie por estar no oitavo mês da sua gravidez não veio, mas pela internet ela estava rindo com a gente de todos os erros deles e mamãe e eu estávamos no tapete do quarto comendo pipoca doce como se estivéssemos vendo um filme, não cinco homens atrapalhados —— As crianças estavam no jardim com minha sogra e Nur.
Emmett coçou a cabeça.
— Acho melhor olhamos o manual de novo.
Edward riu, movendo a cabeça.
Mamãe e eu comemos mais pipoca ── Papai e Jasper estavam tentando montar as prateleiras do quarto, mas não estavam melhores que os dois e Alice estava adorando filmar tudo.
Mamãe e eu rimos mais pelo berço ter caindo nos pés dos seus montadores.
— Por que as senhoras não montam? — Emmett olhou para a gente.
— E perder nossa melhor diversão? Acho que não. — mamãe zombou também.
Só ri e apesar de estar perto dos sete meses estive em Rajar para o nascimento da bebê de Emmett e Rose no final de dezembro ── Ela tem a calma da mãe, mas e os biquinhos do pai quando está dormindo e todo meu coração se abriu para ela quando esteve nos meus braços.
— Titia te ama, meu amor. — beijei sua mãozinha, com seu nascimento estando sendo falando no mundo todo.
Ela vai ser a primeira Sultana governante por direto próprio, não dado por um marido ou filho em muitos séculos.
A olhei mais e de volta a Suma não achei que meus bebês iam nascer no sétimo mês da gravidez.
— Edward, amor. Edward! — o chamei na porta do closet da gente.
Estávamos vestidos para um jantar de estado.
O ouvi caminhar ligeiro para mim.
— Minha flor, você… — seu pé esteve no liquido animiotico no chão. — Àla! — me carregou nos seus braços, caminhando para a cama e me colocando nela, beijou minha testa. — Vou chamar a médica.
Coloquei a mão na sua.
— Não vai dar tempo. Vai ter que ser você estar me ajudando para que nossos filhos nasçam seguros.
Eu não estava gritando, mas estava com muita dor e desde a madrugada sentia meu corpo muito diferente do que me acostumei nos meses da gravidez. Só não achei que iam nascer hoje.
— Minha flor, eu…
— O treinamento do exército te ensinou a fazer partos.
Me olhou desejando confirmar o que eu estava falando e moveu a cabeça. Ele também moveu seu terno do corpo, levantado as mangas da camisa até os cotovelos e organizou mais as almofadas nas minhas costas.
Aspirei e expirei ── As contrações estavam fortes.
Edward caminhou para o banheiro e pela porta aberta o ouvi lavar as mãos. Ele também caminhou para o closet, voltando para o dormitório com toalhas limpas e abriu uma na cama.
Gemi.
Meu marido me olhou preocupado, mas se afastou, colocando uma bacia com água perto da cama quando esteve no dormitório da gente de novo e tirando minha calcinha, espalhou álcool em gel nas mãos para medir com seus dedos minha dilatação.
Era desconfortável, mas é parte do procedimento de para o parto que sempre tem que acontecer.
Edward tirou seus dedos do meu interior.
Aspirei e expirei ── Eu estava suando.
Ele limpou as mãos novamente, abriu uma gaveta cheia de objetos, pegando dela uma tesoura, que limpou com álcool e gases e caminhou para a cama de novo.
Apertei o lençol da cama, com meu marido sentando nela e me dando uma toalha menor.
— Se precisar morder.
— Obrigada. — a peguei dele.
Edward levantou mais meu vestido.
Tentei aliviar o peso do momento:
— E eu que achei que não ia estar maquiada quando estivesse colocando nossos filhos no mundo.
Riu um pouquinho, mas continuava tenso.
Coloquei a mão na sua.
Me olhou.
— Confio em você, habibi.
Sorriu um pouquinho também.
Minhas pernas estavam curvadas, com os pés no colchão e abertas.
— Não se esqueça de aspirar e expirar, empurrando sempre que uma contração vier.
Movi a cabeça ── Não me pediu para nunca fechar os joelhos, porque sabe que fazer partos também foi parte do meu treinamento para estar no exército de Rajar.
Mais contrações fortes, era como se estivessem quebrando a minha coluna, só que fiz tudo o que me pediu, mordendo a toalha para não gritar.
Para não me colocar mais desconfortável Edward não tentou chamar outras pessoas ou aplicar medicamentos para aliviar minha dor ── A gente esteve falando de todas as possibilidades antes e, apesar de ser muito difícil escolhi não tomar nada se não tivesse mais benefícios para os bebês ou para mim.
Foram duas horas de muita força e dor, mas não gritei e meu rosto esteve cheio de lágrimas de alegria quando nossa bebê nasceu chorando muito e a colocou no meu peito quando a cortou do cordão umbilical.
Beijei a cabecinha suja dela, só que a tirou ligeiro do meu corpo, a colocando na segurança de uma barreira de travesseiros do meu lado na cama para que eu continuasse fazendo força.
Nosso menino tinha que nascer para Suma ter o herdeiro que esperava há anos.
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