O Sultão
67 Família
Notas iniciais
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Capítulo 66
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Bella
Nosso menino nasceu saudável como sua irmã só três minutos depois dela, mas mais calmo e tê-lo nos meus braços ou os dois mamando pela primeira vez nos meus seios, com Edward apoiando meu corpo no seu peito, apesar da dor dos movimentos deles neles serem dolorosos, foi mágico e com ele os colocando no berço móvel do lado da cama depois de ter estado com os dois no seu ombro para que não regurgitassem o leite estivemos abraçados na cama até nossa família estar com a gente umas duas horas depois do parto.
— Eles me lembram muito você e seu irmão quando eram bebês. — minha sogra se emocionou.
— E como vamos chamá-los? — Jasper perguntou.
Edward sorriu, caminhando para o seu pai com a nossa bebê.
— Por que não responde? — a colocou nos braços dele.
Meu sogro o olhou.
— Mas a tradição…
— Permiti que o Sultão nomeie as crianças da família real, mas no trono ou não, continua sendo um Sultão de Suma.
Seu pai sorriu para ele e a olhou de novo, começando a falar:
— Em nome de Àla, Àla é o melhor. Seu nome é Mihrimah e dou testemunho de que Ála é o único Deus.
— Amém.
— Em nome de Àla, Àla é o melhor. Seu nome é Mihrimah e dou testemunho de que Àla é o único Deus.
— Amém.
— Em nome de Àla, Àla é o melhor. Seu nome é Samia e dou testemunho de que Àla é o único Deus.
— Amém.
— Em nome de Àla, Àla o faça-a boa com seus pais e devota. Faça-a uma crédula firme do islã, faça-a honrada, Àla.
— Amém.
— Faça-a uma mulher de fé.
— Amém.
— E do Império Otomano seja a prosperidade e generosidade.
— Amém.
Só Alice não respondeu por sua religião, mas todos nos emocionamos e colocando Mihrimah nos braços do Edward de novo pegou nosso bebê mais novo do berço.
Sorri.
Pela distância entre Suma e Rajar meus sogros estiveram acompanhando minha gravidez mais perto do que meus pais e por todos os cuidados que tiveram comigo Edward e eu escolhemos permitir que seu pai cumpra a tradição do Sultão nomear as crianças ── O Sultão Carlisle muitas vezes cozinhou para mim e a Sultana Esme massageava minhas pernas para que elas não estivessem inchadas.
Meu sogro beijou a cabecinha do meu pequeno leão e com ele nos braços esteve fazendo a mesma oração que fez para Mihrimah, mas mudou pequenas partes que precisava ou desejava mudar:
— Em nome de… Àla é… Seu nome é Sharif e dou…
— Amém.
— Em nome de…
— Amém.
— Em nome de…
— Amém.
— Em nome de… Àla é…
— Amém.
— O faça um homem…
— Amém.
— E do Império Otomano seja o escudo e a espada.
— Amém. — todos estivemos respondendo também, só não Alice de novo.
Meu sogro beijou o cabelinho dele, caminhando para mim.
Mihrimah e Sharif. Nomes bonitos e com significados fortes: soberana e honrado.
— Obrigado, filha. — o colocou nos meus braços.
Eu continuava muito emocionada para alcançar estar falando ── Só coloquei a mão na sua.
Olhou para Edward.
— Filho.
Meu marido sorriu.
— É como ter você pequeno nos braços de novo.
Também sorri, cheirando o cabelinho de Sharif e pela manhã Jasper esteve falando com o povo pela última vez como Príncipe Herdeiro do irmão:
— Por cinco anos estive sendo o Príncipe Herdeiro do irmão, mas às nove da noite, pesando dois quilos e seiscentos e dois quilos e oitocentos, a Princesa Mihrimah e o Príncipe Sharif nasceram no palácio e, apesar de prematuros são saudáveis e não vão estar numa incubadora.
Muitos aplausos e gritos de comemoração de todos.
Jasper sorriu, só que moveu a mão pedindo para que calarem.
— Não tivemos tempo dos médicos serem chamados, os gêmeos nasceram com a única ajudar do pai e o esforço da mãe deles.
As pessoas começaram a falar entre elas ── Com uma ala médica no palácio é difícil compreenderem porque não tivemos ajuda médica, mas quando se mora numa área com mais de vinte e cinco hectares não facilitar muito o tempo de distância entre as alas e escolhi estar mais confortável só com Edward no nascimento das crianças porque sei que ele recebeu treinamento para momentos como esses.
— Minha cunhada também está bem e o nome dos meus sobrinhos foi uma escolha do meu pai a pedido de Edward e apoiada por Bella.
Mas aplausos.
— Sei que vão estar agitados para conhecerem os dois, mas por serem muito novos só vamos apresentá-los daqui uns dias.
Todos mostraram estar desapontados, mas Edward e eu desejamos ter um tempo só da família da gente para estamos com eles antes de os estamos dividindo com as pessoas.
Jasper só falou para o povo quando falamos do nascimento deles para os meus pais, Emmett e Rose.
Ele caminhou para o interior do palácio e Edward desligou a tevê na que estávamos vendo ele.
Beijei seu rosto, olhando para os nossos bebês entre a gente ── O cabelinho deles é ruivo como os do pai.
Olhei para Edward novamente.
— Onde está sua cabeça? — perguntei.
Percebi que ele está muito longe daqui.
Me olhou.
— Mihrimah nasceu primeiro.
Ouvi também o que estava por trás das suas palavras.
— E ia ser uma Sultana maravilhosa, mas pelo nosso casamento Suma teve muitas mudanças em pouco tempo e não podemos desestabilizar a economia do país com uma que pode dividir seus assessores e conselheiros.
Aspirou.
— E se não desestabilizamos? A mãe dela é uma Sultana.
— Não por nascimento. Rajar permite o governo de mulheres, mas Emmett é o Príncipe Herdeiro de lá e eu dividir o governo daqui com você foi uma escolha sua.
— Da que não me arrependo.
Sorri.
— Sharif vai ser um bom Sultão.
Me abraçou.
— Vou encontrar uma maneira de colocar Suma mais justa para os netos da gente.
Beijei seu rosto de novo.
Biologicamente Mihrimah é nossa primogênita, mas como Suma não é uma monarquia igual a lei não permite que as princesas governem por direto de nascimento*.
Acarinhei ela e o irmão dela.
Edward os colocou no berço e para que eu alcançasse descansar um pouco Husam só conheceu seus irmãos mais novos na próxima manhã:
— Aí, que fofinhos! — colocou as duas mãozinhas nas bochechas.
— Você também é fofinho. — beijei sua cabeça.
— E eu era pequenininho como os dois?
Ri.
— Menor. — Edward respondeu.
Pelo menos era o que estava no histórico dele no orfanato.
Husam abriu a boquinha num "ó".
— Mas eu cresci.
— Cresceu muito. — respondi.
E ele cresceu mais depois da cirurgia.
Nosso filhote mais velho sorriu e meus pais só chegaram a Suma no terceiro dia de vida dos gêmeos:
— Sei que Esme está por perto, mas pelo nascimento das crianças vou estar com vocês em Suma por dez dias.
— Mãe. — a abracei.
Sorriu.
— Seu pai também vai estar em Suma por uns três dias e Emmett e Rosalie vão estar com vocês por uns cinco dias quando eu voltar para Rajar.
Sorri mais e ela olhou para os dois.
— Acha que os olhos deles vão ser como os seus?
— Não sei. — sorri. — Se forem vão ser a mistura física perfeita da gente.
Mamãe também sorriu, mas logo seu rosto esteve mais pesado.
— Estou errada ou Edward está chateado?
— Mihrimah nasceu primeiro. Ele não gosta de ter que colocar Sharif como herdeiro do trono só porque ela é menina, mas não todas os desejos de um governante podem acontecer.
Mamãe concordou e para não estamos esgotados com as mudanças no dia a dia da gente Edward e eu organizamos uma nova rotina para familiar para acompanhamos o crescimento dos nossos filhos com uma boa qualidade de vida.
Coloquei os dois no carrinho duplo de bebê, com mamãe guardado tudo que estivemos usando e com Sharif nos meus braços e Mihrimah nos seus, Edward e eu só mostramos os para o povo quando estavam com três semanas ── Todos aplaudiram os eles mostrando, muita alegria por vê-los.
— Governar não é só comandar as pessoas, também é educar seu herdeiro para ser o melhor para elas e como pai desejo ter com Sharif a mesma sorte que meu sogro teve com o Príncipe Emmett e minha esposa, para que sempre respeite as escolhas dela e compreenda que governar também não é ter tudo o que deseja, mas servir o povo respeitando a todos.
Aplaudiram mais e quando os gêmeos estavam com dois meses aconteceu a circuncisão de Sharif ── Edward e eu continuamos não sendo muito religiosos, mas até os filhos dos árabes-muçulmanos menos tradicionais são circuncidados e com o futuro governante de Suma não ia ser diferente.
— Samia vai ser filha única. Não vou ter emocional para ver filho meu ser circuncidado. Anestesiaram Sharif para cortarem o… e ele é só um bebê. — Alice esteve agitada no final da cerimônia.
Não falei nada. Ela não sabia que por higiene o prepúcio* dos meninos é retirado na "circuncisão" e não é fácil para pessoas com outras crenças compreenderem as práticas muçulmanas. Mas, apesar de ser uma cerimônia religiosa pela saúde dos rapazes muçulmanos na atualidade são os médicos que circuncidam eles com toda a segurança correta da medicina.
A anestesia é para que os circuncidados não tenham dor quando estão retirando o prepúcio.
Olhou para Sharif.
Ele estava dormindo calminho no berço e pouco a pouco estive voltando para minhas obrigações no governo, só que também comecei a me dar um tempinho mais como mulher para não acabar esquecendo de mim e Edward nos cuidados entre as crianças e o sultanato da gente e numa tarde de reuniões canceladas pelos seus conselheiros esteve me vendo bailar para ele no harém do palácio.
Eu estava de costas, os braços na altura da cabeça e no primeiro acorde da música comecei a me mover sensual, soltando o véu no chão.
A música se agitou e meu corpo também. Ela não era para principalmente.
Virei de frente e meus pés se moveram ligeiro.
Edward estava no sofá, com seu olhar me acompanhando.
Movi mais a cintura.
Tinha uma mesinha de centro entre a gente.
Subi nela, sem seus olhos nunca me abandonarem e todo meu corpo continuava se movendo agitado.
Me movi da mesinha para o sofá que ele estava e levantado a cabeça para me olhar sua boca se abriu cheia de desejo.
Minhas mãos estavam no meu cabelo e comigo colocando o pé no seu ombro, me reclinei para trás ── Meu cabelo mais perto dos pés e os braços se movendo acima dos meus seios colocaram tudo mais sensual.
Edward beijou meu tornozelo, só que me afastei, reclinando a área superior do meu corpo para frente e movendo meus seios perto do seu rosto, sem que meu olhar nunca o abandonasse.
Me afastei de novo, movendo meus pés para o chão ── Edward continuou olhando para os meus movimentos sensuais.
Minha cintura estava se movendo muito ligeiro.
Girei na ponta dos pés, com o movimento das minhas mãos mostrando meu olhar e comigo me colocando abaixada a música mudou para apimentada do pop americano.
Bang Bang.
Movi meus seios só com os músculos do meu corpo.
Bang Bang.
De novo.
Bang Bang.
Me coloquei de joelhos, movendo minha cintura para cima e para baixo.
Bang Bang.
Movi mais e me levantando apimentada, com a mão escorregando pela minha perna e a bunda empinada bailei mais com meu corpo se movendo no ritmo da música.
Edward mordeu o lábio inferior e movi a cabeça para tirar o cabelo do rosto.
Bang Bang.
Seu olhar hipnotizado estava cheio de desejo.
Coloquei as mãos num suporte de aço, girando meu corpo nele.
Edward se surpreendeu.
Esticando uma perna, continuei só com uma mão no suporte e movi todo meu corpo como se ele fosse uma duna de areia cheia de variações na sua superfície.
O vi estar doido de desejo.
Bang Bang.
Virei, me colocando de cabeça para baixo no suporte e escorregando. Mas, reajustei minha postura estando de pé com as mãos nele e rebolando até o chão.
Seu olhar ia por todo meu corpo.
Levantei mais apimentada, movendo meus seios com os músculos de novo.
Bang Bang.
Mais movimentos da minha cintura e me coloquei no chão, com meu corpo simulando movimentos do sexo.
Edward se movimentou mais para frente no sofá e de olhos fechados, escorreguei devagar a mão de baixo para cima na minha feminidade e levando os braços escorrei a mão da ponta do dedo para a pelve.
O ouvi gemer e me colocando de joelhos novamente, movi os músculos fortes da minha barriga.
Bang Bang.
Levantei, bailando mais perto dele e ele esticou a mão, a colocando na minha barriga.
A escorreguei entre o monte dos meus seios e colocando um pé entre suas pernas movi meus seios de novo perto do seu rosto. Mas, virei rebolando e beijou a base da minha cintura, colocando a mão na lateral do meu corpo.
Sorri e comigo colocando sua outra mão na minha feminidade a escorreguei nela de baixo para cima.
Edward levantou, colocando seu corpo no meu e com o tempo acontecendo ligeiro no quarto aniversário dos gêmeos descobri que estava grávida novamente, mas só falamos para o povo no final da eleição que organizamos para as pessoas da Maniza estarem escolhendo entre continuar sendo governada pela gente ou construírem uma república independente de Suma, ── a maioria escolheu a república ──, e mostramos todo nosso apoio para que a construíssem:
— Por pouco mais de cinco anos Isabella e eu estivemos governando os manizenses e foi uma honra ajudá-los a sair da ditadura reconstruindo a economia de vocês.
Aplausos e meu rosto estava leve quando falei com a multidão na praça principal:
— Vivam o novo recomeço de vocês e enquanto formos amigos sempre vão ter apoio de Suma e Rajar.
Mais aplausos.
— E a república manizensse não é a única novidade que temos: Isabella e eu vamos ser pais de uma nova mocinha ou rapazinho.
Sorrimos e todos comemoraram com muito barulho.
Com o nascimento dos gêmeos a maioria das pessoas achava que, apesar da proteção dele as mulheres, Edward ia estar mostrando preferência por Sharif, só que todos perceberam desde o primeiro dia que Mihrimah também sempre vai ser uma joia preciosa para ele ── Não vai ser diferente se eu estiver grávida de mais uma menina.
Entramos no palácio e numa das poucas vezes que a família da gente alcançou estar toda junta descobrimos num chá revelação que em outubro de dois mil e vinte e cinco íamos ter um rapazinho para complementar a todos.
— Ganhei, “tiomão”! — com nove anos Husam continuava chamado Jasper pelo apelido que deu a ele quando tinha três anos.
Meu cunhado riu.
Por ter apostado que o bebê ia ser uma menina ele está devendo quinhentos para Husam na moeda sumanesa.
Ri também.
Os gêmeos, Samia e Alea estavam brincando na casinha de madeira que meu sogro e papai construíram na antiga ala do palácio ── Edward e eu gostamos mais dela do que a que moramos nos primeiros anos do nosso casamento e seus pais continuaram com Alice e Jasper na ala mais nova.
Sorri.
Na época da mudança a imprensa falou muito de supostas brigas na família, só que todos perceberam que, apesar de toda "minha" modernidade a mudança foi só porque gosto mais da beleza da arquitetura antiga e na cerimônia das armas* de Sharif quando ele alcançou a maioridade com dezesseis anos Edward e eu mostrávamos muito orgulho pelo leãozinho da gente ── Mihrimah ia ter a dela quando tivesse dezoito anos, porque por mudanças na lei no aniversário de dez anos do nosso bebê mais novo, Kaled, há um ano seu pai alcançou colocar definitivamente mulheres no exército de Suma.
Kaled foi um nome escolhido por Edward e diferente do que Alice dramatizou quando os gêmeos eram recém-nascidos, Jasper e ela não tiveram só Samia, ── Mehmet, o mais novo deles, estava com treze anos e depois de Alea, Emmett e Rosalie tiveram mais um casal de filhos, Salim e Naìma, de doze e oito anos.
Sorri.
Edward e eu adoramos os sobrinhos da gente e todas as diferenças entre eles e nossos filhos mostram a mistura da nossa família.
Alea, Salim e Naìma são altos como seus pais, mas Alea herdou o cabelo loiro da mãe, com os olhos chocolates do pai e Salim e Naìma os olhos azuis da mãe, só que o cabelo castanho do pai.
Sorri mais.
Diferente da Mihrimah ou do Sharif, Kaled tem os olhos do pai e meu cabelo castanho com tons de vermelho no sol e com vinte anos Husam está muito mais parecido com Edward e Jasper.
— Em nome de Àla, o único Deus. Por Àla! — Sharif falou alto para todos no interior da sala do trono ouvimos.
— Por Àla!
Por serem cristãos só Alice e Mehmet não responderam ── Não foi muito fácil para Jasper ver seu filho escolher uma religião diferente do islamismo e não é o que acontece em noventa e nove por cento dos casos, mas a tolerância aprendida com Edward pelas mudanças que meu marido teve, o ajudou a respeitar a escolha do filho.
— Seu caminho é meu caminho, seu destino é meu destino. — sua voz forte como a do pai, impressionou as pessoas. — O que acontece com você acontece comigo, sua religião é minha religião.
Meu olhar e o de Edward nunca o abandonaram.
— Sacrificarei minha vida pelo sultanato. — Olhou para a gente. — Sacrificarei minha vida pelo Sultão e a Sultana. — sua voz continuou alta e forte. — Minha vida está dedicada a fazê-los vitoriosos.
Estávamos cheios de orgulho.
— Os apoiarei em época de guerra e juro ser leal a água, o pão e tudo compartilhado. — seu olhar esteve em todos de novo, mas logo virou novamente para a gente. — Se me desvio do caminho correto sacrificarei minha vida frente sua espada.
Edward moveu a cabeça, orgulhoso.
— Por Àla! — Sharif falou mais alto.
— Por Àla!
Novamente só Alice e Mehmet não responderam.
— Atenção grande nação do islã, soldados e Maomé, crentes da verdadeira religião,a religião da justiça e a tolerância, que Àla o faça vitorioso! — Eleazar esteve falando.
Edward levantou mais a cabeça.
— Se Àla entregar a vitória a ele vai ser vitorioso! — respondeu e Sharif esteve falando de novo:
— Afiaremos a espada da gente para alcançamos a vitória, controlaremos o mundo!
Edward levantou do trono, colocando uma espada simbólica nas mãos do nosso filho e Sharif se reclinou, a beijando e Edward sentou no trono novamente.
Eleazar colocou uma fita de ouro amarelo na sua cintura.
Sharif caminhou para a gente e colocando seus joelhos no chão beijou minha mão e a do pai de cabeça baixa.
Sorri para ele quando olhou para a gente ── Por Rajar permitir há mais de cinquenta anos mulheres no nosso exército minha cerimônia aconteceu quando alcancei a maioria com dezoito anos.
Sharif levantou, com as pessoas o aplaudindo ── Desde o Império Otomano a cerimônia de armas acontece quando os príncipes da família real entram para o exército e antes a chamavam de cerimônia da espada.
Os comandantes do exército sumanes que estavam na sala do trono levantaram suas espadas para que nossa família caminhasse por debaixo delas, ── Sharif estava atrás de nós, com Mihrimah e Kaled atrás dele ── Husam muitas vezes escolhe não estar com a gente para que os mais conservadores não achem que deseja o trono, que pela lei vai ser do Sharif, mas esteve junto quando caminhamos para a sacada principal e nela Mihrimah me surpreendeu.
— Olhe para a sacada lateral da esquerda e vai ver a paixão do Husam.
Vinquei a testa e pelo canto do olho vi duas moças diferentes na sacada da esquerda.
— Lady Alídia? — perguntei.
Mihrimah riu baixinho.
— A princesinha europeia.
Olhei para a sacada lateral de novo.
A filha mais nova de uma família real europeia que também tinha descendentes com raízes africanas.
— A olhar não vai desaparecer com ela.
— Olha o respeito com sua mãe, Mihrimah! — Edward falou baixo, mas cheio de autoridade perto da gente.
O olhei, só que ele olhou para outro lado e percebi que não estava sendo a primeira a saber da Princesa Alexia.
Olhei para o povo e no interior do palácio estive falando com meu marido:
— O que você conhece dela? — perguntei.
— Só o que todos conhecem, que ela estuda psicologia social e é ativista dos direitos humanos.
Estávamos no seu escritório privado.
— A moça não esconde nada. — murmurou.
Levantei.
— Você está bem?
— Perfeita. — respondi.
Ele tentou me acompanhar, mas bati a porta.
"A moça não esconde nada", nem Edward a está considerando para Husam ou a teria investigado e descoberto que ela nunca vai ser para o conservadorismo de Suma —— Nem para Rajar, que é mais liberal.
A procurei pelo palácio, a encontrando no terraço com Husam.
— Vim falar com a Princesa.
Husam levantou.
— Mãe.
O olhei.
— Saia.
Ele não gostou, mas se afastou do terraço.
— Majestade. — se curvou, comigo movendo a mão para que reajustasse a postura.
— Husam não é inocente, nenhum dos meus filhos é, mas ele não está acostumado a estar mais de uma noite com moças como você.
Seu rosto mostrou desafio.
— Está falando que não vai permitir nosso casamento?
A tentativa de um jogo ── Não mostrei nada.
— Estou falando para não ter esperança de estar na família da gente.
— E se Husam desejar casar comigo?
— É difícil de falar e também de ouvir, mas os homens da cultura da gente não respeitam moças com seu comportamento.
Seu rosto mostrou indignação.
— Não sou prostituta.
— Não falei que é. — respondi. — Conheço a cultura ocidental e se para Rajar seu comportamento de estar beijando um rapaz num segundo e no próximo outro ou uma moça, para o nosso país muito menos.
— Vossa Majestade nasceu em Rajar.
— Mas Suma também é minha casa e pese o que pese meu passado nunca me comportei como você.
Vi raiva no seu olhar, mas a verdade ia pesar mais:
— Husam pode estar apaixonado por você, só que não a respeita o suficiente para te ver como noiva.
Vi mais da sua raiva.
— E se estiver errada? — perguntou.
— Edward e eu não somos os pais mais tradicionais do mundo, se nosso filho desejasse casar com você ele ia ter falado para a gente. Mas, se desejar persistir vai ser bom lembrar que pela lei do seu país se casar com um Príncipe de outro povo vai perder seu título real e o que ganhar em Suma como esposa dele também vai perder se separarem.
A vi apertar a mão.
— O mais importante é que também perde a guarda dos filhos que tiverem.
— Vossa Majestade tem por contrato a guarda dos seus.
Sorri.
— Meu relacionamento com Edward tem amor, mas também é político e você não tem a mesma importância política que eu.
Travou a saliva.
— Sou filha de um Sultão e irmã de outro, mas seu pai é só o irmão caçula do Príncipe Herdeiro e antes dele tem mais oito pessoas com preferência para estar no trono.
Meu pai cumpriu seu desejo de abdicar quando Emmett alcançou seus trinta e dois anos.
— A Princesa Alice…
— Tem a proteção da minha família. Que aproveite as belezas de Suma.
Me afastei dela, encontrando Husam num corredor perto do terraço.
— Eu a chateie?
Beijei seu rosto.
— Não.
Sorriu.
Não tudo foi bom na família da gente no que vivemos desde que os gêmeos nasceram, só que, apesar do que falam da paixão de um casal diminuir com o tempo Edward e eu temos uma vida melhor do que quando estávamos nos adaptando as nossas diferenças e de todas as riquezas que temos a paz e o amor que compartilhamos como casal, ou com nossa família, são as melhores joias da gente.
Caminhei para nossa ala privada e no nosso quarto Edward levantou da cadeira que estava para falar comigo.
— Continuo com problemas?
Sorri.
— É difícil estar chateada com uma pessoa com uma pessoa que me derrete só com o olhar.
Sorriu, me beijando.
Coloquei meus braços no seu pescoço.
— Pai você… — Kaled entrou no quarto e a gente interrompeu o beijo, o olhando. — Eu não vi nada. — caminhou ligeiro para a porta e a bateu, caminhando para o corredor.
Rimos, mas meu marido me beijou de novo e o riso se transformou em gemidos de prazer contra a parede do nosso quarto.
Fim.
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