Notas iniciais
Oi flores e queridos. Acho que o plano da Bella não vai ser o que a maioria espera, mas é o que ela consegue ser e parece que a história não vai ter mais escândalos ou segredos, mas vai. Não mostrei os maiores ainda. Muito obrigada pelos comentários de vocês e leitores e leitoras novas sejam bem-vindos (as). Francyne Thalya não lembro, mas se não agradeci você por sua adorável recomendação muito obrigada.

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Capítulo 30

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Bella

Encontrei Edward sentado na nossa cama com a cabeça baixa e os pés apoiados no chão, de novo. Caminhei para ele e me abaixei na sua frente o abraçando.

Seu rosto estava molhando pelas lágrimas.

─ Amor meu. ─ beijei sua bochecha.

Meu marido encostou sua cabeça no meu ombro.

─ Como Sultão sei que não posso escolher a Basnia para apoiar, porque um governante que não limpa sua honra, ou não a tem, perde o respeito de todos, mas como pessoa me sinto muito mal por abandonar o país a própria sorte. ─ sua voz saiu baixa.

─ A Basnia é dependente, mas o Sultão dela pode encontrar novos aliados que precisem do ela tem para barganhar e toda ação tem consequência. Jamilah escolheu o caminho dela. ─ coloquei minha mão na sua perna com a outra no seu rosto. ─ Você também pode escolher o que deseja e vou estar com você.

Edward beijou meus lábios e com seu rosto lavado me acompanhou para o hall principal do palácio.

Nossa equipe espera a gente para irmos à reunião dos sheiks tribais.

Entramos no carro e pelo espelho retrovisor dele vi Jasper entrando no que estava atrás do nosso com Alice e uma assistente para que as pessoas não falem mal da minha amiga por estar sozinha com ele sem serem casados.

Sorri.

Meu marido e eu não falamos nada a caminho da reunião.

Ele abriu seu tablet para trabalhar colocando sua mão na minha e fechei meus olhos encostando a cabeça no banco para descansar.

Me acostumar às obrigações do meu novo dia a dia não está sendo fácil.

Dormi.

─ Minha flor, minha flor acorda. ─ ouvi a voz suave de Edward e abri os olhos só acordando a minutos de chegamos a tribo.

Virei à cabeça o olhando.

Ele sorriu para mim.

─ Dormi muito? ─ perguntei suave também.

─ Por uma hora. Eu ia carregar você, mas achei que ia ser melhor estar acordada quando chegamos à tribo.

Sorri.

Eu estava quase deitada no banco.

Reajustei minha postura.

─ Obrigada. ─ respondi baixo.

Edward acarinhou meu rosto.

Fechei meus olhos gostando de sentir sua mão em mim, mas os abri de novo tirando meu estojo pessoal da bolsa para melhorar minha aparência exterior com o retorque da maquiagem.

O carro parou.

─ Eleazar e a família chegaram antes da gente. ─ ele falou olhando pela janela fechada.

Não falei nada.

Eleazar também é um Sheik e meu cunhado organizou todo o plano para hoje porque sabia que o Primeiro-Ministro do sultanato sempre vem acompanhado da família a reunião anual dos sheiks.

Guardei meu estojo e o chefe geral da nossa segurança abriu a porta do carro.

Edward saiu me dando sua mão para me equilibrar melhor na areia.

Jasper e Alice também saíram do carro deles.

─ Lady Carmem, Tanya bem-vindas! ─ a esposa do Sheik anfitrião beijou as bochechas delas. ─ Sultana. ─ ela se curvou para mim, mas muito distante do calor que deu as duas.

─ Lady Izdihar. ─ respondi movendo a mão para que a Sheika reajustasse sua postura.

Ela sorriu nada natural.

─ E você é...? ─ falou com Alice.

─ Lady Alice. Minha futura cunhada. ─ meu marido respondeu.

Alice e eu o olhamos surpresas, mas não mostrei nada.

Como Sultão só ele pode dar títulos de nobreza para as pessoas plebeias que não estão casadas com nobres, mas achei que Alice só ia ter um quando casasse com o irmão dele.

─ Futura cunhada?

─ Lady?

Tanya e Izdihar perguntaram.

Edward sorriu.

─ Ontem Jasper a pediu em casamento e para comemorar a boa nova assinei antecipado o decreto que faz dela membro da nossa nobreza. ─ respondeu.

Sorri.

Alice não sabe, mas mostrando sua aceitação aberta a ela, ele está acabando com muitos problemas que Jasper e ela iam ter no futuro.

Meu cunhado também sorriu e os olhos de Lady Carmem queimaram com ódio.

Tremi percebendo que a nova vitima dela para tentar colocar a filha na realeza é ele e a meu pedido na reunião Edward assinou novos decretos que reforçam a importância da educação feminina no país, mas meu marido não é o único trabalhando e procurando ser a verdadeira ponte que Jamilah nunca conseguiu ser entre ele e os plebeus ouvi muitos deles na tribo para ajudar na comunicação do sultanato com o povo.

─ Oi, fofinho. ─ sentido movimento na barra do meu vestido me abaixei para falar com um bebê.

Ele sorriu colocando as mãozinhas no meu rosto e levantei o carregando nos braços.

─ Você é muito lindo. ─ falei o olhando.

─ Ah! ─ gritou animado.

Acho que não tem nem dois anos de idade.

Beijei sua mãozinha e uma moça adolescente se aproximou de mim.

Ela se curvou.

─ Majestade.

Sorri.

─ É seu irmão? ─ perguntei.

Corou.

─ Meu filho.

Me movi desconfortável.

Na nossa cultural é comum as pessoas casarem muito cedo, mas é ruim perceber que ela não tem mais que dezessete anos.

─ É lindo. ─ murmurei e no almoço organizado para festejar a reunião toda a fina civilidade que tivemos antes dele acabou.

─ Não! ─ Tanya gritou quando o suco da taça de Jasper caiu no vestido dela.

─ Me desculpe Lady Tanya, não foi de propósito. ─ murmurou com um brilho nada inocente no seu olhar.

Foi. Eu vi que foi e se Edward também viu não mostrou nada.

Ela aspirou.

─ Eu sei Alteza. Com licença, Majestade. ─ Tanya levantou se curvando só para Jasper e meu marido.

Edward levantou com indignação no seu olhar e todos esperaram o pior dele.

─ Majestades. ─ ele grunhiu e ela baixou a cabeça. ─ Por muito tempo me calei, mas não vou mais aceitar que sujem minha honra.

Jasper e eu resfolegamos. As pessoas não conhecem o passado, mas a gente sabe o que está por trás do que ele falou.

Levantei também colocando a mão na sua bisht* dourada pelas costas dele.

─ A Sultana Isabella é minha esposa, sua Rainha e se a desrespeitam me desrespeitam.

─ Majestade... ─ o olhar dele a calou e Tanya baixou a cabeça de novo se curvando para mim.

─ Lady Tanya quando o Rei fala todos calam. ─ Jasper não aliviou e ela corou envergonhada.

─ Saia da minha frente e agradeça por eu nunca ter levantado a mão para uma mulher.

Perdi o ar. É a primeira vez que Edward contradiz publicamente os boatos contra ele.

Jasper apertou os lábios para não sorrir orgulhoso do irmão.

Todas as pessoas na mesa olharam surpresas para o meu marido, mas não falaram nada.

Eleazar levantou e se curvou na frente dele.

─ Peço desculpa pelo mau comportamento da minha filha e vou assinar minha renúncia abrindo mão do ministério. ─ falou baixo.

─ Vossa Excelência não. Os pais nem sempre têm culpa pelos erros dos filhos e por comportamentos piores muitas ladys nessa mesa sabem que se os grãos de areia do deserto falassem os pais delas nunca mais iam poder levantar a cabeça.

Muitas pessoas me olharam assustadas e outras indignadas, mas não me importa.

Alice copiou seu noivo apertando os lábios para não rir.

Ela sabe que pela beleza de Edward e o dinheiro dele muitas moças sumanesas estão preparadas para ignorarem os boatos ruins e caírem na cama com ele e que ouvi sussurros vergonhosos quando muitas hoje acharam que eu estava longe.

─ A Sultana conhece minha cabeça, mas Lady Tanya não vai mais trabalhar no museu do palácio e não vai ter uma carta de recomendação, porque não vou ter a vergonha de deixar que usem meu nome para recomendar uma pessoa que não conhece seu lugar. ─ Edward decidiu.

Não falei nada. Aas vezes ele é difícil.

─ Compreendendo, Majestade e ela não vai mais desrespeitar a Sultana. ─ Eleazar respondeu humilde.

─ Acho bom ou vou dar motivos verdadeiros para todos terem medo de mim. ─ ele grunhiu.

Apertei sua bisht.

Eleazar se curvou.

─ Com licença Majestades, Alteza e minha Lady. ─ ele também mostrou respeito por Alice, apesar dela não oficialmente da realeza e saiu.

Olhei para Alice.

Minha amiga não sabe, mas pela posição importante que Eleazar tem no sultanato o comportamento dele com ela abre um novo critério na etiqueta real de Suma quando as pessoas falarem com ela.

Virei para as pessoas na mesa e sorri.

─ Com a educação que tive ia ser muito fácil acompanhar a etiqueta real, mas meus pais sempre me deram liberdade para ter o péssimo costume de ser franca e como meu marido não é diferente deles: continuem aproveitando o almoço, mas perdi a fome. Com licença. ─ falei suave movendo a cabeça para elas e por debaixo do meu olhar vi Edward sorrir.

Ele também não continuou no almoço, mas Jasper e Alice não saíram dele e no começo da noite todos estavam preparados para o último compromisso formal que festeja o sucesso da reunião.

─ Está tudo organizado, revisando e preparado para praticamos seu plano. ─ Jasper entrou na tenda que reservaram para mim e Edward.

Estávamos sozinhos nela.

Expeli o ar.

─ Mas por pouco você não estragou tudo. ─ murmurei.

Ele sorriu.

─ Não seja chata, eu sabia que Tanya não ia longe na frente do Edward e ela teve sorte por não por não ser chá quente.

Também sorri.

─ Onde ela está? ─ perguntei.

─ Na tenda mais afastada da tribo.

Movi a cabeça.

─ Comece a festa. Vou daqui a pouco.

Meu cunhado concordou e saiu.

Abri minha valise para pegar o escorpião que coloquei num vidro. Ouvi o som de fogos de artificio e protegida por um nicabe* ── muito usado pelas mulheres mais religiosas e idosas da tribo ── sai pela cozinha da tenda.

Não vi ninguém.

Todos estão na festa na área principal da tribo.

Ouvi Tanya gritar e movi meus dedos dando o sinal para o chefe de segurança de Jasper.

─ Tanya! ─ ouvi a voz preocupada de Carmem no interior da tenda dela.

─ Mãe me ajuda. É um escorpião amarelo. ─ Tanya se desesperou.

Sorri.

Ele é um dos animais mais venenosos do mundo.

─ Ai, está doendo muito. ─ chorou.

─ Calma filha. Vou procurar ajuda.

─ Não vai não. A festa mal começou. ─ ouvi a voz do meu cunhado e contando de um a cinco entrei na tenda.

Carmem me olhou achando que ia conseguir ajuda.

Tirei o nicabe e o medo que estava no olhar dela triplicou.

─ Não é divertido ver uma pessoa sofrendo com dor sabendo que a morte dela pode vir ligeira? ─ perguntei sorrindo.

Percebi que meu olhar estava doido.

Jasper estava cobrindo a boca de Carmem.

Tanya gritou e um dos seguranças dele entrou para cobrir a boca dela.

Me abaixei olhando para ela.

─ Pobre Tanya. Você colocou a naja mais venenosa do mundo para me picar e sua mãe escolheu o mais mortífero dos escorpiões, mas meu corpo continua sem arranhões e o seu...

Ela estava suando e a mãe tremeu.

Movi minha mão autorizando o segurança a tirar a mão da boca dela.

─ Não pode me matar. Meu pai...

Movi minha mão de novo e ele a cobriu machucando um pouco.

─ Seu pai não está acima de mim e tentativa de assassinato contra uma pessoa da realeza não é um crime pequeno.

Tanya chorou e sua mãe tentou se libertar.

Levantei.

─ O escorpião foi uma escolha sua, mas achei justo que você sentisse um pouquinho do que minha mãe ia sentir se aquele escorpião tivesse me picado. ─ grunhi para Carmem. ─ E acho que nunca sofreu mais por ter conseguido casar sua filha com meu marido. ─ ela se moveu e Tanya gemeu. ─ Quê? Achou que eu ia esquecer que mandou Tanya para me assustar na primeira vez que vim para Suma? ─ ri. ─ Minha cabeça é das melhores e por vocês descobri que também pode ser das mais vingativas.

Virei para Tanya e apertei onde o escorpião a picou.

Com o rosto vermelho ela se moveu com muita dor e Carmem se agitou nos braços de Jasper.

A soltei colocando meus lábios no seu ouvido:

─ Que sua morte seja devagar e muito, muito dolorosa. ─ falei baixo.

Ela se arrepiou e me afastei.

Meus olhos brilharam e chefe de segurança de Jasper entrou na tenda com Edward.

Não mostrei nada.

Ele olhou para mim e virou para Jasper, mas continuou calado e olhando para Tanya moveu seus dedos mandando o segurança tirar a mão da boca dela.

─ Têm sorte de eu ter concordado com o plano deles ou a dor do veneno de um escorpião não ia ser nada com vocês em minhas mãos. ─ grunhiu.

Me surpreendi, mas continuei não mostrando nada.

─ Majestade. ─ as duas falaram juntas.

Jasper tinha tirado a mão da boca de Carmem.

Edward moveu seus dedos e os seguranças do seu irmão cobriram de novo.

─ Vigiem as saídas da tenda e pessoas não autorizadas não entram. ─ ele falou com os seguranças que estavam na entrada da tenda.

Jasper e eu o acompanhamos, mas meu cunhado caminhou para o lado oposto da gente.

Edward caminhou calado na minha frente.

─ Quanto tempo para elas descobrirem que o escorpião não é venenoso? ─ perguntou.

Sorri.

Ele sabe como sou.

Seu irmão colocou um muito parecido com o verdadeiro escorpião amarelo para morder Tanya, mas não o verdadeiro.

Não sou das pessoas que matam.

─ Só mais uns minutos. ─ murmurei.

Meu marido continuou caminhando na minha frente.

─ Tortura psicológica?

Expeli o ar olhando para o céu estrelado e baixei meu olhar de novo.

─ Edward.

Parou virando para mim e colocando suas mãos no meu rosto me beijou.

Coloquei minhas mãos no peito dele sentido seu medo de me perder no nosso beijo.

─ Nada mais escapa de mim no palácio e eu sabia que você não estava me falando tudo, mas no parque de Nova Iorque prometi que você nunca vai perder sua liberdade e para não roubar suas escolhas esperei seus movimentos. Só, que foi muito difícil me controlar quando descobrir o escorpião só depois que você abriu a gaveta.

─ Elas...

─ Estão tendo muito menos do que merecem ou do que iam ter comigo e quando Jasper jogou a taça com suco na Tanya desejei jogar toda a jarra nela, mas... ─ tirou suas mãos do meu rosto.

─ Ela teve sorte por não sorte por não ser chá quente. Ouvi essa frase antes.

Edward sorriu percebendo que ela foi falada por Jasper.

─ Ele é o melhor presente que meus pais me deram e um anjo da morte para os nossos inimigos, mas não meu único olhar e outra pessoa que ia tirar a naja do seu quarto quando o viu se escondeu dele.

Perdi o ar não sabendo se me sinto mal por ter que esconder a verdade deve ou orgulhosa por sua inteligência.

─ Eu...

─ Me machucou muito confiando mais no meu irmão do que em mim.

Doeu o que ouvi e me odeio por machucá-lo, mas a pessoa que sou nunca ia reagir diferente sem perceber que ele sabia de tudo.

Coloquei as mãos no seu rosto.

─ Não, amor meu. Você é a lei máxima de Suma e se tudo desse errado eu não ia deixar que levasse a culpa por mim ou as destruísse ligeiro, mas colocar seu bem estar acima do meu não é falta de confiança, é cuidado, porque eu te amo e por me amar você também tem me colocado acima de você sendo mais aberto a minha maneira de ser do que todos os sumaneses juntos.

Seu olhar triste suavizou e colocou a mão no meu rosto.

─ Sou seu marido, é minha obrigação cuidar de você e valorizo sua proteção, mas não estamos no Ocidente e na península arábica os erros da mulher sempre são culpa do marido.

─ Não se ela sabe como afastar a culpa dele e sou sua esposa, mas apesar de ter nascido numa cultura na qual as mulheres sempre tem que serem submissas aos homens fui educada de maneira diferente e mesmo que eu tente nunca vou conseguir estar parada vendo você sofrer se posso evitar.

─ Não vou estar sofrendo quando eu acabar com elas. ─ respondeu frio.

─ Edward...

─ É a lei. As duas a quebraram quando ameaçaram sua vida e a punição não delas não vai parar no que você e Jasper começaram. ─ grunhiu com raiva.

Aspirei.

Ele me abraçou.

─ Jure que não vai me esconder mais nada. Preciso poder confiar em você para não cair. ─ falou baixo.

─ Nunca mais. ─ respondi.

Edward me abraçou mais forte.

Beijei seu peito e na festa de mãos dadas crianças criaram uma roda bailando comigo.

Meu marido sorriu para mim.

─ A Sultana vai ser uma mãe maravilhosa. ─ ouvi falarem para ele.

─ Não agora. A maioria das cláusulas do nosso contrato pré-nupcial que publiquei no site oficial do sultanato foram exigências minhas e ela aceitou esperar uns meses para nos conhecemos melhor antes de sermos pais. ─ respondeu.

Aspirei.

Sei o que meu marido está fazendo: deixando que conheçam seus desejos ele afasta de mim cobranças futuras, mas as coloca nos seus ombros e não gosto de o ver se sobrecarregando por mim.

Virei a cabeça vendo o chefe de segurança do meu cunhado mover seus dedos para nos mostrar que o médico real ia entrar na tenda da Tanya e reconhecendo a raiva no olhar de Edward sei que ninguém vai desejar ser ela ou Carmem amanhã. Só, que também não acabei meu plano.

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Notas finais
*Bisht: é uma roupa usada por cima das outras em funções oficiais ou comemorações.